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Em parceria com OMS, Haiti vacina 729 mil pessoas contra cólera

Foto: Minustah/Logan Abassi

29/11/2016

Imunização ocorreu nos departamentos em Sud e Grand Anse, que foram arrasados pelo furacão Matthew, no início de outubro; Ministério da Saúde haitiano diz que campanha atingiu mais de 90% da população.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

O governo do Haiti e a Organização Pan-Americana da Saúde informaram ter concluído uma campanha de vacinação contra o cólera que imunizou 729 mil pessoas no país.

As áreas da vacinação foram os departamentos de Sud e Grand Anse, afetados fortemente pela passagem do furacão Matthew no início de outubro.

Sistema de água

A iniciativa, lançada em 8 de novembro, contou com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS, e outros parceiros. Ao todo foram alcançadas 16 localidades, onde há mais registros de casos de cólera devido aos danos causados aos sistemas de água e saneamento básico.

Dados do Ministério da Saúde haitiano indicam que  90% das pessoas em Sud foram vacinadas e em Grand Anse 94%.

Em algumas áreas, as equipes enfrentaram dificuldades porque várias ruas foram interditadas após a passagem do furacão. Autoridades haitianas estão fazendo um levantamento sobre o número de pessoas que não foram vacinadas.

Suspeitas

A campanha levou 1 milhão de doses orais da vacina fornecida pela Gavi e a Força-Tarefa para o Controle do Cólera.

Dentre os parceiros que apoiaram o Ministério da Saúde na campanha estão Unicef, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, e a organização CDC.

Desde a passagem do furacão Matthew, em 4 de outubro, mais de 5,8 mil suspeitas de cólera foram notificadas ao Ministério da Saúde.

A população que ainda precisa de ajuda é de 1,4 milhão de pessoas.

Mais de 175 mil haitianos estão vivendo em abrigos improvisados desde então.

Fonte: Rádio ONU

Ambev se une ao Green Nation em busca de sustentabilidade

29/11/2016

Em sua terceira edição, festival discutiu temas e comportamentos ligados ao dia a dia da sociedade 

O sonho da Ambev é ser a melhor empresa de bebidas, unindo as pessoas por um mundo melhor. Pensando nisso, a companhia apresentou o Green Nation um festival que propõe um diferente olhar sobre a sustentabilidade e une cultura, arte, entretenimento e esporte de forma interativa, com o objetivo de construir uma sociedade nova, de verdade, tanto em palavras, ações e pessoas, especialmente quanto ao meio ambiente.

Desde a quinta-feira, 24, até o domingo, 27, o Green Nation, aconteceu na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. A entrada era gratuita o que atraiu grande público nos quatro dias do festival. A Ambev aproveitou a oportunidade para mostrar ao público presente no festival o seu compromisso com o meio ambiente e promover atitudes conscientes e sustentáveis entre os participantes. Por meio de atrações como o Mundo das Águas, os visitantes puderam ampliar seus conhecimentos sobre o tema e refletir sobre seus hábitos e os possíveis impactos na disponibilidade de água, aquecimento global e até na vida marinha.

A professora Márcia Marques pula para encher de água 
uma árvore e realizar o plantio de uma espécie ás margens 
do Rio Guandu
Na estação “Caminhos da Reciclagem”, as pessoas acompanharam a trajetória de  cada garrafa usada descartada corretamente e reciclada. E, logo depois, uma outra história sendo reescrita, conhecendo todo o processo de reciclagem que transforma uma garrafa de Guaraná Antarctica em outra nova. “Eu tinha um entendimento mais teórico sobre o processo de reciclagem por ser professora, mas a partir do momento que você tem a oportunidade de ver um equipamento desses, que mostra os caminhos da reciclagem, fica mais fácil de entender e pensar em participar dessa atividade. Isso faz com que eu pense mais em separar meu lixo e saber o quanto posso reutilizar as embalagens e agredir menos o meio ambiente”, contou a professora Marcela Pereira.

Simone Veltri, gerente de relações socioambientais da Ambev, contou que o compromisso vai além da reciclagem. “Tudo tem início no apoio às organizações de catadores e vai até o desenvolvimento de embalagens sustentáveis, tais como a garrafa PET 100% do Guaraná Antarctica e as garrafas de vidro retornáveis que são, ainda, produzidas com 60% de caco reciclado”, revela.

