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Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra que orbita estrela vizinha do Sol

Ilustração mostra o planeta Proxima b orbitando ao redor da anã vermelha 
Proxima Centauri, vizinha mais próxima do Sol (Foto: ESO/M. Kornmesser)

24/08/2016

Nomeado de Proxima b, planeta é pequeno, rochoso e pode ter água líquida. Ele orbita ao redor da Proxima Centauri, estrela mais próxima do Sol.

Ao redor da estrela mais próxima do Sol, a Proxima Centauri, orbita um planeta pequeno e rochoso como a Terra que tem condições que permitiriam a existência de água em estado líquido, fator primordial para o desenvolvimento de vida. A empolgante descoberta do planeta Proxima b foi anunciada nesta quarta-feira (24) na revista "Nature".

Os cientistas celebraram o achado, pois o Proxima b pode vir a ser o planeta com possibilidade de vida mais perto do nosso Sistema Solar.

A equipe de mais de 30 cientistas analisou dados coletados a partir de dois telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) entre 2000 e 2014 e de uma série de observações feitas entre janeiro e março de 2016. As medidas se referem ao efeito Doppler, que indica minúsculos deslocamentos de uma estrela provocados pela presença de um planeta orbitando ao seu redor.

Os dados permitiram concluir que Proxima b tem uma massa equivalente a cerca de 1,3 vez a da Terra e orbita a Proxima Centauri a cada 11,2 dias a uma distância de cerca de 7,5 milhões de km de sua estrela. Isso equivale a cerca de 5% a distância entre a Terra e o Sol.

A estrela Proxima Centauri fica a uma distância de 4,2 anos-luz do nosso Sistema Solar. Mesmo sendo nossa vizinha mais próxima, ainda sim levariam milhares de anos para chegar até lá usando a tecnologia atual.

"Ser bem-sucedido na busca do planeta terrestre mais próximo fora do Sistema Solar foi uma experiência de uma vida, e resultou da dedicação e da paixão de vários pesquisadores internacionais. Esperamos que essas descobertas inspirem futuras gerações a continuarem procurando além das estrelas. A busca por vida no planeta Proxima b vem em seguida", afirmou o coordenador do projeto e principal autor do estudo, Guillem Anglada-Escudé, da Universidade Queen Mary de Londres (QMUL).

A possibilidade de existência do planeta já era investigada há muito tempo, porém os cientistas queriam se certificar de que os dados eram realmente precisos. Isso porque a luz de uma estrela anã vermelha como a Proxima Centauri pode variar de forma a imitar a presença de um planeta. "Assim que estabelecemos que a variação não era causada por buracos estelares, soubemos que poderia ser um planeta orbitando uma zona onde a água poderia existir, o que é muito empolgante. Se futuros estudos concluírem que as condições de sua atmosfera são adequadas para abrigar vida, esta será provavelmente uma das descobertas científicas mais importantes que faremos", disse o pesquisador John Barnes, um dos autores do estudo.

Ilustração mostra como pode ser a superfície do planeta Proxima b, que orbita
a estrela Proxima Centauri, a mais próxima do Sol (Foto: ESO/M. Kornmesser)

Capa da revista 'Nature' desta semana destaca descoberta de planeta 
Proxima b (Foto: Nature/Divulgação)
Fonte: G1


Brasil sai na frente na agenda climática

Comissão debate participação na COP 22
Marcos Oliveira/Agência Senado
24/08/2016

Audiência no Senado Federal destaca que medidas nos setores de energia e conservação já contribuem para o cumprimento das metas nacionais.

Mesmo antes de o Acordo de Paris sobre mudança do clima entrar em vigor, o Brasil já avança no cumprimento das metas nacionais para conter o aquecimento global. Em audiência pública nesta terça-feira (23/08) no Senado Federal, representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Legislativo declararam que medidas adotadas neste ano fizeram o país sair na frente na agenda para desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

Além da rápida ratificação pelo Congresso Nacional do Acordo de Paris, ações na área energética alavancam a liderança brasileira no tema. O diretor de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santhiago, ressaltou a aprovação da lei que aumenta os percentuais de adição de biodiesel ao óleo diesel. Segundo ele, essa legislação poderá antecipar o alcance da meta de aumentar em 18% a participação de bioenergia sustentável na matriz energética até 2030.

