CHARGES ECOLÓGICAS

Esmola polar...

Aquecimento Global

Saiba mais sobre o ilustre chargista: http://ivancabral.blogspot.com/

Prêmio Verde


Morador de São Sebastião ganha prêmio ecológico por trabalho de preservação do Pau-Brasil
Geólogo recebeu prêmio Iniciativa Verde 2009, entregue pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente
O geólogo e professor Norberto Baracuí, morador de Juquehy, foi o vencedor do prêmio Iniciativa Verde 2009, entregue pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Ele faz um importante trabalho de preservação da árvore símbolo que emprestou o nome ao nosso país: o Pau-Brasil.
Na Praia de Santiago, em São Sebastião, fica, escondido entre muitas árvores, o refúgio de um dos principais símbolos brasileiros.
Pequenas, médias, prontas para o plantio. Quase 50 mil mudas do Pau-Brasil preenchem o quintal da casa com pouco mais de dois mil metros quadrados.
Protagonista de uma história de amor com a árvore é o professor Norberto, geólogo que mora em São Paulo, e que transformou um hobby por uma causa nobre. Uma paixão que começou há 17 anos.
Ele cria mudas do Pau-Brasil e faz doações para quem quiser plantar. “A minha preocupação é sensibilizar as pessoas que posso atingir com esse trabalho, para que eles vejam o Pau-Brasil que é a árvore símbolo do nosso país teve uma história muito bonita e não tem cabimento ela desaparecer”, salientou o geólogo, Norberto Baracuí.
Ela sempre foi cobiçada pelos europeus, principalmente na época do Brasil colônia. A busca era pela madeira de qualidade para a construção civil e naval e também por um colorante que pode ser retirado da árvore, conhecido como brasileína, muito usado para tingir tecidos.
O corte indiscriminado sem replantio chegou a ser a principal atividade econômica no Brasil, mas ameaçou o símbolo do país de extinção. “Eu acho que essa minha atuação com o Pau-Brasil cutuca as pessoas por aí, pelo menos no município de Ubatuba é a garantia de que ela sempre vai existir”, disse o geólogo.
Pernambucano, o professor sempre viaja para o nordeste para visitar a família. E volta com sementes. Da última vez gastou R$ 8 mil, do próprio bolso, na compra de 20 quilos. O plantio de mudas não rende dinheiro, mas garantiu ao geólogo uma importante recompensa.
Ele venceu o prêmio "Iniciativa Verde", concedido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. “Foi muito gratificante e especial para mim, eu nunca imaginei que fosse chegar tão longe nesse trabalho”, contou.
O professor sonha em conquistar outro tipo de prêmio: a atenção das prefeituras. Ele tem planos de doar as mudas do Pau-Brasil para plantar em escolas.
A idéia é apresentar à nova geração brasileira a árvore que dá nome ao país, para ensinar a nossa história e, ao mesmo tempo, divulgar um novo jeito de lidar com a natureza. “Não dá mais para as pessoas viverem sem se tocar com o que está acontecendo com o planeta. Cada um tem que dar sua contribuição por menor que seja, só vão colher coisas boas”, salientou.

Projeto RIO-MAR

São Gabriel da Cachoeira

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)

Por Hiram Reis e Silva – São Gabriel da Cachoeira, AM (23/Dez/2009)

Hoje, 22 de dezembro, apresentamo-nos ao General Rosas, atual comandante da 2ª. Brigada de Infantaria de Selva, e já nomeado para a chefia do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia. Depois de um longo e agradável bate-papo, fomos até a 21ª Companhia de Engenharia de Construção, comandada pelo Major Vidal, onde conversamos longamente com os irmãos de arma e fizemos questão de verificar o nosso caiaque, que estava no almoxarifado da Companhia.
Meu parceiro de jornada do Solimões aparentemente estava em condições de enfrentar as águas pretas do Rio Negro. Chequei o material de reparo, fibras de resina, comprado pelo Cel Ebling em Manaus.
Guiados pelo motorista do Comandante da Companhia, realizamos um tour pela cidade. Na delegacia, paramos para fazer contato com o Comandante do Destacamento da Polícia Militar, Capitão PM Lamonge. O Capitão encontrava-se em Manaus e o destacamento estava sobre o comando do Soldado PM Heleno. O Heleno encarregou-se de estabelecer os contatos necessários para conseguir uma ‘voadeira’ para o deslocamento do Cel Teixeira. Este então embarcou na viatura da PM com o Heleno e eu continuei com o motorista da Companhia.
Fomos até a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro ‘FOIRN’. A bela construção de madeira guarda no seu interior belas peças de artesanato de diversas etnias indígenas do Alto Rio Negro. Um conjunto em especial me chamou a atenção: a cestaria Daniwa, cuja harmonia de formas e cores se destacava dentre todos.
Cestaria Daniwa
As grandes cestas são, originalmente, usadas para armazenar alimentos e roupas. Para fins comerciais, são enfeitadas com grafismos coloridos.
A cestaria de arumã é realizada pelos homens. O arumã, de colmos lisos e retos tem sua superfície flexível e permite o corte de finas fibras que são trançadas para formar as cestas. As fibras, sem qualquer tratamento, são usadas na manufatura de cestas mais resistentes. As cestas coloridas exigem um processo trabalhoso que inclui o uso de fixadores extraídos da entrecasca do Ingá e de outras árvores, que é misturado aos pigmentos desejados.

Morro da Fortaleza
Após a visita à FOIRN, dirigimo-nos ao Morro da Fortaleza.
Reproduzimos o texto abaixo do então Capitão Boanerges, quando em missão de demarcação de fronteiras setembro/1928
“Fizemos uma excursão às ruínas do Forte São Gabriel, onde só vimos 8 canhões de ferro abandonados, do tempo de D. Maria I. Foi, com efeito, bem escolhida a posição em que existiu o Forte. Como se sabe, foi mandado construir pelo governador do Pará, Manuel Bernardo de Melo e Castro, em 1763, a fim de evitar incursão de espanhóis procedentes das Províncias da Venezuela e Nova Granada. O Forte, colocado à margem esquerda, a cavaleiro do ponto em que o rio se estrangula reduzido a 370 metros de largura, dominava os dois grandes estirões. Tinha a forma de uma luneta, de figura irregular, cuja gola – que é uma frente abaluartada, - defronte com o rio. Nada mais resta do forte, a não ser os 8 canhões citados”. (Sousa)
Três se encontram hoje na Segunda Brigada e outros três no Quinto Batalhão de Infantaria de Selva.
Nesse local tirei, mais tarde, várias fotos com o Cel Teixeira do alto da caixa d’água da Cosana.
23/12/2009
O major Vidal providenciou para que o caiaque fosse trazido até o Circulo Militar, onde eu e o Cel Teixeira iniciamos sua manutenção. O Teixeira notou um pequeno dano no compartimento de popa, que foi devidamente resolvido por mim com o material de reparo.
Para evitar os problemas que enfrentei no Solimões com o nome do caiaque, Opium, e suas cores azul e amarelo que lembram a bandeira colombiana, resolvi raspar o ‘O’ de Opium e agora navego com o modelo ‘pium’ mais adequado ao contexto amazônico.
Na hora do almoço, o Soldado PM Cavalheiro acertou com o Cel Teixeira o deslocamento da sua ‘voadeira’ pilotada pelo senhor Osmarino, de São Gabriel até Manaus.
Missão salesiana
Na Missão entrevistamos o bispo emérito Walter Ivan de Azevedo. Nascido em São Paulo, trabalhou durante oito anos em Santa Catarina e São Paulo em colégios, desenvolvendo trabalhos com a juventude.
“Sempre tive intenção e desejo de trabalhar como missionário.

