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MPF-RJ denuncia Chevron por crime ambiental


O vazamento identificado no ano passado rendeu denúncias à Chevron / ANP/AFP
23/03/2012

Denúncia também foi feita a 17 pessoas por crime ambiental e dano ao patrimônio público após vazamento do ano passado

Da Redação, com AFP
noticias@band.com.br

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denunciou nesta quarta-feira à justiça a companhia petroleira americana Chevron e 17 executivos por "crime ambiental", após um vazamento de petróleo ocorrido em novembro em águas do país.

"O Ministério Público Federal denunciou as empresas Chevron, Transocean e 17 pessoas por crime ambiental e dano ao patrimônio público em virtude do vazamento" ocorrido em novembro de 2011, informou o órgão em um comunicado, no qual indica que as penas podem somar 31 anos de prisão.

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Outro vazamento 

A empresa anunciou, na última semana, mais uma fonte de vazamento no Campo de Frade (Bacia de Campos). A mancha de óleo foi descoberta durante o trabalho de monitoramento que técnicos da empresa fazem regularmente no campo petrolífero.

A Chevron assegura que comunicou o fato aos órgãos responsáveis. De acordo com a petrolífera, foram instalados imediatamente dispositivos de contenção para coletar as gotas de óleo que estão vazando do poço. Segundo a nota, essas gotas são pouco frequentes e as causas do vazamento já estão sendo apuradas por técnicos da companhia.

Autuação

A empresa foi autuada novamente pela ANP “por não atender notificação da agência para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novas exsudações [vazamentos] na área”, segundo nota divulgada pelo órgão regulador.

Técnicos da ANP estiveram no Centro de Comando de Crise da Chevron e determinaram a instalação de um coletor no novo ponto de vazamento identificado pela empresa. A agência prossegue acompanhando o primeiro vazamento desde o dia do incidente, 7 de novembro.

Os técnicos da agência avaliam que o vazamento detectado agora seja proveniente de fissuras no fundo do mar e não do poço da Chevron, que foi lacrado pela companhia. 

Fonte: Band.com.br

ANP diz que há novo vazamento na região do Campo de Frade


Novo vazamento de petróleo na mesma região de incidente envolvendo 
a petroleira americana Chevron (Foto: Divulgação)
16/03/2012

Segundo a ANP, o vazamento deve estar vindo de fissuras no fundo do mar, não do poço da Chevron, que foi selado

Rio de Janeiro - A Agência Nacional do Petróleo informou nesta quinta-feira que há um novo vazamento de petróleo na mesma região do incidente envolvendo a petroleira norte-americana Chevron, no campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ).

O vazamento deve estar vindo de fissuras no fundo do mar e não do poço da Chevron que foi abandonado após o acidente ocorrido em novembro, afirmou à Reuters assessoria de imprensa do órgão regulador brasileiro.

A ANP não informou imediatamente o volume do óleo que vazou no local, mas antecipou que deve ser uma pequena quantidade, dado o tamanho da mancha que surgiu na região.

Semanas após o vazamento que levou a ANP a proibir a Chevron de realizar perfurações, a então diretora do órgão regulador Magda Chambriard afirmou que a petroleira não havia selado o poço corretamente.

"Os perfis de cimentação ainda não mostram a perfeita aderência do cimento ao poço. Quer dizer que o abandono do poço ainda não está completo", disse Chambriard em 9 de dezembro.

A assessoria de imprensa da ANP informou que vai verificar se a Chevron cumpriu adequadamente todos os procedimentos de cimentação do poço onde houve vazamento.

Fonte: EXAME.com

MPF pede indenização de R$ 20 bi a Chevron e suspensão das atividades da empresa


Rogério Santana/Governo do Rio de Janeiro
Barcos trabalham na contenção de óleo na plataforma da Chevron na bacia de Campos

14/12/2011

UOL Notícias / WQ

O MPF (Ministério Público Federal) em Campos (RJ) moveu ação civil pública contra a petroleira norte-americana Chevron, sua filial no Brasil e a empresa contratada Transocean, pedindo indenização de R$ 20 bilhões pelos danos ambientais e sociais causados pelo derramamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no dia 7 de novembro. O MPF quer também que a Justiça Federal conceda liminar suspendendo todas as atividades da Chevron Brasil e da Transocean, sob pena de multa diária de R$ 500 milhões.

Durante as investigações, o MPF apurou que a Chevron e a Transocean não foram capazes de controlar os danos causados pelo vazamento de cerca de 3.000 barris de petróleo, o que evidencia a falta de planejamento e gerenciamento ambiental das empresas. Para o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, as empresas demoraram para fechar o poço e cimentar as fontes de vazamento, insistindo na alegação de que o acidente era ínfimo. Além disso, a técnica utilizada pela Chevron para conter o derramamento não surtiu efeito, pois o cimento usado seria instável, o que revela o despreparo e descaso da empresa.

