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ONU destaca papel do transporte marítimo na economia global

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.
Foto: OMI

30/09/2016

Dia Mundial é celebrado nesta quinta-feira, 29 de setembro, com o tema "Transporte marítimo: indispensável ao mundo"; segundo o secretário-geral, todas as pessoas se beneficiam da atividade, mas poucas se dão conta.

O "transporte marítimo é a espinha dorsal do comércio e das economia globais", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em mensagem sobre o Dia Mundial celebrado nesta quinta-feira, 29 de setembro.

O tema da data este ano é "Transporte marítimo: indispensável ao mundo".

Desenvolvimento Sustentável

Ban ressaltou que todos no mundo se beneficiam da atividade, no entanto, poucas pessoas se dão conta. Ele citou o envio de "comida, tecnologia, medicamentos e memórias".

Segundo o chefe da ONU, "enquanto a população mundial continua a crescer, especialmente em países em desenvolvimento, o transporte marítimo de baixo custo e eficiente tem um papel essencial a desempenhar no crescimento e desenvolvimento sustentável".

O secretário-geral afirmou que a atividade ajuda a garantir que os benefícios do comércio sejam distribuídos de forma mais uniforme.

Organização Internacional

"Nenhum país é completamente autossuficiente", disse Ban, e "cada nação conta com o comércio marítimo para vender e comprar o que precisa".

Além disso, ele lembrou que os empregos e meios de subsistência de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento e os padrões de vida nas nações industrializadas e desenvolvidas dependem de navios e do transporte marítimo.

O secretário-geral destacou o papel vital da Organização Marítima Internacional, OMI, agência especializada da ONU para segurança marítima e proteção ambiental.

Fonte: Rádio ONU


Paris se prepara para inaugurar o primeiro centro para refugiados

O jovem arquiteto francês, Julien Beller, nos locais do futuro centro de refugiados parisiense.
RFI

30/09/2016

Crise migratória extrema, desmantelamento do campo de refugiados de Calais, discussões na ONU: diante de tais urgências, Paris repensa sua política migratória.

No início do mês de setembro, a prefeita socialista de Paris, Anne Hidalgo, anunciou a criação de dois espaços de recepção transitória de refugiados. O primeiro deles - instalado em uma antiga área industrial no norte de Paris - será inaugurado no mês de outubro e terá capacidade para abrigar 400 homens desacompanhados.

A segunda unidade, que deve ser inaugurada ainda esse ano, está sendo construída em uma antiga fábrica em Ivry-sur-Seine, na região parisiense, e se destina à mulheres, crianças e famílias.

A ideia é que durante um período de 5 a 10 dias, homens, mulheres e crianças refugiadas possam descansar, passar por exames médicos, receber ajuda psicológica e todas as instruções necessárias sobre os direitos de asilo.

O diretor da associação França, Terra de Asilo, Thierry Henry, apoia a iniciativa de Anne Hidalgo e defende a construção de ambos os centros: “Existe uma batalha cultural a ser travada nesse país, no que diz respeito ao abrigo que damos aos refugiados. Eu acho que é indispensável assumir suas posições e explicá-las. A recepção dos refugiados deve ser organizada, pensada, razoável, e é exatamente isso que propõe Anne Hidalgo. Em contrapartida, eu acredito que esse centro só funcionará se ele se insere num ecossistema virtuoso e solidário. O que significa que todas as grandes metrópoles do país devem adotar estruturas semelhantes. Lembrando que atualmente, o alojamento dos refugiados tem sido o campo de Calais (no norte da França) e as ruas parisienses.”

Acupuntura urbana

À frente do projeto está Julien Beller, um jovem arquiteto cuja grande característica é a capacidade de adaptação diante de contextos difíceis. Habituado a trabalhar com populações nômades e precárias, adepto de materiais que podem ser montados e desmontados facilmente, defensor de uma arquitetura efêmera e informal, Julien Beller parece se adequar perfeitamente às ambições da prefeitura de Paris.

