Memórias de uma árvore nascida em Porto Alegre


Quem conta esta história é uma velha e centenária árvore, uma Paineira, que viu quando tudo começou. Mas deixem que ela mesma diga o que aconteceu...

“... com o tempo tudo vai e tudo muda”.
Camões

(Página 11)

Nasci há muitos anos, tantos que já nem me lembro direito. Só sei que foi por volta de 1700. Isso mesmo. Foi há cerca de 300 anos! Nossa como tudo era diferente naquela época! Lembro que quando cheguei a este morro, pequenina, apenas uma semente carregada pelo vento, havia muitas árvores e flores silvestres por todos os lados. E a vista, ah! A vista era belíssima.

Assim que comecei a crescer e esticar meu tronco, podia ver o Guaíba lá embaixo, com suas ilhas e suas águas limpinhas e transparentes, cheias de peixes. Por onde quer que eu olhasse, lá estava ele, lindo, calmo, um espelho onde o Sol sempre gostou de refletir seu brilho e inventar, a cada dia, um pôr-do-sol mais colorido, mais iluminado, mais maravilhoso...

Naquela época, Porto Alegre nem existia. Onde hoje é o centro, havia apenas algumas casas de barro, cobertas de capim seco ou palhas de trigo.

As ruas não passavam de caminhos e tinham nomes bastante originais, como: Rua da Ponte, do Cotovelo, do Arroio, Rua Formosa, Travessa do Poço, Rua da Prainha, Rua da Cova da Onça, lembrando sempre alguma característica do lugar.
...

(Página 13)

E o povoado que já havia sido chamado de Porto do Viamão ou dos Dorneles, Porto de São Francisco dos Casais, Porto Alegre dos Casais, Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre, mudou seu nome definitivamente para Porto Alegre, provavelmente em homenagem a uma pequena cidade existente em Portugal e muito parecida com a nossa, chamada “Portoalegre”.
...

(Página 28)

Ninguém mais pára para olhar meu imenso tronco espinhento, nem observa o joão-de-barro construindo sua casinha, ninguém ouve o chamado do bem-te-vi, nem se encanta com as belíssimas flores que cobrem minha copa na primavera...

E eu, que podia ver e ser vista à grande distância, hoje estou escondida no meio de tantos prédios. E me sinto cansada. Muito cansada.
....

A autora

“Sou gaúcha, natural de Porto Alegre.
Filha de alemães, deles herdei os cabelos louros, os olhos muito azuis e o sobrenome Muller. Depois de casada passei a assinar também o nome de meu marido: Poças.
Sempre gostei de ler e estudar. Me formei professora e jornalista.
Amo a natureza: as flores, os animais, o mar, o sol e adoro crianças. A elas dedico a maior parte do meu trabalho.
Não tive filhos mas me considero muito mãe. Todo livro que escrevo é como um filho, um pedacinho de mim.
Vibrei com o nascimento de cada um como estou vibrando agora com o mais novo: “Memórias de uma Árvore nascida em Porto Alegre”.
...
Um grande e carinhoso abraço,
Iria.”

Livro: Memórias de uma árvore nascida em Porto Alegre
Autora: Iria Muller Poças
Iriar Editora
Ano: 1993

Fundação Zoobotânica do RS entre as melhores instituições científicas do mundo


A Fundação Zoobotânica do RS integra o ranking mundial entre os melhores institutos de pequisa do planeta. Este resultado foi publicado na edição de julho passado, na revista do Laboratório de Cibernética do Conselho Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), que coloca a FZB entre os dois mil melhores institutos de pesquisa do planeta. O Ministério da Ciência e Tecnologia comemora a boa classificação dos brasileiros. A FZB também. Segundo o presidente da Fundação, Ernani Ruschel Filho, este destaque é o reconhecimento ao importante trabalho realizado na instituição, graças à competência do seu corpo técnico, que vem atuando com o objetivo de conservar a biodiversidade gaúcha.
No total, foram analisadas 20 mil instituições e classificadas as primeiras 12 mil.
FUNDAÇÃO ZOOBOTÂNICA (FZB)
A FZB é o órgão responsável pela promoção e conservação da biodiversidade no Rio Grande do Sul. Através do Jardim Botânico, do Parque Zoológico e do Museu de Ciências Naturais, atua nas áreas de pesquisa, educação ambiental, conservação e lazer. Exemplos de suas atividades são a elaboração de diagnósticos e mapeamentos em unidades de conservação no RS, a descoberta e o estudo de novos organismos, a reprodução de espécies ameaçadas e a manutenção de coleções científicas de plantas e animais, vivos ou conservados.

Jardim Botânico de Porto Alegre comemora os seus 52 Anos


A Fundação Zoobotânica do RS comemora o 52º aniversário do Jardim Botânico de Porto Alegre (aberto ao público em 10.09.1958) com programação voltada para a comunidade.
Durante o mês de setembro, atividades educativas e culturais estarão ocorrendo na área do Parque, com o objetivo de aproximar a população gaúcha às questões ligadas à conservação da flora do Estado.

Como já é tradição, acontece no mês de setembro o Projeto Jardinação, em parceria com o Banrisul e a ONG Cataventus. Em sua VII Edição, o projeto visa a realização de ações integradas nas áreas da saúde, cultura e meio ambiente, oferecendo ao público visitante do Jardim Botânico exposições e mostras interativas, palestras, oficinas, atividades vivenciais, atendimentos na área da saúde, apresentações de teatro e de grupos musicais e contação de histórias.

O evento ocorre no dia 12 de setembro, das 10h às 17h. O visitante do Parque, neste dia, pode colaborar com a campanha de solidariedade, com a entrega de um quilo de alimento não perecível. Em caso de chuva o evento fica cancelado. (programação completa no blog no site http://www.fzb.rs.gov.br/)

Faz parte, também, das atividades comemorativas, a 4ª edição da Feira do Livro Infantil, evento promovido em parceria com o Secraso – Sindicato das Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional do Estado do RS, com apoio do Grupo Zaffari. A Feira ocorre de 23 a 26 de setembro, das 9h às 17h, junto ao estacionamento do Jardim Botânico. Em troca do ingresso, o visitante da feira pode doar um quilo de alimento não perecível, entregue no Parque, como apoio à campanha de solidariedade às comunidades mais carentes.
O patrono da Feira, pela segunda vez consecutiva, é o publicitário e escritor Luiz Coronel.

