.

OS BENEFÍCIOS DA BANANA



21/02/2017

A super Banana

Não se pode negar que a banana é um dos símbolos brasileiros, afinal ela já foi tema de música e filme, tendo a cantora luso-brasileira Carmem Miranda a sua principal divulgadora no Brasil. Sua imagem está associada aos países tropicais, porém a banana é originária do Sul da Ásia e da Indonésia. No Brasil, a banana se adaptou muito bem ao solo e ao clima, por isso além de produzir a fruta o país também é um grande exportador de banana.

Para termos uma dieta saudável é preciso incluir no nosso dia a dia o consumo de frutas, pois elas contêm inúmeros nutrientes que são benéficos para o nosso organismo. Dentre todas as frutas podemos afirmar que a banana é uma das mais consumidas pela população brasileira. E não é para menos, já que ela é altamente nutritiva, sendo uma grande fornecedora de energia. Além disso, as bananas são ricas em carboidratos, fibras, vitaminas A e C, B1, B2, B6 e B12 e minerais (cálcio, potássio, fósforo, ácido fólico, ferro e magnésio), e ainda possuem baixo teor de gordura. A banana contém 3 tipos de açúcares naturais: sacarose, frutose e glicose, que combinados com a fibra da banana, promove grande energia ao corpo.

Para escolher o melhor tipo de banana, na hora em que for ao supermercado dê preferência as frutas que tem formato arredondado e opte pela banana com casca mais amarela, com pequenas manchas marrons. Verifique ainda se a fruta está firme, sem rachaduras ou sinais verdes. Outra dica é comprar bananas que não estejam nem verdes nem totalmente maduras. E para melhor conservação da fruta, ela deve ser colocada em lugar fresco e arejado.

Se alguém ainda tem dúvidas sobre as propriedades e os benefícios da banana, isso não acontece com os atletas e os praticantes de atividades físicas de um modo geral. Isso porque comer banana é altamente recomendável para eles, pois a fruta contém alto teor de açúcares e vitaminas do complexo B, que fornecem energia, sendo esta facilmente absorvida e utilizada pelo corpo. Além disso, a banana é uma grande fonte de carboidratos (alimentos ricos em carboidratos também fornecem energia para o organismo), fazendo com que os atletas tenham mais disposição para praticar seus exercícios sem se cansarem rapidamente. Outra vantagem da banana é que ela contém muito potássio, importante nutriente que previne as cãibras (contração involuntária de um ou mais músculos) e dores musculares causadas pela intensa prática de esportes. O potássio também auxilia no bom funcionamento cardíaco.


Apesar de no Brasil a casca da banana não ser aproveitada, nutricionistas afirmam que é possível utilizá-la em massas de bolos, tortas, pães e até em chás. É claro que antes de aproveitar a casca da banana será necessário higienizá-la e depois cozinhá-la, triturá-la ou secá-la, dependendo da finalidade a ser dada à casca. Já os chineses utilizam a casca da banana na medicina, utilizando-a, por exemplo, no tratamento da hipertensão.

A banana pode ser consumida ao natural e no lanche da tarde. Misturada com aveia pode até substituir o café da manhã, justamente devido à sua grande concentração de nutrientes. Ela também pode ser usada nos mais variados tipos de prato: salada de frutas, musse, vitaminas, bolos, tortas, mingau, entre outros.

Vale a pena destacar que, apesar de a banana ser uma excelente fonte de nutrientes, quem faz dieta deve consumi-la com moderação, pois é altamente energética. No entanto, pode-se ingerir uma banana por dia, lembrando que para ajudar no controle da perda de peso é preciso que a fruta esteja inserida em uma dieta balanceada e saudável. Além disso, para manter a saúde em dia o ideal é comer, no mínimo, três frutas diferentes por dia.

Nem todas as pessoas podem comer banana. Os diabéticos com nível de glicemia acima de 300 mg/DL, por exemplo, devem evitar o consumo de banana devido ao seu alto teor de açúcar. Os obesos também devem comer banana com moderação, por causa do elevado índice glicêmico, já que o excesso de açúcar produzido pela insulina pode se transformar em gordura. Já quem tem problemas renais crônicos não pode comer a fruta, pois o potássio é retido pelo organismo. Como a banana é uma fonte importante de nutrientes e estes três grupos têm restrições quanto ao seu consumo, o ideal é que as pessoas com restrição alimentar procurem um profissional, para que ele indique outros alimentos que podem substituir a fruta, ou então, para que ele informe sobre a quantidade permitida para consumo.

