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Adesivos anti-poluição serão obrigatórios para veículos em Paris

(Arquivo) Foto tirada em 2 de junho de 2015 mostra os adesivos Crit'Air, 
emitidos pelo Ministério francês para Ecologia, Desenvolvimento Sustentável e Energia, para classificar os veículos de acordo com a sua emissão de poluentes - AFP/Arquivos

16/01/2017

Os veículos que circularem em Paris deverão exibir, a partir desta segunda-feira, um adesivo anti-poluição, uma medida que se soma ao arsenal que algumas capitais europeias estão adotando contra as emissões de partículas nocivas.

Todos os veículos, inclusive os de duas rodas ou os com placa estrangeira, deverão ter o selo, que indicará seu nível de emissões (óxidos de nitrogênio, partículas) – do verde para os mais “limpos” ao cinza para os mais poluentes.

O dispositivo busca proibir a circulação dos veículos mais poluentes durante picos de poluição, que se multiplicaram nos últimos meses em Paris.

A capital francesa “melhora a qualidade do ar ao reduzir as emissões de partículas provenientes do tráfego automóvel”, disse em comunicado a cidade cuja prefeita socialista, Anne Hidalgo, fez da luta contra a poluição do ar uma prioridade.

A prefeitura quer reduzir à metade o número de automóveis na capital francesa, onde 600.000 veículos circulam diariamente, e proibir o diesel até 2020.

Em setembro de 2015, Paris proibiu a circulação de caminhões, ônibus e carros anteriores a 2001. Desde então, outras cidades francesas seguiram seus passos.

Desde meados do ano passado, algumas categorias de veículos particulares também deixaram de poder circular durante a semana, como os que têm mais de 20 anos.

Durante os episódios de poluição, o sistema de rodízio aplicado até agora – que autoriza só os veículos com placas par ou ímpar a circularem durante determinados dias -, será substituído pelo de circulação diferenciada.

“Os veículos menos poluentes poderão continuar circulando, enquanto que os outros deverão ficar na garagem”, afirma Christophe Najdovski, vice-secretário de Transportes de Paris.

Para os veículos particulares, haverá seis categorias de adesivos: verde para “zero emissões” (veículos elétricos ou à hidrogênio), e outras cores que representam os níveis de poluição de 1 a 5, como violeta (1) para veículos à gasolina ou cinza (5) para os à diesel.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 2,5 milhões de selos já foram encomendados. As autoridades aplicarão certa permissividade durante alguns meses, durante os quais os controles serão “pedagógicos”. Após esse período, serão impostas multas de entre 68 e 135 euros, segundo as categorias dos veículos.

Fonte: ISTO É

Congresso sobre defensivos agrícolas naturais realizado na Embrapa dá origem a livro

Foto: Divulgação

16/01/2017

A Embrapa publicou recentemente o livro Defensivos Agrícolas Naturais: uso e perspectivas – que nasceu da necessidade de se enquadrar as informações contidas nas discussões científicas e palestras proferidas durante o V Congresso Brasileiro de Defensivos Agrícolas Naturais, realizado na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), no qual foi discutido o papel dos defensivos naturais na agricultura do século XXI.

Trata, em seus capítulos iniciais, sobre temas ligados ao acesso ao patrimônio genético natural, legislação para o desenvolvimento e uso de defensivos naturais, testes laboratoriais e qualidade de análises exigidas para o registro destes produtos. Analisa questões referentes ao potencial de desenvolvimento de defensivos naturais derivados de plantas, incluindo questões concernentes à biodiversidade, tecnologia de obtenção, pesquisa e uso de defensivos agrícolas naturais.

Apresenta, sob a ótica epidemiológica do controle biológico de pragas, doenças e plantas daninhas e as visões do produtor e da indústria, o processo de transição para um modelo agrícola de base biológica em diferentes escalas, ou seja, grandes culturas, cultivo intensivo e outros.

Conforme explicou Isabel Penteado, chefe adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, o livro conta com mais de 70 autores, em 24 capítulos, onde reúne uma grande e importante quantidade de informações. "Discute desde aspectos regulatórios e modelagem, até os temas mais diretamente ligados à produção e uso de defensivos naturais, o que certamente será de grande utilidade aos interessados no tema," disse Isabel.

