China quer reduzir 50% do consumo de carne até 2030

29/06/2016

A corrida pela diminuição global de emissões já está em andamento e se intensificou em dezembro, durante a COP de Paris, quando 196 países assumiram publicamente o compromisso de manter o aumento da temperatura global em no máximo 2oC (com esforços para limitar em 1,5o C) em relação aos níveis pré-industriais.

Como forma de contribuir para o processo, a China, terceira maior consumidora de carne do planeta, anunciou esta semana que pretende cortar 50% de seu consumo de carne bovina, com o objetivo de reduzir os impactos no clima.

A campanha chinesa, encabeçada por um novo guia de alimentação saudável, incentiva as pessoas a diminuírem pela metade a carne nas refeições e traz o ator norte-americano Arnold Schwarzenegger e o diretor James Cameron – além de especialistas chineses – advogando sobre as vantagens de se diminuir este consumo.

De acordo com o coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, “o movimento é ousado e muito bem-vindo”.

Nahur cita que cerca de 15% das emissões de gases de efeito estufa no planeta vêm da pecuária, sendo que a metade é causada somente pela produção de carne (boi, porco e frango) – e isso sem considerar as emissões do desmatamento relacionado. 

Estudos recentes divulgados pelo jornal The Guardian demonstram que, sem cortes drásticos nas emissões do setor, em 2050 o setor agropecuário sozinho já seria responsável pelo equivalente a toda meta prevista para o ano no planeta (o que deixa de fora transportes, energia e desmatamento). A pecuária de corte seria a principal fonte destas emissões.

“Diminuir o consumo e o desperdício de carne e de outros alimentos pode representar, além da redução significativa das emissões de CO2 equivalente do setor, uma menor demanda por conversão de novas áreas e, possivelmente, maior disponibilidade de grandes áreas para ações de conservação da natureza”, diz Nahur.

A China ocupa atualmente a terceira posição no ranking de importadores de carne bovina do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. De janeiro a abril deste ano, a potência asiática investiu US$213 milhões na compra de carne in natura. Hong Kong, região que pertence à China, voltou a ser a porta de entrada da carne brasileira na Ásia, ocupando a primeira posição, com investimentos na ordem de US$280 milhões.

Oportunidades para produção de baixo carbono
A discussão sobre o consumo, o desperdício de alimentos e os modelos produtivos vão, cada vez mais, fazer parte do nosso futuro. Essa discussão será chave no contexto de crescimento populacional e necessidade de conter o aquecimento global e a preservação serviços ecossistêmicos, como explica o coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil, Edegar Rosa.

De acordo com ele, o Brasil tem uma oportunidade ímpar de mostrar ao mundo como é possível conciliar a expansão da produção de alimentos com a preservação dos recursos ambientais.

Nosso país ainda mantém 60% da sua área coberta com vegetação natural e é um dos maiores produtores de alimento do mundo. Intensificar a produção de forma sustentável (em um contexto de agricultura de baixo carbono), recuperando áreas degradadas e excluindo a conversão de ecossistemas naturais da produção de commodities, é uma estratégia possível para o Brasil atender a expectativa em relação à produção de alimento para o mundo e, ao mesmo tempo, promover uma economia de baixo carbono a partir da produção agropecuária.  

Segundo Edegar, mudar hábitos alimentares será cada vez mais importante, mas também precisamos pensar na forma que produzimos. “A enorme população chinesa é sempre vista como um dos desafios para a produção de alimentos e esse mercado tem uma fatia significativa não só da exportação de carne brasileira, mas também de soja e outras commodities. Porém, este recente posicionamento chinês pode ser um incentivo para buscar alternativas para uma produção mais sustentável, com menos emissões e melhor uso do solo”, explica.

Fonte: WWF.org

Arte Tapajós: arte e protesto para salvar o coração da Amazônia

29/06/2016

Em julho, artistas do mundo todo participarão de um dia de arte em apoio aos índios Munduruku e sua luta pela conservação do Rio Tapajós. Todos podem participar, saiba como.