Benefícios da Banana

Além de fornecer energia para o nosso organismo, a banana contém nutrientes que ajudam o nosso organismo a combater e prevenir inúmeras doenças. Confira abaixo alguns benefícios da banana:

Rica em vitaminas do complexo B. Acalma o sistema nervoso.

Rica em potássio e vitamina B6. Ajuda a diminuir as cólicas menstruais. O potássio contribui para o aprendizado.

Rica em fibras. Ajuda a normalizar o trânsito intestinal, permitindo melhorar os problemas de constipação intestinal sem o uso de laxantes. Por ser rica em fibras, a banana aumenta a sensação de saciedade por mais tempo.

Rica em triptofano. O aminoácido aumenta a secreção da serotonina (neurotransmissor relacionado ao humor). Ajuda a relaxar, manter o bom humor e a melhorar os sintomas de depressão. Faz parte dos “alimentos que trazem felicidade”.

Contém ferro. Estimula a produção de hemoglobinas e auxilia na prevenção e no tratamento da anemia.

Fonte de fibras solúveis, substâncias importantes para diminuir o nível de colesterol no sangue e prevenir o câncer intestinal.

Pobre em sal. Ótima para baixar a pressão arterial.

A banana acalma o estômago e ajuda na digestão.

Diminui as cãibras, pois contém vitamina B6 e B12.

Ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue elevados, combatendo o cansaço. Por isso, deve-se comer uma banana entre as refeições.

Ajuda a normalizar o batimento cardíaco, pois quando se está estressado são reduzidos os níveis de potássio. E como a banana é rica em potássio, comer o fruto pode ajudar a ajustar os níveis de potássio.

Tipos de Banana

Existem quase mil tipos de banana espalhadas pelo mundo, de diversos tamanhos. Todas são identificadas pelo nome científico “Musa”. No Brasil, as mais conhecidas são: banana nanica, da terra, ouro, prata e maçã. Independentemente do tipo da fruta, as propriedades nutricionais da banana são muito semelhantes. As diferenças, portanto, estão no aroma, no sabor e na textura das bananas. 

Confira a seguir algumas características das variedades de bananas mais conhecidas no Brasil.

Banana-nanica – também conhecida como banana-d’´água. É o tipo mais popular no Brasil. A polpa é bastante doce e macia, e possui aroma agradável. A casca é fina e amarelo-esverdeada. Contém vitaminas B e C, B1 e B5. É levemente laxante. A cada 100 gramas contém 92 calorias.

Banana-da-terra – contém grande quantidade de vitaminas A e C. Os frutos podem chegar a 26 centímetros de comprimento e pesar até meio quilo. A cada 100 gramas contém 128 calorias. Pode ser ingerida cozida ou frita.

Banana-prata – a polpa é consistente e um pouco doce. Depois de amadurecer, pode ser consumida em até quatro dias. A cada 100 gramas contém 98 calorias. Ideal para fritar e para fazer bananada.

Banana-ouro (inajá, banana-dedo-de-moça, banana-mosquito ou banana-imperador) – é a menor de todas as bananas nacionais (medindo no máximo 10 centímetros) e a mais calórica (a cada 100 gramas contém 112 calorias). Tem forma cilíndrica. Sua casca é fina e de cor amarelo-ouro. A polpa é doce e perfumada.

Banana-maçã – a polpa é branca e macia. Exala um perfume que lembra o da maçã. A cada 100 gramas contém 87 calorias. Recomendada para bebês e idosos, pois é de fácil digestão.

REFERÊNCIAS

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE) – ESTUDO DA DESPESA FAMILIAR. Tabela de Composição de Alimentos, Rio de Janeiro. 2011. 216p.

Pessoas do mundo todo podem ajudar a definir os debates para 8º Fórum Mundial da Água



21/02/2017

A partir do dia 13 fevereiro, pessoas do mundo todo já podem começar a participar do 8º Fórum Mundial da Água, cujo tema será Compartilhando Água, e contribuir para preparar o evento, que acontece de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília. Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do Fórum, a plataforma Sua Voz foi criada para favorecer o amplo debate sobre os temas centrais do evento e está disponível no site do 8º Fórum Mundial da Água.

