ABRAFATI GANHA PRÊMIO TOP ANAMACO DE SUSTENTABILIDADE

Foto: Divulgação Anamaco

19/04/2015

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) recebeu, no dia 8 de abril, em São Paulo, o Prêmio Top Anamaco, na categoria Sustentabilidade. Entregue pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), a premiação visa destacar soluções diferenciadas desenvolvidas pelo segmento, em cerca de quinze categorias.

A Abrafati foi reconhecida por sua contribuição para o reaproveitamento de embalagens PET pós-consumo na produção de tintas. Cerca de 120 milhões de embalagens PET são utilizadas anualmente para essa finalidade, representando, ao mesmo tempo, uma solução tecnicamente adequada e uma importante contribuição para a sustentabilidade. “Elas entram como componente das resinas que serão aplicadas no processo de produção de tintas à base de solvente. Com a despolimerização do PET (Poli Tereftalato de Etileno), obtêm-se ácido tereftálico e etileno glicol, compostos químicos que substituem parte do pentaeritrol e do ácido ftálico tradicionalmente utilizados na fabricação dessas tintas”, explica Gisele Bonfim, gerente técnica e de Assuntos Ambientais da Abrafati.

Nesse processo, reduz-se o consumo de nafta, produto derivado do petróleo que é a base das matérias-primas substituídas (pentaeritrol e do ácido ftálico) pelas resinas originadas de PET. A substituição teve início há pouco mais de dez anos e se expandiu com a maior disponibilidade de embalagens PET, cuja presença cresceu muito no Brasil para acondicionar itens como bebidas, óleos comestíveis, cosméticos, medicamentos e produtos de limpeza, entre outros. “Até onde sabemos, este é um desenvolvimento exclusivamente brasileiro. Não temos notícia de aproveitamento do PET na produção de tintas em outros países”, destaca Gisele.

O uso do PET abre oportunidades para que os catadores de materiais recicláveis possam ter melhores condições de vida, trabalho e renda. Para completar, a prática contribui para que o setor de PET cumpra as metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Hoje, a indústria de tinta absorve 10% de todas as garrafas PET pós-consumo do país. Cada fabricante determina sua própria estratégia para obter as embalagens, sendo, em geral, estabelecidas parcerias com empresas recicladoras para a compra do PET triturado. A maior parte da produção de tintas está concentrada no estado de São Paulo e nas regiões Sul e Nordeste, mas existem fábricas espalhadas por vários pontos do país. “Nem todos os fabricantes utilizam as resinas PET, mesmo porque elas só podem ser empregadas na produção de tintas à base de solvente que representam cerca de 13% do total de tintas imobiliárias no Brasil”, comenta a gerente técnica da Abrafati. Com isso, atualmente são usadas na produção de tintas quase 7 mil toneladas de resinas originadas de garrafas PET.

Fonte: CEMPRE


Governador do AC diz que imigrantes são responsabilidade da União

Com a falta de ônibus, abrigo de imigrantes enfrenta superlotação em Rio Branco. 
(Foto: Veriana Ribeiro/G1)

18/05/2015

Tião Viana disse que Ministério da Justiça terá que assumir acolhimento.
Desde 2010, Acre tornou-se porta de entrada para imigrantes no Brasil.

O governador do Acre, Tião Viana, anunciou, nesta sexta-feira (17), que o Ministério da Justiça deverá assumir o trabalho de acolher e encaminhar para outros estados os imigrantes, na maioria haitianos, que utilizam o estado como porta de entrada para o Brasil. De acordo com o gestor, o estado não possui mais condições de realizar esse trabalho.

Viana esteve reunido com representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, além dos secretários de Desenvolvimento Social (Sedens) e Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) para falar sobre a decisão. Ele também anunciou a medida em seu perfil no Twitter.

"Fomos levados a comunicar ao Ministério da Justiça a necessidade do mesmo assumir o acolhimento e encaminhamento dos imigrantes, que fizeram do Acre uma rota internacional. Já são mais de 36 mil, oriundos de 13 países, sendo essa uma responsabilidade constitucional da União", disse na rede social.