Em apoio ao povo Munduruku, que luta há mais de 30 anos contra os planos do governo de construir um complexo hidrelétrico no Rio Tapajós, no coração da Amazônia, artistas do mundo todo participarão de um dia de arte de rua e protesto contra a usina de São Luiz do Tapajós: é o Arte Tapajós. O Rio Tapajós é lar de diversos povos indígenas e abriga uma biodiversidade incomparável e trata-se de um dos últimos rios livres da Amazônia.

O evento acontecerá nos dias 9 e 10 de julho, quando artistas convidados pelo Greenpeace executarão grandes painéis de grafiti em três capitais do Brasil: São Paulo, Manaus e Rio de Janeiro, levando cor e informação à estas grandes metrópoles brasileiras, tão distantes da realidade da Amazônia.

Arte Tapajós

Os artistas convidados doarão sua arte e seu trabalho para fortalecer a luta dos Munduruku, ajudando a amplificar sua voz. Mas qualquer pessoa pode participar, com qualquer tipo de arte de rua!

Para quem nunca fez arte urbana, mas não quer ficar de fora, essa é a oportunidade perfeita para começar! Acesse os kits disponíveis no site e siga as dicas do Greenpeace de como fazer um stencil ou um lambe-lambe. Aqui você encontra todas as informações que irá precisar para escolher um bom local e começar. Daí é só juntar os amigos e promover sua própria arte em defesa do Tapajós na sua cidade.

Você pode cadastrar uma atividade no site de mobilização O Bugio e divulgar seu evento. No dia, você também pode organizar outros eventos e intervenções, como oficinas de camisetas, palestras e até shows de música e compartilhar sua manifestação com o mundo!

Mostre que você também quer proteger o coração da Amazônia e mostre que as barragens hidrelétricas são um mau negócio para o Brasil, seus povos e sua biodiversidade. Junte-se aos Munduruku para proteger o coração pulsante da floresta.


Como funciona a primeira estrada elétrica do mundo, inaugurada na Suécia

Caminhões contam com sistema articulado conhecido como pantógrafo que permite 
que se conectem à rede elétrica (Foto: Scania CV AB)

29/06/2016

Objetivo é redução de emissões de dióxido de carbono; experimento deve se repetir na Califórnia.

BBC Mundo

A Suécia tem uma missão: conseguir fazer que, até 2030, o setor de transporte não utilize mais combustíveis fósseis.

No mercado já existem soluções para diminuir as emissões de automóveis privados, como os carros elétricos e híbridos.

Mas uma dos desafios é reduzir a contaminação produzida por caminhões de carga que, no país nórdico, representam 15% das emissões de dióxido de carbono.

Por isso, o país está testando uma solução inovadora: autoestradas elétricas - as primeiras dos mundo. Nelas, os veículos pesados podem ser alimentados por uma rede elétrica graças a um sistema de distribuição de energia parecido com o utilizado nas linhas de trem da Europa.

O projeto, conhecido como eHighway, acaba de ser inaugurado em um trajeto de dois quilômetros da autoestrada E16, ao norte de Estocolmo.

Utiliza veículos híbridos que contam com um mecanismo instalado no topo da boleia do caminhão, chamado de "pantógrafo inteligente", que é acionado automaticamente quando entra neste trecho da via, se conectando às linhas de eletricidade instaladas sobre a pista.

Emissões zero
Diferentemente dos ônibus elétricos tipo tróleibus, os caminhões podem se desconectar da rede quando precisam trocar de pista - para ultrapassar outro veículo, por exemplo.

Nesse caso, o caminhão volta a usar diesel.

A velocidade máxima que o veículo faz quando conectado à rede elétrica é de 90 km/h.

"O eHighway é duas vezes mais eficiente que os motores convencionais de combustão interna", explica Roland Edel, engenheiro chefe do departamento de mobilidade da Siemens, a empresa alemã responsável pelo projeto. "(Nossa) inovação consiste em alimentar os caminhões com a energia que vem das linhas (elétricas)."

Durante o tempo em que estes veículos estão se movendo com eletricidade, eles não emitem dióxido de carbono e tem uma eficiência de 80%.

Com a tecnologia, "o consumo de energia se reduz à metade, e a contaminação ambiental local diminui", acrescenta Edel.

