Países reunidos na COP 20 aprovam 'rascunho zero' de acordo climático


A secretária-executiva da Convenção da ONU sobre mudanças do clima, Christiana 

Figueres, junto ao presidente da COP 20, o ministro do Ambiente do Peru, 
Manuel Pulgar-Vidal (gravata verde), em plenária (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

14/12/2014

Conferência terminou neste sábado, depois de duas semanas de debates.
Texto é base de um novo tratado que tentará frear aumento da temperatura.

Depois de duas semanas de negociações tensas na COP 20, em Lima, delegações de 196 países aprovaram na madrugada deste domingo (14) o "rascunho zero" de um futuro acordo global do clima, que contemplará diversas ações para conter o aumento da temperatura do planeta e, com isso, frear os efeitos da mudança climática.

O "Chamamento de Lima para a Ação sobre o Clima", título recebido pelo documento, foi aprovado por consenso a 1h24 (4h24 no horário de Brasília). A plenária final da Conferência das Nações Unidas aconteceu um dia e meio depois da data prevista para seu término. A falta de entendimento em vários pontos atrasou o fim do encontro.

O principal impasse referia-se ao princípio de diferenciação das responsabilidades dos países em conter a emissão de gases-estufa. Em uma das plenárias realizadas, ficou evidente o confronto entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

China, Brasil, Índia e África do Sul, os emergentes, não concordavam com a abordagem apresentada numa versão do rascunho anterior à aprovada. Já Estados Unidos, União Europeia e Rússia, a parte rica, queriam aprovar o texto.

No rascunho aprovado nesta madrugada, esse princípio foi melhor referenciado, deixando claro que no novo acordo será levada em conta a culpa histórica de emissões. Outro alvo de reclamação do grupo de países em desenvolvimento, o mecanismo de perdas e danos voltou a ser mencionado no texto. Criado na conferência de Varsóvia, em 2013, ele prevê ajuda a países vulneráveis já atingidos por desastres naturais. No entanto, o rascunho não detalha como esse instrumento vai funcionar.

O conjunto de informações será a base para a criação de um plano mundial a ser firmado em 2015, em Paris, e que entrará em vigor em 2020. O novo tratado será obrigatório a todos os países e deverá impactar diversos setores econômicos. Seus objetivos principais são evitar prejuízos ambientais e mobilizar recursos a populações afetadas por desastres naturais, além da criação de tecnologias que reduzam a poluição.

O que foi negociado?

Assim que o documento foi liberado, houve disputa entre os participantes 

para obter uma cópia (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

O texto decide sobre três diferentes focos de negociação. O primeiro, a criação de elementos que farão parte do novo acordo. Ainda não há definição sobre eles e o tema voltará a ser discutido no ano que vem (leia mais abaixo).

O segundo, a determinação do tipo de metodologia que os países seguirão para formular suas metas de redução de emissões, as chamadas Contribuições Intencionais Nacionais Determinadas (INDCs, na sigla em inglês). O resultado acordado por consenso era o mais aguardado desta conferência.

O terceiro ponto era a criação de um "mapa do caminho" a ser seguido pelos países desenvolvidos para cortar as emissões de gases-estufa entre 2015 e 2020, período que antecede o novo acordo, incluindo o segundo período do Protocolo de Kyoto.

Elementos do novo acordo

Definidos e aprovados como anexo da decisão principal de Lima, os elementos vão nortear os negociadores na hora de estruturar o novo acordo ao longo do próximo ano.

Sua criação foi determinada na África do Sul, em 2011, dentro do instrumento chamado de Plataforma de Durban. Estão marcados quatro encontros para discutir o tema, sendo que o primeiro será em Genebra, em fevereiro, e o último em Paris, em dezembro, na COP 21.

O material de 37 páginas é considerado importante porque, sem eles, não é possível dialogar com setores econômicos e se chegar a compromissos para o clima no pós-2020.