Os superiores, então, me mandaram para a Europa fazer o curso de missionário que é antropologia cultural aplicada a envagelização. Permaneci dois anos e mais tarde, um ano me doutorando nessa matéria em Roma. Na Pontifícia Universidade Gregoriana e doutorado na Urbaniana. Fui então para as missões e foi bom porque além de ter um pouco de experiência em visitas com jovens junto às tribos no Mato Grosso, tinha também esse cabedal teórico ou digamos assim: fundamental e cientifico para abordar as missões.
Vim para cá, primeiro como simples missionário em Rondônia, por quatro anos. A partir de 1976.
Depois desse período me fizeram inspetor provincial dos salesianos da Amazônia. Visitando as casas paroquiais do Pará, Amazonas e Rondônia, pude conhecer bem a Amazônia. Depois de seis anos de inspetor me fizeram bispo dessa região (SGC) que é uma região onde os habitantes são 90% indígenas e a maior parte dos outros caboclos, de modo que eu estava no meu ambiente mesmo. Trabalhei aqui como bispo diocesano e depois como emérito durante 20 anos. Nesses últimos três anos estou trabalhando com seminaristas em Manaus que são os futuros missionários, quando eu tenho tempo, uma vez por ano, eu fujo para cá para continuar minhas visitas a aldeias, principalmente a nação ianomâmi que é a mais primitiva ou seja, aquela que teve contato mais recente com os civilizados.”
O bispo editou diversos livros, dentre os quais ‘Pinceladas de Luz na Floresta Amazônica’ que reproduzirei, oportunamente, alguns trechos no meu livro sobre o Rio Negro. O livro não é uma narrativa de viagens, muito menos a biografia de um missionário; é tudo aquilo que Dom Walter conheceu de bom e de belo na natureza, mostrando, principalmente, o homem da Amazônia.

Fontes:
BOANERGES, Lopes de Sousa – Do Rio Negro ao Orenoco - Brasil, Rio de Janeiro, 1959 – Ministério da Agricultura – Conselho Nacional de Proteção aos Índios.

Projeto RIO-MAR


Partida para São Gabriel da Cachoeira
“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)

Por Hiram Reis e Silva – São Gabriel da Cachoeira, AM (22/Dez/2009)

No domingo (20/12/09), participamos do almoço de despedida do General-de-Divisão Marco Aurélio, realizado na Companhia de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA). Percebemos o carinho e o respeito dos oficiais e praças para com o notável comandante.
Na segunda-feira (21/12/09), assistimos a uma palestra do Gen. Marco Aurélio, em que ele apresentou os diversos projetos do COGEAC (Comitê Gestor de Ações Conjuntas), desenvolvidos em parceria com órgãos dos governos federal, estadual e municipal.
SUSTO NO EMBARQUE
Após a palestra, dirigimo-nos ao aeroporto. No chek-in fui surpreendido com a notícia de que o remo talvez não coubesse no compartimento de carga. Embarcamos sem ter maiores notícias sobre o remo. A chuva deu uma trégua depois que nos afastamos de Manaus, permitindo, em algumas oportunidades, admirar as belas praias do Rio Negro, que começa pouco a pouco a ganhar volume. Os belos afluentes da margem direita do Negro serpenteavam até a linha do horizonte. Os lagos em forma de ferradura e os inúmeros furos davam um encanto especial ao sutil traçado que mais parecia obra de uma rendeira celestial.
Depois de duas horas de viagem avistamos o Rio Negro, a uns 70 km a Este de São Gabriel da Cachoeira. As suaves corredeiras, as ilhas, as praias imaculadas e as rochas encantavam. Uma sensação mágica tomava conta de mim, uma estranha sensação, como se eu já tivesse singrado aquelas revoltas águas acompanhando um Boanerges ou um Rondon. Nos relatos desses bravos brasileiros, eu já arrastara canoas pelas traiçoeiras corredeiras, demarcara fronteiras, assinalava presença do Brasil nessas terras sem Brasil.
SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA – o município que faz fronteira com a Colômbia e a Venezuela está a uma distância de 858 quilômetros da capital Manaus. É considerado um dos maiores potenciais turísticos do Estado do Amazonas.
Quando descemos do avião, o Cel. Teixeira avistou o remo entre as bagagens, tranquilizando-me.
O General Rosas, comandante da 2ª. Brigada de Infantaria de Selva, havia determinado uma equipe de apoio que nos levou até o Círculo Militar do Alto Solimões. O hotel permite que se avistem imagens incomparáveis do Rio Negro, emolduradas ao fundo pela Serra da Bela Adormecida.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

NATAL VERDE






A MENSAGEM DE AGRADECIMENTO DO BLOG SOS RIOS DO BRASIL

NOSSA MENSAGEM DE NATAL AOS AMIGOS INTERNAUTAS
COLABORADORES

Advº Profº. Dionísio - Alexandre Anderson - Bióloga Raquel Almeida
Biólogo Ricardo Harduin - Bióloga Rose Dantas - Escritor Vilmar Berna -Empresário Matheus Tavares - Escritor Vilmar Berna - Eng. João Suassuna
Eng. Júlio Cerqueira C. Neto - Eng. Luciano M. Aguiar - Geólogo Álvaro R. dos Santos
Farmacêutica/Bioq. Priscila Andrade - Jornalista Ana Echevenguá - Jornalista Henrique Cortez
Jornalista Letícia Belém - Jornalista Mª. C. Tordin - Jornalista Sonia Cardoso - Loris Turrini
Poetisa Ivana França de Negri - Profª Adriana Andrade M. Caldeira - Profª Amyra El KaliliProfª Clarice Villac - Prof. Dr. Jorge Rios - Profª Malu Alencar - Profª Silvia H. Nascimento Profª Tereza C. Vassimon - Comerciante Fernando O Andrade - Engenheiro Hiroto Hayashi
CAROS AMIGOS DOS RIOS,
O TRABALHO REALIZADO COM A AJUDA E APOIO DE NOSSOS AMIGOS COLABORADORES VOLUNTÁRIOS E ENTIDADES PARCEIRAS, PERMITIU QUE PUDÉSSEMOS A CADA DIA LEVAR MENSAGENS AMBIENTAIS SOBRE OS RIOS, RIBEIRÕES, CÓRREGOS, ARROIOS, IGARAPÉS, LAGOS E MARES DO BRASIL .
NOSSOS 192 SEGUIDORES AJUDARAM A DIVULGAR AS MENSAGENS, AS CAMPANHAS E AS INFORMAÇÕES SOBRE AS COMUNIDADES, ONGs, OSCIPs, GRUPOS ECOLÓGICOS E ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS QUE ESTÃO CUIDANDO DE NOSSAS ÁGUAS! O TRABALHO VALEU A PENA, AFINAL QUASE "MEIO MILHÃO DE VISITAS" É UM NÚMERO CONSIDERÁVEL PARA UM BLOG AMBIENTAL !
MUITO OBRIGADO A TODOS VOCÊS QUE ESTIVERAM AO NOSSO LADO, PROCURANDO SALVAR OS RIOS DO BRASIL !
DESEJAMOS A TODOS, MARAVILHOSAS FESTAS, UM SANTO E ABENÇOADO NATAL, JUNTO AOS SEUS FAMILIARES E AMIGOS QUERIDOS!
QUE EM 2010 NÓS TODOS POSSAMOS RECUPERAR, REVITALIZAR, RENATURALIZAR E PRESERVAR OS RIOS DO BRASIL, EXIGINDO DOS RESPONSÁVEIS QUE FAÇAM CUMPRIR AS LEIS AMBIENTAIS E QUE AS COMUNIDADES VALORIZEM MAIS SEUS CURSOS D' ÁGUA!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!
Um grande abraço,
Prof. Jarmuth Andrade
Físico e Ambientalista
INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas brasileiras!ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!