A ferramenta permite que cidadãos de qualquer lugar do planeta com acesso à internet compartilhem ideias, experiências e soluções e façam sugestões que poderão ser incluídas no encontro mundial. Os diálogos vão acontecer em salas de discussões com seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano.

Os participantes têm a oportunidade de expressar suas opiniões e contribuições para enriquecer os debates sobre os rumos da gestão da água no mundo em três rodadas de discussões, que vão durar oito semanas cada. A primeira etapa da consulta pública começa dia 13 de fevereiro e será encerrada em abril. Em seguida, haverá uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões online são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) em articulação com o Secretariado e demais instâncias de organização do Fórum.  

Cada sala temática vai contar com três ou quatro moderadores, sendo ao menos um brasileiro. Na temática do clima serão abordadas segurança hídrica e mudanças climáticas. Quando o tema for pessoas, as discussões serão em torno de saneamento e saúde. A água no contexto do desenvolvimento sustentável estará em pauta na sala sobre desenvolvimento. No tema urbano, a gestão integrada da água e dos resíduos urbanos conduzirá os debates. Na sala sobre ecossistemas, os fios condutores serão a qualidade da água e a subsistência e biodiversidade dos ecossistemas. Também haverá uma sala dedicada a discutir mecanismos de financiamento para o setor.

A plataforma Sua Voz estará disponível em português e inglês no site http://www.worldwaterforum8.org/ e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo. O objetivo é fazer do 8º Fórum Mundial da Água um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.

Tradicionalmente o Fórum conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta. Com a plataforma Sua Voz, o Comitê Diretivo Internacional do Fórum pretende trazer para o evento as contribuições de toda a sociedade, inclusive das vozes não ouvidas usualmente, já que a água está presente na vida de todos.

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos com os objetivos de aumentar a importância da água na agenda política dos governos e promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos. Será a primeira vez que o maior encontro mundial sobre água vai acontecer no hemisfério Sul.   

O 8° Fórum é realizado e organizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, Governo do Distrito Federal e Conselho Mundial da Água, com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

Acompanhe as novidades sobre o 8º Fórum Mundial da Água no Facebook (fb.me/WorldWaterForum8) e no Twitter (https://twitter.com/WaterForum8).

Fonte: ANA

ONU, governo haitiano e parceiros lançam plano de dois anos para Haiti

Em Jérémie, no Haiti, crianças brincam na Igreja Cristã Nan Lindy. Local abrigou centenas
de pessoas que ficaram sem casa após a passagem do furacão Matthew pelo país caribenho.
País está na lista das 48 nações menos desenvolvidas do mundo. Foto: UNICEF 

21/02/2017

A ONU, o governo do Haiti e parceiros humanitários lançaram na semana passada (7) um plano de dois anos no valor de 291 milhões dólares para alcançar mais de 2,4 milhões de pessoas em necessidade de assistência humanitária e de proteção em todo o país.

“Com mais de 98% dos haitianos expostos a dois ou mais tipos de desastres e mais da metade da sua população vivendo na pobreza, o furacão Matthew demonstrou mais uma vez a capacidade enfraquecida do Haiti de lidar, recuperar e se adaptar aos choques de desastres naturais”, observou o coordenador residente e coordenador humanitário no Haiti, Mourad Wahba.

As intervenções humanitárias vão focar na melhoria do acesso a serviços essenciais para as pessoas afetadas pelo furacão Matthew, pelo cólera e outras doenças, e na ampliação da proteção aos mais vulneráveis.

Ao mesmo tempo, serão implementadas ações para aumentar a resiliência da população e o acesso a soluções duradouras, visando os deslocados do terremoto de 2010, do furacão do ano passado e os repatriados ou voluntariamente retornados da República Dominicana.

Fonte: CEERT

ONU pede ação internacional no Dia Mundial para Justiça Social

Segundo especialistas da ONU, "todo o ser humano tem o direito a um padrão 
de vida que assegure serviços de saúde adequados e bem-estar", o que inclui 
acesso à comida, roupas, moradia e serviços sociais. Foto: Ocha/Ivo Brandau

20/02/2017

Especialistas das Nações Unidas querem que países garantam dignidade humana para todos os que necessitem; eles afirmaram que nova políticas são necessárias para um futuro melhor e mais justo.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

Especialistas da ONU sobre direitos humanos pediram ação internacional para marcar o Dia Mundial para Justiça Social, esta segunda-feira, 20 de fevereiro.