“A prefeitura me disse: nós gostaríamos que esse projeto fosse belo, digno, com uma atenção especial ao meio ambiente, com os laços comuns. A ideia não é simplesmente de abrigar as pessoas de modo industrial. Em seguida, eles me colocaram em contato com a associação Emmaüs Solidariedade, que foi designada como a futura gestionária do local. Nós nos encontramos e eles me escolheram como arquiteto desse projeto”, disse, em entrevista à Rádio França Internacional. 

Beller explicou de que forma esse projeto foi imaginado e está sendo construído: "O dispositivo se divide em três polos: o primeiro se chama 'Polo de boas-vindas', ele será instalado numa estrutura inflável realizada por um velho artista e arquiteto, Hans Walter Muller, que desenvolveu esse conceito de estrutura, uma espécie de balão, uma arquitetura viva, que se implanta e se desmonta rapidamente.”

Segundo ele, no segundo polo - instalado em contêineres marítimos - uma equipe médica da ONG Médicos do Mundo, se encarregará dos cuidados médicos e também de auxílio psiquiátrico. O terceiro polo, onde estão sendo construídos os dormitórios de 17 metros quadrados, se divide em 8 pequenos bairros e cada um deles deve abrigar 50 pessoas.

“Eu acho que a palavra chave desse projeto é dignidade. Depois eu diria, orgulho. Nós precisamos nos orgulhar novamente do que nós somos, das nossas cidades e da nossa política migratória em relação a pessoas que batem às nossas portas porque são assassinadas em seus países”, explica Beller.

O custo desse projeto é de €5,2 milhões (R$18,7 milhões)  para a prefeitura da capital francesa e €1,33 milhão (R$ 3,60 milhões) para o Estado.

Fonte: RFI


Ferramentas do SiBBr aprimoram publicação de dados e pesquisa sobre biodiversidade

As novas ferramentas do SiBBr foram lançadas durante o 67º Congresso Nacional de Botânica.
Crédito: Divulgação/SiBBr

30/09/2016 

Dicionário taxonômico e validador de nomes científicos estão entre as ferramentas criadas. "Elas levam o SiBBr para um novo patamar, permitindo análises mais aprofundadas e diversas dos dados", explicou a diretora Andrea Portela.

O Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) lançou um conjunto de ferramentas e serviços para facilitar a publicação de dados e as pesquisas acadêmicas. Os aplicativos podem consolidar o SiBBr como a principal infraestrutura nacional de dados e conteúdos sobre a biodiversidade. Criado em novembro de 2014, o sistema é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que reúne aproximadamente 9 milhões de registros de ocorrências de quase 100 mil espécies brasileiras.

"As novas aplicações levam o SiBBr para um novo patamar e agregam valor ao sistema, permitindo análises mais aprofundadas e diversas dos dados disponíveis. As ferramentas também são um passo importante no aprimoramento da qualidade dos dados publicados, um dos grandes desafios de qualquer sistema de informação", explicou a diretora do SiBBr, Andrea Portela Nunes, coordenadora-geral de Gestão de Ecossistemas da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC.

As ferramentas foram lançadas durante o 67º Congresso Nacional de Botânica, que será realizado até sexta-feira (30), em Vitória (ES). Cada uma recebeu o nome de uma espécie brasileira. 

O AttaPublica, por exemplo, é uma porta de entrada para os publicadores do SiBBr e homenageia as formigas do gênero Atta, que apresentam uma complexa organização social e vivem em ninhos subterrâneos. 

Já o HarpiaTax é um dicionário taxonômico, que permite a consulta fácil e rápida do status de um nome científico. Como bases de dados para a pesquisa, o dicionário utiliza o Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil e a Lista de Espécies da Flora do Brasil – Reflora. Os dois catálogos abrangem boa parte da biodiversidade conhecida do Brasil e são listas de referência para o SiBBr. O nome da ferramenta homenageia a popularmente conhecida Harpia ou Gavião-Real, a maior água brasileira, considerada criticamente em perigo em alguns estados do país. 

O RivulusValida é um validador de nomes científicos. Por meio da ferramenta, é possível carregar uma planilha com vários nomes científicos e verificar se eles são aceitos, sinônimos ou inválidos, bem como a referência da fonte consultada. O nome homenageia os peixes do gênero Rivulus, que vivem em ambientes aquáticos temporários, como poças da água, e se locomovem por meio de saltos.
Junto com as ferramentas também está disponível o SiBBr Fórum, um espaço de discussão, informações e suporte sobre as ferramentas e serviços do sistema, softwares de curadoria de coleções, publicação de dados biológicos e outros temas.