NATAL VERDE

Gostaria de compartilhar este momento de muita Luz e Paz, onde a amizade está sempre presente com muito verde em nossa vida durante todo ano, e asssim quero colocar aqui as felicitações das amigas e dos amigos que estão constantemente preocupados com a preservação da Natureza.
Um Feliz Natal a todos.
O Natal chegou. É tempo de transmitir carinho à família e aos amigos e trocar votos de paz, alegria e amor. Nessa época, também se trocam muitos presentes. Embora a prática seja símbolo de generosidade, somos tentados a comprar uma quantidade exagerada de mimos – que às vezes nem representam nossos verdadeiros sentimentos – e acabamos, assim, engolidos pelo consumismo.
Com isso, o meio ambiente sofre sérias conseqüências. O aquecimento do comércio no fim de ano leva ao aumento da produção, que por sua vez leva ao aumento da exploração dos recursos naturais. Outro problema é o acúmulo de lixo produzido no período – só no Reino Unido, por exemplo, são geradas três milhões de toneladas de resíduos nos três dias das festividades natalinas.
Por outro lado, seguindo algumas dicas simples, podemos tornar nossa conduta mais sustentável e até mesmo recuperar alguns dos verdadeiros significados dessa data – afinal, a confraternização e a presença dos entes queridos são os melhores presentes!
Confira abaixo nossa seleção de sugestões para um Natal mais verde, abrangendo também a decoração natalina e a preparação para a ceia. O Blog do Jogo Limpo deseja a todos um Feliz e Verde Natal!
Presentes:

· Use a imaginação e dê presentes alternativos, reciclados, produzidos artesanalmente, de pouco impacto ambiental, e feitos para durar.
· Escolha presentes que sejam mais simbólicos do que materiais: um texto escrito por você ou do qual você gosta; uma canção que marcou sua vida neste ano que se encerra; uma entrada para visitar uma exposição em um museu; um roteiro de visita ao que você gosta na cidade.
· Reflita bem antes de comprar e avalie se o presente é realmente do gosto de quem você está presenteando; o presente terá um significado especial para a pessoa presenteada, que vai reconhecer que o presente não é um “genérico”, mas voltado a ela em um gesto de real amizade e carinho.
· Desembrulhe seus presentes com cuidado e reutilize o papel em outro presente. Com isso, você estará reduzindo a geração de resíduo, evitando o desperdício de matéria-prima e economizando dinheiro.
Decoração:
· Procure comprar decorações que possam ser reutilizadas em anos consecutivos. Hoje em dia é possível achar lindos ornamentos feitos de sementes e materiais reciclados. Mas, se o reuso não for possível, leve tudo separadamente para reciclagem.
· Exercite sua criatividade e crie sua própria decoração. Que tal tentar fazer um floco de neve com papel, uma estrela com um CD, uma guirlanda com revistas ou um Papai Noel com uma lâmpada?
· Se possível, plante a sua árvore de Natal, ao invés de adquirir uma artificial. Além de contribuir com o seqüestro de carbono, você poderá reutilizá-la no ano seguinte. Os modelos industriais podem liberar toxinas no ambiente.
Ceia:
· Compre só o necessário para a ceia de Natal de final de ano e evite o consumo exagerado de alimentos e bebidas; sempre que possível, escolha alimentos orgânicos e de produção local.
· Dê preferência a alimentos orgânicos na hora do preparo, pois são mais saborosos, nutritivos e saudáveis por não conterem agrotóxicos.
Comemoração:
· Passe algumas das horas que você gastaria nas compras visitando as pessoas queridas, a quem você viu pouco durante o ano.
Ilustração: animalover/stock.schng
Projeto Jogo limpo - http://projetojogolimpo.blogspot.com/2008/12/natal-ecolgico.html
Feliz Natal e grandes vôos em 2010!
Quero agradecer a todos pela companhia durante o ano de 2009.
Espero continuar contando com a presença de vocês, novamente, no próximo ano.
Desejo a todos um Feliz Natal e um ano de grandes voos em 2010!
Grande abraço,

A ORIGEM DA ÁRVORE DE NATAL

A "Árvore de Natal", conhecida em algumas regiões da Europa como a "Árvore de Cristo", desempenha papel importante na data comemorativa na época do Natal.

Os relatos mais antigos que se conhecem sobre o surgimento da árvore de natal datam de meados do século XVII e são provenientes da Alsácia, província francesa.Descrições de florescimentos de árvores no dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo levaram os cristãos da antiga Europa a ornamentar suas casas com pinheiros no dia do Natal, única árvore que na neve permanece verde.

A "Árvore de Natal" é um símbolo natalino que representa um agradecimento pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

O costume de preparar este belo complemento do presépio foi passando de vizinhança em vizinhança, alcançando hoje até países onde a neve é um fenômeno desconhecido.
Uma outra versão nos conta que a origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio A.C. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto.
O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.
A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.
(Fonte: Natal no Mundo)

FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER...
http://silnunesprof.blogspot.com/
O Portal RB Ambiental deseja a todos um Feliz Natal!!!Que no ano de 2010 tenhamos um Meio Ambientemais respeitado, mais equilibrado e mais preservado!!! Boas Festas!!!

RB Ambiental - http://rbambiental.blogspot.com/2009/12/rb-ambiental-mensagem-de-natal.html



FELIZ NATAL E UM 2010 NOTA MIL PARA TODOS MEUS AMIGOS BLOGUEIROS.......

FELIZ NATAL GALERA, QUE SEJA UMA DATA PLENA DE REALIZAÇÕES, QUE CADA UM DE NÓS SE PERMITA RENASCER NESSA COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DE JESUS E ENCONTRE FORÇAS PARA CONTINUAR FIRME NA LUTA POR DIAS MELHORES, PELA SAÚDE, PELO AMOR DE SUAS VIDAS E PELA PAZ DE ESPÍRITO.

QUE 2010 SEJA UM ANO DE MUITA FORÇA PARA CADA UM DE NÓS, QUE POSSAMOS REALIZAR O QUE AINDA NÃO FOI REALIZADO, QUE POSSAMOS VENCER OBSTÁCULOS EM NOSSAS VIDAS E FICA O MEU ABRAÇO ESPECIAL A CADA UM QUE DURANTE ESSES MESES TEM COMPARTILHADO MOMENTOS COMIGO.

UM BEIJO PARA QUEM GOSTA DE BEIJO, UM ABRAÇO PARA QUEM GOSTA DE ABRAÇOS E OS DOIS PARA QUEM GOSTA MUITO DE MIM.

Momentos Compartilhados - http://momentoscompartilhados.blogspot.com/2009/12/feliz-natal-e-um-2010-nota-mil-para.html


Projeto RIO-MAR


Partida para o Rio Negro

Por Hiram Reis e Silva, Manaus, Amazonas, 18 de dezembro de 2009.

“(...) o nosso ‘faro’ de historiador está rareando no seio dos que se dedicam a perlustrar o passado, para dele haurir ensinamentos. (...) Creio que o amigo, até por estar envolvido com a execução do memorável feito, não tenha ainda aquilatado a grandiosidade do ‘Projeto Rio-Mar’, já realizado (e ainda a se realizar!), como este seu admirador, que aferindo com sensibilidade prospectiva, à distância, ‘do alto da janela’, de forma cósmica, holística, o considera de superlativa magnitude histórica”. (Coronel Manoel Soriano Neto)

Antes de minha partida para Manaus, eu havia dedicado grande parte do meu tempo à logística doméstica, na vã tentativa de minimizar um pouco as tarefas que seriam acumuladas pelos meus três queridos filhos. As despesas com enfermeiras, estoque de gêneros, remédios controlados e dieta tinham sido oportuna e perfeitamente equacionados.

O caiaque que uso nos treinamentos foi deixado aos cuidados de meu fiel escudeiro, o Cabo Dewite. As avarias sofridas no meu último embate com a Lagoa dos Patos tinham provocado sérias cicatrizes no casco, entortado o leme e precisavam ser reforçados e reparados. Eu ainda não desisti da travessia da Lagoa.

- O Vôo (16/12/2009)

O check-in, ao contrário do ano passado, foi rápido e eficiente, os funcionários da Gol-Varig foram bastante atenciosos e o vôo saiu exatamente no horário previsto. Eu havia escolhido um vôo (1725) com escalas em Curitiba, PR, Campo Grande, MS, Cuiabá, MT e Porto Velho, RO. Junto à janela eu pretendia, sempre que as nuvens permitissem, admirar a paisagem única dessa ‘Terra Brasilis’. Extasiado, eu admirava o ciclópico mosaico que se estendia até o horizonte. As formas regulares das matas nativas e das diversas culturas agrícolas lembravam um gigantesco quebra cabeças.

À medida que nos aproximávamos da linha do equador, as áreas de mata nativa se expandiam e as de plantações se contraiam. A devastação, que havia notado até o sul do estado de Rondônia, estancava na fronteira do estado do Amazonas, onde o solo formava uma bela e uniforme floresta primitiva.

A última escala de Porto Velho a Manaus permitiu-me admirar, por entre as nuvens, o belo traçado do rio Madeira. O belo contorno do rio e suas praias imaculadas me encantaram. A 3ª Fase do ‘Projeto Rio-mar’, ainda em aberto, tem as seguintes opções; a Descida do Madeira, de Porto Velho até sua foz no Amazonas e daí até Itacoatiara, ou a descida de Manaus até Santarém, no Pará. A definição dependerá do apoio que recebermos para a execução da jornada.