E a cada vez que o condutor freia, alimenta a rede elétrica com a energia cinética que é liberada.

'Complemento excelente'
Por ora, sistema funciona em um trecho de dois quilômetros

"Grande parte dos produtos que são transportados na Suécia passam por estradas. As autoestradas elétricas oferecem a possibilidade de libertar os caminhões da dependência do combustível fóssil", destacou Anders Berndtsson, chefe de estratégia da Administração Sueca de Transporte.

Quando os caminhões saem da rede, ativam o motor diesel para seguir o trajeto.

Este ano, a empresa alemã fará um piloto parecido na Califórnia, nos Estados Unidos, em um trecho de três quilômetros da estrada que conecta o porto de Los Angeles a Long Beach.

Os veículos pesados podem ser alimentados por uma rede elétrica graças a um 
sistema de distribuição de energia parecido com o utilizado nas linhas de 
trem da Europa (Foto: Scania CV AB)

Fonte: G1 Natureza


Tecnologia australiana de despoluição de águas pode ser aplicada no Brasil

Em meio a críticas sobre a qualidade da água, Baía de Guanabara sediará o 
primeiro evento-teste para as Olimpíadas de 2016(Arquivo Agência Brasil)

29/06/2016

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Testes feitos em parceria com pesquisadores da Universidade Santa Úrsula, do Rio de Janeiro, com o apoio da Universidade Curtin, da Austrália, mostraram que a tecnologia australiana The Water Cleanser pode despoluir águas de rios, lagoas, bacias e até da Baía de Guanabara. A tecnologia está aprovada em 15 países, tem 11 anos de mercado e patente mundial há cinco anos. Ela começou a ser aplicada em fazendas de ostras na Austrália, que são muito sensíveis à poluição, e demonstrou ser eficaz tanto no tratamento de água doce quanto de salgada.

O representante da tecnologia no Brasil, Joel de Oliveira, disse que os testes iniciais na Universidade Santa Úrsula conseguiram eliminar 75% das bactérias de tanques que reproduziam ambientes similares aos de rios e lagoas poluídas. Nessa pesquisa, foram usadas amostras de água da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde vão ocorrer provas de remo durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Nos tanques, os níveis de coliformes foram reduzidos próximo de zero. “Os resultados têm sido 100% positivos e nos provam que podemos deixar lagoas, rios e baías limpas em um curto espaço de tempo”, afirmou o coordenador do projeto na Universidade Santa Úrsula, Bruno Meurer.

A tecnologia australiana para despoluição de águas está sendo lançada no país pela empresa Greenpolis, criada por três empreendedores brasileiros com o objetivo de desenvolver soluções para a prevenção e recuperação de danos ao meio ambiente.

Joel de Oliveira informou que o mesmo experimento será feito com amostras da Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC), em conjunto com uma universidade da região. Estão em curso também negociações com outras universidades do país, com o mesmo objetivo de comprovar cientificamente a tecnologia australiana, que já resolveu problemas de águas poluídas nos Estados Unidos, no México, na Nova Zelândia, em Myanmar e na Tailândia, além da própria Austrália, onde a lei ambiental é bem rígida.

Oliveira disse que a tecnologia elimina qualquer possibilidade de surgimento de organismo estranho ao ecossistema daquele ambiente. “Em quatro semanas, já estava limpa a água nos tanques, na [Universidade] Santa Úrsula”, acrescentou.

A tecnologia usa oligoelementos, ou microminerais essenciais para os seres vivos, que facilitam para que as bactérias boas que já estejam no meio ambiente se reproduzam de maneira exponencialmente maior e mais rápido, limpando a água poluída. “Se tem uma lagoa, por exemplo, que está poluída, e se você parar de jogar esgoto ou qualquer outro tipo de poluição nela, ela vai ficar limpa, porque a natureza já tem as bactérias que vão comer hidrocarbonetos, gorduras, o esgoto propriamente dito. Só que isso pode demorar muito tempo”, comentou Oliveira.

