NO PEACE, NO NATURE









Fotos: Google Imagens



Operações de Paz: solidariedade e responsabilidade internacionais

Militares da Jordânia e do Brasil em cerimônia da Minustah, no Haiti. 
Logan Abassi / UN Photo

17/05/2015 

Principal mecanismo multilateral de manutenção da paz, elas merecem um debate mais efetivo no Brasil

Por Murilo Vieira Komniski*

As operações de paz são ações militares de construção e manutenção da paz sob o sistema Organização das Nações Unidas (ONU) com papel fundamental no cenário internacional. Na medida em que se constituem mediante mandato específico estabelecido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), corpo intergovernamental máximo da ONU, as operações de paz são resposta multilateral a situações de crise. Tais ações respondem, portanto, à decisão não de um país ou grupo de países, mas do sistema como um todo, mantidos assim os princípios de multilateralismo e de respeito ao direito internacional, bem como os pilares fundamentais de paz e segurança, desenvolvimento e direitos humanos – em consonância, portanto, com os parâmetros da Política Externa Brasileira (PEB). 

Os três pilares das operações de paz são o uso da força apenas em autodefesa ou na defesa do mandato concedido pelo CSNU; a imparcialidade; e o consentimento dos Estados em que se encontrem. Ao mesmo tempo, a natureza das missões de paz tem evoluído nas últimas décadas, com mandatos em direitos humanos, proteção de civis, assistência eleitoral e apoio ao desenvolvimento. 

Cerca de 120 países contribuem com militares e policiais para as operações de manutenção da paz e missões políticas especiais. Entre os contribuintes de tropas, encontramos países de todos os grupos regionais, inclusive nações egressas de conflitos. Hoje, mais de 120 mil homens e mulheres - militares, policiais e civis – atuam sob a bandeira da ONU para evitar que conflitos surjam ou retornem. O gasto anual com esse esforço – financiado por todos os seus membros – eleva-se, hoje, a 8,5 bilhões de dólares.

Ao mesmo tempo, atualmente as operações de paz desempenham funções com complexidade crescente. As missões enfrentam situações mais desafiadoras e perigosas e seus mandatos são cada vez mais ambiciosos. Para fazer frente aos desafios do cenário internacional, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, designou recentemente o Painel de Alto Nível para conduzir uma revisão abrangente das operações de paz e missões políticas especiais. Nomeou para presidir o painel o ex-presidente de Timor-Leste e Prêmio Nobel da Paz José Ramos-Horta. Os integrantes do painel deverão refletir e contribuir com propostas concretas para o tema.

As operações de paz apoiam-se sobre quatro eixos: segurança, fortalecimento institucional, reconciliação nacional e desenvolvimento. O equilíbrio entre esses elementos, de forma a que se retroalimentem, deve ser a prioridade central da atuação no terreno. Ao mesmo tempo, é amplamente conhecida, e criticada, a dificuldade em se gerar ambiente de desenvolvimento sustentável em países egressos ou em meio a conflitos. É notória, por exemplo, a maior facilidade em se levantarem recursos para o componente militar de operações de paz em comparação com os esforços necessários para se imprimir círculo virtuoso de desenvolvimento econômico e social sustentável. 

O Brasil tem longa tradição de participação em operações de paz, com destaque para o comando militar da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco) e a composição de forças navais, a exemplo da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

Desde 1948, já participamos de mais de 40 missões de paz da ONU, por meio do envio de tropas, policiais e especialistas militares, com contribuição de mais de 33 mil capacetes azuis. O país integrou operações na África (Congo, Angola, Moçambique, Libéria, Uganda, Sudão), na América Central e Caribe (El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Haiti), na Ásia (Camboja, Timor-Leste) e na Europa (Chipre, Croácia), havendo enviado tropas em Suez (Unef I), Angola (Unavem), Moçambique (Onumoz), Timor-Leste (Untaet/Unmiset), além das já mencionadas Minustah e Unifil.

Ao mesmo tempo, operações de paz representam igualmente oportunidade de os países se manterem atualizados do ponto de vista de doutrina e de equipamentos. A Estratégia Nacional de Defesa e a Política Nacional de Defesa do Brasil – em plena consonância com a Política Externa Brasileira – dedicam atenção acertada sobre o tema. 