A chegada em Manaus, depois de nove horas, seria antecipada em oito minutos, o que poderia ser considerado um recorde, considerando o número de escalas. A natureza, mais uma vez, resolveu mostrar quem manda, e uma chuva torrencial fez o piloto arremeter. O sobrevôo permitiu, mais uma vez, observar os gigantes aquáticos que teimavam em não misturar suas águas no monumental Amazonas e as extensas praias que se estendiam preguiçosamente ao longo das margens. Belas feridas provocadas por uma das mais sérias estiagens que assolou a região nas últimas décadas.

Nosso grande amigo, o Coronel Ebling, esperava-nos como havia prometido, e nos conduziu até o 2º Grupamento de Engenharia (2º Gpt E), onde ficaríamos alojados até seguir para São Gabriel da Cachoeira. Saiba mais...
E-mail: hiramrs@terra.com.br ou hiramrsilva@gmail.com

Projeto RIO-MAR

Na rota do rio Negro

Por Hiram Reis e Silva, Porto alegre, RS, 16 de dezembro de 2009

“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias,
mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito,
que nem gozam muito, nem sofrem muito,
porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota”.
(Theodore Roosevelt)
Planejamento, treinamento, reveses, sucessos, um ano atípico, de condições climáticas extremamente adversas tornaram difícil a preparação física para esta fase que considero a mais complexa de nosso grande ‘Projeto Aventura Desafiando o Rio-mar’. Buscamos inspiração nos heróicos desbravadores do passado, energia nas entranhas de cada célula de nosso corpo e tenacidade em nossa alma inquieta. Hoje, quarta-feira, estou partindo para o Amazonas; na bagagem, além do material de acampamento, saúde, higiene, sensoriamento remoto, uma ansiedade me acompanhará, certamente, remada a remada até o momento em que aportar na praia do 2° Grupamento de Engenharia, em Manaus, no final de janeiro.

Transcrevo, abaixo, o texto de meu caro amigo, o Coronel Soriano, de quem sou profundo admirador. Esse texto que ilustra a capa de meu projeto de livro. É pena que as nossas atuais instituições de ensino não sejam capazes de, como ele, ter a capacidade de aquilatar a real importância e a grandeza do Projeto Rio-mar. Saiba mais...
Fontes:
E-mail: hiramrs@terra.com.br ou hiramrsilva@gmail.com

VOO PARA A LIBERDADE












Projeto RIO-MAR

Projeto Aventura Desafiando o Rio-mar
2ª Fase - Rio Negro
O professsor Hiram Reis estará partindo para Manaus nesta quarta-feira, dia 16 de dezembro de 2009, de Porto Alegre-RS, com uma bagagem de muitas incertezas, expectativas, mas, sobretudo, com o carinho e o apoio de cada um que tornou esta jornada possível.
As dificuldades de comunicação serão um dos grandes empecilhos que enfrentará, mas se todos que estiverem recebendo o e-mail dele, terão em primeira mão, antes mesmo da mídia, os artigos que escreverá ao longo do trajeto e que conseguir enviar.

O acompanhamento poderá ser feito, também, através do Blog: http://diarioriomar.blogspot.com/ ou pelo site http://www.cmpa.tche.br/ que reproduzirão, além dos artigos, as fotos tiradas durante a jornada da sua rota
fluvial.

O Diário de Bordo do Prof Hiram Reis e Silva, foi construído em parceria com o Clube de História do Colégio Militar de Porto Alegre, onde relata os projetos de navegação a caiaque realizados pela região amazônica. Fase 1: Tabatinga-Manaus (concluída em fevereiro de 2009). Fase 2: Rio Negro (previsão de execução de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010)

Hiram Reis e Silva
E-mail: hiramrs@terra.com.br ou hiramrsilva@gmail.com

Connie Hedegaard – Anfitriã e Presidente da COP15

Informações sobre a carreira, educação e posições de Connie Hedegaard

Curriculum Vitae
Desde agosto de 2004, quando foi nomeada ministra dinamarquês do Meio Ambiente, Connie Hedegaard vem se esforçando para aumentar o foco nacional e internacional sobre as questões climáticas. Estes esforços são culminados na Conferência de Mudança Climática da ONU em Copenhague, cujo objetivo é chegar ao acordo sobre um ambicioso acordo climático global.

Além de sua carreira política, Connie Hedegaard também é uma jornalista de renome. Ela começou em 1990, trabalhando no jornal nacional dinamarquês Berlingske Tidende. Em 1994, ela tornou-se chefe de notícias de rádio na Dinamarquês Broadcasting Corporation, permanecendo até 1998, quando aceitou o trabalho como apresentadora para o programa de notícias "Deadline" no canal nacional DR2 Televisão. Ela também tem contribuído para um enorme número de livros e recebeu vários prêmios por seu empenho e contribuição para o debate social.

Em 1984 foi eleita como a mais jovem até então membro do Parlamento dinamarquês (Folketinget), para o Partido Conservador, e em 1985 foi nomeada presidente da Associação Atlântica dos Jovens Líderes Políticos. Em 1989, Connie Hedegaard tornou-se porta-voz político para o Partido Conservador, mas em 1990 ela decidiu abandonar a política e se concentrar em seu trabalho como jornalista.

Além de suas atividades políticas e jornalista, Connie Hedegaard sentou-se em uma série de conselhos, incluindo o conselho de administração da Fundação para a Democracia (Demokratifonden) e como presidente do Centro Cultural de Cooperação com os Países em Desenvolvimento (Centro de Kultursamarbejde med udviklingslande). Em 1991 ela se formou no mestrado em literatura e história da Universidade de Copenhague. Connie Hedegaard vive em Hellerup, ao norte de Copenhague, com o marido e seus dois filho.

Nasceu em Copenhague, na Dinamarca, em 15 de setembro de 1960

Casada com Jacob Andersen, dois filhos

Educação
Jornalista, mestre em Literatura e História

Carreira política
Designar Comissão 2009 --

Ministra da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Copenhague 2009

Ministra da Energia e Clima, 2007-2009

Ministra da Cooperação Nórdica 2005-2007

Ministra do Ambiente, 2004-2007

Porta-voz política para o Partido Conservador no Parlamento Dinamarquês, Folketinget, 1989-1990

Membro do Parlamento Dinamarquês, Folketinget, para o Partido Conservador, 1984-1990 e 2005-2009.

Porta-voz do Partido Conservador em Política de Defesa 1987-1989 no Parlamento Dinamarquês, Folketinget.

Presidente da Organização Nacional dos Estudantes no âmbito do Partido Conservador 1983-1984

Presidente da Organização de Estudantes de Copenhague no âmbito do Partido Conservador 1981-1982

Outras carreiras:

Apresentadora do canal de televisão, DR2 (1998-2004)

Chefe do serviço de boletim de notícias, Radioavisen, no dinamarquês Broadcasting Corporation - DR (1994-1998)

Jornalista do Jornal Diário Dinamarquês, Berlingske Tidende (1990-1994)

Boards
Presidente do Conselho de Administração da Fundação de Desenvolvimento do Ministério da Cultura Dinamarquês (2001-2002)

Membro do Ano 2000 da Fundação - AR 2000-Fonden (1999-2000)

Presidente do Centro Cultural de Cooperação com os Países em Desenvolvimento - Centro de Kultursamarbejde med Udviklingslandene - CKU (1998-20010

Membro da Comissão da Política de Informação Pública - OM Udvalget Público Informationspolitik (1996-1997)

Membro do Conselho do Centro de Tecnologia apoiado Educação -Centro de Teknologistøttet Undervisning (1995-1998)

Membro do Conselho de Administração da Fundação para a Democracia - Demokratifonden (1990-1995)

Membro do Órgão de representação da Associação Dinamarquesa do Tratado do Atlântico de 1986

Presidente da Associação Atlântica dos Jovens Líderes Políticos -AAYPL (1985-1987)

Publicações

Klimaet Blev Quente (Quando o Clima Começou Quente), Gyldendal, 2008
Contribuinte para debater vários livros
Colunista regular do jornal dinamarquês Politiken 1998-2004
Prêmios e reconhecimentos
Premiada com o Prêmio Ebbe Munck em 2003
Premiada com o National Press Club da Dinamarca em 2003
Galardoado com o Prêmio Educação Popular Culture Association em 2002
Premiada com o KLF - Christian Ouvinte e do subsídio Organização

Frases

“Como a nona maior economia do mundo, o Brasil tem uma responsabilidade com o planeta”