O Jardim Botânico de Porto Alegre fica na Rua Dr. Salvador França, 1427. Informações pelo telefone 51.33202027 ou no site http://www.fzb.rs.gov.br/.

Confira a programação

Data: 12 de setembro de 2010
Horário: 10h às 17h
Local: Jardim Botânico de Porto Alegre
Ingresso Solidário: 1 kg de alimento não perecível para doação


EXPOSIÇÕES E MOSTRAS DE ATIVIDADES
Local: calçadão e estacionamento
Horário: das 10h às 17h
- Divulgação institucional do Centro de Estudos Budistas Bodisatva: CEBB
- Exposição e Mostra de Atividades: Associação Duas Mãos Quatro Patas
- Laboratório de Educação Ambiental e Exposição de Artesanato da Mata Atlântica de Canela: Bosque de Canela / METROPLAN
- Artesanato em Papel: Grupo Tardes no Botânico
- O movimento espírita e o cuidado socioambiental: Sociedade Beneficente Espírita Bezerra de Menezes e Federação Espírita do RS
- Minhocasa e Orgânicos no Muro: MNO - Soluções Ambientais
- Feira de Poesia: Nos Lemos – coletivo de criação literária
- Exposição e Mostra de Atividades: GEA Grupo de Ecologia Ativa da Nova Acrópole


ATIVIDADES VIVENCIAIS
Local: ao lado do quiosque
Horário: 10h
- Danças circulares: Alceni Casagrande, Aldo Casagrande e Lúcia Guimarães


ATENDIMENTOS NA ÁREA DA SAÚDE
Local: estacionamento e calçadão
Horário: das 10h às 17h
- Orientações para o cuidado com a coluna vertebral: AMIQ
- Reiki - Divulgação e aplicação: Reiki no Parque
- Conheça os benefícios da Homeopatia: Grupo de Farmácias Homeopáticas do RS
- Jin Shin Jyutsu: Silvia Iankowski
- Seu Corpo Em Equilíbrio: Shiatsu e Alongamentos Musculares: Luciano Ferroni Personal Trainer & Assessoria Desportiva
- Dicas e dúvidas sobre atividade física personalizada: Edson Bento
- Yoga para crianças: ONG Um Novo Olhar
- Divulgação e Pratica de Yoga: Associação Brasileira de Yoga Antigo ABYOGA
- Ervas, Especiarias e Condimentos na Alimentação: Benefícios para a Saúde e Estética: IPGS – Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde

Horário: 10h 30
- Brotos Germinados: Instituto Elluz

Horário: 11h e 15h 30
- Divulgação e Pratica de Yoga para adultos e crianças: Espaço Yoga Vera Edler

Local: caramanchão
Horário: 10h às 17h
- Johrei: A energia vital: Johrei Centers

Local: coleção de Plantas Medicinais
Horário: 14h
- Conhecendo Plantas Medicinais - Patrícia e Miguel Torres

PALESTRAS
Local: auditório
Horário: 14h

- Ecologia Humana e a preservação da saúde: GEA – Grupo de Ecologia Ativa da Nova Acrópole

Horário: 14h 30
- Gerenciamento do Stress: Edson Bento

Horário: 15h 30
- Integrando Saúde e Meio Ambiente através das Terapias Holística: IPETRANS

Horário: 16 h
- Vídeo Arte Ambiental- SERES CAMINHANTES, detritos próprios, impróprios: Kira Lua

OFICINAS
Local: calçadão e estacionamento
Horário: 10h às 17h
- Reaproveitamento de Garrafas Pet - Reciclar Banrisul
- Reciclando idéias - Ikebana x vasos pet: Instituto Elluz
- Desenho contextualizado: Escola Mario Quintana

Horário: 10h 30 e 15h
- Brincando e aprendendo com a natureza: Faculdades Monteiro Lobato / Curso de Gestão Ambiental

Horário: 13h 30
- Observação da paisagem por meio do desenho: Jorge Herrmann

Horário: 14h
- Boneco Ecológico: Sociedade Beneficente Espírita Bezerra de Menezes

Horário: 14h 30
- Educação sexual: A.M.A.R. a Vida

TRILHAS
Horário: 14h
Saída: Centro de Visitantes do Jardim Botânico
- Trilha Orientada “Conhecendo o JB”: Jardim Botânico FZB/RS

APRESENTAÇÕES MUSICAIS

Horário: 14h 30
- Percussão com instrumentos alternativos e reciclados: Grupo Tambor Falante

Horário: 15h
- Apresentação do Conjunto Vocal “As Originais”

Horário: 16h30
- Apresentação da Orquestra Villa-Lobos


CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Local: ao lado do Orquidário
Horário: das 10h às 17h
- Roda de Histórias: Grupo Cataventus

Horário: 11h
- “Bac Bafo e Bac Bom no Mundo de Dona Boca”: PROMODONTO

Horário: 13h 30
- Dona baratinha quer falar: Banrisul

Horário: 14h
- O Mundinho: Reciclar Banrisul

TEATRO

Local: estacionamento
Horário: das 10h às 17h
- Matias e as Pedra Mágicas: ARTEMIM Centro de Arte Educação Ambiental

Local: Próximo ao Anfiteatro
Horário: 15h 30
- Cinco Estradas: A.M.A.R. a Vida e Grupo Teatral BLAH


Fonte: FZB

C&A planta mil mudas de árvores nativas em Porto Alegre


Ação é idealizada pela Loja Eco, primeira ecologicamente sustentável no Brasil; além de promover a educação ambiental para associados, objetivo é criar abrigos para aves e outros animais

A C&A, maior rede de varejo de moda do Brasil, iniciou o plantio de mil mudas de árvores nativas na região da grande Porto Alegre (RS), resultado de ação que teve início em dezembro de 2009, com a inauguração da Loja Eco, na capital gaucha. Primeira ecologicamente sustentável, a loja disponibilizou em seu lançamento uma “árvore dos desejos”, na qual os clientes penduraram seus sonhos e metas. Para cada mensagem, a C&A comprometeu-se a plantar uma árvore.