Já Yelitza Colmenarez, representante Regional do Centro Internacional para Agricultura e Biociência – CABI para América Latina e Caribe (em sua sigla em inglês), que também assina um dos capítulos do livro, salienta que a edição fornece informações atuais, apresentando pesquisas e experiências na utilização dos métodos naturais de controle, com comprovada eficiência, na procura de aumentar a sua utilização e de práticas mais sustentáveis na produção agrícola.

Ainda segundo Yelitza, "apesar da crescente importância que métodos sustentáveis de controle de pragas vêm ganhando nos últimos tempos, devido principalmente aos efeitos negativos causados pelo uso excessivo e incorreto de agrotóxicos, é difícil encontrar num único livro, recopilação sobre defensivos agrícolas naturais da forma em que se apresenta nesta obra, passando pelo uso dos botânicos, parasitoides, predadores e entomopatógenos, discutindo de forma crítica o potencial e desafios para o uso, produção e comercialização dos mesmos,"  explica ela.

Os editores técnicos, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, apontaram a atualidade da temática da obra pela capacidade de contribuir para o avanço e consolidação do tema no País, e pelo alto grau de relevância, tanto para pesquisadores e indústrias de insumos, quanto para técnicos e produtores que perseguem uma agricultura baseada em sustentabilidade.

Nesse contexto, o bibliotecário da Embrapa Meio Ambiente Victor Paulo Simão ressalta que a oferta da obra à sociedade certamente trará o benefício da informação a pesquisadores, estudantes, agrônomos, técnicos agrícolas e agricultores, ou seja, todos aqueles atores com algum grau de interesse na produção segura e sustentável de alimentos e outros produtos vegetais.

Defensivos naturais

Os defensivos agrícolas naturais são os produtos originários de partes de, ou compostos extraídos de plantas, microrganismos, animais e minerais. São sistemas em franca expansão que buscam obter vantagens das interações de ocorrência natural, dando ênfase ao manejo das relações biológicas e processos naturais. Estão em contraste ao modelo usual, que usa defensivos químicos para realizar o controle de pragas.

Ao dar ênfase ao manejo das relações biológicas e processos naturais, estão em plena consonância com as expectativas dos consumidores que buscam produtos mais saudáveis. Por essa razão, defensivos naturais experimentam um crescimento no Brasil e no mundo, principalmente nas pequenas e médias propriedades agrícolas e na agricultura familiar, mas também já é utilizado em grandes propriedades agrícolas.

Dessa forma, o mercado de defensivos naturais, principalmente capitaneado pelo controle biológico, está crescendo cerca de 16% ao ano no mundo.

No Brasil esse segmento do agronegócio já representa de 3 a 5% das vendas dos pesticidas químicos e há espaço para continuar crescendo. Esse movimento tem colocado os defensivos agrícolas naturais em discussão, como opção viável para a produção saudável de alimentos.

O livro lançado pela Embrapa busca reunir o resultado desses debates no âmbito da pesquisa e pode ser baixado gratuitamente por meio do endereço:

https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1059897/defensivos-agricolas-naturais-uso-e-perspectivas

Fonte: Embrapa

Após 7 anos, Haiti ainda tenta se recuperar de terremoto

Porto Principe (Haiti) - Monumento inaugurado em 12 de janeiro de 2011, 
um ano após o terremoto, em homenagem aos militares mortos
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

16/01/2017 

Mesmo após sete anos da tragédia, o Haiti ainda enfrenta inúmeros problemas causados pelo terremoto que devastou o país em 12 de janeiro de 2010. Milhares de pessoas ainda estão desabrigadas, vivendo em condições precárias e enfrentando surtos de doenças.

Após o sismo de 7 graus na escala Richter registrado às 16h53 do dia 12, ao menos 230 mil pessoas morreram, outras 300 mil ficaram feridas e mais de 1,5 milhão de haitianos perderam suas casas. Desde a capital, Porto Príncipe, até em cidades menores, houve devastação em larga escala. As informações são da agência de notícias Ansa.