A patente australiana agiliza o processo porque usa oligoelementos, como zinco e cobre, que ajudam as bactérias boas a se reproduzir e diluir mais rapidamente o dejeto nas águas. “Você não coloca bactérias na água, mas utiliza as bactérias que já estão ali. Você não traz nada criado em laboratório. Utiliza a natureza para limpar a natureza”. Joel de Oliveira confirmou que a tecnologia pode ser utilizada, inclusive, para a despoluição da Baía de Guanabara. Observou, entretanto, que “não adianta a gente tratar e a água continuar sendo poluída. A gente consegue mostrar para a população que a água vai ser tratada, mas é preciso que haja um projeto que estanque a entrada de esgoto na água”.

A intenção dos empreendedores brasileiros é oferecer a tecnologia a governos estaduais e a indústrias que usam muita água, como a cervejeira e a de papel. “A gente pode tratar a água antes e depois, de uma maneira natural, rápida e com melhor custo/benefício que existe”. Oliveira disse que empresas de saneamento básico, como a Sabesp, em São Paulo, a Pró-Lagos e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), no Rio de Janeiro, que fazem tratamento de esgotos, podem reduzir acima de 30% seu custo operacional com a adoção da tecnologia australiana.

Edição: Graça Adjuto


Brasil e Alemanha assinam acordos de € 15 mi para o clima

Ações do Projeto Terramar serão executadas na Costa dos Corais, em Pernambuco 
e Alagoas, e no Banco de Abrolhos, na Bahia e no Espírito Santo
Divulgação/MMA

29/06/2016

Investimentos serão destinados ao projeto TerraMar e ao Programa Planos Setoriais, ambos do ministério do Meio Ambiente
  
Brasil e Alemanha assinaram, nesta terça-feira (28), dois acordos na área de meio ambiente, que garantirão 15 milhões de euros (R$ 55 milhões) para medidas voltadas à mudança do clima e a gestão da zona costeira do Brasil.

Os recursos serão doados pelo governo alemão e financiarão o projeto de Proteção e Gestão Integrada da Biodiversidade Marinha e Costeira (TerraMar) e o Programa Planos Setoriais. A Alemanha é parceira histórica do Brasil há mais de 45 anos.

Ambos os projetos durarão cinco anos e incentivarão o desenvolvimento ambiental, econômico e social do País. Em relação à mudança do clima, o Programa Planos Setoriais destinará 9 milhões de euros para gestão do conhecimento e para ações de redução de emissões de gases de efeito estufa em setores como energia e combate ao desmatamento na Amazônia.

O programa também permitirá a elaboração de um registro nacional de emissões e sumidouros de carbono, além de apoiar a execução do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima. A intenção é ajudar o Brasil no cumprimento da meta de redução de emissões assumida no contexto do Acordo de Paris, firmado no fim de 2015 entre mais de 190 países. “Internamente, vamos tentar encurtar os prazos e ampliar as metas”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. 

Gestão integrada

O Projeto TerraMar garantirá 6 milhões de euros para o planejamento ambiental e territorial e para a gestão integrada da zona marinha e costeira. As ações serão executadas na Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais, em Pernambuco e Alagoas, e no Banco de Abrolhos, na Bahia e no Espírito Santo. “O projeto completará nosso trabalho voltado para a biodiversidade”, analisou o embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann. 

Ações de capacitação, desenvolvimento de metodologias e ferramentas para a gestão costeira também fazem parte do Projeto TerraMar. O objetivo é realizar o planejamento ambiental territorial e fomentar e medidas de proteção e uso sustentável da biodiversidade.

“Os projetos consolidarão a cooperação entre o Brasil e a Alemanha e para promover o objetivo comum de estabelecer o desenvolvimento sustentável”, afirmou o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), embaixador João Almino.  

Fonte:  Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente

Holanda e Itália propõem dividir mandato no Conselho de Segurança

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

29/06/2016

Após cinco rodadas, países receberam 95 votos cada; eleição requer dois terços da Assembleia Geral; Bolívia, Cazaquistão, Etiópia e Suécia foram eleitos na terça-feira; novos membros não permanentes passam a integrar o órgão em 1º de janeiro de 2017; mandato dura dois anos.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Holanda e Itália propuseram, nesta terça-feira, dividir um mandato de membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Os dois países disputam a vaga restante para o mandato de dois anos que começa em 1º de janeiro de 2017 e vai até 31 de dezembro de 2018. Na quinta rodada de votação, os dois países europeus recebem 95 votos cada.

