Vigilância Sanitária inicia ações de prevenção para Olimpíadas 2016

30/07/2014

A Secretaria Municipal de Saúde, através da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses – Subvisa – começou a catalogar os bares, restaurantes e hotéis que serão inspecionados para o atendimento aos turistas que virão participar das Olimpíadas 2016. O principal foco do trabalho é a orientação de comerciantes sobre as boas práticas na produção, manipulação e comercialização de alimentos, obedecendo às normas higiênico-sanitárias.

Após catalogados, os estabelecimentos terão amostras de alimentos recolhidas para análise em laboratórios. Essa atividade também foi feita na Copa 2014, por um período de dois anos antecedente ao evento. E o resultado aponta uma redução de 50% nas interdições de lanchonetes, bares, restaurantes e hotéis.

Essa diminuição de riscos nos estabelecimentos é resultado de um trabalho educativo que serviu como prevenção de danos à saúde. Durante os dois anos, a ação denominada "Colheitas de Amostras – Copa 2014" inspecionou 2.500 estabelecimentos nas áreas mais movimentadas da cidade, que tiveram amostras de alimentos retiradas e levadas para análise.

Do total analisado, 15% apontaram índices insatisfatórios e precisaram de um acompanhamento mais próximo das equipes da Vigilância Sanitária.

Esse trabalho de acompanhamento próximo, constante e reincidente aponta uma mudança de postura da vigilância sanitária do Rio de Janeiro, que passa a educar comerciantes e todo o público-alvo de inspeções do órgão, antes de aplicar as sanções.

Todas as amostras recolhidas até o último dia da Copa, 13 de julho, foram analisadas pelo Laboratório de Controle de Produtos da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses.

O primeiro trabalho da Subvisa voltado para as Olimpíadas será feito nesta terça-feira (29/07), na preparação e realização do evento-teste "Regata Internacional de Vela", onde vai ser analisada toda a alimentação de 320 atletas de 34 países, além dos visitantes. A regata, que é uma organização do Comitê Olímpico 2016, começa no dia 2 de agosto e vai até o dia 9, na Marina da Glória. Informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.aquecerio.com.

Fonte: Agência Rio


Ministério do Meio Ambiente cria comissão especial para tratar de licitações

30/07/2014

O Ministério do Meio Ambiente publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 25, a portaria nº 264/2014, que cria a Comissão Especial de Licitação do órgão. A Comissão atuará nos procedimentos licitatórios que visam à contratação de obras, serviços e bens relativos à implantação de programas e projetos que envolvam recursos provenientes de financiamento ou doação oriundos de agência oficial de cooperação estrangeira ou organismo financeiro multilateral de que o Brasil seja parte. A comissão será composta por cinco servidores devidamente qualificados.

Será uma forma de conceder mais atenção aos investidores estrangeiros que tem interesse em subsidiar projetos ambientais brasileiros. Muitos empresários evitam aplicar dinheiro no país devido ao complexo sistema de compras públicas, o que pode se agravar ainda mais sem a devida atenção por parte dos gestores.

Os trabalhos da comissão se iniciarão tão longo sejam designados os servidores para nela atuarem, o que deve ocorrer nos próximos dias.



Com a ajuda de agências de saúde da ONU, Haiti se prepara para vacinar 200 mil pessoas contra cólera

Médicos cuidam de garota haitiana em um centro de tratamento para cólera em Lester,
duas horas ao norte da capital Porto Príncipe. Foto: ONU/MINUSTAH/Logan Abassi

29/07/2014

Com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde e da Organização Mundial da Saúde (PAHO/OMS), o Haiti anunciou nesta quarta-feira (23) uma campanha de vacinação de 200 mil pessoas contra a cólera em três setores designados no país pelo Ministério de Saúde Pública e População e considerados muito susceptíveis à doença.

“A vacinação é uma medida complementar importante na luta contra a cólera,” disse o diretor assistente da PAHO/OMS, Francisco Becerra, “mas o objetivo a longo prazo é eliminá-la, o que exigirá melhorias duradouras no acesso à água e ao saneamento para a população.”

O representante da PAHO/OMS no país, Jean-Luc Poncelet, notou que, além da vacinação, as autoridades de saúde haitianas também realizarão o tratamento imediato de doentes, a ampliação da supervisão epidemiológica, a promoção da participação comunitária, entre outras medidas. “Prevenir e controlar a cólera é uma prioridade para o Haiti e as organizações internacionais”, afirmou.