"Espero que o Brasil mostre liderança e se comprometa
com reduções substanciosas (nas emissões)"

Informações: http://www.kemin.dk/en-US/Sider/frontpage.aspx

Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas ( COP )

Conferência das Partes (COP)

Em 1994 um importante passo rumo às discussões internacionais sobre clima foi dado pelas Nações Unidas. Esse foi o ano em que a Convenção-Quadro das sobre Mudanças Climáticas entrou em vigor e a partir do ano seguinte, 1995, seus signatários, denominados de Partes, passaram a se reunir anualmente para discutir sobre a sua aplicação e funcionamento. Portanto, esses encontros são chamados de Conferência das Partes (COP), que é o órgão supremo da convenção.
Em 2009, a 15ª Conferência das Partes será em Copenhague, capital da Dinamarca, entre 7 e 18 de dezembro. Na ocasião, os 192 países signatários vão negociar um novo acordo global para o clima. Espera-se que documento possa determinar metas, medidas e ações ambiciosas com vistas à redução significativa e necessária das emissões de carbono na atmosfera, de modo a evitar o aumento significativo e perigoso da temperatura do planeta. Paralela à COP 15 será realizada a 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Quioto, que deve definir quais serão as metas para os países do chamado Anexo I ao longo segundo período de compromisso do tratado, que vai de 2013 a 2017. Até 2012, os países desenvolvidos signatários do Protocolo devem reduzir suas emissões em 5,2%.

Histórico das COPS

COP 1 – 1995 (Berlim, Alemanha)

A primeira conferência iniciou o processo de negociação de metas e prazos específicos para a Nessa primredução de emissões de gases de efeito estufa pelos países desenvolvidos. As nações em desenvolvimento não foram incluídas na discussão sobre metas, respeitando ao princípio da Convenção que fala sobre "Responsabilidades comuns, porém diferenciadas". Foi então sugerida a criação de um protocolo a ser apresentado dois anos depois, em 1997, que viria a ser o Protocolo de Quioto.

Nessa primeira conferência também houve avanço nos debates sobre cooperação internacional entre nações ricas e países em desenvolvimento. Foram aprovadas as “Atividades Implementadas Conjuntamente” com o objetivo de ampliar a implantação de projetos de suporte financeiro e transferência de tecnologia.

COP 2 – 1996 (Genebra, Suíça)

Foi durante a COP 2 que as Partes decidiram pela criação de obrigações legais de metas de redução por meio da Declaração de Genebra. Um importante passo foi dado referente a apoio financeiro: foi decidido que os países em desenvolvimento poderiam solicitar à Conferência das Partes apoio financeiro para o desenvolvimento de programas de redução de emissões, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente.

COP 3 – 1997 (Quioto, Japão)

A terceira Conferência das Partes foi marcada pela adoção do Protocolo de Quioto, que estabelece metas de redução de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos, chamados “Países do Anexo I”. De modo geral, as metas são de 5,2% das emissões de 1990, porém alguns países assumiram compromissos maiores: Japão – 6%, União Européia – 8% e Estados Unidos, que acabaram não ratificando o acordo, 7%. A entrada em vigor do acordo estava vinculada à ratificação por no mínimo 55 países que somassem 55% das emissões globais de gases do efeito estufa, que aconteceu apenas em 16 de fevereiro de 2005, quando a Rússia decidiu se comprometer. Os Estados Unidos se retiraram do acordo em 2001.

COP 4 – 1998 (Buenos Aires, Argentina)

A COP 4 centrou esforços para a implementar o Protocolo de Quioto. Foi o chamado Plano de Ação de Buenos, que levou para o debate internacional um programa de metas que levaram em consideração a análise de impactos da mudança do clima e alternativas de compensação, atividades implementadas conjuntamente (AIC), mecanismos financiadores e transferência de tecnologia.
COP 5 – 1999 (Bonn, Alemanha)

O destaque da COP 5 foi a implementação do Plano de Ações de Buenos Aires, mas também o início das discussões sobre o Uso da Terra, Mudança de Uso da Terra e Florestas. A quinta conferência discutiu ainda a execução das Atividades Implementadas Conjuntamente em caráter experimental e do auxílio para capacitação de países em desenvolvimento.

COP 6 – 2000 (Haia, Holanda)

Começam a surgir impasses mais acentuados entre as Partes e as negociações são suspensas pela falta de acordo entre, especificamente, a União Européia e os Estados Unidos, em assuntos relacionados ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, mercado de carbono e financiamento de países em desenvolvimento, além de discordância sobre o tema Mudanças no uso do solo.

COP 6 ½ e COP 7 – 2001 (2ª fase da COP 6 ), (COP 7- Marrakech, Marrocos)

Uma segunda fase da COP-6 foi então estabelecida em Bonn, na Alemanha, em julho de 2001, após a saída dos Estados Unidos do Protocolo de Quioto sob a alegação de que os custos para a redução de emissões seriam muito elevados para a economia americana. Os EUA também contestaram a inexistência de metas para os países em desenvolvimento. Foi então aprovado o uso de sumidouros para cumprimento de metas de emissão, discutidos limites de emissão para países em desenvolvimento e a assistência financeira dos países desenvolvidos.

Os Acordos de Marrakesh definiram os mecanismos de flexibilização, a decisão de limitar o uso de créditos de carbono gerados de projetos florestais do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e o estabelecimento de fundos de ajuda a países em desenvolvimento voltados a iniciativas de adaptação às mudanças climáticas.

COP 8 – 2002 (Nova Delhi, Índia)

O ano de 2002 também foi marcado pela Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +10), encontro que influenciou a discussão durante a COP 8 sobre o estabelecimento de metas para uso de fontes renováveis na matriz energética dos países. Essa COP também marca a adesão da iniciativa privada e de organizações não-governamentais ao Protocolo de Quioto e apresenta projetos para a criação de mercados de créditos de carbono.

COP 9 – 2003 (Milão, Itália)

A COP 9 teve como centro dos debates a regulamentação de sumidouros de carbono no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, estabelecendo regras para a condução de projetos de reflorestamento que se tornam condição para a obtenção de créditos de carbono.

COP 10 – 2004 (Buenos Aires, Argentina)

As Partes aprovam as regras para a implementação do Protocolo de Quioto e discutiram a regulamentação de projetos de MDL de pequena escala de reflorestamento/florestamento, o período pós-Quioto e a necessidade de metas mais rigorosas. Outro destaque foi a divulgação de inventários de emissão de gases do efeito estufa por alguns países em desenvolvimento, entre eles o Brasil.

COP 11 – 2005 (Montreal, Canadá)

Primeira conferência realizada após a entrada em vigor do Protocolo de Quioto. Pela primeira vez, a questão das emissões oriundas do desmatamento tropical e mudanças no uso da terra é aceita oficialmente nas discussões no âmbito da Convenção. Também foi na COP 11 que aconteceu a primeira Conferência das Partes do Protocolo de Quioto (COP/MOP1). Na pauta, a discussão do segundo período do Protocolo, após 2012, para o qual instituições européias defendem reduções de emissão na ordem de 20 a 30% até 2030 e entre 60 e 80% até 2050.

COP 12 – 2006 (Nairóbi, África)

Financiamento de projetos de adaptação para países em desenvolvimento e a revisão do Protocolo de Quioto foram os destaques da COP 12. O governo brasileiro propõe oficialmente a criação de um mecanismo que promova efetivamente a redução de emissões de gases de efeito estufa oriundas do desmatamento em países em desenvolvimento, que mais tarde se tornaria a proposta de Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação.

COP 13 – 2007 (Bali, Indonésia)

Nessa reunião, foi criado o Bali Action Plan (Mapa do Caminho de Bali), no qual os países passam a ter prazo até dezembro de 2009 para elaborar os passos posteriores à expiração do primeiro período do Protocolo de Quioto (2012). A COP 13 estabeleceu compromissos mensuráveis , verificáveis e reportáveis para a redução de emissões causadas por desmatamento das florestas tropicais.

Também foi aprovada a implementação efetiva do Fundo de Adaptação, para que países mais vulneráveis à mudança do clima possam enfrentar seus impactos. Diretrizes para financiamento e fornecimento de tecnologias limpas para países em desenvolvimento também entraram no texto final, mas não foram apontadas quais serão as fontes e o volume de recursos suficiente para essas e outras diretrizes destacadas pelo acordo, como o apoio para o combate ao desmatamento nos países em desenvolvimento e outras ações de mitigação.