Em comunicado conjunto, Alfred Zayas, especialista em Promoção da Democracia, e Idriss Jazairy, relatora especial sobre o Impacto Negativo de Medidas Coercitivas Unilaterais, disseram que "as ações adotadas agora pelos governos mundiais vão ajudar a criar sociedades mais justas".

Paz e Dignidade

Segundo eles, "todos os Estados-membros se comprometeram a avançar com as questões de paz e dignidade humana, como estabelecido pela Carta da ONU".

O documento diz que "esse compromisso" exige políticas mais flexíveis dos Estados para enfrentar os desafios econômicos e sociais do século 21. A solidariedade internacional deve garantir que todos os países se beneficiem da globalização e que ninguém fique para trás.

Segundo os especialistas da ONU, "todo o ser humano tem o direito a um padrão de vida que assegure serviços de saúde adequados e bem-estar". Isso inclui acesso à comida, roupas, moradia e serviços sociais.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, deixa claro que "todas as pessoas têm direito a uma ordem social na qual seus direitos e liberdades podem ser plenamente realizados".

Papel importante

Zayas e Jazairy afirmaram que não só a ONU, mas também todas as agências e membros do sistema das Nações Unidas têm um papel importante para alcançar justiça social para todos.

Eles explicam que o desenvolvimento social é a parte central das aspirações das pessoas em todo o mundo de viverem em sociedades mais pacíficas, justas e equitativas.

Essas sociedades devem garantir uma distribuição justa de renda, acesso a recursos, igualdade de oportunidades para todos os habitantes.

Realidade

O comunicado afirma que a promoção da justiça social "caminha lado a lado" com os avanços para conscientizar a população sobre os direitos humanos. Mas eles dizem que muito ainda precisa ser feito para que isso se torne realidade.

Os especialistas da ONU encerram o comunicado dizendo que para "alcançar a paz sustentável no mundo, todos devem trabalhar juntos pela justiça social na solidariedade internacional".

Citando a mensagem da Organização Internacional do Trabalho, OIT, Zayas e Jazairy disseram que "se você quer paz, cultive a justiça social".

Fonte: Rádio ONU

Esperanza, o navio da frota do Greenpeace

Vista aérea do Esperanza durante navegação pelo oceano Índico. (© Jiri Rezac/ Greenpeace)

10/01/2017

Construído na Polônia em 1984, o Esperanza fazia parte de um grupo de 14 navios de combate a incêndio encomendados pelo governo russo entre 1983 e 1987. Sofrendo com a falta de recursos para sua manutenção no fim dos anos 1980, ele passou por vários donos até se transformar em um navio de abastecimento na Noruega.

Com 72 metros de comprimento e uma velocidade máxima de 16 nós, o navio é ideal para missões que exijam rapidez de resposta ou uma permanência longa em campo – inclusive no gelo. Até 40 pessoas podem ficar a bordo, incluindo pesquisadores, ativistas e cientistas.

Assim que o adquiriu, o Greenpeace preocupou-se em aperfeiçoá-lo tecnologicamente. Foram meses de reforma para que ele respeitasse o ambiente o melhor possível, com mudanças como:

- eliminação do máximo possível de material feito de amianto e confinamento seguro do restante;
- adaptação do sistema de combustível para evitar derramamentos;
- instalação de propulsão eletrônica a diesel, mais eficiente;
- câmara de reciclagem de águas residuais, bombardeando apenas água limpa ao mar;
- sistema de aquecimento alimentado por resíduos produzidos no navio;
- purificadores de água de esgoto, quinze vezes mais eficazes do que exige a legislação internacional;
- pintura com tinta sem TBT, substância de elevada toxicidade;
- refrigeração e ar-condicionado à base de amônia em vez dos gases CFC, que reduzem a camada de ozônio e são tóxicos;
- sistema de propulsão mais eficiente para reduzir as emissões de CO2.

Além disso, foram instalados equipamentos operacionais padrão para o Greenpeace, como um heliporto e guindastes especiais para o lançamento de barcos infláveis.