Os avanços nas políticas de monitoramento e controle nos biomas brasileiros também foram lembrados. Santhiago afirmou que a quarta fase do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal começa agora e está alinhada às metas internacionais do Brasil no contexto do Acordo de Paris. “A gente espera que a rapidez das respostas brasileiras influencie os demais países a terem ambição nessa agenda”, afirmou.

OTIMISMO

Os próximos passos do Brasil na agenda também foram analisados na audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas. A principal questão é a participação brasileira na 22ª Conferência das Partes (COP 22), marcada para novembro, em Marrakesh. “A projeção é otimista, mas depende de como os outros países vão atuar”, ponderou o subsecretário-geral de Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho.

A COP 22 terá como desafio regulamentar o Acordo de Paris, alinhavado em dezembro do ano passado por 195 nações. Juntas, elas selaram um pacto com esforços para evitar o aumento da temperatura média do planeta e os prejuízos associados. “Os piores cenários estão se confirmando e os últimos meses foram os mais quentes da história”, alertou o diretor executivo do CBC, Alfredo Sirkis. “A situação é preocupante com incêndios e enchentes em diversos lugares.”

SAIBA MAIS

Um esforço global para conter a mudança do clima, o Acordo de Paris segue uma série de ritos para começar a valer. O pacto foi concluído pela comunidade internacional no fim do ano passado, na COP 21, e assinado em abril último. Agora, cada país que aderiu ao protocolo precisa transformá-lo em lei nacional. Para entrar em vigor, é necessário que pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões globais de carbono ratifiquem o acordo.

Entre as potências mundiais, o Brasil é o que está mais avançado nesse processo. O Senado Federal aprovou no último dia 11 o projeto de decreto-legislativo que valida a adesão brasileira ao pacto, já apreciado, em julho, pela Câmara dos Deputados. Com isso, o país já está autorizado pelo Legislativo a depositar o instrumento de ratificação perante as Nações Unidas.

No contexto do Acordo de Paris, a meta brasileira de redução de emissões de gases de efeito estufa prevê mudanças em todos os setores da economia e, por isso, é considerada internacionalmente como uma das mais ambiciosas. O objetivo é cortar as emissões de carbono em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227


Ambientalistas defendem criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul

A proposta de criação do Santuário foi feita por iniciativa do governo brasileiro, 
em 2000, com adesão da Argentina - Foto: Rui Freitas Rego/Flickr/(cc)

24/08/2016

Por Cristina Indio do Brasil, da Agência Brasil

Ambientalistas estão confiantes de que a Comissão Internacional Baleeira (CIB) aprove na próxima reunião que vai ocorrer, em setembro, na Eslovênia, a criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul para estimular atividades de pesquisa e de manejo na região.

O Ministério do Meio Ambiente lançou no dia 18 de agosto, na Casa Brasil, no Boulevard Olímpico, região portuária do Rio, uma campanha internacional em defesa da área de conservação das grandes espécies de cetáceos (mamíferos marinhos) que habitam o Atlântico. Além do Brasil, a proposta é apoiada pela Argentina, pelo Uruguai, pela África do Sul e pelo Gabão.

A diretora do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel, que participou do lançamento da campanha, disse que na última reunião faltaram apenas quatro votos para a aprovação e agora a estratégia é neutralizar alguns votos contrários e fazer com que países que não votaram compareçam. “Existe a possibilidade e a expectativa de que vários países ou que votaram contra se abstenham ou que não estavam presentes na reunião e são aliados históricos, como Portugal, por exemplo, Índia que é um parceiro, que dessa vez compareçam e votem”, disse.

Para Márcia Engel, de agora em diante é preciso haver um esforço diplomático para fazer o convencimento de outros governos

Para Márcia Engel, de agora em diante é preciso haver um esforço diplomático para fazer o convencimento de outros governos. “Vamos precisar de um esforço diplomático dos países patrocinadores da proposta, em um esforço intensivo para pegar estes votos que faltam e a sociedade civil participando e se mobilizando é super importante”, disse.