Foram mil desejos pendurados e a C&A já iniciou o plantio das mudas. Até o momento, foram plantadas 640 árvores de mais de 80 espécies diferentes, todas nativas da região de Porto Alegre. O local escolhido para receber as mudas foi o Sítio Terra Zen, em Viamão (RS) e todo o trabalho de plantio é realizado com a orientação técnica do renomado ambientalista gaúcho, Adolfo Muller.

Com o reflorestamento, a idéia é unir dois bosques nativos próximos e formar corredores ecológicos que possam servir de abrigo para aves e outros animais em seus deslocamentos migratórios e de repovoamento. Todas as árvores plantadas possuem certificado de origem e foram adquiridas no Jardim Botânico de Porto Alegre. A companhia conta ainda com a orientação técnica do ambientalista gaucho, Adolfo Muller.

Esta ação reforça ainda mais a preocupação da C&A com o meio ambiente. A companhia tem adotado diversas medidas que contribuem para a sustentabilidade do planeta. Como exemplo, a C&A implementou coleta seletiva e a utilização de dosadores de água e de energia em seu escritório central. As lojas de todo o país usam sacolas oxibiodegradáveis, em substituição às de plástico, e adotaram o papel reciclado nas embalagens de presentes e em todo material de papelaria usado na empresa.

Além disso, a C&A também adotou o uso de biodiesel em 100% da sua frota, como forma de reduzir a emissão de poluentes dos caminhões movidos a diesel. Desde 2008, a empresa realiza o controle de qualidade da fumaça emitida pelos caminhões que utiliza. Os veículos aprovados recebem um ‘Selo Verde”, criado pela C&A.

A loja Eco: Inaugurada em dezembro de 2009, em Porto Alegre (RS), trata-se da segunda unidade “verde” da C&A no mundo. A primeira foi inaugurada em 2008, em Mainz, na Alemanha. O espaço em Porto Alegre, que foi totalmente remodelado, adota conceitos de sustentabilidade com o objetivo de racionalizar o consumo de água, de energia e, consequenteme nte, de emissão de C0².

A preocupação ecológica na unidade é percebida desde a utilização de produtos ambientalmente corretos até a criação do espaço de sustentabilidade ao cliente. A loja Eco da C&A localiza-se à Rua dos Andradas, 1620, no Centro – Porto Alegre (RS).

Uma das atrações é o “Espaço Cliente”, um local exclusivo de informações sobre sustentabilidade e com coleções sustentáveis da C&A, como camisetas de algodão orgânico, sacolas retornáveis, chinelos de pneu reciclado e camisetas de malha feitas com garrafas pet recicladas. O local ainda conta com coletor de lixo eletrônico, como celulares, pilhas e baterias; painéis com ações de sustentabilidade da C&A e monitores especialmente treinados para dar informações sobre o assunto.

Outra novidade é o telhado verde na cobertura, com 640 m². Além de promover a biodiversidade, o isolamento térmico possibilita a redução do calor e do frio no interior da loja e, conseqüentemente, a menor necessidade do uso do ar condicionado. A vantagem de se criar esse ambiente agradável aos funcionários é a melhor absorção da água da chuva, evitando-se sobrecarregar as redes pluviais.


Outras iniciativas diminuem os impactos ambientais gerados pela reforma e no funcionamento da unidade. São elas:


• iluminação inteligente, com lâmpadas econômicas e sensores de presença nas escadas;

• paredes claras as quais melhoram as condições térmicas, reduzindo o uso de ar condicionado;

• uso de painéis solares, instalados na cobertura, para o aquecimento da água dos chuveiros;

• gerenciamento remoto de demanda que controla o uso do ar condicionado conforme a temperatura e o número de usuários na loja;

• troca dos motores das escadas rolantes;

• substituição de grande parte dos equipamentos eletrônicos por modelos de baixo consumo, com selo norte-americano EnergyStar;

• chuveiros e torneiras de baixa vazão;

• mictório a seco (sem água);

• sistema de irrigação eficiente, com 50% de aproveitamento de águas pluviais para irrigação do telhado verde, eliminando o uso de água potável;

• uso de tintas com quantidade mínima de substâncias nocivas à saúde.

As medidas visam, também, baixar o consumo de água entre 30% e 40%, em dois anos, e em 20% o de energia.
Fonte: ABERJE

Dia do Colono e do Agricultor serão festejados na região sul

Durante este mês, a Emater/RS-Ascar, juntamente com parcerias, desenvolve uma série de eventos para comemorar o Dia do Colono, que transcorre no dia 25/7, e o Dia do Agricultor, no dia 30/7, em todo o Estado.

No município de Marcelino Ramos, foi realizada a Festa do Agricultor, no dia 25/7, com gincana colonial e sorteio do Programa Nota Fiscal, na comunidade de Linha Santa Bárbara. A promoção é da Emater/RS-Ascar e Prefeitura e a expectativa é de que mais de 200 pessoas participaram da programação.

Em Erval Grande, o Dia do Agricultor, será comemorado no dia 31/7, com Encontro da Agricultura Familiar, promovido pela Prefeitura, Emater/RS-Ascar, Cresol, Sutraf. A programação inicia às 9h, no salão paroquial, com ações religiosa e cultural e palestra motivacional. Ao meio-dia todos participam de um almoço de confraternização. À tarde, haverá sorteio de brindes e matinê dançante com animação de gaiteiros e violeiros do município.

Jornalista Terezinha Mariza Vilk – Escritório Regional de Erechim

EMATER/RS

Dia do Agricultor é comemorado no dia 28 de julho

Criado em comemoração ao centenário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 28 de julho de 1960, o Dia do Agricultor reverencia aqueles que se dedicam ao cultivo da terra, transformando seu trabalho em alimento, fibras, insumos e combustíveis para o País e para o mundo.
A data, celebrada em todo o Brasil, foi instituída por meio do Decreto 48.630, de 27 de julho de 1960, assinado por Juscelino Kubitschek.