Diversas instituições e governos anunciaram que enviariam diversos tipos de ajuda que, mesmo constantes, não foram suficientes para dar condições dignas de vida a todos aqueles que foram afetados pelo tremor.

Uma das instituições que ajuda o povo haitiano há sete anos é a Caritas Italia, entidade gerida pela Igreja Católica, e que divulgou um relatório sobre a pobreza no mundo que tem como foco o Haiti.

Segundo a instituição, "até agora foram financiados 250 projetos de solidariedade, num montante de quase 24 milhões de euros e em diversos âmbitos".
   
Além de tentar se recuperar do terremoto de 2010, o Haiti enfrentou outra catástrofe climática em 2016. Em outubro, a passagem do furacão Matthew matou mais de mil pessoas e afetou mais de dois milhões, segundo dados das Nações Unidas.

PMA promove concurso sobre segurança alimentar e nutricional sustentável

Crianças na Coreia do Norte comem comida fornecida pelo PMA. 
Foto: PMA/Rein Skullerud (arquivo)

16/01/2017

Podem participar da competição estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores; prazo para as inscrições é 7 de fevereiro.

Laura Gelbert, da ONU News em Nova Iorque.

O Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos, PMA, está organizando um concurso mundial com o tema "segurança alimentar e nutricional sustentável".

De Brasília, a responsável pela área de comunicação do PMA no Brasil, Isadora Ferreira, falou com a ONU News e deu mais detalhes sobre a iniciativa.

Incentivo

"A ideia do concurso é incentivar que pesquisadores de todo o mundo produzam artigos científicos sobre a relação entre práticas agrícolas sustentáveis e alimentação escolar no âmbito da segurança alimentar e nutricional. A gente espera com isso apoiar a geração e divulgação de conhecimento sobre esse tema e promover a interação entre ciência e políticas públicas no campo da segurança alimentar e nutricional."

Podem participar do concurso estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores. Os artigos científicos devem ser produzidos em inglês e devem ser enviados para o email bra.research@wfp.org . O prazo para as inscrições é 7 de fevereiro.

Missões

"Nós vamos escolher cinco finalistas dentre todos os artigos enviados, esses cinco artigos finalistas serão publicados numa revista científica de um parceiro nosso, uma Universidade parceira nossa aqui no Brasil. Desses cinco finalistas serão escolhidos os três vencedores que participarão de missões do Centro de Excelência com países em desenvolvimento. Essas missões podem ser tanto aqui no Brasil quanto fora do Brasil."

Essa é a primeira edição do concurso. A iniciativa comemora os cinco anos do Centro de Excelência contra a Fome do PMA em Brasília.

Segundo Isadora Ferreira, "gerar conhecimento e disseminar conhecimento sobre segurança alimentar e nutricional é parte da missão do Centro como uma estratégia para acelerar e apoiar a criação de políticas públicas nacionais de desenvolvimento social na área de segurança alimentar".

Para mais informações, acesse as Regras do Concurso (em inglês).

Fonte: Rádio ONU

Cientistas britânicos preocupados pela pesquisa sobre o clima com chegada de Trump

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, na Trump Tower, 
em Nova York, no dia 13 de janeiro de 2017 - AFP

16/01/2017

Mais de 100 dos climatologistas mais reconhecidos do Reino Unido pediram nesta segunda-feira à primeira-ministra britânica, Theresa May, que atue para que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mantenha a pesquisa pública sobre o aquecimento global.

“Estamos prontos a apoiar e ajudar nossos colegas dos Estados Unidos (…) a resistirem contra qualquer tentativa política de frear ou interferir nas pesquisas vitais sobre as mudanças climáticas”, escreveram os cientistas em uma carta aberta para May, à qual a AFP teve acesso.

O presidente eleito americano afirmou que o aquecimento global é um mito e nomeou para seu futuro gabinete personalidades que compartilham essa visão ou que se opõem às políticas de proteção do meio ambiente.

No final de novembro, após a eleição, um de seus conselheiros pediu o fim dos programas de pesquisa sobre o clima da Nasa, que fornece dados essenciais a cientistas do mundo inteiro.

May deve pressionar Trump para que este “reconheça as evidências científicas sobre os riscos das mudanças climáticas” e apoie o acordo de Paris adotado no final de 2015, afirmam os cientistas britânicos na carta.