Dois terços

Para ser eleito, um  país precisa receber dois terços dos votos das nações que estejam participando do processo de escolha pela Assembleia Geral. Isso significa que o país candidato precisa de 129 votos caso todos os 193 Estados-membros tenham participado.

A proposta foi feita pelos ministros das relações exteriores de ambos os países, que estavam presentes na sessão, e será discutida pelo grupo de nações da "Europa Ocidental e outros Grupos".

Em entrevista ao Centro de Notícias da ONU antes da votação, o presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, mencionou que em 1956, após 52 rodadas entre Polônia e Turquia, os dois países dividiram o mandato de dois anos.

Europa

A segunda vaga "Europa Ocidental e outros Grupos" foi para a Suécia. A nação da Escandinávia serviu três outras vezes no Conselho: 1957-1958, 1975-1976 e 1997-1998.

O grupo da Europa Oriental não concorreu a nenhuma vaga este ano. Seu assento está ocupado pela Ucrânia até o fim de 2017.

África e América Latina

Do grupos de países da América Latina e Caribe, a Bolívia concorreu sem oponentes. O país já esteve no Conselho antes: entre 1964 e 1965 e 1978 e 1979.

Pelo grupo africano, a Etiópia foi eleita. A nação já serviu no órgão em duas ocasiões anteriores: 1967-1968 e 1989-1990. O país também não teve concorrentes nas eleições.

Ásia

Para o grupo da Ásia e Pacífico, o eleito foi o Cazaquistão. Essa é a primeira vez que o país fará parte do órgão.

Veto

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, cinco permanentes, com direito a veto: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Os outros 10 são não permanentes, cumprindo mandato de dois anos cada e de forma intercalada.

No total, 68 países-membros da ONU ainda não fizeram parte do Conselho de Segurança, o que representa aproximadamente 35% deles.

Fonte: Rádio ONU

Segunda edição da Virada Sustentável acontecerá em mais de 15 pontos de Manaus

A Virada Sustentável Manaus 2016 será realizada pela Fundação Amazonas 
Sustentável (FAS), em parceria com o Conselho Criativo. Foto: Divulgação

29/06/2016

A novidade deste ano é um ‘Varal Sustentável’, que permitirá que pessoas de baixa renda possam trocar materiais recicláveis por peças de roupas

Manaus - A segunda edição da Virada Sustentável Manaus, que será realizada entre os dias 9 e 10 de julho, deve atingir pelo menos quinze pontos da cidade de Manaus, como o Teatro Amazonas, Parque dos Bilhares e o Ginásio do Zezão, na zona leste da cidade. A novidade deste ano é um ‘Varal Sustentável’, que permitirá que pessoas de baixa renda possam trocar materiais recicláveis por peças de roupas.

Nesta edição, serão realizadas 150 atividades, entre apresentações de teatro, shows musicais, rodas de conversa, oficinas, debates, yoga, entre outras.

“Teremos diversas atividades que trarão o tema da sustentabilidade na cidade de Manaus. A nossa meta é alcançar um público de mais de 8 mil pessoas somando todas as ações. Queremos bater o recorde, porque conseguimos alcançar um número de 700 voluntários”, explicou a coordenadora da virada, Paula Gabriel.

Segundo a coordenadora, o desejo de querer produzir atividades nas diferentes zonas de Manaus é algo que têm dado certo. Ela explica que o Parque Jefferson Peres, Largo do São Sebastião, também receberão as atividades durante o evento.

“Tivemos o desejo de levar as atividades da virada para zonas leste e norte, que são poucos assistidas. Este ano, vamos conseguir fazer isso e despertar a população para realizar ações que beneficiem a natureza, não só nos dias do evento, em todos os dias. Manaus possui muitos igarapés poluídos”, destacou Paula, acrescentando que durante a Virada será realizada ações de retirada de resíduos no Igarapé do Tarumã.