CAMINHOS RURAIS DE PORTO ALEGRE, flores e reserva natural são atrações no Domingo no Campo

Cabanha Costa do Cerro

Na edição de hoje, 25, do Domingo no Campo, os participantes terão um programa diversificado em atrativos. O roteiro incluirá visita à Floricultura Arco-Íris, no bairro Belém Novo, que cultiva e comercializa espécies variadas, além de oferecer uma verdadeira aula sobre plantio e manejo aos interessados no cultivo de flores e plantas exóticas e ornamentais. A parada seguinte será na Granja Lia, no bairro Lami, propriedade de 51 hectares, com produção rural desde 1890, onde será servido almoço caseiro preparado em fogão de pedra.


Foto: Turma da Anita
O roteiro será encerrado na primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural de Porto Alegre: a Cabanha Costa do Cerro, no Morro São Pedro. A reserva foi certificada pelo Ibama pela sua relevância ambiental e beleza natural. Será possível realizar caminhadas por uma das trilhas, com duração média de 45 minutos (ida e volta). A cabanha colocará cavalos à disposição para passeios curtos pela área. Para trajetos com maior duração (30 minutos) haverá uma taxa de R$ 20, incluindo o serviço de experientes tratadores e profissionais que irão auxiliar os participantes oferecendo serviços de doma, treinamentos e exercícios.

Reservas e embarque - O passeio será realizado em um ônibus de turismo, que sairá às 10h da avenida. Osvaldo Aranha, próximo ao Mercado do Bom Fim, no Parque da Redenção, com retorno previsto para as 17h. Para participar do Domingo no Campo é necessário fazer reserva antecipada pelo telefone (51) 3348-1649 ou pelo e-mail alo@rotacultural.com.br. O custo é de R$ 55 por pessoa e não inclui o almoço, que é opcional, a R$ 15. Crianças de até 5 anos são isentas, desde que acompanhadas, e na faixa de 6 a 9 anos pagam R$ 50, além do almoço, a R$ 12. Em caso de chuva, o programa será cancelado.

O programa é promovido pela Associação Porto Alegre Rural, operado pela agência de viagem Rota Cultural e a transportadora Turis Silva, e tem o apoio da Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR). Os passeios são realizados todos os domingos. Objetivo é estimular o fluxo de visitantes às pequenas propriedades da rota Caminhos Rurais de Porto Alegre, que reúne cerca de 40 pontos atrativos, e contribuir para a sustentabilidade do turismo rural da Capital.
Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

Eletrosul começa construção de seu 1° parque eólico no RS

Foto: Itamar Aguiar
Aerogeradores em parque eólico no Rio Grande do Sul: energia limpa e inesgotável
Estatal já tem outro projeto para a mesma região e deve disputar o próximo leilão de energia, marcado para agosto
Vanessa Barbosa

São Paulo - Fonte alternativa e limpa que mais cresce no mundo, a energia eólica é agora a nova aposta dos pampas gaúchos. A Eletrosul, concessionária de serviços públicos de transmissão e geração de energia elétrica, iniciou no dia 18/6/10 a construção das primeiras usinas eólicas da empresa. O Complexo Eólico Cerro Chato será erguido na cidade de Sant´Ana do Livramento, sudoeste do Rio Grande do Sul, divisa com a cidade uruguaia de Rivera.
O empreendimento, que faz parte do PAC (Programa de Aceleração do (Crescimento) é formado por três parques eólicos de 30 Megawatts (MW) cada e 45 aerogeradores, com torres de 108 metros de altura. Segundo o diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, a energia produzida no parque eólico responderá por 8% do total gerado pela empresa, que também possui hidrelétricas. "Esse percentual representa o consumo médio de 160 mil residências", diz. O prazo para entrada em operação comercial das usinas é julho de 2012.

Serão investidos R$ 400 milhões na obra, resultado de uma parceria formada pela Eletrosul (com participação de 90%) e pela empresa Wobben (10%), subsidiária no Brasil da alemã Enercon, líder mundial na produção de tecnologia para aerogeradores. Juntas, elas formaram a Eólica Cerro Chato S/A, responsável pela implantação, manutenção e operação das usinas. Os contratos serão válidos por 20 anos, com uma previsão anual de receita permitida de R$ 38,9 milhões.

A empresa já tem outro projeto similar de parque eólico para a região (de 42MW) e deve participar do próximo leilão de energia, marcado para agosto. Hoje, o Brasil produz cerca 700 MW em parques eólicos - menos de 1% do total de energia gerada -, com usinas no sul, sudeste e nordeste. Segundo Custódio, os ventos do sul têm o mesmo potencial que os do nordeste, região com o maior parque eólico do país. "A diferença é que os ventos de lá são sazonais. Já os do sul, são mais constantes", afirma. "É como se tivéssemos encontrado o pedacinho de uma grande mina [de vento]". diz ele.

Em dezembro de 2009, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou o primeiro leilão de energia eólica, que alcançou um deságio médio de 21,49% em relação ao teto estabelecido que era de R$ 189,00. O lance ofertado pelo consórcio liderado pela Eletrosul foi de R$ 131,00 por megawatts/hora e representou um deságio de 31,7% - vencia quem oferecesse o menor preço.

BIODIVERSIDADE É TEMA DE EXPOSIÇÃO


Instituído pela ONU, 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade.
Como parte da programação, o Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do RS estará promovendo a exposição EXPLORANDO A BIODIVERSIDADE. A mostra, que abre hoje (21), às 17h, na Sala Prof. Dr. José Willilbaldo Thomé, registra as comemorações alusivas ao Dia Internacional da Biodiversidade (22.05).