Sob este acordo, a comunidade internacional se comprometeu a limitar o aquecimento global abaixo de 2ºC, em relação aos níveis pré-industriais, e a ajudar financeiramente os países mais pobres a desenvolver energias limpas e lidar com os impactos das mudanças climáticas.

O Reino Unido “deve se preparar para responder de forma resoluta” em caso de que o novo governo Trump adote medidas contra as pesquisas sobre o clima, acrescentam os cientistas.

Em entrevistas a dois jornais europeus publicadas nesta segunda-feira, Trump reafirmou sua intenção de se reunir com May logo após sua posse, que ocorrerá na próxima sexta-feira.

O Reino Unido tem várias instituições líderes no mundo para o estudo do aquecimento global e seus impactos, incluindo o Centro Tyndall de Pesquisas sobre as Mudanças Climáticas e o Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford.

A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher foi a primeira líder mundial a reconhecer publicamente os riscos das mudanças climáticas, em 1988, observaram os cientistas.

Fonte: ISTO É

Austrália condena caça de baleias do Japão no Oceano Antártico



17/01/2017

O governo da Austrália condenou nesta segunda-feira (data local) o Japão por retomar a caça de baleias em águas antárticas, após a divulgação de imagens de um cetáceo morto a bordo de um navio japonês que se encontrava em águas protegidas.

O ministro de Meio ambiente, Josh Frydenberg, mostrou sua "profunda decepção" um dia depois que a organização Sea Shepherd divulgou fotografias e vídeos de uma baleia minke no convés do navio japonês Nisshin Maru.

As imagens foram feitas enquanto o baleeiro navegava dentro do santuário australiano de baleias, perto da Antártida.

"A Austrália se opõe a toda forma de caça de baleia comercial e a chamada 'científica'", disse Frydenberg, em comunicado.

A Sea Shepherd fez a denúncia depois que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, se reuniu no sábado em Sydney com seu colega australiano, Malcolm Turnbull, para falar de segurança regional, cooperação militar e comércio, assim como sobre o espinhoso tema da caça de baleias, entre outros assuntos.

O Japão reiniciou em novembro a temporada de pesca de baleias "com fins científicos" em águas antárticas, sua segunda incursão na região para estas atividades, após o recesso de dois anos que seguiu a uma sentença da Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Em 2014, a CIJ, em resposta a uma reivindicação australiana, opinou que a pesca baleeira do Japão não se ajustava aos fins científicos estabelecidos pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), após o que Tóquio paralisou temporariamente seu programa na Antártida.

Até sua proibição por parte do Tribunal internacional, nas campanhas baleeiras do Japão eram capturados 850 exemplares de minke, 50 de baleia corcunda e outros 50 de rorcual comum para fins científicos. 

Fonte: UOL

Idealizadores do FSM em 2001 voltam a Porto Alegre em 2017



16/01/2017

Oded Grajew em imagem de arquivo |
Foto: André Carvalho/Sul21
Oded Grajew e Chico Whitaker, são dois dos idealizadores do primeiro Fórum Social Mundial, que aconteceu em 2001, em Porto Alegre. Os ativistas estarão presente no Fórum Social das Resistências, que começa no dia 17 de janeiro, na Capital. Grajew e Chico participarão, a partir das 9h, do painel “América Latina: que caminhos seguir?”, no Hotel Embaixador, na Rua Jerônimo Coelho, 354.

Também no dia 17, está prevista uma plenária da Frente Brasil Popular, atividade preparatória de mobilização para o fórum, e o painel “Os Desafios da Classe Trabalhadora Diante da Ofensiva Neoliberal”, organizado pela Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), com participação do senador Paulo Paim (PT), ambos às 9h. À tarde, a partir das 17h, iniciará a concentração para a Marcha dos Povos em Resistência, que sairá do Largo Jornalista Glênio Peres em direção ao Largo Zumbi dos Palmares, onde ocorrerá o Ato por Democracia e Direitos dos Povos, às 19h, com atrações culturais ainda não confirmadas.