A ação internacional pode levar ao fortalecimento da atuação nacional. É notório, por exemplo, que a experiência adquirida no Haiti tenha contribuído para ponto de inflexão na política de segurança no País, com o emprego das Forças Armadas em operações de ocupação de terreno, com firme demonstração e emprego de efetivo na instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), resultando em ações de baixa letalidade. No mesmo sentido vão as chamadas GLOs (operações de Garantia da Lei e da Ordem), sempre de acordo com área circunscrita e tempo de duração específico conforme decisão presidencial. 

É fundamental que governo e sociedade debatam o tema no campo acadêmico, na imprensa e no parlamento, com participação cidadã. As operações de paz devem enfrentar, nos próximos anos, crescentes desafios. Será fundamental garantir os recursos e os meios militares para o cumprimento de seus mandatos. O Brasil tem sido particularmente vocal em ressaltar a importância de que as missões incorporem, em sua atuação, o compromisso da sustentabilidade de seus esforços, ou seja, devem ajudar a criar as bases políticas, institucionais e socioeconômicas de uma paz duradoura.

É, portanto, fundamental uma abordagem ampla e integrada que trate as causas profundas dos conflitos, inclusive suas dimensões econômicas e sociais. É preciso também superar a visão etapista de primeiro segurança e depois desenvolvimento. É evidente que guerra, violência e extremismo tendem a proliferar em ambientes com pobreza extrema, exclusão política e social e abusos sistemáticos dos direitos humanos. A manutenção da paz e a construção da paz, ações de garantia de segurança baseadas em pleno respeito aos direitos humanos, a consagração do conceito de segurança cidadã, prevenção de conflitos e garantia de ambiente para soluções políticas, desenvolvimento econômico com inclusão social, todas essas vertentes devem ocorrer simultaneamente.

Ao mesmo tempo, o instrumental político e diplomático da ONU garante trilhos mais seguros para a paz e segurança internacionais, dentro de um quadro de interdependência e de sistema de geometrias variáveis de poder militar, econômico e político em quadro de mutação. As configurações regionais também devem ser ouvidas, na medida de, ao mesmo tempo, garantir aderência às decisões e ações no terreno, mas sem que vetos regionais imponham paralisia em casos de crise.

Em outras palavras, o emprego de operações de paz sob égide da ONU deve se intensificar e a sociedade brasileira não deve deixar de se informar e debater suas dimensões éticas, de interesse político e econômico e a perspectiva do Brasil sobre tais ações. Parece evidente que as operações de paz são a principal forma de ação militar legal e legítima da comunidade internacional para garantir a segurança coletiva. E a decisão de participação nessas missões está, portanto, inserida na aferição de interesse do País em atuar em solidariedade internacional com nações em situação de crise, sempre sob o aval do sistema multilateral da ONU, e mediante o fortalecimento da capacidade estratégico-militar necessária.

O tema faz lembrar outra ação solidária do Brasil, na Segunda Guerra Mundial, em campo dramático de conflito global cujo desfecho completa 70 anos neste 2015 e que lançou igualmente as bases para o próprio sistema das Nações Unidas. Respeito e dívida histórica e cidadã com os combatentes da Força Expedicionária Brasileira indicam que a omissão nunca é a melhor conduta a seguir. Ação responsável para a manutenção da paz é chave para o Brasil manter-se forte, soberano e solidário.

*Murilo Vieira Komniski é diplomata e integrante do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais/GR-RI. Serviu na Missão junto à ONU em Genebra e na Embaixada em La Paz, Bolívia. Atuou no Departamento da África do Itamaraty, na Secretaria dos Direitos Humanos e Secretaria Geral da Presidência e no Ministério da Defesa. Atualmente é assessor do Ministério das Comunicações. O texto reflete apenas a visão pessoal do autor.


Beyoncé vai ao Haiti junto com missão da ONU



17/05/2015

Junto com a Organização das Nações Unidas (ONU), Beyoncé está no Haiti desde sábado (16) para verificar a situação da população mais pobre.

O país caribenho, já miserável, sofreu com um terremoto em 2010 que dizimou mais de 300 mil pessoas, além de ter ferido centenas.

Segundo a porta voz da missão de paz da ONU no local,  Sophie Boutaud de la Combe, a diva pop foi convidada para ver o progresso do país desde a tragédia. 