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse que o Ministério de Relações Exteriores está preparado para este trabalho. “Há um diferencial desta vez. Primeiro que nós perdemos a última votação por muitos poucos votos. Agora temos um engajamento do governo brasileiro como um todo. O ministro de Relações Exteriores, José Serra, está muito envolvido. O Itamaraty está envolvido. O Ministério do Meio Ambiente, as organizações da sociedade civil, grandes ONGs do mundo estão se envolvendo também. Acho que este diferencial vai fazer na hora com que aqueles poucos votos que a gente não teve na vez passada a gente possa ter. Estou muito esperançoso”, disse.

A diretora do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel, acredita que é preciso haver um 
esforço diplomático para convencer outros governos a apoiarem a criação do santuário 
Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Sarney Filho disse que na última reunião o Marrocos votou contra, mas ele tem informações do governo marroquino de que a posição será revista. Para o ministro, a mobilização dos apoiadores está despertando uma reflexão nos países que não têm interesse próprio e acabam aceitando a influência de outros que permitem a caça de baleias, como o Japão.

A proposta de criação do Santuário foi feita por iniciativa do governo brasileiro, em 2000, com adesão da Argentina. Juan Pablo Paniego, representante da Argentina na CIB, disse que ela se insere em um contexto muito difícil porque, mesmo diante da proibição da caça de baleias, há países que tentam burlar utilizando caças permitidas como avaliação científica ou em comunidades aborígenes para subsistência.

“Alguns países continuam fazendo caça de subsistência aborígene, mas com forte componente comercial. Por exemplo, se pode achar carne de baleia, caçada em países que têm uma cota de subsistência aborígene, mas em restaurante gourmet, então, tem um componente comercial muito forte”, disse.

Quem quiser apoiar a campanha de criação do santuário pode fazer por meio do site do Ministério do Meio Ambiente, que pretende conseguir um abaixo-assinado popular para pressionar os governos a aprovarem a medida. Nas redes sociais basta usar #santuárioeuapoio. A primeira vez que a proposta de criação foi submetida à votação na CIB foi em 2001. Desde lá já passou por várias apreciações sempre alcançando número maior de votos do que na consulta anterior. A comissão é formada por mais de 80 países e, segundo o ministro, é necessário atingir 75% dos votos.

Fonte: Portal EcoD


Ativistas defendem inclusão dos catadores

Debate: reciclagem inclusiva - Paulo de Araújo/MMA

24/08/2016

Representantes da categoria discutem gestão de resíduos sólidos em evento promovido pelo MMA nas Olimpíadas Rio 2016.

O ex-catador Tião Santos e os sete irmãos cresceram no lixão do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. Trabalhavam com a coleta de resíduos para sobreviver. Criativo, Tião dava novas utilidades àquilo que os outros jogavam fora. Depois de muita batalha, protagonizou o documentário “Lixo Extraordinário”. Hoje, aos 37 anos, é exemplo de engajamento e milita tanto pela dignidade da categoria quanto pela questão ambiental.

A história de Tião e a questão dos resíduos sólidos foram debatidas nesta sexta-feira (19/08), no Rio de Janeiro, nos Diálogos Brasil Sustentável, promovidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) na programação do governo federal nas Olimpíadas Rio 2016. “O preconceito já nasce na sociedade, que não reconhece o catador como cidadão”, alertou Tião, durante o debate. “É essencial a humanização do trabalho dessas pessoas que sequer são vistas”, completou.

VALORIZAÇÃO

A inclusão social dos catadores e a conscientização da população surgiram como uma das principais medidas para a questão dos resíduos sólidos. “A reciclagem nasce da pobreza e da exclusão social, e não da educação ambiental. Isso tem de mudar”, defendeu Tião. “O que buscamos é a valorização e o reconhecimento das bases”, acrescentou o representante do Movimento Nacional dos Catadores Materiais Recicláveis, Custódio Chaves.