Chico Whitaker (dir.) durante o Fórum Social Mundial, em 2003
Foto: Secretaria Internacional do FSM

No mesmo horário, no Parque Farroupilha, outra atividade cultural será realizada como parte da programação do Festival das Culturas de Resistência, com participação do rapper Moysés, integrante do A286 e Facção Central, MC Leti, de Santa Maria, Janaína, do Palavra Feminina, entre outros.

As inscrições para o Fórum Social das Resistências pode ser feita através do site (http://forumsocialportoalegre.org.br/inscricoes-e-fundo-solidario/) somente até o dia 16 e presencialmente, a partir do dia 17, no Parque Farroupilha. A inscrição é no valor de R$ 20,00.

Dia 1  –  17/01

9h: Plenária Frente Brasil Popular (Auditório do CPERS – Avenida Alberto Bins, 480 – Centro)

9h: Os Desafios da Classe Trabalhadora Diante da Ofensiva Neoliberal (Auditório da Fetag – Rua Santo Antônio, 121 – Floresta)

9h – 17h: América Latina: que caminhos seguir? – Hotel Embaixador – Rua Jerônimo Coelho, 354 – Centro)

17h: Marcha dos Povos em Resistência (Largo Jorn. Glênio Peres – Centro)

19h: Ato por Democracia e Direitos dos Povos (Largo Zumbi dos Palmares – Av. Loureiro da Silva, 1660 – Centro)

19h: Abertura do Festival das Culturas de Resistência (Parque Farroupilha – Av. João Pessoa – Cidade Baixa)

Confira a programação completa aqui:

http://forumsocialportoalegre.org.br/2017/01/14/confira-a-programacao-completa-do-fsresistencias/

Fonte: Fórum Social das Resistências

Embrapa faz balanço de 2016 e divulga projeções para 2017

Um dos lançamentos de 2016 é a cultivar de pêssego BRS Citrino.
Foto: Paulo Lanzetta

23/12/2016

Por ser um ano de transformações político-econômicas, a Empresa destacou a parceria e a criatividade como características fortes para o desenvolvimento de m ais de 41 projetos, 200 eventos, 360 atividades em parceria e inúmeras soluções tecnológicas disponibilizadas.

O Comitê Gestor da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) reuniu todos os empregados para a apresentação do balanço de atividades do ano de 2016, marcado por realizações da pesquisa agropecuária e muito trabalho em parceria, contrapondo o contingenciamento orçamentário e as situações de crise político-econômica nacional. A Unidade alcançou mais de 200 eventos realizados e mais de 360 atividades de pesquisa realizadas em parceria, disponibilizando inúmeras tecnologias. O encontro também mostrou os avanços e os principais direcionamentos e desafios para 2017.

Na programação de pesquisa, neste ano, foram registrados 41 projetos em andamento - dos projetos encaminhados às chamadas do Sistema Embrapa de Gestão, houve aprovação de 75% no primeiro semestre de 2016 - e o envolvimento  em 113 projetos liderados por outras Unidades. No segundo semestre, 16 novas propostas foram à apreciação e devem ser divulgados os resultados nos primeiros meses de 2017. 

Durante o ano de 2016, se destacam  os lançamentos  de novos produtos da Embrapa como as publicações sobre Oliveiras no Sul do Brasil, Zoneamento Edáfico de Santa Maria e Sistema de Produção de Leite; duas cultivares de pêssego BRS RubraMoore e BRS Citrino; duas cultivares de arroz BRS Pampeira e BRS 358 e o aplicativo para celular GD Arroz, dentre tantas outras soluções disponibilizadas. "Temos soluções tecnológicas encaminhadas em 2016, a serem entregues no decorrer de 2017, que são: duas cultivares de azevém, duas cultivares de feijão preto, uma cultivar de batata-doce e uma cultivar de arroz", adiantou Pillon, demonstrando a elevada capacidade da Unidade em produzir conhecimento e inovação.