O SiBBr tem suporte técnico do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e apoio financeiro do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Fonte: MCTIC

STF e STJ tiram de disputa eleitoral candidato condenado por crime ambiental

30/09/2016

Duas recentes decisões monocráticas impedem que o candidato do PR à Prefeitura de Palmas, Raul de Jesus Lustosa Filho, continue na disputa eleitoral. O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, derrubou nesta quarta-feira (28/9) liminar que permitia a candidatura mesmo depois de ser condenado a um ano de prisão por crime ambiental, em 2012.

Raul Filho tornou-se inelegível pelos critérios da Lei da Ficha Limpa. Segundo o acórdão, quando prefeito, ele fez mudanças em área de preservação situada às margens de um lago formado por represamento de rio interestadual, sem a devida autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A pena foi substituída por duas restritivas de direito.

No início deste ano, o político ingressou com pedido de revisão criminal, contestando a condenação por ter construído em uma área de preservação permanente. Ele conseguiu liminar favorável no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas o Ministério Público Federal recorreu, sob o argumento de que só o STJ poderia conceder esse tipo de medida.

Cordeiro concordou com os argumentos. “Realmente, tratando-se de ação originária, competente para o recurso seria este Superior Tribunal de Justiça, de modo que apenas a esta corte caberia o exame, pelo colegiado, da pretensão deferida de sustar a inelegibilidade do condenado.”

Falta de intimação

Já no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio rejeitou liminar para suspender o processo por crime ambiental. A defesa queria anular o processo, declarando não ter sido intimada para a sessão do TRF-1 que recebeu a denúncia e abriu a ação penal. Alegou ainda inexistência de dolo na conduta do então prefeito, já que a licença foi emitida pelo Instituto de Natureza Tocantins.

Para o relator, a ausência de intimação consiste na hipótese de nulidade relativa, “passível de ser suplantada com a passagem do tempo”. Sobre o dolo, o vice-decano considerou que “a licença ambiental teria sido expedida após o cometimento do delito e por órgão incompetente”.

O ministro rejeitou a concessão de liminar para suspender o processo. O pedido continua, cabendo agora à Procuradoria-Geral da República assinar parecer sobre o caso. Com informações das Assessorias de Imprensa do STJ e do STF.

Clique aqui para ler a decisão do ministro Marco Aurélio.

Fonte: Consultor Jurídico


Entenda o Acordo de Paz entre o governo colombiano e as Farc

Presidente da Colômbia, Juan Manoel Santos, durante cerimônia de assinatura do acordo
Carlos Silva/Presidencia de la República
26/09/2016

Reparação às vítimas, investimentos no campo e entrega das armas às Nações Unidas estão entre os principais pontos do texto
  
Depois de mais de cinquenta anos de conflito armado entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), um acordo de paz foi selado nesta segunda-feira (26). O objetivo é evitar mais vítimas e tornar o País mais seguro e estável.

Segundo o governo da Colômbia, as Farc se comprometeram a entregar todas as suas armas às Nações Unidas; a não se envolver em crimes como sequestro, extorsão ou recrutamento de crianças; romper ligações com o tráfico de drogas; e cessar ataques contra as forças de segurança e civis.

O acordo diz que haverá justiça e reparação às vítimas e as Farcs poderão fazer política sem usar armas. O texto assinado inclui um plano para o desenvolvimento agrícola integral, dando aos ex-guerrilheiros acesso à terra e a serviços, além de criar uma estratégia para a substituição sustentável de cultivos ilícitos.

Com esse documento, será criado um sistema de justiça para punir os responsáveis por crimes no qual as vítimas terão algum tipo de reparação. As punições incluem restrição de liberdade e, no caso de o autor não reconhecer o crime, pode ir para a cadeia comum por até 20 anos.

Fim das plantações de coca

O governo colombiano também irá desenvolver um plano de investimentos para o desenvolvimento do campo para dar aos agricultores oportunidades de ter renda e qualidade de vida de maneira lícita, sem o cultivo e produção de drogas.