Beyoncé publicou algumas fotos nas redes sociais interagindo com crianças e cidadãos locais. Em todas está sorrindo.

Nas imagens, inclusive, a cantora está usando a camiseta da Fundação Beygood, criada por ela para ofertas humanitárias ao redor do mundo. 

Sotaque haitiano em salas de aula de Porto Alegre

Loudjina e Ariolanda em sala de aula ajudam os colegas a encontrar seu país no mapa
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

17/05/2015

Quatro alunas vindas do Haiti estão se alfabetizando em escola municipal na Zona Norte da Capital

Por Jeniffer Gularte

Enquanto conduz a aula de Geografia, a professora Jaqueline Radaelli desafia os alunos a apontarem no mapa a localização do Haiti. A nação caribenha, devastada por um terremoto em 2010, está mais presente do que nunca na vida dos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Décio Martins Costa, do Bairro Sarandi, Zona Norte da Capital. 

Na turma do quarto ano, após os coleguinhas terem dificuldade em encontrar a ilha da América Central, Ariolanda Alexandre e Loudjina Saola Mytile, ambas com dez anos, são convidadas a apontar a localização do seu país de origem. Os olhos se surpreendem com o caminho que elas e outras duas alunas da escola percorreram para chegar até Porto Alegre. Agora, o objetivo do aprendizado é diminuir cada vez mais estas distâncias. 

Construindo uma vida nova a 5,8 mil km do país de origem, Ariolanda, Loudjina, Johnica Gabriel, nove anos e Midasendji Jeune, sete anos, _ as duas últimas alunas do terceiro ano _ trazem um desafio novo para as salas de aulas da Décio Martins. As meninas falam crioulo, língua baseada no francês mas com influências do inglês, espanhol e línguas africanas, e estão sendo alfabetizadas em português. 

Língua é o maior desafio

Na escola desde outubro do ano passado, Johnica e Midasendji têm mais facilidade no português. Loudjina e Ariolanda, que chegaram à escola neste ano, ainda enfrentam dificuldade com a língua e ganham atividades específicas conforme o conteúdo dado em sala de aula. Loudjina, inclusive, foi alfabetizada em francês. Embora não entendam o significado de todas as palavras ditas em sala de aula, as professoras consideram importante elas participarem das mesmas atividades, mesmo que adaptadas. 

Espertas, todas demonstram que já tinham frequência escolar no Haiti. Na Matemática, a dificuldade é menor devido à familiaridade com os números. Para apoiá-las em sala de aula, cada uma senta ao lado de "ajudantes", coleguinhas mais atentos à aula e ao conteúdo, sempre aptos a dar um auxílio imediato. 

Andriele Rodrigues, nove anos, é ajudante da Ariolanda. Ela conta que, entre outras coisas, ajuda a menina a identificar o som de letras nas palavras.  


Da esquerda pra direita as meninas haitianas: Johnica Gabriel , 9 anos, Loudjina 
Saola Mytile, 10 anos, Midasendji Jeune, 7 anos e Ariolanda Alexandre, 10 anos
Foto: Carlos Macedo/Agência RBS

Atendimento especial para alfabetização

Além de terem aula regular, à tarde, os alunos haitianos, uma vez por semana, pela manhã, fazem aulas de reforço em laboratório, para o desenvolvimento da linguagem oral e da escrita em língua portuguesa.

– A gente faz um atendimento diferenciado. Trabalho com jogos e com coisas lúdicas. Elas já estão fazendo a relação sonora, é muito recompensador ver a evolução delas – conta a professora do laboratório de aprendizagem, Jussara Bernardi. 

O quarteto também participa de oficinas de projeto ambiental e música. O objetivo desta rotina, segundo o diretor Getúlio Fagundes, é mantê-las o maior tempo possível dentro da escola, convivendo com professores e alunos brasileiros. 

– A gente percebe que elas são participativas. Seus pais vêm na escola quando a gente chama – comenta. 

O que mais gosta no Brasil? A escola!

Das quatro haitianas, Johnica é a que melhor se comunica com colegas e professores. Ao DG, confessou que quer ser professora e que não pensa em voltar para seu país. O fascínio pela escola é tanto que, ao ser questionada sobre o que mais gosta no Brasil, disparou, sem pensar muito:

– A escola e as professoras. 