Entre janeiro e julho deste ano, aproximadamente 6.730 casos e 51 mortes foram registrados no Haiti.
No mesmo período de 2013, foram cerca de 26 mil casos. “Ainda que o número tenha caído, qualquer morte pela cólera continua inaceitável”, enfatizou Poncelet. Desde 2010, a cólera afetou mais de 703 mil haitianos, dos quais 8,562 faleceram por causa do contágio.

Fonte: ONU


Coletivos Verdes


29/07/2014

O que é?
O projeto Coletivos Verdes é uma iniciativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), criada em março de 2012, que visa à recuperação e ao bom uso das praças a partir da sensibilização das comunidades sobre a importância da ocupação sustentável das áreas verdes, da promoção de ações direcionadas de educação ambiental e da manutenção compartilhada dos espaços por meio da ajuda de parceiros locais. A meta é resgatar o espírito de coletividade no entorno das praças e, consequentemente, reduzir gastos com depredação e melhorar a qualidade de vida das pessoas, em função do maior convívio e cuidado com a natureza. Além de definir em parceria com as escolas e comunidades melhorias a serem executadas nas praças, a identificação das particularidades de cada área norteará ações específicas que o Coletivo Verde adotará. 

Como Funciona? 
Com o objetivo de introduzir conceitos de educação ambiental e de cidadania no dia a dia de crianças e jovens, o projeto prioriza a identificação de praças que apresentem escolas no entorno. Porém, a iniciativa pode ser implementada em qualquer praça onde haja interesse popular. Em contrapartida, os parceiros comprometem-se em ocupar a área verde e em trabalhar por sua conservação. 

Objetivos
- Recuperação e bom uso das praças
- Sensibilização sobre a importância da ocupação sustentável das áreas verdes
- Promoção de ações direcionadas de educação ambiental
- Manutenção compartilhada dos espaços por meio da ajuda de parceiros locais
- Resgate do espírito de coletividade no entorno das praças 
- Redução de gastos com depredação 
- Melhoria da qualidade de vida das pessoas, em função do maior convívio e cuidado com a natureza 
- Promover atividades nas praças em parceria com as escolas como forma de sensibilizar as crianças e jovens sore a importância da conservação dos espaços públicos e da natureza

Escolas participantes
1) E.E.E.F.Dr. Pacheco Prates – Praça Nossa Senhora De Belém
2) E.M.E.I Jardim Salomoni - Praça Emilio Mabilde Rippol
3) E.M.E.I Mamãe Coruja - Praça Jaime Telles
4) E.E.E.F. Bahia - Praça Ephraim Pinheiro Cabral
5) E.E.E.F. Ildefolso Gomes – Praça Piratini
6) E.E.E.F. Monsenhor Roberto Landel de Moura - Praça Comendador Souza Gomes
7) E.E.E.F. Mané Garrincha - Praça Cid Pinheiro Cabral
8) E.E.E.F. Prudente De Moraes - Praça Doutor Celso Pedro Azambuja
9) E.E.E.F. Major M.J. Pereira – Praça Lampadosa
10) E.E.I. Planeta Educare - Praça Comendador De Souza Gomes
11) E.E.E.F. Professor Leopoldo Tietbohl - Praça Nações Unidas
12) Centro De Educação Infantil Projeto Vida – Praça Libaneza
13) E.M.E.I JP Meu Amiguinho - Praça Bartolomeu Gusmão
14) E.M.E.B Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha - Praça Antônio Cândido Menezes
15) Colégio Província de São Pedro - Praça Ephraim Pinheiro Cabral
16) Pólo Educacional Ltda - Praça João Bergmam
17) Cicla Escola de Educação Infantil - Praça Nações Unidas
18) E.E.E.F. Três de Outubro - Praça Comendador De Souza Gomes
19) E.M.E.I JP Girafinha - Praça Jaime Telles
20) Colégio Estadual Dom João Becker - Praça Estádio Alim Pedro
21) E.E. de 1° Grau Aldo Locatelli - Praça Monsenhor Avelino Dalla Vecchia
22) E.E.E.F. Professora Violeta Magalhães - Praça Irene Elisalde Stricher 
23) E.M.E.F. Chapéu do Sol - Praça Isa Castellano de Almeida
24) E.M.E.I. JP Pica Pau Amarelo - Praça General Osório (Alto Bronze)
25) E.E.E.B. Monsenhor Leopoldo Hoff - Praça Bom Sucesso
26) E.E.1° Grau Mariz Barros - Praça Maria Gomes Garcia 
27) E.M.E.F. Professor Anísio Teixeira - Praça União e Praça Florinda Tubino Sampaio
28) E.M.E.I. JP Patinho Feio - Praça Pinheiro Machado
29) E.E.E.F. Gabriela Mistral - Praça Jornal do Comércio 
30) E.M.E.I. JP Passarinho Dourado - Praça São Geraldo 
31) E.E.I. Creare - Praça Paraíso Vila Conceição 
32) E.M.E.F. São Pedro - Parque Saint Hilaire
33) E.E.E.M. Anne Frank – Redenção
34) E.M.E.I. São Guilherme – Interior da escola
35) E.E.E.F. Ministro Salgado Filho - Jardim Ypu
36) Escola Amigos Do Verde - Joaquim Rache Vitalle
37) E.M.E.F. Morro Da Cruz - Interior da escola
38) E.M.E.F. Campos Do Cristal - Interior da escola
39) Colégio Maria Imaculada - Marinha do Brasil
40) E.E. Fernando Ferrari - Interior da escola
41) E.M.E.F Gilberto Jorge Gonçalves - Interior da escola
42) E.M.E.I Girafinha Travessa – Redenção
43)  Projeto Pescar Unidade Dom Bosco – Japão
44) Programa Comunitário Vila Gaúcha - Interior da escola
45) E.M.E.I Jardim Bento Gonçalves - Interior da escola
46) Projeto Protejo- Interior da escola
47) Projeto Pescar Unidade Anchieta    
48) Ifrs – Campus Restinga
49) Colégio Estadual Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior     
50) E.M.E.I Ilha Da Pintada     
51) E.M.E.F. Larry José Ribeiro Alves   
52) E.E.E.F. Prudente De Morais       