História

A primeira atividade do Esperanza aconteceu em 2002, para a campanha global “Save or delete”, que denunciava a destruição das florestas tropicais. O navio tem uma conexão especial com a campanha de Oceanos da organização. Em 2005, ele participou de ações contra a técnica de pesca de arrasto, que destrói a biodiversidade, e pela promoção de reservas marinhas.

No fim de 2007, o Esperanza conduziu uma expedição rumo ao Santuário de Baleias da Antártida. Com uma tripulação internacional, inclusive a coordenadora da campanha de Oceanos no Brasil, a expedição tinha por objetivo o fim da caça de baleias pelo Japão, expondo a possibilidade de fazer pesquisa científica sem matá-las. O Japão se utiliza do argumento científico para justificar a caça anual de baleias na região. O Greenpeace já comprovou que o destino dessas baleias é o prato e não as lâminas de microscópio.

Informações técnicas do Esperanza

Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Nome formal: Echo Fighter
Ano de comissionamento: 2000
Número de camas: 33
Barcos infláveis: 6
Heliporto: sim
Tipo do navio: expedição e pesquisa
Identificação: PD 6464
Construção: 1984 Poland Gdansk
Tonelagem bruta: 2.076 toneladas
Comprimento: 72,3 metros
Largura: 14,3 metros
Arrasto: 4,7 metros
Velocidade máxima: 14 nós
Motor principal: 5.876 BHP, 2*2.938 BHP Sulzer V12

Fonte: Greenpeace

FÓRUM SOCIAL EM PORTO ALEGRE

















Nota: Adesivos do Natureza e Paz nas barracas do Sr Divino, no Parque Farroupilha (Redenção).
Fotos: Carlos Nascimento

Marcha da Resistência abre atividades de Fórum Social em Porto Alegre

Manifestantes caminharam pelo Centro da Capital segurando faixas e entoando cantos
PEDRO BRAGA/JC

18/01/2017

"Povos e movimentos em resistência", dizia uma das faixas seguradas pelos participantes da marcha que abriu nesta terça-feira o Fórum Social Temático de 2017, resumindo o tema deste ano do evento - resistência diante principalmente das reformas previdenciária e trabalhista almejadas pelo presidente Michel Temer (PMDB). Na ocasião, ativistas de movimentos feministas, indígenas, igualdade racial, centrais sindicais e estudantes partiram do largo Glênio Peres até o largo Zumbi dos Palmares. 

Os manifestantes caminharam - entoando cantos e segurando cartazes - pela avenida Borges de Medeiros, atrás de uma bateria de escola de samba e um carro de som no qual lideranças de várias organizações se revezavam fazendo discursos.  

Um grupo de sindicalistas - ligados principalmente à Central Única de Trabalhadores (CUT) e à Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) - segurava uma faixa com o seguinte dizer: "Resistência contra as mudanças na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)".

O presidente gaúcho da CUT, Claudir Nespolo, disse que o fórum de 2017 é "o momento de lutar contra os ataques do governo Temer e sua base no Congresso Nacional aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários".

"Neste ano, o evento tem um papel especial, porque, nos momentos de crise, como o que estamos vivendo, o pensamento conservador ganha força. Então, é uma oportunidade para reorganizar a esquerda, aprofundar os laços de solidariedade entre as organizações e fortalecer as ações. O fórum impulsiona as forças progressistas", avaliou Nespolo.

Um grupo de indígenas segurava uma faixa que dizia: "Índio é terra. Não dá para separar. Queremos demarcação já". Uma das pessoas que segurava essa faixa era o índio caigangue da reserva indígena Borboleta, João Carlos Padilha. Ele reivindicou a demarcação de terras indígenas. "Nossa principal causa continua sendo a demarcação, pois o conflito pela terra é uma das causas que mais mata no Brasil", comentou Padilha.

Também havia ativistas de outros movimentos, como o representante do Fórum Paranaense de Religiões de Matrizes Africanas, Márcio Marins de Jogum. "Depois do golpe contra a presidente Dilma Rousseff, percebemos que tem ocorrido um desmantelamento de secretarias que desempenhavam um papel muito importante para a população negra e as comunidades tradicionais de matrizes africanas. O fórum é um momento de avaliar a conjuntura nacional e ver como podemos garantir os direitos da população", analisou o ativista.