Ela chegou à Escola Décio Martins em outubro do ano passado. Segundo a professora Maria Carolina Colombo dos Santos, Johnica já reconhece o som das letras, mas ainda precisa enriquecer o vocabulário, pois tem dificuldade em relacionar o nome às coisas.

– Ano passado, quando ela chegou, ficava agarrada no meu braço, literalmente. Parecia que, com isso, iria conseguir aprender mais rápido. Hoje, alcança tudo que propomos, é carinhosa e me procura em sala de aula – diz a profe. 

É Johnica que auxilia professora na tradução durante as aulas do laboratório. Até o momento, ela simboliza o avanço possível no resto do grupo. Ao chegar na escola, não falava uma palavra em português e começou a aprender do básico: desde o nome do material escolar até como dizer "presente" na hora da chamada. 

– Elas precisam de um olhar diferente, paciência e carinho – considera Maria Carolina. 

Há pelo menos 22 haitianos nas escolas municipais

Dados de um levantamento preliminar da Secretaria Municipal de Educação (Smed) apontam que atualmente existem 22 haitianos matriculados nas escolas da rede municipal da Capital, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

Um estudo mais preciso da Smed deve apontar o número total de estrangeiros nas escolas municipais. Por enquanto, há conhecimento de cerca de 50 estrangeiros matriculados, vindos também do Uruguai, Argentina, Peru e Afeganistão.

AS HAITIANAS

Johnica Gabriel, nove anos, no Brasil desde setembro de 2014
Midasendji Jeune, sete anos, no Brasil desde setembro de 2014
Loudjina Saola Mytile, dez anos, no Brasil desde março de 2015
Ariolanda Alexandre, dez anos, no Brasil desde dezembro de 2014

Fonte: 

Ban: "ajuda humanitária está fazendo a diferença no Nepal"


Criança nepalesa no meio de destroços. Foto: Unicef

17/05/2015

Em plenária na Assembleia Geral, secretário-geral da ONU disse que "é preciso fazer mais"; evento debateu o fortalecimento da coordenação de ajuda humanitária de emergência.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

Em evento na sede da ONU nesta sexta-feira, o secretário-geral afirmou que a "ajuda humanitária está fazendo a diferença no Nepal".

No entanto, Ban Ki-moon disse que "é preciso fazer mais". A plenária, na Assembleia Geral, discutiu o fortalecimento da coordenação de assistência humanitária em caso de desastres.

Terremotos

O chefe da ONU disse que nas últimas três semanas, as vidas de oito milhões de nepaleses foram colocadas em risco. Primeiro com o terremoto de 7,8 graus na escala Richter que atingiu o país em 25 de abril.

O tremor deixou 8 mil mortos e mais de 16 mil feridos. Duas semanas depois, Ban disse que o país foi atingido por um novo terremoto, desta vez de 7,3 graus, que matou dezenas e feriu mais de 2 mil.
Segundo ele, 400 mil casas foram destruídas e 280 mil sofreram danos. Centenas de milhares de pessoas estão desabrigadas e necessitam de ajuda de emergência urgente, como abrigos, comida, água e assistência de saúde.

O secretário-geral afirmou que os terremotos atingiram 39 dos 75 distritos do Nepal e alguns dos mais afetados estão em áreas remotas, nas montanhas da região.

Equipes de Emergência

Ban declarou que as operações estão sendo intensificadas e a ajuda está entrando mais rápido no país. As estradas estão mais acessíveis e os trabalhadores humanitários estão conseguindo chegar aos mais necessitados.

Ele explicou que até agora, as equipes de emergência levaram comida para mais de 1 milhão de pessoas e água para 350 mil. Além disso, mais de 150 mil famílias receberam tendas para se abrigar.
O chefe da ONU disse que do apelo de US$ 423 milhões feito para apoiar as operações de emergência no Nepal, a organização recebeu apenas 14% desse total.

Ban disse que o dinheiro é insuficiente e pediu maior participação da comunidade internacional.

*Apresentação: Edgard Júnior

Fonte: ONU


Cargueiro do Irã com ajuda para Iêmen entra em águas do Golfo de Áden



17/05/2015

Navio transporta 2.500 toneladas de farinha, arroz, medicamentos e roupas.
Arábia Saudita acusa o Irã de entregar armas à rebelião.