Prêmios
- Prêmio Expressão de Ecologia 2013 da Editora Expressão, na categoria Turismo e Qualidade de Vida. Para saber mais sobre a premisção, clique aqui. 

Como participar?
Para integrar o Coletivo Verde mais próximo do seu cotidiano ou para formar um novo entre em contato com a Smam enviando e-mail para educacaoambiental@smam.prefpoa.com.br.

Quando você cuida da sua praça, todo mundo ganha: você, sua família, seu vizinho, o meio ambiente e a cidade. Mais qualidade de vida se conquista com atitudes simples e escolhas conscientes. Participe do Coletivo mais perto de você e tenha uma vida mais verde

O projeto Coletivos Verdes integra o Movimento “Porto Alegre: Eu Curto. Eu Cuido”, que alia ações do município à mobilização popular nos cuidados com a cidade

Fonte: SMAM


Concurso de redação e desenho: Eletricidade com segurança



29/07/2014

Uma boa dica para a volta às aulas. A Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, entidade sem fins lucrativos e econômicos, promove um concurso nacional que visa estimular crianças e jovens a desenvolver um pensamento de segurança no uso da eletricidade e sua cidadania.

As inscrições estão abertas e vão até o dia 29 de agosto de 2014. Então ainda há tempo para participar.

O 3º Concurso Nacional de Redação e Desenho Abracopel – Eletricidade com Segurança é voltado para estudantes da rede pública de ensino de todo o Brasil.

Mais informações no regulamento. Clique aqui.



Brasil obtém permissão da ONU para explorar minério em fundo do oceano

Área a ser explorada fica em águas internacionais, a 1.500km da costa do 
Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/CPRM/BBC)

27/07/204

Segundo estudos do governo federal, área de 3 mil quilômetros quadrados contém minerais raros usados em indústria de alta tecnologia.


O Brasil foi autorizado por um braço da ONU a explorar recursos mineirais em águas internacionais do oceano Atlântico, levantando tanto potenciais ganhos econômicos quanto preocupações ambientais.

Essa mineração submarina é considerada uma nova fronteira na busca por metais preciosos, como manganês, cobre e ouro, que se tornaram essenciais na economia mundial moderna.

A permissão foi concedida pela Autoridade Internacional de Fundos Marinhos (Isba), órgão vinculado à ONU, e confere ao país o direito de atuar por 15 anos em uma área de 3 mil quilômetros quadrados na região do Atlântico conhecida como Elevação do Rio Grande, localizada a cerca de 1,5 mil km do Rio de Janeiro.

O pedido foi feito em dezembro pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em nome do Ministério de Minas e Energia, depois do investimento de R$ 90 milhões ao longo de quatro anos de estudos sobre o potencial geológico desta área.

Potencial econômico

O Brasil poderá estudar as chamadas crostas ferromanganesíferas ricas em cobalto em projetos de mineração submarina. Segundo os estudos realizados pela CPRM, esses depósitos foram identificados como os de maior potencial econômico e estratégico em levantamentos realizados em expedições a essa região.

"Nestes 15 anos, mapearemos o que existe lá e avaliaremos seu potencial econômico. Depois, podemos entrar com um novo pedido para explorar economicamente", afirma à BBC Brasil Roberto Ventura Santos, diretor de geologia e recursos minerais do CPRM.