Atualmente, mais de 17 mil espécies de animais e plantas correm risco de desaparecer do planeta, sendo que 22% dos mamíferos, 30% dos anfíbios e 12% das aves estão ameaçadas de extinção. No Rio Grande do Sul, 261 espécies da fauna e 600 espécies da flora correm risco de extinção ou já desapareceram. Em nível global, mais de 60% dos serviços ambientais encontram-se degradados.
Estas alterações, que foram mais significadas nos últimos 50 anos, estão diretamente ligadas às atividades humanas, resultando em perdas significativas da diversidade biológica, degradação de serviços ambientais e aumento da pobreza dos povos.
Para que estes processos negativos sejam reduzidos, uma mudança de comportamento se faz necessária, visando diminuir o ritmo da perda da biodiversidade em todos os níveis, com ações de educação ambiental, que passe a fazer parte do cotidiano das pessoas.
A exposição Explorando a Biodiversidade se propõe a apresentar, sob formas de painéis e peças taxidermizadas (empalhadas) algumas espécies da fauna e flora nativa e exótica, com uma representatividade significativa do que a natureza ainda nos oferece. As causas e conseqüências das perdas, que vêm ocorrendo ao longo dos últimos anos, são objeto de avaliação e considerações importantes, visando não apenas um repensar de nossos atos e ações mas, principalmente, sobre a responsabilidade individual e coletiva neste processo de destruição do planeta.

O que poderá ser visto na exposição:

- Um exemplar de Cassuar, com 1,2m de altura, provavelmente o único taxidermizado do Brasil. Ave nativa da floresta do norte da Austrália e Nova Guiné, estará sendo exibida pela 1ª vez ao público. A espécie viva esteve em exposição no Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, durante muitos anos.

- Um exemplar de harpia. No RS esta espécie está provavelmente extinta, sendo que os últimos registros datam da década de 1940. Maior gavião brasileiro, mede aproximadamente 1m, com asas abertas pode chegar a 2,10m (de ponta a ponta). Distingue-se dos outros gaviões e águias pelo cocar que tem na parte posterior da cabeça.

- Exemplares taxidermizados de Jacaré-açú, Tartaruga-dos-galapagos, Sapo-cururu, Lobo-guará, Gato-maracajá e Tatu.

- Exemplares de Borboletas, de insetos, de plantas de florestas (araucária, erva-mate, canela e camboim, cactos, bromélias e butiá), de esponjas marinhas (réplica) e de água doce. Exemplares de moluscos exóticos e nativos do RS. Canto de aves. Peles de jibóia e Securi. Ovos e penas de animais.

O que: Exposição Explorando a Biodiversidade
Quando: de 21 de maio a 30 de setembro de 2010, de 3ª feira a domingo, das 9h às 17h
Onde: Sala Prof. Dr. José Willibaldo Thomé – Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do RS – Rua Dr. Salvador França, 1427 – Jardim Botânico de Porto Alegre
Informações: 51.3320.2032
Fonte: Fundação Zoobotânica (FZB)

VI JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA: MEIO AMBIENTE



Começa no dia 17 de agosto a VI Jornada de Iniciação Científica Meio Ambiente

A VI Jornada de Iniciação Científica - Meio Ambiente, promoção conjunta da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM) e Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZBRS).

1. Objetivos

A VI Jornada de Iniciação Científica – Meio Ambiente, promoção conjunta da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (FEPAM) e Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZBRS) tem como objetivos:

- Valorizar a Iniciação Científica nas atividades de pesquisa;
- Promover a divulgação dos trabalhos de Iniciação Científica realizados nas instituições de pesquisa e ensino do Estado;
- Estimular o acompanhamento e a avaliação dos trabalhos de Iniciação Científica, especialmente dos bolsistas da FAPERGS e do CNPq;
- Oportunizar a integração e a troca de informações entre as instituições e os bolsistas de Iniciação Científica.

2. Data e Local de realização

Abertura: 17 de agosto de 2010
Período: 17 a 20 de agosto de 2010
Local: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
Rua Dr. Salvador França, 1427 - Jardim Botânico
CEP 90690-000 - Porto Alegre/RS

Secretaria Geral - FEPAM
Telefones/Fax:
(0 xx 51) 3334-6765
(0 xx 51) 3334-4583
E-mail: jornada@fepam.rs.gov.br
Homepage: http://www.fepam.rs.gov.br/jornada

FZBRS - Informações:
(0 xx 51) 3336.3281/3320.2033
Fax: (0 xx 51) 3336.3306
E-mail: jornada@fzb.rs.gov.br

3. Programação do Evento

A Jornada será desenvolvida por meio de exposição de pôsteres e apresentações orais com discussão dos trabalhos em sessões temáticas, distribuídas pelas seguintes subáreas de conhecimento: Botânica, Ecologia, Ecotoxicologia, Educação Ambiental, Engenharia Ambiental, Genética Toxicológica, Geologia, Geoquímica Ambiental, Gestão Ambiental, Microbiologia, Paleontologia, Química Ambiental e Zoologia.

4 . Orientações para participação

Para a participação como apresentador de trabalho na Jornada é imprescindível que o bolsista/estagiário esteja regularmente matriculado em curso de graduação, e envolvido em atividade de pesquisa, sob a orientação de um professor/pesquisador. Os bolsistas/estagiários de diferentes programas de Iniciação Científica participarão do evento trazendo os resultados finais ou parciais de suas atividades de pesquisa.
Os inscritos deverão necessariamente, participar por meio de resumo escrito, exposição de pôster e também apresentação oral (10 min).
A inscrição é aberta aos bolsistas/estagiários de Iniciação Científica da FEPAM, FZB e de outras Instituições de Ensino Superior e Centros de Pesquisa.

Participação como ouvinte
O evento também está aberto aos estudantes de graduação para participação como ouvinte.

5. Inscrição de trabalho:

Período: 06 de abril a 25 de maio de 2010
As inscrições de trabalhos deverão ser feitas através de formulário eletrônico, até 25 de maio de 2010. O processo de inscrição é totalmente feito pela Internet, dispensando o envio de formulário impresso. Cada bolsista/estagiário poderá inscrever-se apenas para a apresentação de um (1) trabalho na Jornada, do qual será o primeiro autor, não havendo limite para co-autorias em outros trabalhos.