O papel de cada um na gestão dos resíduos sólidos também foi abordado no debate. O gerente do Departamento de Ambiente Urbano do MMA, Eduardo Rocha, afirmou que as responsabilidades começam dentro de casa e vão até os fabricantes e gestores públicos. “Os grandes eventos realizados no Brasil recentemente já mostram um movimento grande das prefeituras na coleta de resíduos”, exemplificou.

CONSERVAÇÃO

Os Diálogos Brasil Sustentável desta sexta-feira também incluíram debates sobre a extinção de espécies de plantas e animais. “A proteção das espécies é fundamental para fornecer uma agenda positiva de conservação para o século 21”, pontuou o biólogo e especialista em ecologia Fernando Fernandez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “As políticas públicas são a solução para questões como reflorestamento”, resumiu a pesquisadora Eline Martins, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Edição: Alethea Muniz
Assessoria de Comunicação Social (61): 2028-1227



TEATRO: MISSÃO ÁGUA

Foto: Jéssica Barbosa

24/08/2016

A peça MISSÃO ÁGUA faz parte de um projeto maior chamado Pachamama (que significa mãe terra em quéchua, língua originária do Peru). Tanto esta peça, quanto o projeto como um todo, abordam questões fundamentais sobre nossa relação com o meio ambiente, no caso desta peça a água. A base do projeto é o livro Pachamama – O Resgate do Planeta escrito por crianças do mundo todo e editado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

MISSÃO ÁGUA não tem uma história. Têm várias, e todas tratam da questão da água: da sua utilização, do seu desperdício, da sua poluição e da sua importância na vida do planeta e de seus habitantes. O texto é um pretexto para um mergulho profundo na relação do homem com este precioso elemento: a água. Pretendemos trazer à tona um debate sobre esta que é uma questão crucial para o futuro do nosso planeta. 

A peça se desenvolve a partir de sete cenas que se fundamentam na ludicidade dos movimentos e de um repertório de brincadeiras para criar imagens plásticas poderosas que possam permanecer como marcas indeléveis na consciência da criança que assiste ao espetáculo. Assim, cada cena tem um mote relacionado ao tema geral: 

(1) a simbologia da água, ou seja, aquilo tudo que este elemento representa desde tempos imemoriais;

(2) as mais variadas utilizações da água em nossa vida cotidiana e no desenvolvimento das atividades humanas na Terra; 

(3) as várias entidades e os muitos habitantes da água (seres e pessoas que vivem da água, na água e através da água); 

(4) o ciclo hidrológico e sua importância para a manutenção dos mananciais e da vida aquática; e 

(5) uma pequena lembrança dos mais importantes itens da declaração dos direitos da água. O elenco, formado por quatro atores, usa como conteúdo a água, utiliza-se das linguagens da dança, do teatro, da música e da poesia, para dar uma forma plástica e lúdica, pois a partir das ações dos atores pretendemos levar o público à conscientização.

Ficha Técnica:

Direção: Roberto Salerno de Oliveira
Dramaturgia: Modesto Fortuna
Elenco: Cris Eifler, Elisa Heidrich, Luiz Manoel, Manu Goulart
Contra-regra: Humberto Böck
Iluminação: Fabiana Santos
Cenário: Modesto Fortuna
Figurinos:Modesto Fortuna
Adereços: Jony Pereira e Julia Kieling
Trilha Sonora: Carina Levitan
Produção Áudio Visual: O Grupo
Fotografia e Arte Gráfica: Jéssica Barbosa
Assessoria de Imprensa: Liane Strapazzon
Divulgação nas redes sociais: O grupo
Produção executiva: Sue Gotardo
Produção Geral: Depósito de Teatro

Confirme presença no evento do facebook.

Local: Teatro Renascença
Av. Erico Verissimo, 307 - Porto Alegre/RS

Fones: 51 3289 8066/8067

Datas: de 20 de agosto a 4 de setembro, sábados e domingos

Horário: 16h

Duração:  50 min.