Um navio do Irã com ajuda humanitária destinada ao Iêmen, que navega rumo a um porto iemenita controlado pelos rebeldes, chegou neste domingo (17) ao golfo de Áden, apesar das advertências dos Estados Unidos, informou uma agência iraniana.

O cargueiro "Shahed" transporta 2.500 toneladas de ajuda de primeira necessidade como farinha, arroz, medicamentos e roupas, que são escassos no Iêmen devido aos combates.

Os Estados Unidos pediram ao Irã que entregue a ajuda de acordo com as regras da ONU, através da plataforma de distribuição montada no Djibuti, em frente à costa iemenita.

No entanto, o Irã afirmou que havia se coordenado com a ONU para que o navio descarregue no porto iemenita de Hodeida, no Mar Vermelho, sob controle dos rebeldes xiitas huthis.

No barco encontra-se um jornalista da agência iraniana Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, vários médicos, assim como jornalistas e militantes anti-guerra de Estados Unidos, Alemanha e França.

O capitão do "Shahed", Masud Qazi Mir-Said, disse que espera chegar a Hodeida no dia 21 de maio se as condições meteorológicas continuarem sendo favoráveis, informou a agência Tasnim.

Os Estados Unidos anunciaram que vigiavam o cargueiro, o que irritou as autoridades iranianas, que advertiram contra qualquer tentativa de inspecionar o barco.

A Arábia Saudita, que lidera a coalizão árabe que intervém militarmente no Iêmen desde 26 de março, acusa o Irã de entregar armas à rebelião.

Por sua vez, o Irã afirma que envia apenas ajuda humanitária.

Fonte: G1


Mar Mediterrâneo: mais de mil pessoas resgatadas por MSF e MOAS desde início das operações

Foto: Ikram N'gadi

17/05/2015

Em um único dia, MY Phoenix resgata mais de 560 pessoas em cinco horas

As operações de busca e resgate no Mar Mediterrâneo pelo navio MY Phoenix, operado pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) em parceria com a organização Migrant Offshore Aid Station (MOAS, na sigla em inglês), continuam prestando assistência a centenas de pessoas que arriscam suas vidas tentando chegar à Europa.

Na manhã de 14 de maio, as equipes de MSF e da MOAS foram contatadas pelo Centro de Coordenação de Busca e Resgate Marítimo em Roma (MRCC, na sigla em inglês), informando que um barco de pesca tradicional estaria carregando cerca de 300 pessoas em perigo. Apenas duas horas depois do chamado, o resgate já havia começado e só terminou no começo da noite. Nessa operação, 561 pessoas foram resgatadas pelo navio de 18 metros.

Desses sobreviventes, 154 foram transferidos imediatamente para uma plataforma de abastecimento de petróleo, e 407 continuaram a bordo do MY Phoenix. Das pessoas que permaneceram no navio, 60 eram crianças, sendo 15 delas com menos de cinco anos; 136 mulheres; e 211 homens.

A assessora de comunicação de MSF, Gabriele Casini, relatou que “mesmo após cinco horas de trabalho de resgate sem parar, o barco de pesca ainda parecia muito cheio.”

Foram distribuídos cobertores, água e itens secos para atender às necessidades imediatas após o resgate. Os 407 sobreviventes também receberam refeições quentes e cuidados dos profissionais médicos de MSF. Clinicamente, a maioria deles está em boas condições, mas alguns precisarão de acompanhamento quando desembarcarem.

Desde 2 de maio, MSF e MOAS resgataram mais de mil pessoas, incluindo cerca de 200 mulheres e 100 crianças, e prestaram assistência no resgate de mais de 100 outras. A maioria dos sobreviventes são da Eritreia, Síria e Etiópia, e de outros países em menor escala.

Fonte: MSF


Dia Internacional das Famílias destaca importância da igualdade de gênero

Dia Internacional das Famílias. Foto: ONU/Pernaca Sudhakaran

17/05/2015

Afirmação está na mensagem do secretário-geral sobre a data; nota também ressalta direitos das crianças.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O tema do Dia Internacional das Famílias este ano, "Homens no Comando?", destaca a importância da igualdade de gênero e direitos das crianças em famílias contemporâneas.