As Farc ainda se comprometeram a romper os laços com o mercado de drogas, além de apoiar os esforços do governo para combater o narcotráfico. Os movimentos sociais que estão na base das Farc receberão garantias de que poderão fazer política sem armas.

O acordo tem todo o apoio do Brasil, que faz fronteira com a Colômbia. Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente da República, Michel Temer, mencionou o acordo de paz e, durante conversa com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, manifestou apoio ao acordo

Quais os benefícios do acordo?

O fim das Farc como um movimento armado;
Entrega das armas e a volta dos guerrilheiros à vida civil;
O fim do sequestro, extorsão e hostilidade contra a população e o poder público;
Reparação e justiça às vítimas;
Paz com oportunidades legais para o desenvolvimento do campo sem drogas;
Fortalecimento das instituições democráticas e estaduais da Colômbia;
A luta mais eficaz contra as organizações criminosas e o tráfico de drogas.

Fonte: Portal do Planalto, com informações do governo da Colômbia

MSF saúda decisão da GSK de reduzir preço da vacina pneumocócica para algumas das crianças mais vulneráveis do mundo

MSF faz apelo para que a Pfizer acompanhe a decisão da GSK e ofereça à comunidade 
humanitária o menor preço global disponível - Foto: Yann Libessart/MSF

21/09/2016

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) saúda a decisão da GlaxoSmithKline (GSK) de reduzir os preços de sua vacina pneumocócica conjugada (PCV, na sigla em inglês) para as organizações humanitárias que atendem crianças refugiadas e afetadas por crises. Nos últimos sete anos, MSF tem mantido conversações com a GSK e a Pfizer – as duas únicas produtoras da vacina contra a pneumonia – para ter acesso à vacina por um preço mais barato. A redução do preço da GSK é um passo muito significativo em direção à proteção de crianças vulneráveis que são atendidas por organizações humanitárias como MSF. MSF espera, agora, que a Pfizer siga o exemplo da GSK e que as duas empresas também reduzam os preços da vacina para os governos de países em desenvolvimento, que ainda não podem arcar com o custo de incluir a PCV em seu calendário padrão de imunização infantil.

Campanha de vacinação de MSF contra pneumonia em Uganda 

Foto: Sydelle Willow Smith / MSF

“A GSK deu um passo fundamental em favor das crianças que se encontram em situações de emergência”, diz a dra. Joanne Liu, presidente internacional de MSF. “Com essa redução de preço, nossas equipes finalmente poderão expandir seus esforços para proteger as crianças contra essa doença mortal. Agora, a GSK deve redobrar seus esforços para reduzir o preço, também, para os muitos países em desenvolvimento que ainda não podem arcar com o custo de proteger suas crianças contra a pneumonia.”

A pneumonia é a principal causa da mortalidade infantil no mundo, matando quase 1 milhão de crianças por ano. Crianças afetadas por crises, como conflitos ou outros tipos de emergência humanitária, são particularmente suscetíveis a contrair pneumonia. Equipes médicas de MSF frequentemente constatam os efeitos mortais da pneumonia – uma doença evitável por meio de vacinação – nas crianças vulneráveis a que prestam atendimento.

Até agora, nem MSF nem outras organizações humanitárias podiam adquirir as vacinas contra a pneumonia por um preço acessível; neste ano, MSF pagou 60 euros (cerca de US$ 68) por uma dose do produto da Pfizer para vacinar crianças refugiadas na Grécia – 20 vezes mais que o menor preço oferecido pela GSK e pela Pfizer. São necessárias três doses para imunizar uma criança.

Em maio, MSF entregou uma petição com mais de 416 mil assinaturas de pessoas de 170 países, pedindo que a Pfizer e a GSK reduzissem os preços da vacina contra a pneumonia para US$ 5 por criança (pelas três doses) para as populações afetadas por crises e para todos os países em desenvolvimento.

Com seu comunicado do dia 19 de setembro, a GSK agora se comprometeu a oferecer a vacina a US$ 9 por criança (3,05 dólares por dose) às organizações humanitárias. O anúncio da GSK rompe uma enorme barreira no acesso da comunidade humanitária à vacina contra a pneumonia, mas a vacina da Pfizer (PCV13) ainda é indispensável para muitos países onde MSF e outras organizações oferecem assistência. A Pfizer, porém, continua se recusando a oferecer às organizações humanitárias um preço mais barato por sua vacina.