Não foi difícil para os participantes perceberem, descobrirem ou reconhecerem a presença da Ambev em diversos pontos do Green Nation. O Rio Guandu, principal fonte de abastecimento de água do Rio de Janeiro e que faz parte do programa Bacias, da Ambev, foi levado mais próximo ao público. Uma nave sobrevoava suas águas e mostrava o caminho que a água faz até chegar nas torneiras da residência da população. O voo também passou por áreas degradadas, assoreadas e reflorestadas e mostrou a importância da conservação das matas e florestas nas margens do rio para a qualidade e quantidade de água. “Eu ouvia falar do Rio Guandu, mas nunca tinha visto nenhuma imagem dele”, revela a médica Fabiana Machado, que complementa: “Depois de fazer esse sobrevoo, a gente amplia nossos horizontes, faz pensar na responsabilidade que cada um tem, de cuidar da qualidade da água, de não desperdiçar. E saí mais certa que cada um pode fazer sua parte para preservar”.

Outra atração do Green Nation abordou o consumo inteligente de bebidas alcoólicas, um assunto relacionado aos principais produtos produzidos pela Ambev. A ideia era conhecer mais sobre o que é o consumo moderado e o que é  o consumo nocivo de álcool, entendendo o papel de decisões conscientes e compreendendo a importância de beber sem exageros. “A sensação desse simulador é muito real. A projeção da realidade virtual é incrível. Você fica tonto realmente e perde a noção. Não pode dirigir e beber. Não pode ingerir álcool em excesso. Você se expõe a situações perigosas e não sabe o que pode acontecer. É uma atração bacana para quem acabou de fazer 18 anos para perceber que consumir em demasia pode ser prejudicial”, recomendou a produtora cultural Amanda Duarte. “Até pensei em ir de novo, mas fiquei tonta da primeira vez e desisti”, riu.

Ainda sob a batuta da companhia, na atração “Plante água”, os participantes eram convidados a se movimentar para apadrinhar uma árvore que será  plantada em áreas degradadas nas margens do Rio Guandu, através do Projeto Bacias, capitaneado pela Ambev. “Fiquei sabendo agora que o Rio Guandu é que abastece nossa cidade. É muito importante fazer parte desse projeto de preservação. Estou super animada por ser a responsável plantação de uma árvore às margens do Guandu”, diverte-se a professora Marcia Marques, enquanto pula no tablado e enche de água a imagem de uma árvore projetada em uma tela.

Para a gerente de gerente de relações socioambientais da Ambev, Simone Veltri, o Green Nation é essencial para todos os cidadãos. “Nossa presença como principal patrocinador de um evento como esse vem reforçar nossa preocupação com o tema e, também, com a importância do envolvimento de toda a sociedade neste processo” complementou Vetri.

Depois de separar o lixo em uma outra atração do Green Nation, a pequena Manuela Barreto, de 7 anos, deu o recado que ecoou na cabeça de todos os que passaram por ali: “Eu já coloco todo o lixo no lugar certo. E acho que todas as pessoas têm de cuidar da natureza”.



Francisco convida cientistas a se aliarem na defesa do meio ambiente

Papa destaca papel essencial dos cientistas no cuidado com o meio ambiente - AP

29/11/2016

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã de segunda-feira (28/11), os membros da Pontifícia Academia das Ciências que participam de sua Plenária sobre o tema da sustentabilidade.

Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que nunca como agora é evidente a missão da ciência a serviço de um novo equilíbrio ecológico global. De modo especial, ressaltou a renovada aliança entre a comunidade científica e a comunidade cristã para proteger a casa comum, “ameaçada pelo colapso ecológico e pelo consequente aumento da pobreza e da exclusão social”.

Citando a Encíclica Laudato si’, o Papa falou da necessidade de uma “conversão ecológica”, que requer, de um lado, a plena assunção da responsabilidade humana para a com a criação e os seus recursos e, de outro, a busca da justiça social e a superação de um sistema injusto que produz miséria, desigualdade e exclusão.

Novo modelo

Para Francisco, cabe antes de tudo aos cientistas – livres de interesses políticos, econômicos e ideológicos – construir um modelo cultural para enfrentar a crise das mudanças climáticas e de suas consequências. Do mesmo que foi capaz de estudar e demonstrar a crise do planeta, hoje a categoria é chamada a construir uma liderança que indique soluções nos campos hídrico, das energias renováveis e da segurança alimentar.

Os cientistas, acrescentou, podem colaborar num sistema normativo que inclua limites invioláveis e garanta a proteção dos ecossistemas, antes que as novas formas de poder produzam danos irreversíveis não somente ao meio ambiente, mas também à convivência, à democracia, à justiça e à liberdade.

O Pontífice criticou a submissão da política à tecnologia e à finança, que buscam o lucro acima de tudo. Esta submissão é demonstrada pelo atraso na aplicação dos acordos mundiais sobre o meio ambiente, além das contínuas guerras de predomínio disfarçadas de nobres reivindicações, que causam sempre mais prejuízos à natureza e à riqueza moral e cultural dos povos.
Não obstante isso, exortou o Papa, “não percamos a esperança e vamos aproveitar o tempo que o Senhor nos dá”, pois existem inúmeros sinais encorajadores de uma humanidade que quer reagir, escolher o bem comum e regenerar-se com responsabilidade e solidariedade.