Na área de Transferência de Tecnologia, a Unidade de pesquisas buscou atuar de maneira forte em territórios considerados estratégicos para sua área de atuação na região de clima temperado. Foram instaladas novas estruturas, foram articuladas  para dar suporte à qualificação  da atuação da Unidade em sua área de abrangência, a exemplo da  Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (UMIPIT), localizada em Francisco Beltrão, município do sudoeste do estado do Paraná, numa parceria entre a Embrapa, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná(UTFPR) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar); do Escritório Avançado da Unidade em parceria com o Instituto Federal Farroupilha, no município de Santa Rosa, no nordeste do estado do Rio Grande do Sul, que se somam ao Campo Experimental Avançado de São Mateus do Sul, no Paraná e ao Campo Experimental Avançado (vinculado à Associação dos Usuários do Perímetro de Irrigação do Arroio Duro, a AUD), no município da Metade Sul do estado do Rio Grande do Sul, em Camaquã.

Foram feitas atividades direcionadas à diversificação de públicos com as Chamadas Públicas de Sucessão Familiar, através das parcerias com as Escolas Família Agrícola, e da área da Gastronomia; contribuições para segurança  alimentar, através  da capacitação de multiplicadores, distribuição de material genético, diversificação da matriz produtiva e apoio às redes sociais.

Ações de transferência de tecnologia foram realizadas para as cadeias estratégicas de atuação para a Unidade, como dias de campo e workshops com as cadeias do pêssego, leite, arroz, batata, agroenergia, dentre outras. 

Na área da Comunicação, destaque para inserções de visibilidade em veículos destinados ao agronegócio e do alcance das mídias sociais com uma média de 5.500 usuários por publicação no facebook, chegando a quase 10 milhões de visualizações no canal You Tube.

Em Desenvolvimento Institucional, a Unidade local investiu em 2016 num programa inédito chamado Portas Abertas, uma série de atividades programadas para estreitar relações com diversos públicos e cadeias produtivas. "Nesta ação realizamos seminário de tecnologias sociais, um edital para recepção de escolas do ensino fundamental, dias de campo interno para os nossos empregados e colaboradores, uma rodada de cicloturismo nas dependências da Unidade de pesquisas, como também, uma mostra de tecnologias para Gastronomia, os 20 anos do Sispel e participamos do Festival de Gastronomia e dos Wokshops, envolvendo cadeias produtivas, o que totalizou ao redor de 1.500 pessoas se aproximando da Embrapa", listou Pillon.

Em termos de custo e orçamentos, dentro da ação do Arranjo Produtivo Local (APL Alimentos) foram contempladas a realização de atividades que captaram recursos através do projeto Embrapa na ordem de 611 mil reais. A Unidade de pesquisas investiu 5.123 milhões de reais em recursos destinados pelo Sistema Embrapa de Gestão de projetos (de um total positivo de 6,5 milhões ao longo do ano), mas também empenhou-se em captar, por meio de receitas indiretas, um valor de 1,4 milhão de reais, o que permitiu manter a agenda dinâmica na Unidade.

Criatividade e projetos para 2017

O chefe-geral, Clenio Pillon, ao longo de sua fala expressou a criatividade como uma das características que mais  se destacaram durante o desenvolvimento da programação da Unidade, em 2016. E enalteceu as pessoas como fator importante na realização das atividades rotineiras. Por isso, foi instituído, na ocasião, premiação de reconhecimento a pessoa e ao público interno da Unidade. Neste ano foi feita a entrega de Certificados de Reconhecimento aos empregados que apresentaram soluções inteligentes como foi o caso de José Carlos D'Ávila que montou um secador de grãos; ao Lori Borges da Costa e José Carlos D´Ávila pela construção do tronco para manejo de animais e ao Leandro Boa Nova pela roçadeira lateral para pomares, o aplicador de isca tóxica para mosca-das-frutas e a grade aradora com sistema de levante hidráulico (uma adaptação ao sistema mecânico e manual). Também foi prestada uma homenagem a 13 empregados que completaram, neste ano, 10, 20, 30 e 40 anos de Empresa. 

Pillon também apresentou os desafios dos novos tempos à pesquisa, que exigem clareza sobre o processo de produção; uma necessidade de se construir um portfólio de ativos e pré-ativos tecnológicos; o fortalecimento da modelagem de negócios, assim como, de parcerias e da captação de recursos; a capacidade de antecipação e quantificação de impactos; fortalecimento do diálogo com a sociedade; subsídios à construção de políticas públicas; ampliação das relações internacionais e o desenvolvimento de pessoas e competências.