Taxa:A taxa de inscrição para apresentação de trabalho ou participante ouvinte é de R$ 20,00 para bolsista/estagiário da FEPAM e FZB e de R$ 35,00 para estudantes de outras Instituições.
O pagamento da taxa de inscrição deverá ser efetuado em qualquer agência do ANRISUL, até 25 de maio de 2010, através de depósito realizado no formulário de três vias na seguinte conta bancária da Coordenação do evento:

Banco: BANRISUL
Agência: 0060
Conta nº: 35.852101.0-4

Deve ser enviada cópia do recibo bancário com identificação do aluno inscrito para:
Divisão de Biologia da FEPAM
Av. Salvador França, 1707
90690-000, Porto Alegre, RS
ou pelos números: fone/fax: (0 xx 51) 3334-6765 ou 3334-4583

Inscrições encerradas

6. Seleção dos trabalhos

Os resumos apresentados serão submetidos à apreciação da Comissão Científica da Jornada, que fará a seleção prévia dos trabalhos inscritos.

O aceite do trabalho será divulgado até 15 de julho de 2010 na página http://www.fepam.rs.gov.br/jornada e por correspondência eletrônica enviada ao orientador e/ou estudante inscrito
Os resumos dos trabalhos selecionados serão publicados em CD-ROM, sendo o texto de inteira responsabilidade dos autores.

Listagem de inscritos

7. Acompanhamento e Avaliação

A Jornada de Iniciação Científica, conforme determinam as Normas do Programa de Iniciação Científica PIBIC/CNPq, constitui-se em instrumento de avaliação e acompanhamento dos trabalhos dos bolsistas da FEPAM e FZB. Salienta-se a obrigatoriedade da participação do orientador ou um responsável indicado pelo mesmo, na sessão temática em que seu orientando estará apresentando o trabalho. A análise dos trabalhos apresentados na Jornada será feita por Bancas Examinadoras, designadas pela Comissão Organizadora e integradas por especialistas nas diferentes subáreas. Será indicado o melhor trabalho de cada sessão.

8. Orientações para elaboração do resumo:

O resumo deverá ser enviado em arquivo anexo identificado com o nome do aluno inscrito e apresentado da seguinte forma:
a) programa Word formato doc ou rtf, fonte Times New Roman, tamanho 12, contendo no máximo 2500 caracteres, incluindo os espaços;
b) margem superior e inferior 2,5 cm, direita e esquerda 3,0 cm, texto justificado;
c) título em letras maiúsculas e em negrito;
d) nome completo dos autores sendo o aluno inscrito o primeiro autor e o professor orientador o último, seguido da indicação entre parênteses (orient.);
e) instituição onde é realizado o trabalho, indicado como número 1, a de formação do aluno se diferente, como número 2 e as demais seguindo a ordem numérica;
f) e-mail do aluno e do orientador;
g) breve introdução sobre o assunto estudado, metodologia, resultados e principais conclusões;
h) indicação do suporte financeiro no final do texto, quando houver;
i) citação da fonte de apoio da bolsa, quando houver.

Exemplo: resumo hipotético

AVALIAÇÃO DE GENOTOXICIDADE UTILIZANDO ESPÉCIES DE ASTYANAX BIMACULATUS (CHARACIFORMES: CHARACIDAE)
José da Silva 1,2, Mário de Souza 3 e Maria Medeiros1 (orient.)
1Fundação Estadual de Proteção Ambiental, 2Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 3Pontifícia Universidade católica do Rio Grande do Sul; e-mail do aluno; e-mail do orientador.

Diversos estudos têm utilizado peixes para avaliação ecotoxicológicas, mostrando sua sensibilidade no diagnóstico ambiental. A espécie nativa Astyanax bimaculatus, conhecido como lambarí, possui ampla distribuição, é bastante apreciada na pesca esportiva e tem importante função na teia trófica dos................................ (Apoio: CNPq / FAPERGS)

9. Orientação para as apresentações do trabalho em pôster/comunicação oral

Recomenda-se o cuidado com o conteúdo, clareza e qualidade visual do pôster e com a adequação do material audiovisual preparado para a comunicação oral, a ser elaborado para apresentação em multimídia, programa MS Power-point versão 2007 ou anterior, ou programa OpenOffice, versão 3.0, ou para apresentação com retroprojetor.

10. Orientações para elaboração, fixação e retirada do pôster

a) tamanho de 60 cm (largura) x 90 cm (altura);
b) deverá ter suporte adequado para fixação com ganchos;
c) a fixação do pôster será entre 8h e 9h do dia da apresentação oral do trabalho, sendo que o autor deverá permanecer junto ao mesmo no período das 17h às 18h. A retirada do pôster será às 18h.

Coordenação Geral da V Jornada de Iniciação Científica – Meio Ambiente

Sílvia Drügg Hahn (MCN/FZB)
Vera Maria Ferrão Vargas (FEPAM)

Comissão Organizadora

João Alberto Fabrício Filho (FEPAM)
Manoel Luiz Nunes (MCN/FZB)
Maria Aparecida de Leão Marques (MCN/FZB)
Mariano Pairet Júnior (MCN/FZB)
Simone Haas (FEPAM)

Coordenação da Comissão Científica

Aline Barcellos P. dos Santos (MCN/FZB)
Clarice Torres de Lemos (FEPAM)

Comissão Científica

Andréa Cássia de Melo Machado (FEPAM)
Cecília Volkmer Ribeiro (MCN/FZB)
Daniela Sanfelice (MCN/FZB)
Elba Calesso Teixeira (FEPAM)
Hilda Alice de Oliveira Gastal (MCN/FZB)
Ingrid Heydrich (MCN/FZB)
João Alberto Fabrício Filho (FEPAM)
Kátia Helena Lipp Nessinen (FEPAM)
Luiza Chomenko (MCN/FZB)
Maria Lucia Kolowski Rodrigues (FEPAM)
Márcia Bonow Lemieszek (FEPAM)
Márcia Maria de Assis Jardim (MCN/FZB)
Marco Aurélio Azevedo (MCN/FZB)
Maria de Lourdes A. Aragão de Oliveira (MCN/FZB)
Maria Elisa dos Santos Rosa (FEPAM)
Maria Heloisa Degrazia Pestana (FEPAM)
Maria Lúcia Machado Alves (MCN/FZB)
Nara Regina Terra (FEPAM)
Nina Rosa Rodrigues (FEPAM)
Ricardo Ott (MCN/FZB)
Rosana Moreno Senna (MCN/FZB)
Rosaura Heurich (FEPAM)
Sandra M. Alves da Silva (MCN/FZB)
Simone Haas (FEPAM)
Susana Maria de Azevedo Martins (MCN/FZB)
Vera Regina Werner (MCN/FZB)