Com uma dívida de mais de R$ 3 milhões, Viana disse também que o Acre não possui mais condições de assumir integralmente a assistência aos imigrantes. "Tudo fizemos em colaboração mas, não nos é possível ir além. É uma questão de Estado Nacional, cabendo ao ministro da Justiça. O Governo do Acre, por razões humanitárias, tudo que pôde fez para prestar sua solidariedade aos imigrantes, todavia, exauriu-se no caso", explicou no Twitter.

Transição

De acordo com o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Nílson Mourão, a passagem da responsabilidade sobre os imigrantes para o governo federal será feita de maneira gradual. "Não vamos abandonar os imigrantes. Vamos estudar para saber como será o processo de transição", explicou. No entanto, ele não disse em quanto tempo esse trabalho será concluído.

Segundo Mourão, nos próximos dias uma comissão do governo federal deve chegar a Rio Branco para analisar o processo de transição e definir os prazos.

Em coletiva, governo entrega gestão de imigrantes ao 
governo federal (Foto: Iryá Rodrigues/G1)

Dificuldades 

Com capacidade física para acolher 240 pessoas, o abrigo montado pelo governo do Acre, em Rio Branco, tem atualmente 800 imigrantes. Esse número, todavia, deve aumentar, já que segundo a Sejudh, cerca de 70 novos imigrantes chegam ao local todos os dias e poucos têm ido embora, desde que o contrato com a empresa responsável por levá-los até São Paulo foi interrompido por falta de pagamento.

A dívida do Estado com a empresa de transporte ultrapassa R$ 3 milhões. Desde 2010, quando os imigrantes passaram a utilizar o Acre como rota, mais de R$ 10 milhões já foram investidos para acolhê-los.

O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Luiz Gustavo Mantovani, disse que vai avaliar nos próximos dias, em uma ação conjunta com os órgãos de Brasília, as medidas que podem ser tomadas para tentar solucionar a dificuldade do governo do Acre em dar continuidade à prestação do auxílio humanitário aos imigrantes.

De acordo com o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho no Acre (MPT-AC), Marcos Cutrim, o órgão vai, juntamente com o MPF, estudar medidas no âmbito extra-judicial e se for o caso, no âmbito judicial, no intuito de trazer a União para essa responsabilidade e promover todas as políticas públicas, que inclui desde o abrigamento até a emissão de documentos, para que esses estrangeiros tenham seus direitos humanos respeitados no país.

"Uma vez que a imigração envolve eminentemente a busca de estrangeiros por trabalho, surge aí a atribuição do MPT em buscar políticas públicas adequadas que sejam prestadas a esses trabalhadores. Temos duas formas de atuar nesse caso, primeiro é chamar os órgãos do governo federal para dialogar e tentar um acordo para que prestem o serviço que o Estado tem prestado hoje. Se não for possível pelo diálogo, pretendemos buscar alguma medida judicial, possivelmente alguma ação civil pública", afirma Cutrim.

O G1 entrou em contato com o Ministério da Justiça para saber o posicionamento do órgão, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.

Superlotação

No dia 26 de março, chegou ao conhecimento do G1, que devido à uma dívida que supera R$ 3 milhões com a empresa de ônibus, contratada em abril de 2014 para o transporte dos imigrantes até São Paulo, foi um dos principais fatores para a superlotação no abrigo de imigrantes. Com o serviço de transporte suspenso, os estrangeiros não conseguiam deixar a cidade.

Rota de imigração

Imigrantes chegam ao Acre todos os dias através da fronteira do Peru com a cidade de Assis Brasil, distante 342 km da capital. A maioria são imigrantes haitianos que deixaram a terra natal, desde 2010, quando um forte terremoto deixou mais de 300 mil mortos e devastou parte do país. De acordo com o governo do estado, desde 2010, mais de 32 mil imigrantes entraram no Brasil pelo Acre.