Plenária

“Ciência Sustentabilidade. Impacto dos conhecimentos científicos e da tecnologia sobre a sociedade humana e sobre o meio ambiente” é o tema da Plenária deste ano da Academia.

Desde o dia 25, os membros são convidados a refletir sobre como os avanços científicos já alcançados ou ainda a serem descobertos podem impactar de maneira positiva ou negativa  no desenvolvimento sustentável das sociedades e em seu meio ambiente.
Universidade de São Paulo

O único brasileiro membro da Pontifícia Academia é o Professor da Universidade de São Paulo (USP), Vanderlei Bagnato. Em sua palestra, em 29 de novembro, Dr. Bagnato desenvolverá o tema “Novas formas fotônicas para controlar infecções locais em crianças - Evitando a catástrofe antibiótica”.



Brasil reconhece que combate ao desmatamento da Amazônia está estagnado

Floresta queimada na Amazônia (Foto: Erika Berenguer)

20/11/2016 

Durante Conferência do Clima em Marrakesh, o governo diz que as taxas de desmatamento pararam de cair – e promete monitoramento no Cerrado

Durante os últimos anos, o mote do governo brasileiro em reuniões internacionais sobre meio ambiente era mostrar como o Brasil conseguiu, com sucesso, reduzir drasticamente o desmatamento. Com razão. Em dez anos, o país reduziu em 78% o desmatamento na Amazônia. Só que, recentemente, esse progresso ficou estagnado. Pior, os dados de 2015 mostram aumento no desmate.

Em evento durante a Conferência do Clima da ONU em Marrakesh, no Marrocos, o governo brasileiro reconheceu que as taxas de desmatamento pararam de cair. O secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero, disse que estamos há quatro anos sem redução na derrubada de árvores na Amazônia.

"Estamos engajados no combate contínuo ao desmatamento da Amazônia, que, nos últimos quatro anos, parece ter chegado a uma planície. Não está mais caindo, como esperávamos. Nós precisamos então olhar para isso e fortalecer as medidas de comando e controle e, ao mesmo tempo, criar alternativas econômicas viáveis e sustentáveis para os 25 milhões de pessoas que vivem na região."

O secretário também disse que o governo deve lançar em breve um programa para o monitoramento do Cerrado. "Estamos comprometidos em reduzir o desmatamento também nos demais biomas brasileiros. Vamos em breve começar um sistema de monitoramento no Cerrado", disse. O Cerrado tem hoje taxas de desmate tão altas quanto os da Amazônia, e é também menos protegido pela legislação.

Lucero disse que o Brasil ampliará os esforços no combate ao desmatamento ilegal e fará programas de compensação para repor áreas desmatadas dentro da lei. Além disso, ressaltou que o Brasil se comprometeu, no Acordo de Paris, a restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2020. O secretário não mencionou as críticas feitas pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que também está em Marrakesh. Maggi tem dito à imprensa que o setor agropecuário não pode se comprometer com a restauração florestal por conta do custo, que ele julga muito alto.

Apesar dos sinais de esgotamento da política atual para a Amazônia, os esforços do Brasil foram reconhecidos por ministros de vários países, como o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen. "O que é uma implementação bem-sucedida de política florestal? A resposta mais simples é: o que o Brasil fez", disse. Segundo ele, as medidas de monitoramento e combate ao desmatamento permitiram reduzir "massivamente" o desmate no Brasil na última década, ao mesmo tempo que melhorou a vida da população local. Helgesen defendeu que outros países incluam políticas para as florestas em seus compromissos firmados no Acordo de Paris.

* O repórter viajou a convite da Earth Journalism Network

Fonte: Época


Presidente do Haiti alerta para emergência alimentar no país

O Furacão Matthew provocou a morte de 546 pessoas no Haiti e grande destruição - AP

15/11/2016

Roma (RV) – A comunidade internacional não está cumprindo o seu compromisso em favor da reconstrução do Haiti. A denúncia é do Presidente interino, Jocelerme Privert, que em uma entrevista à BBC, falou das perdas devastadoras provocadas pelo Furacão Matthew.

Os danos provocados pela passagem do furacão, em 4 de outubro, correspondem ao PIB do Haiti. O Presidente falou à BBC nos dias passados, denunciando uma crise alimentar sem precedentes e o aumento da taxa de desnutrição. Ele fez um premente apelo para uma rápida intervenção da comunidade internacional, pois aquilo que foi feito até agora “não é o suficiente”.

O furacão,  elevado à Categoria 4, devastou grande parte do Haiti, atingindo mais de dois milhões de pessoas. O governo estima que 1,5 milhões de haitianos têm necessidade de assistência imediata, entre eles, os mais de 140 mil que vivem em abrigos temporários.

