Mostrando postagens com marcador Ônibus a Hidrogênio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ônibus a Hidrogênio. Mostrar todas as postagens

Ônibus movidos a hidrogênio entram em circulação em São Paulo

Veículos a hidrogênio ajudam a impulsionar uso de tecnologia limpa para o transporte no Brasil
Foto: Emtu/SP

05/03/2016

Passageiros que utilizam transporte público entre as regiões de Santo André e Diadema, em São Paulo, terão a oportunidade de contribuir para a redução da emissão de gases no meio ambiente. Entraram em circulação na quarta-feira, 2 de março, no Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD), dois novos ônibus movidos a hidrogênio.

Os ônibus, desenvolvidos com tecnologia brasileira, são resultado de um projeto em parceria entre o Pnud, o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. (Emtu/SP), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e da Agência Brasileira de Inovação (Finep).

Em junho de 2015, três ônibus foram entregues ao Estado de São Paulo e ativados para teste. Na manhã de terça-feira, dois deles foram integrados à frota dos ônibus intermunicipais gerenciada pela Emtu/SP. Os trabalhos começaram pontualmente às 5h20 e às 5h40, ambos operando na Linha 287P Piraporinha a Santo André, em trajeto bastante demandado por usuários.

Segundo informações do Pnud e da Emtu, a tecnologia utilizada de propulsão é totalmente livre de emissões de poluentes. No lugar de dióxido de carbono e outras emissões dos carros comuns, somente vapor d’água é eliminado pelo escapamento dos ônibus.

Além de contribuir para mitigar a mudança global do clima, os novos ônibus também ajudam a impulsionar o uso de tecnologias limpas para transporte no país. “O desenvolvimento da tecnologia, em território nacional, de veículos movidos a hidrogênio ainda é um processo restrito a um grupo seleto de países. Isso deixa o Brasil em uma posição de destaque mundial na área”, ressalta a oficial de programa de Desenvolvimento Sustentável do Pnud, Rose Diegues.

Os dois ônibus reforçam a preocupação com o meio ambiente. Eles são decorados com pássaros representativos da fauna brasileira e recebem nomes de aves. Um deles é o Ararajuba, ave da região Amazônica que representará as regiões Norte e Nordeste, e outro o Sabiá Laranjeira, considerada por Decreto Presidencial como um dos quatro símbolos nacionais.

Fonte: EcoD

Na Rio+20, o ônibus verde brasileiro


O ônibus a hidrogênio apresentado pela Coppe: mais eficiente que os modelos europeus (Foto Arena)

15/06/2012

No Parque dos Atletas, Coppe/UFRJ apresenta versão de ônibus a hidrogênio que, além de não poluir, consome menos energia que modelos europeus

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro

Em tempos de Rio+20, empresas e instituições se esforçam para mostrar ao mundo sua versão “verde”. O momento apropriado para a Coppe/UFRJ lançar a segunda versão de um ônibus movido a hidrogênio - uma versão radicalmente diferente dos veículos movidos a diesel ou outros tipos de motores a combustão. O instituto é o único centro de ensino e pesquisa com um estande montado dentro do Parque dos Atletas, um dos locais principais da conferência. O braço principal da engenharia da UFRJ, a Coppe, desenvolveu a tecnologia em parceria com a Tracel, uma empresa privada criada exclusivamente para esse projeto. 

Veículos a hidrogênio são testados há pelo menos uma década na Europa. Em 2006, começaram a ser testados 30 coletivos em diversas cidades do continente. Em 2010, uma nova versão foi lançada. Segundo a Coppe, a novidade brasileira é a redução do uso do hidrogênio. Enquanto na Europa se gasta 14 quilos do gás para 100 quilômetros rodados, no Brasil são cinco quilos.

“O ônibus é viável hoje. Não se trata mais de uma questão tecnológica, mas comercial e financeira. Não há mais barreira tecnológica para usar o ônibus a hidrogênio”, afirmou o coordenador do laboratório de Hidrogênio da Coppe, Paulo Emílio Valadão de Miranda. Esses coletivos têm tomadas para recarregar os dispositivos dos passageiros e internet sem fio.

Segundo Miranda, os governos estadual e federal são simpáticos ao projeto. “Mas os caminhos para transformar simpatia em algo efetivo às vezes não são os muito simples”, afirmou Miranda, para quem uma possível solução para viabilizar o ônibus economicamente passaria por um incentivo governamental. Isso se daria através de uma legislação que exigisse uma frota de veículos não poluentes.

Segundo o diretor executivo da Tracel, José Lavaquial, há interessados na compra da tecnologia. Os coletivos que já circulam pelo país podem ser adaptados. Não é necessário que se compre um novo ônibus para que ele seja movido a hidrogênio. Caso um empresário tenha interesse em renovar a frota, o valor a ser desembolsado pelo ônibus será caro. No Brasil, ele custa um milhão de reais. Se comparado a Europa, o valor parece menos pesado. No continente europeu, custa um milhão de dólares.

O problema para tornar a frota brasileira sustentável esbarra nas estações de abastecimento de hidrogênio. No Rio, por exemplo, não há onde abastecer. No mundo todo, existem 350 desses postos, o que demonstra uma necessidade de se investir mais em transportes não poluentes. A existência de um ônibus a hidrogênio por si só demonstra um avanço no uso de energia limpa. A expectativa é de que a vitrine da Rio+20 impulsione a viabilidade.


Curso online de Biologia e Taxonomia de Macroinvertebrados Aquáticos
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...