Eles vêm ao Brasil em busca de uma vida melhor e de poder ajudar familiares que ficaram para trás. Para chegar até o Acre, eles saem, em sua maioria, da capital haitiana, Porto Príncipe, e vão de ônibus até Santo Domingo, capital da República Dominicana, que fica na mesma ilha. Lá, compram uma passagem de avião e vão até o Panamá. Da cidade do Panamá, seguem de avião ou de ônibus para Quito, no Equador.

Por terra, vão até a cidade fronteiriça peruana de Tumbes e passam por Piura, Lima, Cusco e Puerto Maldonado até chegar a Iñapari, cidade que faz fronteira com Assis Brasil (AC), por onde passam até chegar a Brasiléia.

Fonte: G1 Acre

Fundo Amazônia assina primeiro contrato elaborado por indígenas

Contrato assinado entre o BNDES e os índios ashaninka tem valor de 
R$ 6,6 milhões (Divulgação/BNDES)

18/04/2015

O primeiro contrato elaborado por índios e apresentado ao Fundo Amazônia, sem intermediação de organizações não governamentais (ONGs) ou entidades do setor público, foi assinado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Ashaninka do Rio Amônia, situada no município de Marechal Thaumaturgo, no Acre, na fronteira com o Peru.

O contrato, assinado nessa quinta (16), tem valor de R$ 6,6 milhões e se refere ao projeto Alto Juruá, que beneficia não só o povo Ashaninka, mas também comunidades indígenas e não indígenas localizadas no entorno da Terra Indígena (TI) Kampa do Rio Amônia, envolvendo várias áreas protegidas.

Segundo informou hoje (17) a assessoria de imprensa do BNDES, o projeto objetiva promover o manejo e a produção agroflorestal nas comunidades, com o propósito de constituir alternativa econômica sustentável ao desmatamento, além de apoiar iniciativas de monitoramento e controle do território e de fortalecimento da organização local, na região do Alto Juruá, no Acre.

Serão atendidos pelo projeto os 720 habitantes da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, mais 600 pessoas da Terra Indígena do Rio Breu, além de 50 comunidades da Reserva Extrativista Alto Juruá. Serão capacitadas ainda seis comunidades Ashaninka do Peru. O projeto tem prazo de execução de 36 meses.

Nesta sexta-feira, representantes da Associação Ashaninka do Rio Amônia estiveram reunidos com técnicos do banco para tratar de detalhes do projeto. A operação foi aprovada em fevereiro passado e resultou de análise conjunta do projeto Alto Juruá pela equipe do BNDES, responsável pelo Fundo Amazônia, com representantes dos Ashaninka.

Segundo o BNDES, o projeto com os Ashaninka do Rio Amônia é a quinta iniciativa que o Fundo Amazônia apoia tendo como objetivo específico o fortalecimento de povos indígenas. Os cinco projetos somam R$ 75 milhões de apoio financeiro, em recursos não reembolsáveis. Mais oito projetos de comunidades indígenas atendidos pelo Fundo Amazônia totalizam R$ 14 milhões. Até 1º de abril deste ano, o número de projetos apoiados pelo Fundo Amazônia foram 72, no valor de R$ 1,086 bilhão, sendo que nem todos já tiveram os recursos liberados. O total desembolsado foi R$ 421,3 milhões.

Estabelecido pelo Decreto 6.527, de 1º de agosto de 2008, o Fundo Amazônia tem por finalidade captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia. O fundo é gerido pelo BNDES, que aplica os recursos advindos das doações. De outubro de 2009 até o último dia 13 de março, as doações recebidas pelo Fundo Amazônia alcançavam cerca de R$ 2,060 bilhões.

Fonte: EBC


Drone é capaz de plantar 1 bilhão de árvores em 1 ano

Drone de reflorestamento da BioCarbon Engine: resposta à altura da destruição 
"industrial" das florestas (Crédito: BioCarbon Engine)

18/04/2015

Frear o desmatamento e recuperar tudo o que foi destruído por ele é um dos maiores desafios do nosso tempo. 