Fórum Social Mundial de 2018 pode voltar a acontecer na capital gaúcha

O presidente gaúcho da Central Única de Trabalhadores (CUT), Claudir Nespolo, disse ontem que o conselho internacional do Fórum Social Mundial vai discutir, nesta semana, sobre a possibilidade de a próxima edição internacional do evento - em 2018 - voltar a Porto Alegre, cidade onde surgiu e ganhou dimensão internacional. 

Segundo Nespolo, é o momento de trazer o fórum de volta para a Capital, por conta do enfraquecimento da esquerda no Brasil - principalmente depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) - e por causa das reformas previdenciária e trabalhista proposta pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). "Sediar o fórum impulsiona as forças progressistas locais", comentou o presidente da CUT.

O sindicalista falou ainda que deve haver uma disputa com o Equador para sediar o evento. "Os governos equatorianos têm implementado sucessivamente políticas bastante progressistas no país, que têm dado certo. Por isso, eles querem realizar a edição mundial do Fórum lá, para dar visibilidade às suas políticas sociais. Mas também existe o entendimento, bem forte, de que deve haver uma edição em Porto Alegre, o que pode ser já em 2018", concluiu. 

Adesivos anti-poluição serão obrigatórios para veículos em Paris

(Arquivo) Foto tirada em 2 de junho de 2015 mostra os adesivos Crit'Air, 
emitidos pelo Ministério francês para Ecologia, Desenvolvimento Sustentável e Energia, para classificar os veículos de acordo com a sua emissão de poluentes - AFP/Arquivos

16/01/2017

Os veículos que circularem em Paris deverão exibir, a partir desta segunda-feira, um adesivo anti-poluição, uma medida que se soma ao arsenal que algumas capitais europeias estão adotando contra as emissões de partículas nocivas.

Todos os veículos, inclusive os de duas rodas ou os com placa estrangeira, deverão ter o selo, que indicará seu nível de emissões (óxidos de nitrogênio, partículas) – do verde para os mais “limpos” ao cinza para os mais poluentes.

O dispositivo busca proibir a circulação dos veículos mais poluentes durante picos de poluição, que se multiplicaram nos últimos meses em Paris.

A capital francesa “melhora a qualidade do ar ao reduzir as emissões de partículas provenientes do tráfego automóvel”, disse em comunicado a cidade cuja prefeita socialista, Anne Hidalgo, fez da luta contra a poluição do ar uma prioridade.

A prefeitura quer reduzir à metade o número de automóveis na capital francesa, onde 600.000 veículos circulam diariamente, e proibir o diesel até 2020.

Em setembro de 2015, Paris proibiu a circulação de caminhões, ônibus e carros anteriores a 2001. Desde então, outras cidades francesas seguiram seus passos.

Desde meados do ano passado, algumas categorias de veículos particulares também deixaram de poder circular durante a semana, como os que têm mais de 20 anos.

Durante os episódios de poluição, o sistema de rodízio aplicado até agora – que autoriza só os veículos com placas par ou ímpar a circularem durante determinados dias -, será substituído pelo de circulação diferenciada.

“Os veículos menos poluentes poderão continuar circulando, enquanto que os outros deverão ficar na garagem”, afirma Christophe Najdovski, vice-secretário de Transportes de Paris.

Para os veículos particulares, haverá seis categorias de adesivos: verde para “zero emissões” (veículos elétricos ou à hidrogênio), e outras cores que representam os níveis de poluição de 1 a 5, como violeta (1) para veículos à gasolina ou cinza (5) para os à diesel.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 2,5 milhões de selos já foram encomendados. As autoridades aplicarão certa permissividade durante alguns meses, durante os quais os controles serão “pedagógicos”. Após esse período, serão impostas multas de entre 68 e 135 euros, segundo as categorias dos veículos.

Fonte: ISTO É

Congresso sobre defensivos agrícolas naturais realizado na Embrapa dá origem a livro

Foto: Divulgação

16/01/2017

A Embrapa publicou recentemente o livro Defensivos Agrícolas Naturais: uso e perspectivas – que nasceu da necessidade de se enquadrar as informações contidas nas discussões científicas e palestras proferidas durante o V Congresso Brasileiro de Defensivos Agrícolas Naturais, realizado na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), no qual foi discutido o papel dos defensivos naturais na agricultura do século XXI.