Sem um aporte econômico imediato que apoie a retomada da agricultura – explica ainda Privert – a situação somente irá piorar. O risco é que em três ou quatro meses nos encontraremos em uma grave crise alimentar.

Assiste-se a uma propagação da fome, denunciam também as organizações não governamentais que trabalham no país. O Haiti, antes da devastação provocada pelo furacão, já enfrentava três anos de seca, ou seja, já era marcado por altos níveis de desnutrição.

Federico Palmas,  responsável por uma das ONGs que atua no país (GVC Itália), falou aos microfones da Rádio Vaticano:

“Infelizmente, este tufão chegou com uma pontualidade terrível em relação ao calendário agrícola: dizimou praticamente toda a segunda colheita anual, de uma população que vive principalmente da agricultura de subsistência, sobretudo naquelas áreas. Penso que nos Departamentos de Grand-Anse, do Sul, e de Nippes - que são as três mais atingidas pelos ventos de mais de 100 km horários – o furacão tenha destruído até 80% das colheitas. Isto leva a uma situação em que 1 milhão e meio de pessoas estão em situação de fome neste momento. E estarão assim nos próximos meses, porque além do impacto imediato, danificou também aquilo que deveria ser colhido, destinado ao suprimento das necessidades alimentares para toda a seguinte estação seca”.

RV: Falando em termos econômicos, de quanto teria necessidade atualmente o Haiti para reconstruir aquilo que o Matthew destruiu?

“Para reconstruir tudo aquilo que o Matthew destruiu, provavelmente será necessário mais, no entanto, as estimativas para as operações de life-saving para os próximos três meses, fala-se de 120 milhões de dólares. Destes, cerca de 70 são necessários para resolver o problema alimentar, da segurança alimentar e da nutrição em geral. Claramente, a segunda emergência é aquela relativa à disponibilidade de água para o consumo humano e para conter os possíveis focos do cólera, assim como de toda uma série de outras doenças ligadas à contaminação da água”.


Trump arquiteta plano para tirar Estados Unidos do Acordo de Paris

15/11/2016

Myron Ebell é um nome que os ambientalistas que estavam em Paris no ano passado para a Conferência das Partes que conseguiu o Acordo Climático histórico, não  esquecem. Ele dirige a política ambiental do Competitive Enterprise Institute, uma organização em parte financiada pela indústria do carvão, e teve sua foto estampada em postes da capital francesa, apontado como um dos ‘sete crimtnosos contra o clima”. Pois foi justamente essa figura que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu para ser uma espécie de liderança em seu governo para lidar com a questão das mudanças climáticas.

Em seguida ao anúncio, a agência Reuters publicou uma reportagem na qual uma fonte diz, sob anonimato, que Donald Trump deu à sua equipe de governo a tarefa de procurar retirar, o mais cedo possível, a assinatura dos Estados Unidos do Acordo Climático incômodo, já que vai contra todas as suas convicções.  A equipe vai ter trabalho para fazer isso porque, segundo um editorial do jornal “La Vanguardia”  espanhol,  Barack Obama fez constar salvaguardas no Acordo, como a impossibilidade de qualquer dirigente do país renunciar ao compromisso adquirido antes de três anos a partir da data em que foi ratificado. Estados Unidos e China, os dois maiores poluidores,  fizeram o anúncio do compromisso oficial assumido no dia 3 de setembro .

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, o novo presidente da nação mais poderosa achou imprudente ratificar o Acordo pouco antes das eleições, sabendo que ele tem uma posição contrária.  Para Trump, o aquecimento global é uma fraude que foi inventada pela China para assumir o poder econômico mundial enquanto os Estados Unidos estancariam seu desenvolvimentismo em nome da limpeza do ar e das águas. A alternativa para o imbróglio será uma ordem presidencial que simplesmente exclua a assinatura dos Estados Unidos do Acordo.

Não custa lembrar que o Protocolo de Kyoto, um tratado assumido em 1997 para forçar os países industrializados a baixarem suas emissões de gases poluentes, não foi ratificado pelos Estados Unidos. E que em 2009, quando a Conferência do Clima realizada em Copenhague tinha tudo para conseguir, já ali, o acordo que só foi assumido seis anos depois, o presidente Barack Obama lançou um banho de água fria sobre as expectativas de todos, pois não conseguira o apoio no Congresso para lançar as bases de um acordo para baixar emissões e consumo de combustíveis fósseis. Logo, é muito provável que a decisão de Trump seja aplaudida por grande parte dos norte-americanos que não querem abandonar um padrão de vida baseado no consumo excessivo.

Não há menção direta sobre a reportagem da Reuters no site oficial da Conferência do Clima que está acontecendo no Marrocos até o dia 18 de novembro.  A atual responsável pelo Acordo Climático na ONU, Patricia Espinosa, se recusou a comentar a reportagem. Em entrevista coletiva, limitou-se a dizer que já há credibilidade suficiente no tratado ratificado até agora por 106 países.