Como forma de estabelecimento de articulação para inovação, a Chefia Geral citou algumas empresas que estão se associando a práticas e ideias desenvolvidas pela Unidade como a  Bem Brasil Alimentos, o Instituto Gaúcho do Leite( IGL), a Ouro Fino Agrociência, a Yara Brasil, a FMC, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda(CCGL), a Dairy Equipamentos e a Águia Metais.

Ao final do encontro foi feita a apresentação do vídeo final de ano, com mensagens proferidas pelos integrantes do Comitê Gestor da Unidade  e representantes da Associação dos Empregados da Embrapa, do Sindicato local - Sinpaf, e  da Fundação de Apoio à Pesquisa Edmundo Gastal (Fapeg). E encerrando o dia, foi feita a confraternização entre toda a equipe de trabalho da Unidade de pesquisas. A atividade aconteceu no dia 16 de dezembro.

Cristiane Betemps (MTb 7418-RS) 
Embrapa Clima Temperado 
clima-temperado.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (053) 3275-8215

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa

ONU 2016: desafios e conquistas da comunidade internacional



30/12/2016 

Organização cita conflitos na Síria, Sudão do Sul e Iêmen, epidemia de zika, assim como assinatura do acordo de paz da Colômbia, entrada em vigor do Acordo do clima de Paris e novo secretário-geral, António Guterres.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova York.

O ano 2016 foi um desafio para a comunidade internacional, com a piora do conflito na Síria apesar dos esforços para acabar com a guerra e aumento da violência e da insegurança no Sudão do Sul e no Iêmen.

O número de refugiados e migrantes no mundo subiu quase 10% em relação ao ano passado, passando de 60 milhões para 65 milhões.

Retrospectiva ONU

A Retrospectiva ONU 2016 mostra ainda que esse foi o ano mais quente da história. Mas ao mesmo tempo, foram várias conquistas, começando com a entrada em vigor do Acordo de Paris, sobre mudança climática.

O Acordo de Paz da Colômbia pôs fim a 50 anos de guerra civil e governos e setores privados mundiais chegaram a um consenso para controlar as emissões de carbono na aviação internacional.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, também entraram em vigor neste ano com pedidos de grandes esforços para sua implementação.

Ainda em 2016, que é o último de Ban Ki-moon no comando das Nações Unidas, o secretário-geral pediu desculpas ao povo do Haiti pelo fracasso da organização em lidar com a epidemia de cólera, que causou a morte de pelo menos 9 mil haitianos, desde 2010.

Ban anunciou um plano  de US$ 400 milhões para combater o surto e fornecer apoio de longo prazo às pessoas afetadas pela doença.

Zika

O medo também invadiu, principalmente, a região das Américas com o vírus da Zika, responsável por problemas neurológicos como microcefalia, em bebês e a síndrome Guillain-Barré, em adultos.

O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypt e foi considerado pela Organização Mundial da Saúde, OMS, uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.

Além do Brasil, aproximadamente 60 países registraram casos de zika. A OMS chegou a divulgar uma lista de recomendações para que as pessoas e os turistas pudessem se proteger do mosquito durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Em novembro, a agência da ONU declarou que o vírus não representava mais uma emergência de saúde global, mas avisou que o zika "chegou para ficar". Segundo a OMS, isso exige a adoção de medidas de longo prazo, como o desenvolvimento de uma vacina e o controle dos mosquitos.

Conquistas e desafios

O secretário-geral afirmou que "sérios desafios continuam na agenda internacional", especialmente na Síria, no Sudão do Sul e no Iêmen. Ban pediu união e consenso entre os Estados-membros para resolver esses e outros conflitos mundiais.

Enquanto isso, o ex-primeiro-ministro de Portugal e ex-alto comissário para Refugiados, António Guterres, foi escolhido como o próximo secretário-geral da ONU e prometeu "se distanciar do medo e ter como foco a reconstrução da confiança global".

A Retrospectiva da ONU 2016, produzida pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas, relembra as conquistas e desafios que marcaram os últimos 12 meses.

Fonte: Rádio ONU
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