A avaliação está na mensagem do secretário-geral sobre a data, celebrada esta sexta-feira, 15 de maio.

Parceria

Ainda na nota, Ban Ki-moon afirmou que, em todo o mundo, muitas mulheres estão sendo reconhecidas como parceiras iguais e tomadoras de decisão nas famílias, contribuindo assim para um ambiente que leva ao "desenvolvimento pleno e harmonioso das crianças".

No entanto, o chefe da ONU mencionou que em muitos países, a discriminação contra as mulheres e o desrespeito pelos direitos das crianças permanecem em leis familiares e políticas governamentais. E normas sociais, muitas vezes "aceitam e justificam práticas discriminatórias".

Custos

Para Ban, os "custos econômicos e sociais são sentidos por todos". Discriminação e negligência muitas vezes levam à violência, ameaçando a saúde de mulheres e crianças e limitando suas chances de completar os estudos e  realizar seu potencial.

O chefe da ONU afirmou ainda que a tendência do ciclo é "continuar na próxima geração, uma vez que crianças que passam por experiências de violência têm mais chance de recorrer à violência em suas vidas adultas".

Desenvolvimento Sustentável

No comunicado, ele declarou que desenvolvimento econômico e social equitativo depende de mecanismos legais e normas sociais que apoiem os direitos das mulheres e das crianças.

Segundo Ban, "leis discriminatórias e práticas que não dão direitos iguais a todos e suprimem os direitos de mulheres e crianças, não têm lugar em famílias contemporâneas, comunidades, sociedades e nações".

No momento em que se desenha a nova agenda de desenvolvimento sustentável, e se luta por um mundo de dignidade para todos, o secretário-geral pede união pelos direitos das mulheres e das crianças nas famílias e sociedades em geral.

Fonte: ONU



Troca de embalagens por refrigerantes marca Dia Mundial da Reciclagem



17/05/2015

A Secretaria da Cidade Sustentável (Secis) participa, neste domingo (17), da Caravana da Reciclagem Solar Sustentável, que ocorre das 9h às 17h, no Farol da Barra. O evento é uma iniciativa do Projeto Humanizar e Solar Coca-Cola, em celebração ao Dia Mundial da Reciclagem, e os organizadores convidam a população para comparecer ao local levando embalagens plásticas e de vidro, latas de alumínio e de metal. Este material, de acordo com a sócia do Humanizar, Luiza Tavares, poderá ser trocado por refrigerantes da Coca-Cola.

"A cada dez embalagens plásticas que levar, o participante do evento irá receber uma garrafa contendo dois litros de refrigerante. Aquele que levar dez latinhas terá direito a uma latinha de Coca-Cola. Já quem levar dez embalagens de vidro, receberá um refrigerante com embalagem retornável de dois litros”, informa Luiza. Para atender aos visitantes, um caminhão da Coca-Cola e três veículos das organizações participantes estarão presentes no local com a presença de promotores aptos a prestar maiores informações relativas à ação, e prontas para conversar com as pessoas sobre preservação e educação ambiental.

Todo o material doado será entregue à Coopcicla, primeira cooperativa de catadores da capital baiana, criada em 1995, e que desempenha papel fundamental na cadeia de tratamento adequado dos resíduos sólidos. "Salvador atualmente possui 18 cooperativas cadastradas. E é neste contexto que entra a Secis, fazendo a conexão entre parceiros, como o Projeto Humanizar e a Coca-Cola com essas cooperativas", explica o secretário da Cidade Sustentável, André Fraga. Um projeto similar foi realizado em Salvador no ano passado e resultou na coleta de três toneladas de material reciclado. Para este ano, os organizadores esperam coletar mais de uma tonelada.

Humanizar - A Solar é a segunda maior engarrafadora do sistema Coca-Cola Brasil e uma das 15 maiores do mundo, além de ser a maior com capital nacional. A empresa nasceu da integração de três fabricantes (Norsa, Renosa e Guararapes) e opera, desde julho de 2013, em 12 estados do Brasil. Já o foco do Humanizar é promover a educação ambiental de forma lúdica e interativa junto com as empresas, seja ela de qualquer segmento. Um dos objetivos é conseguir reduzir significativamente seus custos e, consequentemente, obterem maior lucro.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...