Assim como há também maiores evidências de que, de fato, o aquecimento global está atingindo diretamente 82% da vida na Terra, segundo estudo publicado pela revista “Science” .  A Conferência do Clima que está acontecendo tentará definir, justamente, as normas de execução do Acordo de Paris e estabelecer um plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano aos países em desenvolvimento para apoiar a ação climática. É esta a maior questão, já que os impactos causados pelas mudanças climáticas, queiram ou não, serão sempre mais sentidos pelos países mais pobres.

Um estudo lançado sexta-feira (11) pelo Greenpeace Brasil, justamente para aproveitar o momento em que o tema está à tona por causa da COP-22, reforça esta convicção. Depois de analisarem dados de 46 relatórios, pesquisadores da ONG concluíram que “o combate às mudanças climáticas é, antes de tudo, uma questão de justiça social e a inação ou adoção de medidas insuficientes só farão aumentar ainda mais a terrível desigualdade que já assola o país”.

“Até 2099, a maior parte do território brasileiro estará sob estresse muito forte ou extremo em função do calor, caso haja um aumento médio da temperatura global de, no mínimo, 4 o C49.  Os impactos da elevação das temperaturas serão diversos para os brasileiros. Vários níveis de estresse por calor podem ocorrer devido a exposição a tempe - raturas acima de 38 oC, e as con - sequências podem envolver desde náuseas, dor de cabeça, vertigens, fraqueza, sede e tontura, até casos mais graves, como os de insolação e ataques cardíacos. Se a temperatura da Terra aumentar entre 2 e 5,4 graus até o fim do século, a Região Norte do Brasil sofrerá uma redução entre 242 mil e 15 milhões de hectares aptos e disponíveis para agricultura já em 2030.  A Região Nordeste, com exceção do Maranhão, teria em média poucos meses de chuva ao ano e baixa pluviosidade nos meses com mais chuva até 2040, o que significaria períodos mais secos com valores elevados de temperatura, valores baixos de umidade do ar e alta demanda hídrica. A Região Sudeste poderia sofrer leve redução de 349 mil hectares em sua área agricultável em 2030 e a Região Sul pode sofrer redução entre 4,9 milhões e 2,6 milhões de hectares aptos e disponíveis para agricultura em 2030”, diz o estudo.

O artigo escrito pelos ativistas ambientais Nicolas Haeringer e Tadzio Muller para o blog “New Internationalist” dá o tom do que virá daqui para a frente no campo de guerra entre os céticos e os não céticos do aquecimento global. É preciso, segundo eles, uma união cada vez mais fortalecida da sociedade civil no sentido de travar empreendimentos que precisem do uso abusivo de combustíveis fósseis. Exemplo desse tipo de tática, na prática, é o das 3.5 mil pessoas que conseguiram  fechar a mina de carvão a céu aberto Welzow-Süd e a usina Schwarze Pumpe, décima maior emissora de gás poluente da Europa, ambas na Alemanha.

As manifestações bem-sucedidas (até agora, ao menos)  foram bonitas, não houve violência. Mas também deixaram bem claro a diferença abissal de propostas entre ativistas de países que já têm sua economia mais ou menos resolvida e a de outros que lutam ainda para acabar com a miséria do povo. É disso que se trata, inclusive lá na Conferência que está acontecendo no continente africano, onde uma seca severa causou recentemente a morte de pelo menos 30 mil crianças e afetou um total de 12 milhões de pessoas, sobretudo na Somália. Consequência direta de fenômenos associados com a mudança climática. A luta, nesses países, é outra. E, até agora, não há registros de que tenha tido batalhas bem-sucedidas.

Fonte: G1


Programa da Danone impacta mais de 800 catadores



15/11/2016

Criado de forma piloto na cidade mineira de Jacutinga, em 2011, o Programa Novo Ciclo, da Danone, vem consolidando sua expansão e multiplicando resultados que já mereceram reconhecimentos como a 1ª posição no “Convergences Awards 2015”, uma plataforma mundial que visa construir a convergência entre organizações não governamentais, o setor público e a iniciativa privada para promover os Objetivos do Milênio e reduzir a pobreza em países desenvolvidos e em desenvolvimento. O Cempre Informa Mais conversou com o gerente de Sustentabilidade da empresa, Mauro Homem, sobre as metas e conquistas do Programa. 

Quando e como teve início o Programa Novo Ciclo?

Elecomeçou provocado pelos debates da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Desde 2010, discutíamos a ideia de fazer uma ação no município de Jacutinga, no sul de Minas Gerais, onde temos uma fábrica de nossa Divisão de Águas e estávamos organizando uma cooperativa. Esse piloto nos ensinou como lidar com os catadores e entender melhor a coleta seletiva e a reciclagem. Daí, evoluímos para a construção de um business case a fim de conseguir recursos do Fundo Danone Ecosystem.