"As possibildades são interessantes, porque é uma região rica em elementos químicos usados na indústria, especialmente nas de alta de tecnologia, na produção de chips, peças de usinas eólicas e carros elétricos."

Santos afirma ainda que o Brasil ampliará seu conhecimento técnico sobre este tipo de mineração submarina, formará profissionais capacitados a trabalhar nesta área e criará tecnologia para tal.

"Somos o primeiro país da América Latina a conseguir essa permissão e, assim, entramos no seleto grupo de países que fazem este tipo de exploração, como Japão, Estados Unidos e China", diz Santos.

Novas permissões

Reservas de metais no fundo do oceano são consderadas nova fronteira 
da mineração (Foto: Reuters/BBC)

Além do Brasil, a ONU concedeu outras seis novas permissões a empresas públicas e estatais do Reino Unido, Cingapura, Ilhas Cook, Índia, Alemanha e Rússia.

Com isso, a área total do leito oceânico liberada para exploração foi ampliada para 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sob um total de 26 permissões de exploração científica.

A ONU ainda não conferiu nenhuma permissão de exploração econômica, conhecida como explotação, mas as primeiras devem ser concedidas nos próximos anos, segundo a Isba.

"Existe um interesse crescente", disse Michael Lodge, da Isba, à BBC. "A maioria dessas últimas permissões foi concedida a empresas que esperam minerar estas áreas em pouco tempo".

No entanto, ainda precisam ser negociadas as condições e regras dessa atividade econômica, como por exemplo a divisão de royalties, já que um dos princípios básicos da Isba é que as riquezas do fundo do oceano devem ser compartilhadas globalmente.

A exploração mineral do fundo oceano começou a ser investigada na década de 1960, mas só recentemente tornou-se possível graças a avanços tecnológicos – criados nas indústrias de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, o preço destas matérias-primas aumentou, aumentando o potencial retorno econômico, o que viabilizou os investimentos necessários para obtê-las.

Impacto ambiental

No entanto, esse tipo de exploração não é vista com bons por grupos de defesa do meio ambiente, que alegam que a exploração pode trazer prejuízos para ecossistemas marinhos. Um protocolo para minimizar o impacto ambiental ainda está sendo estudado.

O biólogo marinho Jon Copley, da Universidade de Southampton, vem monitorando a mineração nas chamadas dorsais oceânicas, nome dado às cadeias de montanhas submersas que se originam do afastamento de placas tectônicas.

"Cerca de 6.000km de dorsais oceânicas, ou 7,5% do total, são exploradas hoje por seu potencial mineral", afirma Copley.

"Essas dorsais são um dos três locais do fundo do oceano em que há depósitos mineirais que atraem o interesse de países e empresas. Mas também vivem nestes locais colônias de espécies que não são encontradas em outras partes do oceano e podem ser suscetíveis a impactos ambientais gerados pela mineração."

Santos, da CPRM, diz que isso será levado em conta no caso brasileiro: "Faremos um estudo de impacto ambiental junto com o de potencial econômico. Nosso pedido foi muito elogiado por causa disso".

Tratores fazem aterro clandestino na Lagoa da Laura

Foto: Divulgação

27/07/2014

Na manhã deste domingo (27) tratores e caminhões deram continuidade ao aterramento da Lagoa da Laura, também conhecida como Lagoa do Gravito, localizada entre os bairros José de Alencar e Alagadiço Novo – por detrás da Casa José de Alencar. O aterro havia sido embargado pela Secretaria do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), em abril deste ano.

No dia 3 de abril passado a Comissão de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Fortaleza, esteve no local realizando uma visita técnica, que contou também com a presença de fiscais da Seuma e de representantes do movimento SOS Cocó.

Fonte: Ceará Agora



Fundação BB vai financiar projetos de coleta seletiva de lixo



27/07/2014

A Fundação Banco do Brasil vai financiar, em até R$ 120 mil, os quatro projetos que vencerem o Prêmio Cidade Pró-Catador, promovido pela Secretaria Geral da Presidência da República em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

Municípios e consórcios intermunicipais que desenvolvem projetos com foco na inclusão social e econômica dos catadores de materiais recicláveis podem inscrever suas iniciativas na segunda edição do prêmio até o dia 5 de setembro.

A ação tem como objetivo incentivar, valorizar e reconhecer boas práticas que contribuam para a implantação de políticas de inclusão social e econômica de catadores de materiais recicláveis e, em especial, na implantação de coleta seletiva com a participação ativa dos catadores. Algumas cidades já mantêm políticas que possibilitam a inclusão de pessoas de baixa renda, contribuindo para os esforços do governo federal na superação da pobreza extrema.