O documento traz medidas que devem ser feitas nas áreas de mitigação (diminuição de emissões de gases-estufa), adaptação à mudança do clima, financiamento a tecnologias limpas e aplicação de recursos em países vulneráveis, entre outros assuntos. Todo o conteúdo está em aberto, ou seja, ainda não há conclusão sobre o que terá de ser feito.

Os temas foram separados em tópicos, com várias opções de planos. Ao longo das conversas diplomáticas, os itens vão sendo eliminados até quereste a proposta definitiva do acordo do clima.

Decisões complexas

Ativistas protestam antes da plenária final da COP 20. Eles gritam 'sem justiça, 

sem acordo', em referência à retirada de pontos do rascunho que tratavam da 
ajuda de países ricos a nações vulneráveis. (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

Um exemplo do nível de complexidade do documento pode ser visto na parte referente ao corte de gases (mitigação). Há três elaborações diferentes para o tema.

A primeira opção diz que é preciso frear o aumento da temperatura em 2ºC e 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais com o corte de emissões globais entre 40% e 70% até 2050, baseado nos níveis de 2010. Há ainda uma meta de zerar os gases emitidos até 2100.

Em outra opção, as partes terão que reduzir o lançamento de gases conforme sua capacidade e as emissões globais terão que atingir seu pico “o mais breve possível”, sem definir uma data e números. Além disso, diz o documento, os países terão que investir em tecnologia e oferecer financiamento a nações em desenvolvimento, a fim de apoiar ações de mitigação e adaptação.

A terceira opção diz apenas que os países sigam o princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” para alcançar uma meta para conter as emissões e o aumento dos termômetros. Uma alternativa considerada simplificada.

Finanças e proposta do Brasil

O conjunto de textos contempla também informações sobre a adaptação aos efeitos da mudança climática e perdas e danos (mecanismo que compensa nações que já sofrem atualmente com desastres naturais).

A parte do rascunho sobre financiamento, assunto mais delicado nos diálogos sobre o clima, tem seis páginas e tenta definir como os países desenvolvidos e em desenvolvimento vão mobilizar dinheiro para investimentos a longo prazo.

Também será levada para as discussões do próximo ano a proposta brasileira de diferenciação concêntrica, que tenta melhorar o princípio de "responsabilidades comuns, porém diferenciadas".

O conceito coloca os países em três níveis, cada um deles com um “menu" de critérios para diminuir as emissões. Nações desenvolvidas ficariam no círculo central e teriam que fazer cortes em todos os setores da economia. Os emergentes, como Brasil, China e Índia, ficariam no segundo nível, com mais opções para frear o aquecimento. Países vulneráveis, como os Estados-ilha, não empreenderiam grandes ações e estariam no terceiro nível.

Da esquerda para a direita, o ministro Raphael Azeredo com o embaixador 
José Antonio Marcondes Carvalho, que lidera a equipe de negociadores do 
Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. A ministra do Meio Ambiente, 
Izabella Teixeira, também participou da COP do Peru (Foto: Eduardo Carvalho/G1)



Fonte: G1 Natureza


Olimpíadas devem servir de estímulo para despoluição da Baía de Guanabara

13/12/2014

Apesar de não ser possível despoluir a Baía de Guanabara até os Jogos Olímpicos Rio 2016, o evento deve servir de estímulo para que o processo de limpeza continue, como ocorreu com a Baía de Sydney, na Austrália, após as Olimpíadas 2000.

De acordo com Paulo Cesar Rosman, professor de engenharia costeira do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os australianos também não conseguiram atingir nível satisfatório de despoluição para os Jogos, mas atualmente a situação está bem melhor.

“As Olimpíadas foram um degrau muito importante. Se não fosse a meta intermediária, as pessoas possivelmente não tomariam consciência e dariam tanta atenção para a necessidade de recuperação da Baía de Sydney. O mesmo podemos dizer da nossa sofrida Baía de Guanabara, que, sem dúvida, nos fará passar algumas vergonhas durante as Olimpíadas, porque as condições deixam muito a desejar”, ressaltou Rosman.