“A Pfizer deveria acompanhar a decisão da GSK e ajudar a criar uma solução mais ampla para a comunidade humanitária oferecendo, também, o menor preço global pela vacina”, diz Liu. Em vez de diminuir o preço do produto para a comunidade humanitária, a Pfizer apenas ofereceu um programa de doações. MSF prefere ter acesso a vacinas por um preço econômico, de forma que crianças em situação vulnerável não precisem depender da boa vontade voluntária das empresas farmacêuticas.



Japão: Protegendo o Meio Ambiente Global

Energia limpa - Foto: Cortesia de Getty Images

24/09/2016

Eliminação de Resíduos e Reciclagem

A quantidade de resíduos comuns (não-industriais) se tornou um problema para o Japão a partir de 1990, quando excedeu 50 milhões de toneladas por ano. Os aterros sanitários devem alcançar sua capacidade máxima de armazenamento dentro de poucos anos e a queima de resíduos resultaria em poluição por dioxina, tornando a reciclagem uma importante solução para reduzir a quantidade de lixo acumulado. A proporção de resíduos (lixo) reciclados em 2009 foi de 20,5%. 

A quantidade de papel descartado em 2011 foi de 77,9% do volume produzido, e a taxa de reutilização (porcentagem de papel usado que é reprocessada nas indústrias de produção) foi de 63%, uma das maiores taxas de reciclagem de papel do mundo.

Com a implementação da Lei de Reciclagem de Embalagens, de abril de 1977, a responsabilidade pela reciclagem de garrafas de vidro e de polietileno tereftalato (PET) passou a ser dos fabricantes. Essas embalagens compreendem entre 20-30% do peso total do lixo comum residencial; mas, devido ao volume dos vasilhames, eles representam 60% do volume total dos resíduos. Essa lei baseia-se na divisão dos custos de eliminação de resíduos entre empresas, consumidores e municípios, em contraste com quando esses custos eram cobertos inteiramente pelos impostos. Quando os consumidores descartam uma embalagem, eles devem separar o lixo para os depósitos de coleta seletiva do município, onde essas embalagens são recolhidas para reciclagem pelos fabricantes. A partir de abril de 2000, as embalagens de plástico e papel também entraram no programa de coleta seletiva de acordo com essa lei.

Produtos elétricos descartados pelas residências japonesas são quase sempre levados para aterros sanitários. Uma lei específica sobre reciclagem de aparelhos eletrodomésticos entrou em vigor em 1998 como parte dos esforços para reduzir o volume desse tipo de resíduo que é descartado nos aterros.

Movimentos pela Proteção Ambiental

Em comparação com grupos de proteção ambiental de países ocidentais, os grupos desse tipo no Japão têm uma escala bem menor e uma história mais recente. O maior grupo ambiental do Japão, chamado Sociedade dos Pássaros Selvagens do Japão (Wild Bird Society of Japan), possui cerca de 43 mil membros. O Fundo Mundial do Japão para a Natureza também tem cerca de 40 mil membros, incluindo parceiros empresariais; e a Sociedade de Conservação Ambiental do Japão tem em torno de 24 mil membros. O Japão tem mais de cinco mil grupos de preservação ambiental de pequeno porte. Esses grupos, que auxiliam na execução de ações estruturais, possuem um número reduzido de membros, mas devem alcançar grandes avanços no futuro. Essas ONGs ambientais também têm atuação no exterior.

Existe, ainda, o fundo do movimento nacional, no qual um grupo de pessoas se reúne para dividir os custos de aquisição e preservação de terrenos localizados em áreas em processo de degradação ambiental. Algumas vezes, esses pedaços de terra também são doados para o grupo. Esse movimento se espalhou por todo o país a partir de grupos iniciais em Shitetoko, em Hokkaido, e em Tenjinzaki, no Distrito de Wakayama. A preservação não se limita a florestas e marismas, mas também engloba áreas verdes das cidades. Em fevereiro de 1996, grupos individuais, empresas privadas, associações comunitárias locais e a Agência Ambiental (atualmente o Ministério do Meio Ambiente) formaram uma rede para estimular as compras de produtos, materiais e serviços com responsabilidade ambiental. Os consumidores foram orientados a dar prioridade a produtos e serviços que não prejudicam o meio ambiente.