O que é o Fundo Danone Ecosystem?

A Danone atua com sustentabilidade em alguns fundos globais, dentre eles, o Danone Ecosystem que foi concebido em meio à crise de 2008/2009, com a intenção de desenvolver a cadeia de valor da companhia. Ela tem 5 pilares de atuação: Suprimentos (iniciativas com nossos fornecedores, de grandes empresas a pequenos agricultores e produtores), Distribuição Inclusiva (temos um projeto importante no Brasil dentro desse tema, o Kiteiras, com mulheres de baixa renda do Nordeste para a venda direta de nossos produtos, que está sendo trazido para São Paulo), Reciclagem (do qual faz parte hoje o Programa Novo Ciclo), Prestadores de Serviços Médicos (com ações para essa categoria, inclusive na formação e suporte a cuidadores de idosos), Territórios e Proteção de Bacias Hidrográficas (voltado principalmente à nossa Divisão de Águas).

O Fundo Danone Ecosystem é uma entidade autônoma que conta com mais de 100 milhões de euros para projetos que respondam mundialmente a esses cinco pilares, sob a responsabilidade de uma subsidiária local da Danone e uma instituição parceira que recebe os recursos, fazendo cogestão dos projetos com a operação local da empresa.

O que aconteceu com o Programa Novo Ciclo após a obtenção desses recursos?

O Programa ganhou fôlego e iniciamos nossa parceria com o Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (INSEA) e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). Chegamos, assim, a 35 cidades da região metropolitana de Belo Horizonte e do sul e sudoeste de Minas Gerais, atuando diretamente junto a 44 cooperativas e 827 catadores.

A iniciativa consiste basicamente no desenvolvimento da cadeia de reciclagem que tem início com um Termo de Compromisso, assinado com cada prefeitura. Esse primeiro passo é essencial. Só assim conseguimos a efetiva implantação da coleta seletiva e a conscientização da população para separação dos resíduos. Sem essa base, não podemos seguir adiante.

O segundo passo é estabelecer um comitê local, que chamamos de Fórum Gestor, para assegurar a continuidade do sistema, sem riscos decorrentes, por exemplo, de trocas de governo ou de mudanças na estratégia dos prestadores de serviço de coleta. Esse Fórum é formado por representantes da sociedade civil organizada, universidades e defensores da causa da reciclagem.

Como foi a escolha dos municípios?

Iniciamos por uma região na qual possuíamos duas fábricas, em Jacutinga e Poços de Caldas (hoje são três, pois inauguramos uma nova planta em Poços). Era uma área que nos interessava bastante e, ao mesmo tempo, sentíamos a possibilidade de influência junto ao poder público municipal para construir essa parceria como vetor de desenvolvimento da coleta seletiva.

Do sul de Minas, acabamos crescendo, pois queríamos fazer mais e obter maior escala. Agora, já temos uma nova fase do Programa aprovada que está nos levando para 59 municípios, com presença em 69 cooperativas. Abraçamos um pouco o estado de São Paulo, fazendo um grande cinturão de atuação no interior do estado, passando pelo Vale do Paraíba, até chegar à região metropolitana de Belo Horizonte. Essa expansão deverá estar concluída até 2018.

Queremos fazer cinturões com diferentes redes de cooperativas integradas. Formatamos uma rede no sul de Minas, já estamos trabalhando com o INSEA na região de Belo Horizonte e identificamos oportunidades no Vale do Paraíba e na região de Sorocaba. Se conseguirmos construir uma única rede com essas quatro iniciativas, vamos ter uma escala enorme que realmente vai fazer diferença.

O que Programa oferece às cooperativas?

Promovemos o empoderamento dessas organizações. Temos atividades com técnicos, catadores e mobilizadores que dão suporte direto às cooperativas. Esse suporte vai desde a criação ou formalização da cooperativa e a melhoria da logística do galpão, passando pela mobilização do poder público por um novo espaço, se necessário, e chega ao apoio para obtenção de recursos de fundos ligados ao governo como Funasa, Banco do Brasil e Cataforte para melhorias na infraestrutura e acesso a equipamentos e caminhões.

Outro aspecto é o suporte comercial e a união das cooperativas em redes. Dessa forma, elas conseguem escala para negociações mais favoráveis com recicladoras ou até mesmo diretamente com nossos fornecedores que têm interesse em receber suas embalagens para reinserção no processo produtivo. Esse é o caso, por exemplo, de nossa parceria com a Tetra Pak.

Quais os resultados conquistados até agora?