Classificação Indicativa: dos 3 aos 10 anos

Ingressos:

inteira R$ 30,00

meia R$15,00 (idosos, professores, classe teatral e estudantes mediante comprovação)

Fonte: Mais Teatro


Meio Ambiente libera R$ 1 milhão para Serra da Capivara

Meio Ambiente libera R$ 1 milhão para Serra da Capivara

24/08/2016

Sarney Filho anunciou na tarde desta sexta a liberação do recurso

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou, por nota à imprensa, divulgada na tarde de sexta-feira, que a instituição liberou, de forma emergencial, R$ 1 milhão, de seu próprio orçamento para garantir o funcionamento e a manutenção do Parque Nacional Serra da Capivara, na região Sudoeste do Piauí.

Em nota divulgada para os veículos de comunicação, a presidente da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), arqueóloga Niède Guidon, anunciou que a entidade manteve os 30 funcionários que trabalham na manutenção e conservação do Parque Nacional Serra da Capivara garantindo, a partir de sexta-feira, a visitação de turistas e cientistas ao Parque Nacional, que é Patrimônio da Humanidade.

“O Ministério do Meio Ambiente reafirma seu compromisso com o Parque Nacional Serra da Capivara e reforça que, como anunciado na quarta-feira, emergencialmente já foram enviados ao parque R$ 1 milhão do orçamento do próprio ministério”, falou Sarney Filho.

Segundo ele, o Ministério do Meio Ambiente está empenhado em fortalecer o Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí. Para isso, concentra todos os seus esforços para que seja renovada, por vias legais, a parceria de co-gestão entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da biodiversidade (ICMBio) e a Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM).

Essa parceria foi firmada em 2010 e teve vigência até 2015, período em que foram repassados um total R$ 4,6 milhões. “Tão logo a nova gestão tomou conhecimento do problema na unidade de conservação, iniciaram-se as tratativas para viabilizar novas parcerias com a FUMDHAM. Entre elas, destacam-se:

Elaboração de um termo de parceria entre ICMBio e FUMDHAM, que prevê o repasse de recursos oriundos de compensação ambiental. Tal iniciativa foi suspensa em função dos efeitos do Acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), que bloqueou a utilização dos recursos depositados pelos empreendedores na CAIXA. Neste sentido estamos adotando as ações para que esse recurso seja internalizado no orçamento do ICMBio e possam ser utilizados a partir de janeiro de 2017.

Articulação para que seja firmado convênio entre o ICMBio e a FUMDHAM, com recursos no valor de R$ 300 mil na rubrica de investimento, provenientes de emenda parlamentar do deputado Paes Landim. O plano de trabalho foi apresentado pela Fundação nesta semana e será analisado até o dia 22 de agosto.

Elaboração de um termo de parceria conjunto envolvendo o ICMBio, a FUMDHAM, o Governo do Estado do Piauí e o IPHAN, todos responsáveis pela gestão do patrimônio cultural e natural da área, de forma a agregar e otimizar esforços na aplicação de recursos de forma integrada e ordenada pelos diversos parceiros”, diz a nota divulgada por Sarney Filho.

Repórter: Efrém Ribeiro



BNDES e ISA assinam novo contrato do Fundo Amazônia



24/08/2016

São R$ 11,7 milhões para ações em mais de 24 milhões de hectares nas bacias hidrográficas do Xingu e a do Rio Negro, onde vivem 60 mil indígenas

Evento teve a presença do Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho

A diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marilene Ramos, e a Coordenadora do Programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental - ISA, Adriana Ramos, assinaram, na manhã desta sexta-feira, 19, na presença do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e da presidente do Ibama, Suely Araújo, contrato no valor de R$ 11,7 milhões do Fundo Amazônia. Os recursos se destinam a implantar o Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do Parque Indígena do Xingu e elaborar Planos de Gestão Territorial e Ambiental para as Terras Indígenas da região do Alto Rio Negro e Yanomami. A assinatura aconteceu na Casa Brasil, no Pier Mauá, Porto do Rio.