COP 14 – 2008 (Poznan, Polônia)

O encontro de Pozman ficou como um meio termo político entre a COP 13 e a expectativa pela COP 15, tendo em vista o cenário político mundial, com a eleição do presidente americano Barack Obama. Um avanço em termos de compromisso partiu das nações em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, México e África do Sul que demonstraram abertura para assumir compromissos não obrigatórios para a redução das emissões de carbono.


COP 15 – 2009 (Copenhague, Dinamarca)
Enquanto a 15ª Conferência das Partes da Convenção de Mudanças Climáticas, em Copenhague, ainda dá os primeiros passos rumo à negociação de um acordo global, a sede da 17ª edição, no final de 2011, já está decidida: será na África do Sul. E já se especula onde pode ser realizado o encontro climático de 2012: de acordo com anúncio feito pela presidente da COP15, Connie Hedegaard, é bem provável que um país asiático abrigue a COP18.
Ironicamente, ambos são locais que representam os continentes mais afetados pelo aquecimento global, que, na maioria das vezes, têm dificuldades de articulação com os países desenvolvidos e precisam de auxílio para efetivar medidas de adaptação e mitigação (redução de danos).
No ano que vem, a 16º. edição da COP será realizado no México. (Sucena Shkrada Resk)

PROJETO RIO-MAR


Travessia das Lagoas Litorâneas:
Cidreira/Tramandaí


Por Hiram Reis e Silva, Cidreira, RS, 7 de dezembro de 2009

“... Que importa que haja ondas revoltas,
ameaçando um casco acorrentando.
Quero respirar, no último momento,
a esperança diluindo-se em espumas,
espumas desmanchando-se em esperanças ...”.
(Arita D. Pettená)

Depois do revés sofrido na Lagoa dos Patos resolvi mudar de ares e fui para o litoral continuar meu treinamento. Não desisti da Travessia para Rio Grande e pretendo executá-la futuramente com o apoio do Coronel da Polícia Militar Sérgio Pastl, experiente velejador, apaixonado pela Lagoa e conhecedor de seus mistérios.

Domingo, 29 de novembro de 2009, amanheceu com céu de brigadeiro. Sem nuvens e ventos do quadrante Este de 4 a 5 nós. Era um convite irrecusável, havia programada a travessia pelas lagoas litorâneas de Cidreira a Tramandaí na terça-feira que, segundo a previsão meteorológica, seria o dia ideal. Havia marcado os acessos aos canais no GPS transferindo os dados colhidos no Google Earth.

- Lagoa da Fortaleza

Parti da Lagoa da Fortaleza, às 11h30min, como estava sem leme controlei a direção do caiaque com o corpo, inclinando-o lateralmente para compensar o vento e as ondas de través. Rumei direto para o canal que a une à Lagoa Manoel Nunes onde existe uma represa construída pela Corsan, que impede o acesso dos peixes que demandam do Rio Tramandaí, um verdadeiro crime ambiental. A montante da represa o movimento intenso do cardume próximo à superfície anunciava que a cheia tinha permitido o acesso das tainhas à Lagoa da Fortaleza. Um trio de colhereiros cor-de-rosa acompanhavam inquietos meu deslocamento, mais adiante tarrãs, uma formidável maguari, marrecas piadeiras e pés-vermelhos levantaram vôo anunciando ruidosamente minha passagem.

- Laguna Manoel Nunes

Era interessante navegar no canal. A correnteza e a altura das águas contrastavam com a navegação que eu fizera, no mesmo local, no inverno, quando tive de tracionar o caiaque, a mão, puxando os juncos ou arrastando-o na foz rasa e assoreada do canal. A pequena Laguna Manoel Nunes está quase que totalmente tomada pelas algas o que certamente impede ou pelo menos dificulta o uso de redes de pesca e espinhéis pelos adeptos da pesca predatória.

- Laguna do Gentil

Seguindo a orientação do GPS acessei, sem dificuldades, a estreita entrada do canal do Gentil, totalmente camuflado pelos juncos. Logo em seguida, num pequeno barranco, avistei três colhereiros, talvez os mesmos que vira anteriormente, acompanhados, desta feita, de marrecas piadeiras e um solitário quero-quero. Acostei numa margem, inundada pelas cheias, espantando um cardume de tainhas que descansavam nas águas mornas e rasas e retirei a máquina fotográfica para fotografar o bando. Mais adiante, um bosque a oeste, mostrava as cicatrizes dos ventos fortes que haviam assolado o litoral recentemente. A grande figueira, ao sul, havia resistido heroicamente e se mantido de pé, mas despojada de seus frondosos galhos, a esguia palmeira teve seu tronco quebrado ao meio e as árvores da primeira linha fora arrancada e expunha funebremente suas raízes retorcidas. As areias brancas e os bosques próximos ao sinuoso canal compõem o quadro magnífico deste belo canal. A Laguna do Gentil mostra ao longe raras edificações na sua margem. Aportei, me hidratei e verifiquei o GPS confirmando o alinhamento, que já conhecia, de uma grande antena que sinalizava a entrada do próximo canal.

- Lagoa da Custódia

A entrada do largo Canal estava perfeitamente sinalizada pela cor amarelada dos juncos que tinham sido arrancados pelo tornado. Cruzei com sisudos pescadores que pilotavam um pequeno barco e logo depois com outros, junto a uma grande e mal conservada ponte de madeira que tarrafeavam sem sucesso. As águas haviam coberto as praias de areias brancas foz do canal. A Lagoa da Custódia estava totalmente tomada de construções nas suas margens Este e Nordeste. Calibrei o GPS e identifiquei meu último ponto de ataque, o Canal Tramandaí.

- Lagoa do Armazém

Diferente dos demais, as margens do canal estavam tomadas por construções, a visão, antes agradável e bucólica, fora substituída pela poluição, mau cheiro, e o descaso com o meio ambiente daqueles que moravam às suas margens. Na foz, avistei, a cidade de Tramandaí. Remei rápido na direção apontada pelo fiel GPS. Por mais de uma vez o remo cravou no leito assoreado da Lagoa e, depois, do rio. Foram cinco horas de navegação, a maior parte dela por belos e agradáveis recantos.

Raymundo Moraes


Raymundo Moraes – Amazônico Escritor

Por Hiram Reis e Silva, Cidreira, RS, 28 de Novembro de 2009

O Sr. Raymundo Moraes (...) conseguiu, de um ponto remoto da selva amazônica, impor-se ao país inteiro”. (Humberto de Campos)

O escritor Raymundo Moraes, filho de Miguel Quintiliano de Moraes e de Lucentina Martins Moraes, nasceu em Belém no dia 15 de setembro de 1872. Interrompeu cedo os estudos, havia concluído apenas o curso primário, para acompanhar Miguel Quintiliano, prático de navios no rio Madeira. O Fascínio e a magia de navegar pelas artérias vivas da hiléia fizeram-no seguir a carreira do pai chegando a comandante dos ‘gaiolas’. As infindas jornadas despertaram seu amor pela leitura. Autodidata de invulgar inteligência e sensibilidade aliou o conhecimento científico e literário adquirido com as experiências que recolhia e anotava nas suas viagens.

“Mas eu que falo, humilde, baxo e rudo,
De vós não conhecido nem sonhado?
Da boca dos pequenos sei, contudo,
Que o louvor sai às vezes acabado.
Tem me falta na vida honesto estudo,
Com longa experiência misturado,
Nem engenho, que aqui vereis presente,
Cousas que juntas se acham raramente”.
(Luís Vaz de Camões - Canto X, estância 154)

Seus líricos relatos, carregados de emoção, são flagrantes que vivenciou e paisagens que impregnaram sua alma durante quase trinta anos. São crônicas de quem apreendeu com as águas e as gentes, com os seres da floresta, os ventos e as chuvas. Vamos reproduzir alguns parágrafos, dos capítulos, de um de seus livros, ‘Na planície Amazônica’, cujo primor literário nos reportam a um Euclides da Cunha de quem era grande admirador e discípulo sem, contudo, se deixar influenciar ou perder seu modo próprio de dizer as coisas, de interpretar as matizes telúricas carregadas de amazônico nativismo.