A Chevron também admitiu que houve falha de cálculo para a exploração do óleo, alegando que a pressão no reservatório era maior que a estimada e a primeira camada de rocha era menos resistente que o previsto. A petroleira ainda omitiu informações à Agência Nacional de Petróleo (ANP), cometeu falhas no Plano de Contingência e errou ao dimensionar o desastre.

Contratada pela Chevron e responsável pela perfuração, a Transocean empregava no poço a plataforma SEDCO 706, a mesma utilizada à época do vazamento de óleo no Golfo do México, em abril de 2010. Após o julgamento definitivo da ação, o MPF pede a paralisação em definitivo das atividades da Chevron e da Transocean no Brasil.

Fonte: Midiamax.com

ANP proibe Chevron de perfurar poços no Brasil


Vazamento de óleo da Chevron na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro (Rogerio Santanta/Reuters)

24/11/2011

Agência também negou autorização pedida pela empresa para perfurar novo poço na área do pré-sal. Diretoria cita "negligência" da petroleira na operação no Campo de Frade, na Bacia de Campos

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) determinou, na tarde desta quarta-feira, a suspensão das atividades de perfuração no Campo de Frade “até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área”. A decisão é da diretoria da ANP, e compreende todas atividade de perfuração da Chevron do Brasil no território nacional.

Também hoje a ANP rejeitou pedido da concessionária para uma nova perfuração no Campo de Frade, com o objetivo de atingir o pré-sal. “A Diretoria entende que a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade”, diz a nota divulgada pela agência.

De acordo com o informe, a medida não alcança “as atividades necessárias ao abandono definitivo do poço 9-FR-50DP-RJS e a restauração das suas condições de segurança”. Ou seja, a empresa não pode mais perfurar, mas deve continuar a trabalhar para combater os impactos do desastre ambiental causado pelas falhas na operação do poço.

A decisão, segundo a ANP, baseou-se em “análises e observações técnicas da Agência, que evidenciam negligência, por parte da concessionária na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono”. Também houve, para a ANP, falta de maior atenção às melhores práticas da indústria.

A própria ANP não está livre das investigações sobre o acidente. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, hoje, abertura de auditoria para investigar o quanto a agência tinha controle das condições de operação da Chevron. A Petrobras também terá que explicar que critérios usou para se associar à Chevron para a operação no Campo de Frade.

Fonte: Veja

Empresa responsável por vazamento de petróleo no Rio perde R$ 47 bi em valor de mercado

Soma de todas as multas para a Chevron podem chegar a R$ 260 milhões

22/11/2011

Divulgação: ANP
Desde o dia 8 de novembro, quando começou o vazamento de petróleo na bacia de Campos, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, a empresa americana Chevron (responsável pelo acidente) já perdeu US$ 26,3 bilhões (aproximadamente R$ 47 bilhões) em valor de mercado. A queda é de 11,4%, segundo estudo de Einar Rivero, diretor da consultoria Economática. 

A Economatica é uma empresa fundada em 1986, presente em oito países, que faz análises de cenários financeiros em diversos segmentos econômicos. Entre outros aspectos, seus levantamentos ajudam corretoras, bancos, fundações e outros investidores a analisarem os riscos de operações financeiras antes de fecharem seus negócios.

No primeiro dia do vazamento, a petrolífera valia US$ 216,8 bilhões (R$ 379,4 bilhões) e na segunda-feira (21) fechou a US$ 190,5 bilhões (R$ 332,4 bilhões). De acordo com os cálculos feitos por Einar Rivero, a companhia é a empresa que mais perdeu em valor de mercado entre todas do setor nos Estados Unidos e na América Latina, de acordo com o levantamento.

A segunda empresa que mais perdeu valor foi a americana Exxon-Mobil, seguida da brasileira Petrobras. A empresa perdeu o equivalente a US$ 11,5 bilhões (cerca de R$ 20,12 bilhões). Em quarto lugar no levantamento aparece o conglomerado internacional Occidental Petroleum, seguido da americana ConocoPhilips.

Por conta do acidente, as multas contra a petrolífera Chevron podem chegar a R$ 260 milhões, somando as atuações do Ibama (R$ 60 milhões), da ANP (que podem chegar a R$ 100 milhões) e do governo do Estado do Rio, que vai entrar com uma ação civil pública em que exigirá reparação de R$ 100 milhões.

O diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo e Gás), Haroldo Lima, afirmou na segunda que a Chevron omitiu informações sobre o vazamento e não tinha equipamentos adequados para estancar o despejo de óleo. Além disso, diretores da agência também acusam a petrolífera de ter editado as primeiras imagens que mostravam o óleo saindo das fissuras.

A ANP afirma ainda que, a partir de observação apenas visual,  a estimativa é que a mancha tenha diminuído de 12 km² no dia 18 para 2 km² na segunda-feira (21), quando técnicos do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais) fizeram mais um sobrevoo na região. 

Assista ao vídeo que mostra o vazamento de óleo no subsolo da Bacia de Campos:

 

Fonte: Noticias.r7.com
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