A diretora Marilene Ramos ressaltou que o BNDES está fazendo uma revisão de suas políticas operacionais e que “a questão ambiental ocupa um lugar central nessa revisão”. O Ministro Sarney Filho, por sua vez, elogiou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Banco e pelo ISA, garantindo que o Ministério apoia e se une a todas as ações que têm por objetivo preservar o bioma da região amazonense.

Detalhes do projeto - O projeto aprovado será gerido pelo Instituto Socioambiental - ISA, com recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia, e contribuirá diretamente para promover planos de gestão com ênfase na proteção, recuperação ambiental e combate ao desmatamento na Amazônia. O ISA é uma associação civil sem fins lucrativos e se destaca como uma das principais instituições indigenistas do Brasil.

Os PGTAs são um instrumento participativo de planejamento da gestão territorial e ambiental de terras indígenas. Os planos contribuem para que as organizações indígenas possam sistematizar suas demandas, bem como fortalecer suas estruturas de governança local e canais de relacionamento com o Estado e organizações da sociedade civil.

O projeto do ISA é o quarto contratado pelo Fundo Amazônia de apoio à gestão territorial e ambiental de terras indígenas. A seleção ocorreu por meio de uma chamada pública, lançada em maio de 2014, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). 

O objetivo da chamada, que selecionou nove projetos, foi apoiar a elaboração e implementação dos PGTAs pelas comunidades indígenas, nas terras existentes no bioma Amazônia. 

No Parque Indígena do Xingu as ações envolvem, entre outras, o fortalecimento da governança e infraestrutura do parque, o monitoramento e vigilância, o apoio a iniciativas de projetos comunitários sustentáveis, inclusive geradores de renda. 

Na região do Alto Rio Negro e na terra indígena Yanomani serão elaborados PGTAs em sete áreas, abrangendo os estados do Amazonas e Roraima.

Estas ações abrangem mais de 24 milhões de hectares, onde vivem cerca de 60 mil indígenas de diferentes etnias, com língua, história e cultura próprias. 

Fundo Amazônia - Gerido pelo BNDES, o Fundo Amazônia foi criado em 2008 e conta com recursos de doações, atualmente no valor de R$ 2,5 bilhões, provenientes do governo da Noruega, do banco alemão de desenvolvimento KfW e da Petrobras. O Fundo Amazônia apoia 82 projetos que totalizam R$ 1,3 bilhão. Desses, R$ 131 milhões se destinam a 20 projetos implantados em comunidades indígenas, abrangendo uma área de aproximadamente 55% do território ocupado por elas na Amazônia. Do total de projetos do Fundo Amazônia, 41 são de ONGs, 21 com estados, 7 com municípios, 6 com o Governo Federal e 1 projeto internacional.

Novas Doações - O Fundo Amazônia deverá receber novos aportes de doações, anunciadas em 2015. A Noruega, maior doador do Fundo, destinará mais US$ 600 milhões, enquanto o governo da Alemanha, por meio de seu banco de desenvolvimento estatal, KFW, fará mova doação no valor de € 100 milhões.  

Fonte: BNDES


Jardins verticais gigantes mudam visual da Cidade do México

Jardins verticais do Via Verde: projeto prevê cobrir 60 mil metros quadrados de 
mais de mil colunas em rodovias da cidade.

22/08/2016

Quem não se encanta ao ver um jardim bem cuidado? Imagine então se deparar com megaestruturas de concreto revestidas de vegetação verdinha no meio das ruas e, ainda por cima, na posição vertical. Pois a Cidade do México ganhou neste mês um projeto piloto chamado Via Verde, que promete transformar o visual da capital.

Gigantes jardins verticais foram instalados em colunas de uma das principais rodovias da cidade pelo grupo Verde Vertical, organização sem fins lucrativos que promove o design verde como forma de melhorar a qualidade de vida nos espaços urbanos e revitalizá-los.

O projeto completo prevê cobrir 60 mil metros quadrados de concreto de mais de mil colunas em rodovias da cidade, gerando 27 quilômetros de vias verdes. Os benefícios vêm em dose dupla: beleza para os olhos e ar puro para a cidade.