- O Vale
“O vale do Amazonas, na transformação constante por quem vem passando, tem a forma de uma lira, como se algum deus pagão e autóctone, através da harmonia e da beleza, tentasse amenizar as arestas cortantes dessa natureza rude.

(...) Hégira líquida e quase fabulosa do Novo Mundo, ela marca um época em que as águas, ao fugir de um quadrante para outro, modificam pela colmatagem a fisionomia deste trato imenso do continente americano. E o vale do Amazonas que teve antes a forma de uma garrafa, segundo alguns geólogos, tem agora a forma de uma lira”.

- A Hidrografia

“A Amazônia é um inigualável repositário de águas doces, vivas, cantantes, que saltam e deslizam, sob a luz crua do Equador, desde as cachoeiras rugidoras nas escadas de pedra aos lagos serenos nas várzeas infindas. Com a bacia imensa retalhada de rios, recortada de angras, listradas de furos, os paranás, e os igapós se traçam, se ligam, se anastomosam no mais complicado e bizarro aranhol fluvial do planeta.

(...) A principal característica do Amazonas, no entanto, é a metamorfose. Para fixar suas linhas de drenagem, na construção das molduras que o apertam no ‘canon’, apaga de noite o que delineou de dia. Solapa, rói, gasta, para mais adiante restaurar, no tear potamológico, a topografia que sumira”.

- Geografia Botânica

“Quem vive no vale amazônico, adaptado por seleção natural ou identificado ao ambiente por afinidade de nativo, aprende, no contato diário com o reino vegetal, a definir a terra pela selva. Observa nos alagadiços, nos firmes, nos campos, à borda dos lagos e na orla dos rios, a qualidade da planta que vinga ali. Cada arbusto, cada árvore, cada liana, no plano topográfico da sua lembrança, conta a história do grão de areia e do sedimento, do plasma aluviônico e do bloco de pedra. Arruma, assim, na memória, os indivíduos e as famílias, de acordo com o solo em que florescem. A mnemônica dos aspectos telúricos faz-se então pelos aspectos da mata. A planta, improvisado aparelho registrador, transmite, das raízes para a franca, por sinais hieroglíficos da flora traçados nos troncos, nos galhos e no ramos, a ondulação do terreno, a sua conformação, a sua idade”.

- O Delta

“(...) Essa linha de ficção, de um território em marcha, sob impulso dinâmico das águas, fugindo do bloco ‘mater’ a que se achava aglutinado, ganhou foros de cidade e alguns patrícios nossos, entre os quais Euclides da Cunha e Carvalho de Mendonça, nas asas leves do lirismo e nas obras hermenêuticas do Direito, repetiram-na e arredondaram-na.

No planejamento fulgurante da assimilação, o autor do ‘À Margem da História’ insuflou-lhe o movimento e a beleza de seu verbalismo ático e bárbaro ao mesmo tempo, emprestando ao enunciado aquela vibração tão forte e coruscante que levou Joaquim Nabuco, quando o lia pela primeira vez, a exclamar: ‘Este moço escreve com o cipó!’ O Amazonas, segundo essa doutrina, não tem delta, ou, melhor, o seu delta, por motivos geográficos de ordem meteórica, telúrica e marinha, emigra Atlântico afora, buscando a nesga das ilhas e a chanfradura das costas longínquas para se agregar e se regenerar”.

- Os Furos de Breves

“Perdida na memória do canal que os navegantes do tempo da conquista singravam, de velas pandas, pavilhões gritantes do mar para o surgidouro do Amazonas, a rumo direto e desafogado, quem sobe hoje para Manaus, em curva obrigada pela metrópole paraense, tem, forçosamente, de atravessar os Furos de Breves.

Labirinto extraordinário de mil fios líquidos, entre um flanco de Marajó e as rechãs levantinas do continente, foi tecido pela ação ininterrupta das águas, pelo trabalho dinâmico do rio”.

- O Regatão
“(...) O bufarinheiro conhecido nas cidades por teque-teque chama-se, no interior, regatão; somente, em lugar de transportar nas costas – pitoresco atlas da quinquilharia – o mundo de miudezas, transporta-o no bojo de uma galeota que desloca duas, três, quatro toneladas, dividida em seções de secos e molhados e tiradas a remo de faia.

(...) Ninguém labuta mais arriscadamente do que ele no vale, rodeado de inimigos, cercado de perigos. Nada o faz, entretanto, esmorecer ou recuar, e, afrontando a própria morte, sobe aos últimos manadeiros para extorquir uma bola de borracha e vender algumas garrafas de cachaça”.

- As Cerrações

“(...) De novembro a abril, com a invernada, exerce-se em toda a bacia o fenômeno da cerração das chuvas, especialmente nas noites sem lua. Cordas d’água intermináveis, a recordar, numa recapitulação bíblica, as diluvianas cataratas celestes descem das alturas, alagando a planície. E tudo ao longe, das seis da tarde às seis da manhã, fica fora do raio visual, impenetrável à vista, restringindo no âmbito estreito duma redoma preta.

(...) Nestas condições, desde que as marcas do roteiro, distribuídas nos lindes litorâneos, sejam reconhecidas sob mau tempo, os navios trafegam. Os clarões das faíscas elétricas, num rápido lampejo, é verdade, deixam vislumbrar o cenário. (...) O fogo do céu serve, pois, de farol aos transportes que sulcam a grande artéria nessas noites negras”.

- As Lendas

“A teia aracnídea das lendas amazônicas, vasta e complicada, cômica e trágica, tanto mais extraordinária quanto envolta no mistério, é originária de todos quadrantes do globo. (...) Em cada ponto da planície equinocial, no ocidente ou no oriente, nas colinas do sul ou nas serras do norte, inventadas pelo aborígene, trazidas pelo africano, espalhadas pelo português, divulgadas pelo forasteiro, ingênuas, inverossímeis, risonhas, tenebrosas – as histórias dos animais e das sereias, dos gnomos e dos pajés empolgam a imaginação fecunda, plástica da gente que erra no Vale”

- A Inundação

“(...) Dias e dias antes que role do firmamento a primeira gota d’água, manifesta-se esse fenômeno meteorológico que precede as cheias. Pela manhã, no quadrante do nordeste, pela tarde, no quadrante do sueste, registrando a refração da luz nas nuvens, destaca-se o arco-íris, ponte luminosa e encantada, que liga, no espaço, o sistema planetário e projeta, na menina dos nossos olhos, as sete cores do espectro solar. Impelidas pelos alísios continuam vagando as nuvens até que se chocam com as baixas temperaturas dos picos andinos, blindados de gelo, encapotados de neve, forrados de bruma. Condensam-se e precipitam-se em chuvas leves, finas, refrangentes primeiro, mal ensopando o solo, para depois se despenharem pesadas, grossas, densas, em cataratas que alagam as rechãs, fazendo de cada dobra de chão, de cada sulco de pedra, de cada rego de encosta o leito íngreme dum riacho”.

- O Apuizeiro

“(...) O curumazeiro, dos mais vigorosos e dos mais altos, de maior porte, de maior resistência, âmago de ferro, que sacode a cabeleira revolta muito acima do oceano de franças verdejantes e perfuma com o aroma de suas sementes o ambiente úmido da mata, príncipe negro dos bosques – não lhe resiste ao ataque. Empolgado, comprimido, malhetado, espartilhado nas dobras do colete luciferiano, ou no laço carrasco do vegetal enforcante, o Hércules da selva, gigante entaniçado, estiola, fenece, seca, e mirra nos panos horripilantes daquele invólucro. Mortalha e ataúde, féretro e epiderme ao mesmo tempo, por ali a matéria do cadáver devorado palpita, floresce e frutifica na gloriosa verdade do enunciado de Lavoiser”.

- A Friagem
“(...) No fundo da planície, toda murada pelos Andes, em certos meses do ano, de maio a agosto, a esplanada se ressente com as alternativas barométricas, sensíveis para quem vive acostumado às médias de 25 graus. São os ventos que perturbam a regularidade atmosférica. De maneira que as correntes aéreas constituem a influência mais preponderante na climatologia amazônica. Quando sopram de baixo, refrigeram e abrandam os ardores; quando sopram de cima, modificam de tal forma o clima, baixando para 16 graus, para 12 graus, para 10 graus, que a população sofre muito”.

