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JAPAN AIRLINES FAZ PARCERIA PARA TRANSFORMAR ROUPAS EM COMBUSTÍVEL



19/08/2017

A Japan Airlines está trabalhando em associação com a empresa de reciclagem Japan Environmental Planning (Jeplan) e o Green Earth Institute para desenvolver um processo de transformação de roupas usadas em biocombustível para aviões a partir de tecnologias de fermentação. A expectativa da companhia aérea é que esse projeto inédito de reaproveitamento tenha um impacto significativo no Japão, país que descarta 1,97 milhão de toneladas de têxteis anualmente - volume suficiente para lotar quase três estádios de beisebol.

O empresário Michihiko Iwamoto, que fundou a Jeplan em 2007, passou cinco anos desenvolvendo uma forma de criar bioetanol a partir camisetas e calças jeans, usando fermentação para quebrar os açúcares contidos no algodão em alcoóis. “Apesar dos avanços tecnológicos, a fibra têxtil continua sendo queimada ou enviada para aterros. Só no Japão são quase 2 milhões de toneladas por ano que poderiam ser reaproveitadas”, destaca Iwamoto ao comentar um dos assuntos que mais atrai seu interesse: a reciclagem. “Quero incentivar a formação de uma sociedade orientada para a reciclagem.”

A empresa vem pesquisando também o reaproveitamento de outros materiais. Um exemplo é a fibra de poliéster. Segundo dados da Jeplan, essa fibra é usada na fabricação de cerca de 60% do vestuário produzido hoje e grande parte de sua matéria-prima é derivada do petróleo. A reciclagem começa com a dissolução da fibra de poliéster que é purificada e transformada em uma resina de poliéster utilizada novamente como matéria-prima para fabricar fibra de poliéster.

A Jeplan está agora construindo uma planta para produzir combustível aeronáutico experimental em uma de suas unidades fabris. Embora o algodão produza apenas uma pequena quantidade de combustível, os benefícios de desviar roupas usadas dos aterros são bastante promissores. Estima-se que 100 toneladas de algodão gerem cerca de 10 quilolitros de combustível. A reciclagem de todo o algodão usado do Japão poderia produzir 70.000 quilolitros de combustível por ano, o que representa menos de 1% do consumo do país. Vale notar, porém, que a tecnologia que está no radar da Jeplan também poderá ser aplicada para outros tipos de resíduos, incluindo papel. Ou seja, o vestuário pode ser apenas o começo.

A Jeplan já está trabalhando com 12 varejistas - como as gigantes Aeon e Muji - para coletar itens em mais de 1.000 lojas em todo o país. A empresa planeja iniciar voos de teste usando uma mistura de combustível convencional e derivado de algodão em 2020, antes de estabelecer uma fábrica comercial até 2030.

Para saber mais: 

http://www.jal.com/en/ 
https://www.jeplan.co.jp/en/

Fonte: CEMPRE

EMBRAPA E FUNDAÇÃO BAHIA LANÇAM TRÊS NOVAS CULTIVARES TRANSGÊNICAS DE ALGODÃO COM ALTA PRODUTIVIDADE E QUALIDADE SUPERIOR DE FIBRA



31/05/2017

Alta produtividade, estabilidade de produção, fibra de qualidade superior, além de resistência às principais lagartas que atacam o algodoeiro e ao herbicida glifosato. Essas são algumas das características das três novas cultivares de algodão que a Embrapa e a Fundação Bahia disponibilizam aos cotonicultores. O lançamento das cultivares BRS 430 B2RF, BRS 432 B2RF e BRS 433 FL B2RF acontecerá durante o Bahia Farm Show, que acontecerá de 30 de maio a 3 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, na região Oeste do Estado. O evento de apresentação das cultivares aos produtores, técnicos e parceiros será realizado em paralelo à feira, na sede da Fundação Bahia, dia 31 de maio.

As novas cultivares de algodão têm a tecnologia Bollgard II Roundup Ready Flex (B2RF, da Monsanto), que conferem a resistência ao glifosato e a lagartas. “A três cultivares possuem transgenia para resistência a lagartas, com dois genes Bt (Bacillus thuringiensis), o que reduz a necessidade de uso de inseticidas para o controle de lagartas; além disso, possuem resistência ao herbicida glifosato, permitindo a pulverização com glifosato para controle de plantas daninhas, sem a necessidade de utilização de herbicidas não seletivos em jato dirigido”, afirma o pesquisador Camilo Morello, líder do programa de melhoramento genético do algodoeiro na Embrapa.

As cultivares BRS 432 B2RF e BRS 430 B2RF destacam-se pelo elevado potencial produtivo. A produtividade em pluma das duas cultivares foi superior à das cultivares usadas como testemunhas, em oito de dez ambientes nos estados de Goiás, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Piauí, na safra 2015/2016. A produtividade média é superior a 4.500 quilos (300 arrobas) de algodão em caroço por hectare e a produtividade máxima pode ultrapassar seis mil quilos (400 arrobas) de algodão em caroço por hectare.

Ambas são indicadas para os cerrados da Bahia e demais estados do Matopiba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, sendo a BRS 432 B2RF própria para a abertura do plantio em primeira safra e a BRS 430 B2RF para o meio e fechamento do plantio em primeira safra ou para segunda safra no cerrado do Centro-Oeste (safrinha). O rendimento de fibra médio da BRS 432 B2RF é de 42% e o da BRS 430 B2RF é de 40%.

“Com as cultivares BRS B2RF nós disponibilizamos genética adequada ao ambiente tropical, para que os cotonicultores brasileiros obtenham alta produtividade, estabilidade de produção, fibra de qualidade superior, resistência as doenças, além da resistência às principais lagartas e ao herbicida glifosato,” sintetiza Camilo Morello.

Primeira cultivar transgênica de fibra longa

A BRS 433 FL B2RF é a primeira cultivar de algodão transgênico de fibra longa do Brasil. O novo material possui comprimento de fibra superior a 32,5 mm, e elevada resistência (acima de 34 gf/tex), características consideradas ideais pela indústria têxtil para a fabricação de tecidos finos destinados à fabricação de roupas. O comprimento médio das fibras atualmente disponíveis no mercado é em torno de 30 milímetros. Hoje o Brasil importa fibras longas para misturar com fibras médias e produzir um fio de melhor qualidade. A nova cultivar pode ajudar a suprir a demanda interna por fibra longa.

A cultivar tem porte médio e ciclo longo, portanto é indicada para a abertura do plantio nos cerrados da Bahia e demais estados do Matopiba (Maranhão, Piauí e Tocantins), além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Também é recomendada para o cultivo em condições irrigadas do semiárido do Nordeste. O potencial produtivo é superior a 4.500 quilos (300 arrobas) de algodão em caroço por hectare com rendimento de fibra em torno de 38%.

“Atualmente o Brasil não produz algodão transgênico com esta qualidade de fibra e, por isso, a nova cultivar representa uma oportunidade para atender essa demanda. A maior parte da fibra de qualidade superior é importada de países como o Egito, Estados Unidos e Peru”, avalia o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão (PB), pesquisador João Henrique Zonta.

O pesquisador orienta que em lavouras de algodão geneticamente modificado para resistência a insetos (Bt) é recomendado cultivar 20% da área com cultivares não Bt, como é o caso das cultivares BRS RF, também desenvolvidas pela Embrapa e Fundação Bahia. “Essa área é chamada de refúgio e tem por objetivo evitar a multiplicação de insetos resistentes e consequentemente a perda da tecnologia”, explica Zonta.

Ascom Embrapa Algodão

Fonte: Aiba
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