Os municípios de cada localidade estão fazendo seu melhor para encorajar um desenvolvimento regional que leve o meio ambiente em consideração, por exemplo, por meio da reciclagem e economia de energia. Yakushima, uma ilha da província de Kagoshima que é designada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, está tentando preservar o meio ambiente por meio de medidas como a redução do volume de resíduos ao mínimo por meio da compostagem do lixo orgânico e da reciclagem do óleo de cozinha como combustível automotivo.

Para auxiliar os estudantes no desenvolvimento independente da conscientização pela preservação ambiental e na realização de estudos sobre o meio ambiente, em junho de 1995, a Agência Ambiental convidou estudantes do ensino primário e fundamental para participarem do Junior Eco Club. As atividades independentes do grupo incluem observação da vida aquática, observação astronômica, reciclagem de latas vazias e intercâmbios financiados por escritórios de administração de todo o país. Em 2010, havia 3000 grupos desse tipo, envolvendo 170 mil pessoas nessas iniciativas.

Reserva Ambiental de Tenjinzaki - Foto: Cortesia do Fundo Nacional Tenjinzaki

O fundo do movimento nacional do Japão começou graças a iniciativas de preservação do meio ambiente no cabo de Tenjinzaki, na província de Wakayama

Projeto da ODA para matas - Foto: Cortesia de JICA

A cooperação Ambiental do Japão

O programa japonês da Ajuda Oficial para o Desenvolvimento – ODA (Official Development Assistance) cobre diversas questões ambientais. Alguns exemplos são o tratamento de água e esgoto, a eliminação de resíduos e medidas contra a poluição ambiental como a prevenção de desastres, a preservação das florestas e a prevenção contra a poluição da água e da atmosfera. A economia de energia e as novas tecnologias energéticas estão entre os pontos focais da cooperação ambiental do Japão. De acordo com a Iniciativa pelo Desenvolvimento Sustentável no Século XXI, que foi anunciada pelo governo em 1997, o Japão tem se engajado em diversos esforços de cooperação ambiental como, por exemplo, no estabelecimento de uma rede de monitoramento de chuvas ácidas no Leste Asiático. Para lidar com questões relacionadas à conservação global que não podem ser resolvidas por meio da cooperação bilateral, o Japão também tem participado ativamente de diversas organizações internacionais como uma das principais nações parceiras, incluindo no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, na Organização Internacional de Madeiras Tropicais – ITTO (International Tropical Timber Organization), e na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO (Food and Agriculture Organization).

As preocupações e o interesse de empresas japonesas no florestamento e na reciclagem têm crescido tanto no Japão como internacionalmente. Por sua vez, isso também tem contribuído para uma maior conscientização do público em geral. A Mitsubishi Corporation, uma das principais empresas comerciais do Japão, está atualmente desenvolvendo projetos experimentais na Malásia e no Brasil voltados para a restauração das florestas tropicais. Quando uma floresta é destruída pelo desmatamento, seu solo é erodido pelas fortes chuvas. Estima-se que demore entre 300 e 500 anos para que esses lugares sejam restaurados a seu estado original; mas pesquisas recentes sobre técnicas de reflorestamento baseadas em um conceito introduzido por Miyawaki Akira, professor emérito da Universidade Nacional de Yokohama, tem deixado claro que a recuperação poderá ser alcançada em menos tempo.

Além disso, muitas empresas comerciais e indústrias de papel têm se comprometido ativamente com o florestamento no exterior.

Ecoturismo - Foto: Cortesia da Mitsubishi Corporation


Unicef: iniciativa de saneamento no Haiti tem resultados promissores

O programa apoia comunidades locais abordando acesso à água, reformando 
sistemas de água e combatendo a contaminação. Foto: ONU/Logan Abassi

24/09/2016

Agência da ONU menciona redução no número de infecções transmitidas pela água aos residentes; campanha também apoia comunidades a construírem banheiros e reduzirem a contaminação da água.