Coordenação da Mesa Redonda “Pós Graduação: Perspectivas, Linhas e Exigências”

Ana Maria Ribeiro

Comunicação Social

Elisabete Monlleo Martins da Silva (AC/FZB)
Eliane Prado do Canto (FEPAM)

Comissão de Informática

Divisão de Informação e Sistematização da FEPAM
Seção de Informática da FZB

Comissão de Infra-estrutura

Gustavo Rettenmaier de Lima (FZB)
Juliano Panizza Salomon Abi Fakredin (MCN/FZB)
Fernando Saltiél Stobbe (FZB)
Sidnei Carneiro e Silva (FEPAM)

Secretaria do Evento

Adriana Oliveira Lemos (FEPAM)
Fabiane Lucheta (FEPAM)
Jeane Marli Conceição de Lima (FEPAM)
Márcia Bonow Lemieszek (FEPAM)
Nina Rosa Rodrigues (FEPAM)

DIA DE PROTEÇÃO ÀS FLORESTAS, 17 de julho

Mata Atlantica, Maquiné -RS
Foto: Cleodir Mansan

MONSANTO COMEMORA DIA DA PROTEÇÃO ÀS FLORESTAS
Projeto Florescer da empresa investe em conservação da Mata Atlântica

No próximo sábado, 17, é comemorado o Dia da proteção às florestas. Na época do descobrimento do Brasil, a Mata Atlântica era o bioma presente na maior parte do território brasileiro. Hoje, registra uma triste realidade: 93% deste bioma estão destruídos. Em função do desmatamento, a Mata Atlântica encontra-se extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de restrita a poucos fragmentos, a biodiversidade de seu ecossistema é uma dos maiores do planeta e, nas regiões onde ainda existe, a Mata Atlântica se caracteriza pela exuberância e pela diversidade de sua vegetação.

Consciente da necessidade de se voltar a atenção para a preservação dessa área, que convive diariamente com os efeitos nocivos da depredação, a Monsanto, investe em mais uma iniciativa com foco em educação e conservação ambiental: o Projeto Florescer, que consiste em promover, dentro da propriedade da Monsanto, unidade Camaçari, uma área de conservação ambiental, com ênfase na produção de cerca de 3 mil mudas/ano de árvores Camassary (Caraipa Densifolia / Fasciculata). Essa espécie de árvore possui elevado valor ambiental, histórico e cultural para a região.

O Projeto Florescer desenvolve uma reserva florestal no local de acordo com as características do ecossistema da região e promove atividades de educação e conscientização para a conservação da biodiversidade. Funcionários, contratados e a comunidade em geral estão envolvidos no projeto. A iniciativa pretende, ainda, promover a interação com outras entidades de preservação. Com isso, compartilhar informações técnicas e viabilizar o desenvolvimento de tecnologias de recuperação de espécies de vegetação ameaçadas.

A ideia é atuar em quatro vertentes: Ações de Conservação, principalmente por meio do manejo do solo e do plantio de mudas nativas; Projetos Educacionais através de programas de visitação para a comunidade, para funcionários da Monsanto e para os de empresas contratas e Cooperação Científica /Insitucional, que prevê trocas de experiências com outras instituições quanto ao desenvolvimento de plantas típicas do ecossistema local. Por se tratar de espécies de pouco aproveitamento comercial, elas não costumam ser objeto de trabalhos de pesquisa quanto ao seu manejo. Uma das principais linhas a ser trabalhada no projeto é a que trata de Inclusão Social. Por meio dela é possível vislumbrar a oportunidade de treinar pessoas carentes da comunidade para que saibam como aproveitar de forma sustentável os recursos naturais da região. A melhor forma de preservar o ecossistema nacional é promovendo o manejo ecologicamente adequado dos recursos que disponibiliza.

A Monsanto espera ter o valor ambiental do projeto reconhecido pelo WHC (Wildlife Habitat Council) – uma entidade não governamental, não lucrativa, sediada nos Estados Unidos e que atua em âmbito mundial. Criada em 1988, a WHC atua ajudando proprietários de terra e instituições privadas a gerenciarem suas propriedades naturais de uma maneira ecologicamente produtiva e em benefício da vida selvagem.

Como resultado dessas ações, pretende-se alcançar a melhoria das condições estéticas e climáticas do local por meio da criação da reserva florestal e fortalecer os corredores ecológicos regionais. Espera-se, também, com a inserção da espécie Camassary na região metropolitana de Salvador, contribuir para o resgate cultural e histórico do município homônimo. Promover o engajamento da comunidade nos esforços de conservação da biodiversidade é uma das prioridades da iniciativa. Camassary é o nome dado pelos índios Tupinambás à espécie em questão. Ela significa árvore que chora, devido a sua intensa transpiração durante a noite. Forte e frondosa, ela foi muito utilizada como mastro de saveiros e na construção de outras embarcações no período colonial.

A Monsanto é uma empresa dedicada à agricultura. Pioneira no desenvolvimento de produtos com tecnologia de ponta na área agrícola – herbicidas, sementes convencionais e geneticamente modificadas –, a Monsanto busca soluções sustentáveis que proporcionem aos agricultores produzir mais com menos recursos. Para isso, investe anualmente mais de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, e compartilha seu conhecimento com produtores para ampliar o seu acesso a modernas tecnologias agrícolas, especialmente em países pobres e em desenvolvimento.