Atenta ao problema, uma startup britânica resolveu apostar no poder dos drones para plantar um bilhão de árvores por ano, uma solução à altura da devastação "industrial" das florestas.

Segundo a BioCarbon Engine, o uso de drones seria mais eficiente e preciso que os métodos tradicionais adotados no mercado, como o plantio manual de árvores ("lento e caro") e a distribuição de sementes secas por via aérea ("de baixas taxas de fixação").

"Nossa solução equilibra esses dois métodos. Em primeiro lugar, por meio do plantio de sementes germinadas, utilizando técnicas de agricultura de precisão. Em segundo lugar, por ser escalável e automatizada, a nossa tecnologia reduz significativamente os requisitos de mão de obra e custos.", diz a empresa em seu site. 

Mapeamento

Em um primeiro momento, com ajuda de um drone, a BioCarbon reúne dados detalhados do terreno, a fim de produzir mapas 3D de alta qualidade sobre as terras agrícolas, plantações e áreas a serem restauradas.

Plantio

Usando os dados de mapeamento, os drones realizam as atividades de plantio de precisão. A esperança vem do alto na forma de pequenas cápsulas que se rompem ao atingir o solo, liberando, assim, as sementes germinadas.

Monitoramento

Outra importante parte do projeto é o monitoramento do plantio. Esta informação ajudará a fornecer avaliações da saúde do ecossistema ao longo do tempo.

Fase do projeto

O projeto de reflorestamento em escala industrial a partir de drones ainda não está completamente pronto para uso comercial, mas o seu protótipo, que ganhou R $ 20 mil em fundos do Centro de Empreendedorismo Skoll no ano passado, deve entrar em pleno funcionamento até o final do ano. 

Veja um vídeo sobre o projeto abaixo:


Fonte: Exame.com

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Movimento Paz & Proteção



16/04/2015

O Movimento Paz & Proteção faz parte de uma ação global que o UNICEF vem realizando para mobilizar organizações seculares e religiosas, unindo a fé e os esforços de todos e todas. O objetivo dessa aliança é unir forças para garantir a sobrevivência, desenvolvimento, proteção e bem-estar de meninas e meninos por meio de ações de prevenção da violência e da promoção do registro civil de nascimento.

Essa aliança é baseada no que foi estabelecido pela Convenção sobre os Direitos da Criança, na legislação brasileira e em princípios e valores comuns. A ideia é fortalecer a ação individual e coletiva de atores religiosos e suas comunidades como forma de contribuir para a redução das vulnerabilidades, da violência e da discriminação contra crianças e adolescentes, particularmente, os mais excluídos.


Desde maio de 2013, o Movimento Paz & Proteção realizou três oficinas em Brasília com lideranças religiosas para discutir o plano conjunto para proteção de crianças e adolescentes. Representantes de organizações religiosas apresentaram ações que já estão sendo realizadas e discutiram as bases do plano para 2013 e 2014. Nas duas primeiras oficinas, foram reunidas lideranças de diferentes segmentos religiosos para estabelecer metodologias e processos específicos para cada um deles. Na última oficina de 2013, realizada em 6 de dezembro, foram discutidas iniciativas para garantir do registro civil e o enfrentamento à violência, dois temas definidos como prioritários nos dois encontros anteriores.

Para participar da aliança, as organizações e instituições assinaram um Termo de Adesão, concordando com os princípios e valores do Movimento e com a implementação das ações previstas.

* Fazem parte do Conic as Igrejas Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida e Síria Ortodoxa de Antioquia.



UNICEF: 21 milhões de crianças estão fora da escola no Oriente Médio e Norte da África

Crianças sírias em um campo para refugiados na Jordânia. Foto: Young Syrian 
refugees at Jordan’s Za’atri camp. Photo: ACNUR/A. Rummery

16/04/2015

Relatório de agências da ONU aponta que um total de 21 milhões de crianças e adolescentes não estão estudando ou correm o risco de abandonar a escola na região.