Chegamos hoje a 40% de reciclagem equivalente das embalagens de produtos Danone comercializados em todo o país. Ou seja, se pegarmos tudo o que colocamos no mercado e dividirmos pelo que coletamos com o Programa, obtemos 40% do volume total que é a meta indicada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Outro viés relevante é o impacto social, com o aumento da renda dos catadores. Saímos, em 2011, de uma média mensal de R$ 490,00 e estamos atualmente em R$ 1.136,00. Ou seja, cerca de 140%! Temos também ganhos de eficiência: operamos hoje com 107 quilos por catador/dia, o que ultrapassa - e muito! - nossas expectativas iniciais que eram em torno de 30 a 35 quilos diários.

Além disso, realizamos ações de saúde e nutrição que também são um diferencial da Danone, em função de nosso portfólio. Nossa missão é levar saúde ao maior número de pessoas possível.

Quais os investimentos feitos no Programa?

Até o momento, foram investidos mais de R$ 9 milhões, pela Danone Brasil, o Fundo Danone Ecosystem e os parceiros do projeto representados pelo INSEA.

Qual o maior desafio desse trabalho?

O maior desafio foi integrar essa visão de responsabilidade compartilhada, do diálogo com o catador, a organização não governamental e o poder público. Temos de entender que a cocriação é fundamental. Não operamos com o modelo tradicional de patrocínio, de doação de recursos. Nós temos uma equipe de quatro profissionais diariamente dedicados à realização dessa iniciativa que se somam a outros oito, do INSEA e do MNCR.

E a maior conquista?

A maior conquista, sem dúvida, foi transformar diretamente a vida de 836 pessoas (sem contar com suas famílias) e ter um planejamento para atrair cada vez mais catadores. Com certeza, temos também resultados concretos para a Danone que nos dão muita satisfação. Além disso, fomos premiados com o Convergences Award, o que representa um importante reconhecimento internacional.

Qual a importância do catador nesse processo?

O catador é o elemento central não só porque a lei o coloca nessa posição, mas porque realmente existe uma oportunidade concreta de transformar e verticalizar essa cadeia a partir da atuação do catador. Vemos o catador como um empreendedor que se organiza com outros empreendedores numa cooperativa ou numa rede de cooperativas e constrói um negócio a partir dessas ligações.

Ele presta um serviço essencial para a sociedade, empresas e o poder público, melhorando nossa qualidade ambiental, evitando que tenhamos mais resíduos nos aterros e, ao mesmo tempo, realizando um trabalho que é extremamente digno e competitivo.

Quais os pontos de contato do Programa com a estratégia da Danone?

O Programa Novo Ciclo revoluciona a forma como vamos organizar a nossa cadeia de suprimento no futuro. É um processo, não temos todas as respostas, nem tudo está pronto, mas quando começamos a retornar os recicláveis para nossa cadeia de fornecimento, estamos construindo um novo modelo de negócio. A reciclagem nos garante um material mais sustentável, a preços competitivos, com grande impacto social. E isso trará benefícios cada vez mais significativos.

Para saber mais: http://www.danone.com.br

Fonte: CEMPRE


Nutritivas e sustentáveis, leguminosas de grãos secos são destaque em 2016

Feijão-caupi é uma das leguminosas em destaque durante 2016.
Foto: Luciana Fernandes

15/11/16    

Alimentos ricos em proteínas, fibras, minerais e vitaminas, as leguminosas de grãos secos alimentícios ocuparam um papel de destaque nos debates sobre nutrição humana neste ano. Dois mil e dezesseis foi declarado pela ONU como o Ano Internacional dos Pulses (IYP 2016), que são as sementes secas comestíveis de leguminosas como feijões secos, ervilhas secas, grão-de-bico e lentilha.

O objetivo da Organização das Nações Unidas foi chamar a atenção da sociedade sobre o papel desse grupo de alimentos, cultivado em todos os continentes. Do homus, preparado com grão-de-bico e consumido em países do Mediterrâneo, até o arroz com feijão brasileiro, passando pelo desjejum completo inglês, com feijões brancos, e pelo dal da Índia, com ervilha ou lentilha, os pulses possuem um papel importante para a nutrição e saúde humana e a segurança alimentar global.  

Essas espécies também contribuem para a sustentabilidade ambiental do planeta. Elas usam relativamente menos água do que outras culturas e enriquecem o solo com nutrientes, que podem aumentar o rendimento das outras espécies, cultivadas em rotação de culturas.

Uma grande família

A família botânica das leguminosas é uma das maiores e mais variadas do reino vegetal. A característica típica dessas plantas é a ocorrência de vagens. Os pulses são as leguminosas de sementes secas utilizadas para o consumo humano. Esse grupo não inclui cultivos colhidos verdes como ervilha verde e vagem, classificados como hortaliças. Também estão excluídas as leguminosas utilizadas predominantemente para a extração de óleo, como soja e amendoim e aquelas usadas exclusivamente como adubo verde ou forragem, como a alfafa.