Via Verde

Imagem do projeto Via Verde: projeto ajudará a filtrar mais de 27 mil 
toneladas de gases poluentes nocivos à saúde. 

Pelos cálculos do grupo, os jardins verticais ajudarão a filtrar mais de 27 mil toneladas de gases poluentes nocivos à saúde e também apreender e processar 10 toneladas de metais pesados presentes no ar, como chumbo, cádmio e cobre. Em larga escala, os jardins verticais também ajudam a reduzir as ilhas de calor nas cidades.

Eles contarão com um sistema de rega automática por gotejamento, além de captação de água da chuva da rodovia superior. Segundo o grupo, as espécies de plantas utilizadas são de alta resistência, baixo consumo de água e apropriadas para as condições ambientais da região.

A instalação dos jardins verticais custará cerca de 300 milhões de pesos mexicanos (cerca de 52 milhões reais) e terá um custo mensal de manutenção de 23 milhões de pesos (cerca de 400 mil reais).

Montagem / Via Verde

Montagem da estrutura do jardim vertical: iniciativa privada vai financiar 
100% da instalação e manutenção mensal necessária. 

Segundo o site do projeto, a iniciativa privada vai financiar 100% da execução do ViaVerde bem como a manutenção mensal exigida. Em troca o governo da Cidade do México concederá uma licença para as empresas utilizarem 10% da área total para fins publicitários.

Apesar da grande popularidade e das boas intenções, o projeto recebeu críticas pontuais da comunidade arquitetônica questionando se os jardins verticais são a melhor solução para combater a falta de verde e a poluição. Críticos argumentam que projetos dessa natureza são uma forma de maquiar o verdadeiro problema: o fato de governos gastarem muito dinheiro na criação de rodovias para automóveis e atração de novas montadoras, e investirem muito pouco na criação de espaços públicos e áreas verdes para as pessoas. 

Um vídeo publicado na página do projeto resume a investida, veja:

Fonte: Exame.com


Olimpíada de Tóquio 2020 também será sustentável, diz governadora japonesa

A governadora da cidade de Tóquio, Yuriko Koike, em entrevista no Rio Media 
Center ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes - JM Coelho/Rio Media Center

22/08/2016 

A Olimpíada de Tóquio 2020 dará continuidade ao conceito de sustentabilidade desenvolvido na Rio 2016. O anúncio foi feito hoje (19) pela governadora da cidade de Tóquio, Yuriko Koike, em entrevista no Rio Media Center ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A bandeira olímpica será entregue aos representantes de Tóquio no domingo (21), durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio.

“Queremos dar continuidade ao que está sendo feito no Rio, seguindo o exemplo do baixo custo, da sustentabilidade e sem elefante branco e desperdício. Vamos trabalhar ainda com o que chamamos de 'conceito de 3Rs', que é reduzir, reutilizar e reciclar. Esses são os princípios que nortearão os Jogos Olímpicos de 2020”, disse Yuriko Koike.

Paes disse que o governo de Tóquio está no Rio acompanhando de perto a organização dos Jogos para levar a experiência para 2020. “Ela [Tóquio] é uma cidade que tem uma infraestrutura muita desenvolvida, que já está pronta, mas, ainda assim, os Jogos sempre trazem grandes desafios. Que assim como nos inspiramos nos Jogos de Londres eles se espelhem nos Jogos do Rio para que de lá também saiam jogos incríveis.”

Entre iniciativas sustentáveis do Jogos do Rio, o prefeito destacou a recuperação ambiental do Parque Olímpico e do Campo Olímpico de Golfe, que trouxe animais de diferentes espécies, e a ampliação da biodiversidade em uma área degradada, na Barra da Tijuca; os avanços na mobilidade urbana; as construções nômades, como a Arena do Futuro, que será desmontada e reutilizada na edificação de quatro escolas públicas na cidade; e a produção de medalhas sustentáveis, feitas com materiais recicláveis.

Tóquio já foi sede de Jogos Olímpicos, em 1964. Em 2020, a capital japonesa volta a receber o megaevento, entre os dias 24 de julho e 9 de agosto.


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