Apesar do impressionante progresso no aumento da taxa de escolarização na última década, uma em cada quatro crianças e adolescentes que vivem no Oriente Médio e Norte da África (MENA) ou estão fora da escola ou em risco de abandono, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Em um momento de tamanha mudança e tumulto, essa região simplesmente não pode permitir que 21 milhões de crianças caiam no esquecimento”, disse Maria Calivis, diretora regional do UNICEF MENA, em um comunicado de Beirute.

De acordo com um relatório conjunto entre o UNICEF e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), houve uma redução de 40% no número de crianças fora das escolas na região de MENA ao longo da última década. Entretanto, o progresso tem sido mais lento recentemente devido a uma combinação de pobreza, discriminação, falta de aprendizagem de qualidade e conflito.

Segundo o relatório, 12,3 milhões de crianças e adolescentes no Oriente Médio e no Norte da África estão fora das escolas, além de outros seis milhões com risco de abandoná-las. A esta conta, somam-se outras três milhões que estão sem estudar na Síria e no Iraque devido ao conflito.

As meninas são as mais afetadas pela evasão escolar na região. Em média, uma menina no MENA tem 25% menos chances de estar na escola que um menino.

Fonte: ONU Brasil

Bolsa Verde terá sistema digital de controle e acompanhamento

Bolsa Verde assiste a 71,8 mil famílias brasileiras - Crédito: Divulgação / MMA

16/04/2015

Batizada de SisVerde, a plataforma trará uma economia de 70% nos custos do cadastro do programa socioambiental, aumentará a confiabilidade e a transparência dos dados 

Por: Letícia Verdi – Editor: Sérgio Maggio

O Programa Bolsa Verde (PBV) terá um sistema de gerenciamento digital inteligente, que integrará todos os dados. O SisVerde (sigla do novo sistema) foi tema de encontro nesta quinta-feira (16/04) entre representantes dos Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e Universidade Federal de Lavras (UFLA). O SisVerde será lançado, em setembro de 2015, e utilizado por essas instituições para melhorar a execução da política pública. Hoje, o programa beneficia 71.800 famílias.

Jânio Coutinho, gerente de projetos do Departamento de Extrativismo do MMA, aponta que o SisVerde trará uma economia de 70% nos custos do cadastro do Bolsa Verde, além de apresentar confiabilidade nos dados e transparência. “Vamos reduzir os custos de operação para incluir uma nova família, além de economizar papel e gerar relatórios com dados sociais que podem orientar outras políticas”, destaca.

Na reunião, a UFLA, responsável pela elaboração do sistema e pelo monitoramento dos resultados, apresentou as fases desenvolvidas, a metodologia de cadastro dos usuários e a forma de fazer a identificação das áreas mais relevantes para o PBV e das famílias beneficiárias. Além disso, os técnicos da universidade apresentaram as etapas de monitoramento da cobertura vegetal presente nas áreas contempladas pelo programa. A próxima etapa será o cruzamento dos dados do PVG com os demais programas do governo federal, como o Bolsa Família.

GRUPOS DE TRABALHO

O Comitê Gestor do Programa Bolsa Verde criou dois Grupos de Trabalho (GTs): um sobre conservação da fauna e outro sobre monitoramento de área ribeirinhas. O primeiro vai analisar e indicar a inclusão de áreas relevantes para a conservação da fauna no mapa de beneficiários do Bolsa Verde. Em início de maio, deve acontecer o primeiro encontro. O segundo terá como tema o monitoramento de área ribeirinhas (tarefa da Secretaria de Patrimônio da União – SPU) e o monitoramento das Reservas Extrativistas Marinhas.