Uma iniciativa para saneamento no sudeste do Haiti levou a uma grande redução no número de infecções transmitidas pela água aos residentes, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Segundo o representante da agência da ONU no país, Marc Vincent, "cinco locais na região foram declarados livres da defecação a céu aberto, o que marca um avanço na prevenção do cólera e outras doenças transmitidas pela água na área".

Saneamento Total

As cinco localidades, Nan Merlien, Fatima, Rada e outras três no sudeste do país, têm sido parte de uma campanha liderada pela comunidade e apoiada pela ONU.

A iniciativa Clts, parte da campanha Saneamento Total, apoia o plano nacional das autoridades haitianas contra o cólera através da promoção do fim da defecação a céu aberto e aumento do acesso à água e a instalações de saneamento nas escolas e centros de saúde.

Comunidades

O programa apoia comunidades locais abordando acesso à água, reformando sistemas de água e combatendo a contaminação.

Ao mesmo tempo, a campanha também está apoiando comunidades a construírem banheiros e reduzirem a contaminação da água pela defecação a céu aberto.

A iniciativa Clts já foi implementada em 67 outros locais. Como resultado, mil banheiros foram construídos e mais 2 mil estão sendo feitos. Seis comunidades foram certificadas como livres da defecação a céu aberto e 16 estão nesse processo.

Resposta ao Cólera

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou em 2014 com o governo haitiano a campanha Saneamento Total, um dos principais pilares de longo prazo para a resposta ao cólera no Haiti.

Outros importantes componentes são resposta de emergência e vigilância epidemiológica.

De acordo com o Unicef, o fornecimento de água potável limpa, uso de infraestrutura segura de saneamento e práticas de boa higiene são elementos cruciais para melhorar a prevenção ao cólera e outras doenças transmitidas pela água no Haiti.

Envolvimento

A agência afirma, no entanto, que apesar do progresso feito no combate ao cólera no país, muito ainda precisa ser feito. Para o Unicef, o envolvimento da comunidade internacional, doadores e parceiros é urgentemente necessário.

Atualmente, de acordo com a agência nacional do país para abastecimento de água e saneamento, apenas 28% da população haitiana têm acesso a saneamento adequado e 42% não têm serviços de água potável.

Fonte: Rádio ONU


Farc ratificam acordo de paz na Colômbia por unanimidade

Farc: milícia mudou o tom, promovendo shows e palestras, com direito a citação 
de Gabriel García Marquez - REUTERS /John Vizcaino

24/09/2016

Planície do Yari - Líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deram apoio unânime a um acordo de paz firmado no último mês com o governo do país.

O anúncio concluiu uma semana de deliberações em que a guerrilha tentou se apresentar sob uma nova luz a colombianos céticos que os culpam por décadas de violência.

Com shows de artistas de rap, conferências sobre o papel das Farc no cuidado ao meio ambiente e entrevistas com a imprensa internacional, líderes evitaram a retórica de antagonismo que os colombianos costumam esperar deles.

"A guerra não acabou", disse o líder conhecido pelo pseudônimo de Ivan Marquez no final de uma coletiva de imprensa. "Diga a Mauricio Babilônia que ele pode soltar as borboletas amarelas", declarou em referência ao personagem do livro "Cem Dias de Solidão", de Gabriel Garcia Marquez.

Ivan Marquez disse que as Farc formarão um partido político até maio de 2017. Muitos colombianos aguardam por detalhes sobre uma transição das Farc para um movimento político uma vez que o grupo entregue suas armas a observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) nos próximos seis meses.

O presidente colombiano Juan Manuel Santos e o líder das Farc conhecido como Timochenko devem assinar o acordo na segunda-feira na cidade caribenha de Cartagena em um evento que deve ter a participação de mais de uma dezena de chefes de Estado, do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon e do secretário de Estado norte-americano John Kerry.

Timochenko fez um apelo especial pelos milhões de vítimas do conflito de meio século, dizendo que, além do fim das hostilidades, as famílias se beneficiariam ao saber a verdade sobre o que ocorreu com seus parentes.

"Finalmente teremos uma segunda oportunidade", declarou.

Fonte: Exame.com


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