Cada município ou consórcio pode inscrever um único projeto. O prêmio é dividido em quatro categorias, de acordo com o porte do município: até 20.000 habitantes; de 20.001 a 100.000 habitantes; de 100.001 a 300.000 habitantes; mais de 300.000 habitantes. Serão escolhidas três iniciativas por categoria, num total de 12, para avaliação in loco. Após as visitas, serão selecionadas quatro iniciativas vencedoras, uma por categoria, e todas terão o relato de sua experiência publicado.

As iniciativas vencedoras poderão apresentar proposta de investimento, por meio de projeto conjunto da prefeitura e da cooperativa ou associação de catadores participantes da iniciativa, no valor de até R$ 120 mil.



Mapa que segue tubarões em tempo real terá exemplares 'brasileiros'

Mapa da organização Ocearch é possível ver movimentação de tubarões 
marcados em tempo real. (Foto: Divulgação/Ocearch)

27/07/2014

Expedição do projeto Ocearch está no Brasil para auxiliar pesquisa.
Tubarões receberão marcadores e serão acompanhados por satélites.

Um projeto científico que acompanha em tempo real tubarões de várias partes do planeta vai também monitorar a partir dos próximos dias exemplares que circulam pelo litoral brasileiro. O objetivo é acompanhar o comportamento desses animais e conhecer melhor a migração de diversas espécies.

A ação é feita pelo projeto Ocearch, idealizada por cientistas dos Estados Unidos e que conta com um supernavio, que está em sua 20ª expedição, desta vez no Brasil.

A organização investiga como fomentar políticas de conservação, combatendo a sobrepesca e ameaças a diversas espécies de tubarões. Uma delas é o “finning”, quando o animal é descartado ainda vivo no mar após ter sua barbatana retirada por pescadores.

Na última quarta-feira (23), a embarcação Ocearch iniciou sua viagem pelo nordeste do país, começando por Recife (PE), com o objetivo de estudar a população de tubarões-tigre presentes no litoral. O foco também será a prevenção de ataques a humanos, principalmente em Pernambuco, estado registrou 59 ataques de tubarão, com 24 mortes, desde 1992.
Tubarão via satélite

Na imagem é possível analisar o percurso feito pelo tubarão "Anne Morrow", que 
recebeu a marcação em maio deste ano durante passagem da expedição pelos 
Estados Unidos (Foto: Reprodução/Ocearch)

Ao menos 200 animais já receberam as marcações nos continentes africano, europeu e americano (Américas do Norte, Central e do Sul). Atualmente, 85 podem ser acompanhados.

Os pesquisadores capturam os animais com a ajuda de lanchas, levam até o barco principal, equipado com laboratórios, e lá instalam um micro-equipamento na nadadeira, que deve permanecer no animal por, no mínimo, dois anos. Isso permitirá checar em tempo real o movimento do tubarão. O sinal é captado por satélite quando o espécime vai até a superfície.

No site da Ocearch há um grande mapa-mundi onde é possível observar e clicar em pontos coloridos, que indicam um animal já marcado por cientistas da organização em viagens anteriores. No site ainda não há nenhum ponto na costa brasileira, já que o trabalho de pesquisa e captura de tubarões ainda está na fase inicial.

No Brasil, o navio de pesquisa americano deve permanecer até 13 de agosto. Serão 20 pesquisadores brasileiros coordenados por Fabio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que investiga os tubarões há 30 anos. Quatro expedições vão acontecer em águas de Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, além do Arquipélago de Fernando de Noronha.

Hazin explica que a população de tubarões-tigre sofreu com alterações realizadas pelo homem nas proximidades de Recife. Um surto de ataques registrado nas últimas duas décadas, principalmente nas praias de Boa Viagem e Piedade, obrigou a adoção de medidas para conter os acidentes e evitar mortes.

Estudos feitos pelo governo pernambucano apontaram que a construção do porto de Suape e o impacto do tráfego marítimo permitiram a aproximação desses peixes em um trecho de 20 km de praias densamente povoadas.

Os cientistas analisaram os tubarões dessa área e verificaram que, após o registros de ataques, os animais seguiam para áreas mais altas do Nordeste brasileiro. A localização exata é um dos focos da expedição.
“Sabemos que 80% dos tubarões estão subindo para o norte, mas não sabemos para onde estão indo. A ideia é entender melhor o comportamento deles e, à medida que obtivermos dados, poderá permitir um aprofundamento sobre a estrutura populacional dos tubarões-tigres”.

Fonte: G1 Natureza


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