A Virada Sustentável Manaus 2016 será realizada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em parceria com o Conselho Criativo. Segundo Paula, a iniciativa também conta com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente  (Semas); da Secretaria de Estado de Cultura (SEC); e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

Sobre o ‘Varal Sustentável’, a coordenadora explica que a população pode fazer doações dos produtos que serão trocados por materiais recicláveis. “A novidade deste ano é o varal. A população poderá doar roupas, sapatos, materiais de higiene, que serão trocados por materiais recicláveis coletados por pessoas de baixa renda”, destacou Paula.

As doações podem ser encaminhadas até o dia 6 de junho. Os pontos de entrega são IBCEU Manaus, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, no Centro da cidade; Dr. Resolve, na Rua Rio Jutaí, localizado no bairro Nossa Senhora das Graças; O Singulari, localizado na Rua Edson Bittar, Kyssia 2, bairro Dom Pedro; o Vila Food Park, na Rua São Luiz, bairro Adrianópolis; Fundação Amazonas Sustentável (FAS), na Rua Álvaro Braga, no bairro Parque 10 de Novembro; no Instituto Amazônia Mais, Loja 7, localizada na Avenida Trancredo Neves, e o IDESAM, localizado na Rua Barão de Solimões, no bairro Flores.

“Esta parte do Varal Sustentável será realizada no sábado, no Ginásio do Zezão, localizado no São José do Operário, a partir das 14h. É uma atividade para apoiar que o descarte possa ser substituído por uma destinação correta. Quem quiser doar e trocar será muito bem vindo", finalizou.

Confira a programação preliminar divulgada pela FAS:

Abertura

Dia: 7 de Julho

Local: Teatro Amazonas

Horário: 20h

Debate - Como construir Manaus como queremos?

Dia: 8 de Julho

Local: Museu do Largo

Horário: 19h

Atividades da Virada Sustentável Manaus 2016

Dia: 9 e 10 de julho

Local: Largo do São Sebastião, Parque Jefferson Peres, Parque do Mindu, entre outros

Horário: 8h

Fonte: D24am.com

Nasa descobre asteroide que acompanhará a órbita da Terra por séculos

Há um século, o asteroide orbita o Sol enquanto também circunda a Terra (Foto: Nasa)

28/06/2016

Considerado um semissatélite, o 2016 HO3 gira em torno do Sol enquanto circunda nosso planeta - e nunca se afasta demais por causa de forças gravitacionais.

A agência espacial americana, a Nasa, descobriu um pequeno asteroide que orbita o Sol ao mesmo tempo em que circunda a Terra. Ele deverá acompanhar a trajetória de nosso planeta por vários séculos.

Batizado como 2016 HO3, o asteroide dá voltas em torno da Terra enquanto percorre sua órbita ao redor do Sol, mas está distante demais para ser considerado um satélite, como a Lua.

"Como o 2016 HO3 circunda nosso planeta, mas nunca vai longe demais, já que ele e a Terra orbitam o Sol juntos, nos referimos a esse asteroide como um semissatélite", disse Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da Nasa.

Segundo o cientista, o asteroide 2003 YN107 seguiu um padrão de órbita similar há dez anos, mas acabou se afastando após algum tempo.

"Esse novo asteroide parece estar mais preso à Terra. Nossos cálculos indicam que ele tem se comportado como um semissatélite há quase um século e continuará a nos fazer companhia por vários séculos."

Dança espacial

O 2016 HO3 foi visualizado pela primeira vez em 27 de abril. Seu tamanho ainda não foi determinado, mas é provável que tenha entre 40 metros e 100 metros de comprimento.

Em sua órbita, o 2016 HO3 passa metade do tempo mais próximo do Sol do que a Terra e, na outra metade, fica posicionado mais distante.

Quando o asteroide e nosso planeta se afastam muito, forças gravitacionais o trazem para mais perto.
"Quando ele começa a se distanciar demais, a gravidade da Terra é forte o suficiente para reverter esse processo e mantê-lo em sua órbita. Assim, ele nunca se afasta além de uma distância de mais ou menos cem vezes a distância da Lua em relação à Terra", afirma Chodas.