- Os Seringueiros
“(...) Filho da região, adaptado ao solo por hereditariedade, guarda um tom discreto, um ar resignado nos modos e na fala. Pode ser ingenuidade e pode ser desilusão. Humilde, desambicioso, alheio ao conforto, mora em palhoças sobre terrenos alagadiços. A estacada que as suspende lembra a palafita das habitações lacustres. Casado cedo, enche-se de filhos, que vivem nus pela beira d’água.

Seu labor, pautado ao arrepio de qualquer sentimento de grandeza, parece o labor de um cético, descrente da glória, da vaidade, da fortuna e da beleza. Não lhe vibram os músculos flácidos os impulsos que transformam os fracos e os simples em potentados e poderosos. Apático, não ri, sorria apenas. Com a energia embotada e o caráter frouxo, a condescendência e a tolerância fazem-no ridículo. Cortando seringuais esgotados, ganha pouco, o suficiente para não morrer de fome. Além disso, é fatalista. ‘Deus não falta a quem promete’, assegura supersticiosamente na conversa.”

Fonte :http://www.brasiliana.com.br/obras/na-planicie-amazonica/pagina/13/texto


Movimento para o “Dia da Mata Ciliar”


SOS RIOS DO BRASIL SUGERE A AUTORIDADES A CRIAÇÃO DO "DIA DA MATA CILIAR" E AÇÕES PROATIVAS PARA PRESERVÁ-LAS

O SOS Rios do Brasil lançou nesta semana um movimento junto a autoridades, parlamentares e parceiros da imprensa visando a criação de um Projeto de Lei que estabeleça o "DIA DA MATA CILIAR" e outras providências, visando preservar, recuperar e replantar as importantes florestas ao longo dos rios do Brasil.

Veja o teor da mensagem enviada:
CONSIDERANDO

- a importância das MATAS CILIARES para proteger o solo contra erosões, evitar o assoreamento dos rios, que diminui a qualidade da água, afetando os ecossistemas que habitam o curso d’ água, acarretando no desequilíbrio das relações ecológicas da região;
- que há necessidade urgente de conscientizar as comunidades no sentido de preservar, recuperar e replantar as MATAS CILIARES no Brasil, incentivando as escolas, organizações da sociedade civil, governos estaduais e municipais a promovê-las das mais diversas formas;
- que não há ainda uma data estabelecida no país para comemoração do DIA DA MATA CILIAR;
- que pela Lei 6.607 de 07 de dezembro de 1987 o “Pau Brasil” (Caesalpinia Echinata, Lam) foi declarado “Árvore Nacional” e instituído na data o Dia do Pau Brasil;
O INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL, que destaca e divulga todas as entidades e órgãos que promovem, preservam e valorizam os rios do Brasil, procurando através de atitudes proativas suas revitalizações e renaturalizações,
SUGERE,
A criação de Projeto de Lei que estabeleça o dia 07 de dezembro como o “DIA DA MATA CILIAR” em todo o país, incentivando a realização de projetos e ações nos Ministérios, Governos Estaduais e Municipais para a preservação, recuperação e replantio de MATAS CILIARES ao longo dos rios do Brasil.
Agradecemos a atenção e providências nesse sentido.
Saudações eco-fluviais,
Prof. Jarmuth Andrade
Instituto SOS Rios do Brasil
Informações técnicas para justificativa
A falta de planejamento e conseqüente destruição dos recursos naturais, particularmente das florestas caracterizou o processo de ocupação do Brasil. Ao longo da história do País, a cobertura florestal nativa, representada pelos diferentes biomas, foi sendo fragmentada, cedendo espaço para as culturas agrícolas, as pastagens e as cidades.
(MARTINS, 2001).
As dimensões continentais do País trazem à população a noção de recursos naturais inesgotáveis, estimulando a expansão da fronteira agrícola sem a preocupação com o aumento ou, pelo menos, com uma manutenção da produtividade das áreas já cultivadas.
Assim, o processo de fragmentação florestal é intenso nas regiões economicamente mais desenvolvidas, ou seja, o Sudeste e o Sul, e avança rapidamente para o CentroOeste e Norte, ficando a vegetação arbórea nativa representada, principalmente, por florestas secundárias, em variado estado de degradação, salvo algumas reservas de florestas bem conservadas. Este processo de eliminação das florestas resultou num conjunto de problemas ambientais, como a extinção de várias espécies da fauna e da flora, as mudanças climáticas locais, a erosão dos solos e o desmatamento de matas ciliares.
(MARTINS, 2001).
Importância Das Matas Ciliares
O desmatamento das matas ciliares resulta no assoreamento do rio. Como a mata ciliar tem por principal função proteger o solo contra erosões, a ausência desta deixa o solo desprotegido, ficando sujeito a erosões. Com a chuva, a terra é desgastada, indo para o rio, o qual fica assoreado, tendendo a ficar cada vez mais raso. Isso também diminui a qualidade da água, afetando os ecossistemas que habitam o rio, acarretando no desequilíbrio das relações ecológicas da região.
Neste panorama, as matas ciliares não escaparam da destruição; pelo contrário, foram alvo de todo o tipo de degradação. Basta considerar que muitas cidades foram formadas às margens de rios, eliminando-se todo tipo de vegetação ciliar; e muitas acabam pagando um preço alto por isto, através de inundações constantes.
Além do processo de urbanização, as matas ciliares sofrem pressão antrópica por uma série de fatores: são as áreas diretamente mais afetadas na construção de hidrelétricas; nas regiões com topografia acidentada, são as áreas preferenciais para a abertura de estradas, para a implantação de culturas agrícolas e de pastagens; para os pecuaristas, representam obstáculos de acesso do gado ao curso d'água etc.
Este processo de degradação das formações ciliares, além de desrespeitar a legislação, que torna obrigatória a preservação das mesmas, resulta em vários problemas ambientais. As matas ciliares funcionam como filtros, retendo defensivos agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam transportados para os cursos d'água, afetando diretamente a quantidade e a qualidade da água e conseqüentemente a fauna aquática e a população humana. São importantes também como corredores ecológicos, ligando fragmentos florestais e, portanto, facilitando o deslocamento da fauna e o fluxo gênico entre as populações de espécies animais e vegetais. Em regiões com topografia acidentada, exercem a proteção do solo contra os processos erosivos.
Apesar da reconhecida importância ecológica, ainda mais evidente nesta virada de século e de milênio, em que a água vem sendo considerada o recurso natural mais importante para a humanidade, as florestas ciliares continuam sendo eliminadas cedendo lugar para a especulação imobiliária, para a agricultura e a pecuária e, na maioria dos casos, sendo transformadas apenas em áreas degradadas, sem qualquer tipo de produção.
É necessário que as autoridades responsáveis pela conservação ambiental adotem uma postura rígida no sentido de preservarem as florestas ciliares que ainda restam, e que os produtores rurais e a população em geral seja conscientizada sobre a importância da conservação desta vegetação. Além das técnicas de recuperação propostas neste trabalho, é fundamental a intensificação de ações na área da educação ambiental, visando conscientizar tanto as crianças quanto os adultos sobre os benefícios da conservação das áreas ciliares.
A definição de modelos de recuperação de matas ciliares, cada vez mais aprimorados, e de outras áreas degradadas que possibilitam, em muitos casos, a restauração relativamente rápida da cobertura florestal e a proteção dos recursos edáficos e hídricos, não implica que novas áreas possam ser degradadas, já que poderiam ser recuperadas.
Pelo contrário, o ideal é que todo tipo de atividade antrópica seja bem planejada, e que principalmente a vegetação ciliar seja poupada de qualquer forma de degradação. As matas ciliares exercem importante papel na proteção dos cursos d'água contra o assoreamento e a contaminação com defensivos agrícolas, além de, em muitos casos, se constituírem nos únicos remanescentes florestais das propriedades rurais sendo, portanto, essenciais para a conservação da fauna. Estas peculiaridades conferem às matas ciliares um grande aparato de leis, decretos e resoluções visando sua preservação.
O novo Código Florestal (Lei n.° 4.777/65) desde 1965 inclui as matas ciliares na categoria de áreas de preservação permanente. Assim toda a vegetação natural (arbórea ou não) presente ao longo das margens dos rios e ao redor de nascentes e de reservatórios deve ser preservada.
De acordo com o artigo 2° desta lei, a largura da faixa de mata ciliar a ser preservada está relacionada com a largura do curso d'água.
(Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Centro de Ciências da Vida)
Mais informações: SOS RIOS DO BRASIL
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