A Monsanto está presente no Brasil desde 1963. Em 2009, destinou R$ 9,4 milhões a projetos socioambientais em todo o país, realizados em 90 cidades, de 12 estados brasileiros. No total, mais de 700 mil pessoas foram beneficiadas. No campo da sustentabilidade, os projetos da Monsanto promoveram a realização de 250 palestras sobre conscientização ambiental, a distribuição gratuita de 30 mil livros e o plantio de 3 mil árvores, envolvendo a participação de 47 mil crianças.

Mais informações: http://www.monsanto.com.br/

CONTATO
Nome: Gabriela Bandeira
Fone: 71 33412440
Empresa: Texto & CIa Comunicação e Marketing


Turismo no Sul: Estação Ecológica do Taim

No litoral sul (do Rio Grande do Sul) encontramos o Banhado do Taim, que possui uma estação ecológica, criada pelo Ibama em 1986, e é considerado um dos mais ricos ecossistemas do País.
(MAGNOLI, D. e outros. Cenário Gaúcho, representações históricas e geográficas. São Paulo: Moderna, 2001, p. 84.)

Situada no Estado do Rio Grande do Sul, compreendendo partes dos municípios de Santa Vitória do Palmar e Rio Grande, entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, próximo do Arroio Chuí, na fronteira do Uruguai, encontramos a Estação Ecológica do Taim, com uma área de 32.038ha. Um dos principais motivos que levaram à criação da Estação Ecológica do Taim em 21.7.86, pelo decreto n2 92.963, foi o fato de esta área ser um dos locais por onde passam várias espécies de animais migratórios vindos da Patagônia. A simples utilização da estação como área de descanso, de crescimento ou nidificação torna-a ainda mais importante pois para as espécies migratórias a destruição de uma área na rota de migração pode colocá-las em risco de extinção.

Na parte norte da estação, há uma pequena floresta com área de 10 ha, que constitui uma verdadeira preciosidade ecológica. As árvores dominantes são a figueira nativa (Ficus organensis) e a corticeira (Erythrina sp) das quais pendem barbas-de-velho que causam efeito decorativo. Nas árvores há também lindas orquídeas, sendo a principal a Cattleya intermédia. No banhado, que constitui a maior parte da Estação domina o junco (Sairpus ca/ifornicus). Estão presentes, também, plantas que bóiam nas águas como o aguapé (Eichornia crasnpes) e a Pistia stratiotes, a erva-de-santa-luzia, além de gramíneas diversas. Dentre estas foram assinaladas a Paspalum e a Spartina de porte elevado, que ocupa grandes áreas do banhado. Muitas delas oferecem refúgio para diversas espécies de aves e mamíferos. A Estação Ecológica do Taim tem uma variadíssima fauna. O jacaré-de-papo-amarelo (Caiman /atirostris) está incluído nas listas nacionais e internacionais dos animais ameaçados de extinção. A principal ave é o cisne-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus), o único cisne verdadeiro do continente sul-americano e um dos mais bonitos do mundo, constituindo a grande estrela da avifauna do Taim. Outras espécies também ameaçadas de extinção são o coscoroba (Coscoroba coscoroba), os Dendrocygna (iererês e outros), o marrecão da Patagônia (Neta peposaca), os socós (Trigrisonia spp), o tachã (Chauna torquata), a garça-branca-grande (Casmerodis a/bus) e muitos outros. Entre os mamíferos estão presentes a nutria ou ratão-do-banhado (Myocastor coypus) que sofreu uma perseguição intensa devido ao valor da sua pele, o tuco-tuco (Atenomys flamarioni), a capivara (Hydrochoereus hydrochoereus). O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) foi encontrado no Taim, porém no início do século foi extinto devido a ações predatórias do homem.

Por ser o banhado um dos últimos remanescentes desse tipo de ecossistemas, a Estação Ecológica do Taim tem valor especial para estudos ecológicos. A Estação conta com toda uma infra-estrutura para o desenvolvimento de pesquisas. Não é permitida a visitação pública com o objetivo de lazer, porém para atividades de Educação Ambiental é estimulada e/ou promovida.

Como chegar:
saindo de POA:
BR290 até entroncamento com BR116 para Guaíba
BR116 até entroncamento com BR392 para Pelotas
BR392 até entroncamento com BR471 para Chuí
BR471 aproximadamente 60km após o entroncamento com a BR473 na localidade de Sarandi

de ônibus:
Até Pelotas ou Rio Grande. Pegar ônibus da Planalto ou Embaixador para o Chuí. Descer na parada da Estação Taim.
Observações:

Os ônibus passam na Estação às 8h30min, 11h e 14h30min. Para voltar para Pelotas ou Rio Grande os horários da Estação são: 8h30min, 9h30min, 11h30min, 15h30min e 18h30min.
Outros acessos:
BR471 - liga Quinta ao Taim BR471 - liga Santa Vitória do Palmar ao Taim

Visitação:
de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 18h. Somente para pesquisas, fazendo-se necessário ligar antes e verificar horários. Visitas particulares podem ser feitas na Sede Administrativa, que possui museu e vídeo. Fora da Estação existem 4 trilhas, que devem ser agendadas. Para visitas sábados e domingos, ligar para agendar com monitores.
Contato:
(53) 3503.3151 - BR 471, km 492, CEP: 96221-000, Rio Grande – RS

Endereço para correspondência:
ICMBIO
Estação Ecológica do Taim
Caixa Postal 30
96200-970
Rio Grande- RS

E-mail: esec-taim.rs@icmbio.gov.br
Fone: (53) 3503-3151

Livro recomendado

Fotos: Renato Grimm e Eduardo Tavares
Texto: Iria Pedrazzi
Dimensões: 21 x 28 cm, capa em couchê 240 gr; plastificada, miolo com 48 páginas em couchê 150 gr e ilustrado, com 31 belas fotografias coloridas.
Livro Bilíngüe (português e inglês)
Impressão dezembro 1997

Reportagens especiais com ilustrações

Decreto de criação da Estação Ecológica do Taim

Fontes: Secretaria do Turismo do RS - Ibama - bemtevibrasil

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