Trata, em seus capítulos iniciais, sobre temas ligados ao acesso ao patrimônio genético natural, legislação para o desenvolvimento e uso de defensivos naturais, testes laboratoriais e qualidade de análises exigidas para o registro destes produtos. Analisa questões referentes ao potencial de desenvolvimento de defensivos naturais derivados de plantas, incluindo questões concernentes à biodiversidade, tecnologia de obtenção, pesquisa e uso de defensivos agrícolas naturais.

Apresenta, sob a ótica epidemiológica do controle biológico de pragas, doenças e plantas daninhas e as visões do produtor e da indústria, o processo de transição para um modelo agrícola de base biológica em diferentes escalas, ou seja, grandes culturas, cultivo intensivo e outros.

Conforme explicou Isabel Penteado, chefe adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, o livro conta com mais de 70 autores, em 24 capítulos, onde reúne uma grande e importante quantidade de informações. "Discute desde aspectos regulatórios e modelagem, até os temas mais diretamente ligados à produção e uso de defensivos naturais, o que certamente será de grande utilidade aos interessados no tema," disse Isabel.

Já Yelitza Colmenarez, representante Regional do Centro Internacional para Agricultura e Biociência – CABI para América Latina e Caribe (em sua sigla em inglês), que também assina um dos capítulos do livro, salienta que a edição fornece informações atuais, apresentando pesquisas e experiências na utilização dos métodos naturais de controle, com comprovada eficiência, na procura de aumentar a sua utilização e de práticas mais sustentáveis na produção agrícola.

Ainda segundo Yelitza, "apesar da crescente importância que métodos sustentáveis de controle de pragas vêm ganhando nos últimos tempos, devido principalmente aos efeitos negativos causados pelo uso excessivo e incorreto de agrotóxicos, é difícil encontrar num único livro, recopilação sobre defensivos agrícolas naturais da forma em que se apresenta nesta obra, passando pelo uso dos botânicos, parasitoides, predadores e entomopatógenos, discutindo de forma crítica o potencial e desafios para o uso, produção e comercialização dos mesmos,"  explica ela.

Os editores técnicos, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, apontaram a atualidade da temática da obra pela capacidade de contribuir para o avanço e consolidação do tema no País, e pelo alto grau de relevância, tanto para pesquisadores e indústrias de insumos, quanto para técnicos e produtores que perseguem uma agricultura baseada em sustentabilidade.

Nesse contexto, o bibliotecário da Embrapa Meio Ambiente Victor Paulo Simão ressalta que a oferta da obra à sociedade certamente trará o benefício da informação a pesquisadores, estudantes, agrônomos, técnicos agrícolas e agricultores, ou seja, todos aqueles atores com algum grau de interesse na produção segura e sustentável de alimentos e outros produtos vegetais.

Defensivos naturais

Os defensivos agrícolas naturais são os produtos originários de partes de, ou compostos extraídos de plantas, microrganismos, animais e minerais. São sistemas em franca expansão que buscam obter vantagens das interações de ocorrência natural, dando ênfase ao manejo das relações biológicas e processos naturais. Estão em contraste ao modelo usual, que usa defensivos químicos para realizar o controle de pragas.

Ao dar ênfase ao manejo das relações biológicas e processos naturais, estão em plena consonância com as expectativas dos consumidores que buscam produtos mais saudáveis. Por essa razão, defensivos naturais experimentam um crescimento no Brasil e no mundo, principalmente nas pequenas e médias propriedades agrícolas e na agricultura familiar, mas também já é utilizado em grandes propriedades agrícolas.

Dessa forma, o mercado de defensivos naturais, principalmente capitaneado pelo controle biológico, está crescendo cerca de 16% ao ano no mundo.

No Brasil esse segmento do agronegócio já representa de 3 a 5% das vendas dos pesticidas químicos e há espaço para continuar crescendo. Esse movimento tem colocado os defensivos agrícolas naturais em discussão, como opção viável para a produção saudável de alimentos.

O livro lançado pela Embrapa busca reunir o resultado desses debates no âmbito da pesquisa e pode ser baixado gratuitamente por meio do endereço:

https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1059897/defensivos-agricolas-naturais-uso-e-perspectivas

Fonte: Embrapa
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...