Informação disponível

Feijão, feijão-caupi, ervilha grão, lentilha e grão-de-bico estão entre as espécies de leguminosas estudadas pela Embrapa e com informações disponíveis no portal da Empresa. Esses temas estão associados a produtos, processo e serviços, projetos e publicações, a um clique do usuário.

Um dos destaques é o livro Feijão: o produtor pergunta, a Embrapa responde, da Coleção 500 Perguntas, 500 Respostas sobre o feijoeiro comum, disponível para download gratuito. Sobre o feijão-caupi, a Embrapa Meio Norte disponibiliza uma página especial com a história da espécie, cultivares disponíveis no mercado, sistema de produção, principais doenças e publicações.  Há ainda conteúdo multimídia produzido pelos programas Dia de Campo na TV e Prosa Rural.

O ano também foi marcado pela realização de vários eventos sobre o tema. Nos dias 18 e 19 de agosto, a Embrapa Hortaliças (Brasília, DF) promoveu o I Seminário sobre Hortaliças Leguminosas, com o lançamento do livro "Hortaliças Leguminosas", que traz informações sobre o cultivo de ervilha, lentilha e grão-de-bico. O livro poderá ser adquirido na livraria da Embrapa em https://www.embrapa.br/livraria.

A Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás, GO) realizou, em conjunto com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Goiás (Emater/GO), o simpósio "Sustentabilidade na produção das leguminosas de grãos alimentícios no Brasil" no dia 7 de outubro. 

Além desses eventos, em julho foram realizados ainda o IV CONAC - Congresso Nacional do Feijão-Caupi , pela Embrapa Meio Norte (Teresina, PI), em Sorriso (MT), e o Fórum Brasileiro do Feijão 2016, pelo Ibrafe, em Foz do Iguaçu.

Secretaria de Comunicação da Embrapa - Secom 
secom.imprensa@embrapa.br 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa


Reunião do clima em Marrakech deve receber dezenas de líderes internacionais

Presidente da COP22 e ministro das Relações Exteriores do Marrocos, Salaheddine Mezouar (à esq.) 
com o presidente da COP 21 e ministro do Meio Ambiente da França encarregado das relações 
internacionais relacionadas ao clima, Ségolène Royal, na abertura da COP22 em Marrakech, 
no Marrocos. Foto: Unfccc

15/11/2016

Na agenda, definir regras para Acordo de Paris e preparar plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões ao ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento; conselheiro especial do secretário-geral afirmou que cooperação Sul-Sul é fundamental.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Cerca de 10 dias após a entrada em vigor do histórico Acordo de Paris, em 4 de novembro, dezenas de chefes de Estado e Governo são esperados nesta terça-feira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 22, que começou na semana passada em Marrakech, no Marrocos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já está na cidade para o evento. Antes do fim do encontro, em 18 de novembro, os Estados-parte esperam definir as regras para o acordo e preparar um plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento.

Resposta global

Adotado por 196 Estados-parte da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Unfccc, em dezembro do ano passado, o Acordo de Paris busca fortalecer a resposta global à ameaça da mudança climática.

O objetivo é manter o aumento da temperatura global neste século abaixo dos 2º Celsius acima dos índices pré-industriais e buscar ações para limitá-lo a 1.5º C.

Líderes mundiais

A conferência em Marrakech inclui diversos encontros e eventos como um segmento de alto nível, neste terça-feira, com a participação de dezenas e chefes e Estado e Goveno e do secretário-geral da ONU.

Durante a primeira semana da COP 22, em paralelo a negociações entre as partes, dias temáticos sobre florestas, água, cidades, energia e transporte destacaram o papel crucial de atores não estatais, incluindo empresas, cidades e ONGs, para a implementação do acordo.

Sul-Sul

Nesta segunda-feira, foi realizado um evento de alto nível sobre a cooperação Sul-Sul sobre mudança climática. O evento destacou como o aumento dessa colaboração pode aumentar a capacidade de países em desenvolvimento de implementarem o Acordo de Paris e de realizarem a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Em Marrakech, a Rádio ONU ouviu David Nabarro, conselheiro especial do secretário-geral sobre a Agenda 2030 e mudança climática.

Para Nabarro, o papel da cooperação Sul-Sul para impulsionar a agenda climática e o desenvolvimento sustentável é "absolutamente fundamental".

Ele afirmou que "cada vez mais, países do sul desenvolveram experiência e resultados que podem compartilhar uns com os outros" o que, para Nabarro, é uma "forma muito poderosa de ajudar os países mais vulneráveis".

Entre os principais objetivos do fórum estavam promover novas parcerias e aprofundar a colaboração entre países em desenvolvimento nos temas de resiliência climática e desenvolvimento de baixa emissão.

Fonte: Rádio ONU

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