"O mesmo efeito o impede de chegar perto demais - ele chega no máximo até 38 vezes a distância da Lua. Assim, esse pequeno asteroide fica preso à Terra, como se estivesse fazendo uma dança com o nosso planeta."

Gravidade impede que asteroide se afaste demais da Terra (Foto: Nasa)

MSF resgata mais de 2 mil pessoas em menos de 36 horas no Mediterrâneo central

Foto: Sara Creta/MSF

28/06/2016

Os navios Bourbon Argos, Dignity I e Aquarius receberam alertas desde a madrugada do dia 23 de junho

Equipes da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) a bordo dos navios Dignity I, Aquarius e Bourbon Argos resgataram mais de 2 mil pessoas no Mediterrâneo central em menos de 36 horas. O Bourbon Argos iniciou suas operações nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (23), e, em poucas horas, resgatou 1.139 pessoas de nove botes e de um pequeno barco de madeira. Poucas horas depois, o Dignity I completou um resgate e mais dois no início desta manhã, somando 639 pessoas. Já o Aquarius completou dois resgates de 257 pessoas, e agora tem cerca de 650 pessoas a bordo depois da chegada de mais resgatados por outra embarcação.

 Foto: Sara Creta/MSF
“O Bourbon Argos recebeu um telefonema do Centro de Coordenação de Busca e Resgate Marítimo em Roma às 3h30 de quinta-feira nos dizendo que vários barcos estavam em perigo. Alguns minutos depois, nossas equipes já avistaram os primeiros barcos no radar e rapidamente enviaram os botes de resgate. Um dos barcos estava vindo na nossa direção, lotado de pessoas em um estado de pânico completo. Elas literalmente pularam para o nosso bote e tivemos de tirar algumas da água. Quando chegaram ao nosso navio, elas começaram a subir para alcançar o convés, completamente assustadas”, relatou Sebastien Stein, coordenador das operações do Bourbon Argos.

Poucas horas depois, as equipes de MSF a bordo do Dignity I e do Aquarius resgataram mais 257 e 639 pessoas cada uma, elevando para 2.028 o número total de pessoas resgatadas no Mediterrâneo em menos de 36 horas. Entre elas, havia muitas mulheres e crianças, sendo a mais nova de não mais do que duas semanas. “Nunca vimos tanta gente espremida no Bourbon Argos”, continuou Stein. “Tivemos alguns momentos dramáticos e assustadores. Foi difícil, mas, felizmente, todos conseguiram subir no navio com segurança.”

Foto: Sara Creta/MSF
O coordenador-geral de MSF na Itália, Tommaso Fabbri, afirmou que, enquanto situações dramáticas como essa se repetem no Mediterrâneo, líderes europeus continuam buscando meios de enviar essas pessoas, e seu sofrimento, de volta aos países de onde saíram. “A decisão tomada há alguns dias de prorrogar o mandato da Operação Sophia* e de treinar guardas costeiros líbios mostra, mais uma vez, como os esforços continuam concentrados na dissuasão e na terceirização do controle fronteiriço para outros países, e não na resposta às necessidades das pessoas. Insistimos em que a única maneira de acabar com as mortes no mar e evitar essa travessia perigosa nas mãos de traficantes é prestar assistência àqueles que necessitam de segurança e de alternativas seguras e legais para chegar à Europa.”

Em 2016, até o momento, mais de 2.800 pessoas morreram ao tentar atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa. São mais mil mortes do que no mesmo período do ano passado. Desde o início das operações de busca e resgate de MSF neste ano, em 21 de abril, equipes a bordo dos navios Dignity I, Bourbon Argos e Aquarius (este em parceria com a organização SOS Mediterranée) resgataram 5.653 pessoas em 44 operações de resgate. Só nos dias 23 e 24 de junho, mais de 2 mil pessoas foram resgatadas (Bourbon Argos, 1.139, Aquarius 257, e Dignity I 639).

*A Operação Sophia, também conhecida como Força Naval da União Europeia para o Mediterrâneo, foi lançada no primeiro semestre de 2015.


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