DESAFIO

“O nosso maior desafio deste ano é a inclusão produtiva das famílias beneficiárias do Bolsa Verde, para superar a extrema pobreza, dentro do programa Brasil Sem Miséria”, enfatizou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral. Para realizar essa inclusão produtiva, as famílias receberão apoio para compra de equipamentos, assistência técnica e estímulo à organização de base (cooperativas) como forma de agregar valor aos produtos e acessar o mercado. “Eles precisam superar alguns gargalos nas cadeias produtivas e na comercialização dos produtos, e nós ajudaremos nisso”.



'Experiência única', diz gaúcha que fará curso em Harvard, nos EUA

16/04/2015

Com 19 anos, Raíssa Müller criou 'esponja' que absorve e reaproveita óleo.
Estudante já apresentou projeto na universidade dos EUA no ano passado.

Raíssa Müller, 19 anos, desenvolveu 'esponja'
que filtra e reaproveita óleo (Foto: Arquivo Pessoal)
Pela segunda vez em poucos meses, a gaúcha Raíssa Müller, 19 anos, prepara as malas para embarcar com destino a Harvard, em Massachusetts (EUA), uma das universidades mais conceituadas do mundo. Apesar da relativa pouca idade, a estudante criou um projeto inovador na área do meio ambiente, que pode ajudar na recuperação de lagos, oceanos e rios poluídos. No Rio Grande do Sul, a estrutura para pesquisa é limitada. Por isso, a jovem torce para que investidores viabilizem testes que tirem a ideia do papel, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV.

"A gente vai conseguir ainda mostrar que os brasileiros têm todo o potencial do mundo para conquistar todos os desafios", afirma Raíssa, que fará um curso de verão (período do inverno brasileiro) na sede da instituição, em Cambridge.

Foi em um laboratório em Novo Hamburgo, cidade situada na Região Metropolitana de Porto Alegre, que a jovem criou uma esponja que repele água e absorve óleo, que poderia ser utilizada em acidentes como derramamentos no mar. A invenção foi longe. No ano passado, a aluna de química foi um dos selecionados para participar do Village To Raise a Child, em Harvard, uma espécie de programa de incentivo a jovens talentos. Lá, participou de palestras e workshops, assistiu as aulas e apresentou o projeto a acadêmicos e professores.

"Foi uma experiência única. Tive oportunidade de falar com professores das áreas do meu projeto. Eles me deram várias dicas, participei de debates maravilhosos e ainda participei de aulas das disciplinas que ainda estou pretendendo seguir", recorda. "Eles me deram luzes para seguir no futuro e mais inspiração ainda e motivação para seguir nessas áreas", acrescenta.

A inspiração para a invenção veio da lembrança de um desastre ambiental ocorrido em 2006 no Rio dos Sinos, que beira sua cidade natal, em uma região conhecida como polo industrial do setor calçadista. A poluição causada por um derramamento de óleo causou falta de oxigenação e a mortandade de 86 toneladas de peixes. "Eu tinha vontade de fazer um projeto relacionado a isso", afirma.

Cada esponja custa R$ 15 para ser produzida e pode ser reutilizada cinco vezes. "Os primeiros resultados foram péssimos, mas a gente não desistiu. Começamos a estudar mais e aí deu certo. A gente começou a inscrever ele em competições para mostrar a ideia e viabilizar ela no mercado", explica.

Aos poucos, a estudante gaúcha tem colhido alguns frutos da experiência na universidade norte-americana. No entanto, a falta de recursos pode fazer com que o projeto fique apenas nos testes em pequena escala. Ainda faltam investimentos para, de fato, viabilizar a ideia.

"Eu quero que esse projeto saia do papel e possa ser utilizado, porque problemas acontecem e temos que estar preparados para quando isso acontecer. Se já existe uma solução, mesmo que em pequena escala, em laboratório, a gente pode trabalhar para dar uma ênfase nesse material, para que ele possa ser usado em derramamentos de verdade", sustenta.

Fonte: G1 RS


Dica de iluminação: uso de dimmers


12/04/2015

O dispositivo tem dupla função: proporcionar conforto ao permitir o ajuste da intensidade de iluminação e economizar energia. Saiba como escolher no vídeo do Minuto Programa Casa segura.



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