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EUA admitem e investigam possível bombardeio a hospital da MSF no Afeganistão

03/10/2015

Cabul, 3 out (EFE).- Os Estados Unidos reconheceram neste sábado que possivelmente causaram "danos colaterais" em uma instalação médica durante um bombardeio em Kunduz, no norte do Afeganistão, e disseram que estão investigando o incidente, enquanto a Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou que vários de seus integrantes morreram no ataque.

O porta-voz das tropas americanas no Afeganistão, o coronel Brian Tribus, disse à Agência Efe que houve um "ataque aéreo em Kunduz às 2h15 locais (18h45 de Brasília de sexta-feira) contra indivíduos que ameaçavam o contingente".

"O ataque pode ter causado danos colaterais em uma instalação médica próxima. O incidente está sendo investigado", indicou Tribus.

De acordo com a MSF, três de seus integrantes morreram e outras 30 pessoas continuam desaparecidas após o bombardeio do hospital no qual trabalhavam em Kunduz, cidade estratégica do norte que, desde segunda-feira, é cenário de combates entre os talibãs e as tropas afegãs, que contam com apoio aéreo dos EUA.

O hospital, o único que funcionava na cidade, ficou "bastante danificado" em um bombardeio "prolongado" lançado às 2h10 locais deste sábado (18h40 de Brasília da sexta-feira), disse a MSF em comunicado.

Na última segunda-feira, os talibãs atacaram e tomaram Kunduz, uma cidade estratégica para as comunicações no norte do país, sua conquista mais importante desde que foram removidos do poder durante a invasão de americanos e aliados em 2001.

As tropas afegãs declararam que retomaram a cidade na quarta-feira em um contra-ataque que contou com apoio aéreo dos Estados Unidos, mas, desde então, os confrontos continuam na cidade.

A Otan, que como parte da missão Apoio Decidido conta com cerca de 4 mil militares em tarefas de assistência e capacitação, também participou da campanha em apoio às tropas afegãs no terreno.

Os Estados Unidos mantêm uma missão de combate no país com cerca de 9.800 soldados que devem permanecer no Afeganistão até final do ano. 

Fonte: UOL


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