O tema foi discutido hoje (12),  no 1º Seminário sobre a Baía de Guanabara: Situação Atual e Perspectivas no Contexto dos Jogos Rio 2016, promovido pelo Laboratório de Sistemas Avançados de Gestão da Produção (Sage), da Coppe-UFRJ, e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Ciências do Mar (INCT Pro-Oceano).

Segundo o professor, investimentos como o do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), na década de 1990, cumpriram o previsto, que era avançar no saneamento básico da região. Porém os valores aplicados são insuficientes para a magnitude do problema.

“Juntando todos os projetos, talvez se alcance R$ 2 bilhões em 20 anos. O Maracanã custou R$ 1 bilhão. Você acha que dá para resolver o problema de cinco milhões de pessoas sem saneamento, urbanização e sistema de coleta de lixo gastando dois maracanãs? Ou o que se gastou no Maracanã foi uma roubalheira impossível de compreender, ou o que se gastou na Baía de Guanabara foi uma brincadeira em relação ao tamanho da encrenca”, acentuou.

Para Paulo Cesar Rosman, é preciso investir pelo menos R$1 bilhão por ano para que a Baía de Guanabara consiga, em 10 anos, atingir situação aceitável. Por enquanto, a verba prevista para o  Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam) é R$ 1,5 bilhão até 2016. O professor destacou que a poluição é apenas um efeito colateral da falta de desenvolvimento socioeconômico da região.

“Infelizmente, ainda temos um gande contingente de pessoas carentes, preocupadas em estar vivas semana que vem. Para essas pessoas, qualidade de vida é um luxo. Elas ainda não chegaram lá. Precisamos criar um desenvolvimento socioeconômico, de maneira que a cidadania delas seja resgatada, que elas consigam ter preocupação com a qualidade de vida. Quando isso ocorrer, o local onde moram ficará bonito, tera árvore, sem lixo no chão e valão de água negra em frente à casa. Ninguém aguentará isso. O dia em que 90% dos habitantes tiverem como principal preocupação a qualidade de vida e do ambiente onde vivem, a Baía de Guanabara está salva”, afirmou Rosman.

No seminário também foram apresentados temas relativos à diversidade biológica, contaminação viral, parâmetros de qualidade da água e sistemas de circulação de água na baía. Em outro seminário realizado hoje em Niterói, região metropolitana do Rio, o tema foi Utilização Turística da Baía de Guanabara.

De acordo com o ministro do turismo, Vinícius Lages, a ocupação turística da região pode começar antes mesmo da despoluição. “Ainda que não na velocidade demandada, estamos trabalhando para poder diminuir esses impactos, reduzindo a poluição e transformando este, que é um grande palco, um ecossistema natural que representa muito do que o Rio é. Principalmente para a cultura náutica, devemos cuidar da natureza e da paisagem. Isto tem a ver com a sustentabilidade do uso dos recursos do mar”, acrescentou.

Fonte: EBC


Os cuidados com a decoração natalina

07/12/2014

A temporada de decoração de Natal começou. A cidade fica linda, os lares iluminados… Mas cuidado com um grande perigo: o uso inadequado das lâmpadas e instalações elétricas mal feitas. Descuidos e gambiarras podem causar graves acidentes.

Muitas pessoas compram caixas de pisca-pisca ou lâmpadas de procedência duvidosa, sem certificação alguma e com instruções em língua que desconhecemos. Primeiro erro. Daí partem outros riscos, como o fato de amarrar estas lâmpadas na árvore da frente da casa, mesmo este  material podendo não ser específico para uso externo. Então no ponto de conexão inserem uma luz na outra,  já que o fabricante produz o plug de forma a permitir esta prática.

A sequência de equívocos continua: Para alimentar o conjunto usam uma extensão sem condutor de proteção (fio terra), que passará por todo o jardim até atingir uma tomada que em geral é de dois polos (sem aterramento) e sem proteção de DR. Além disso, a carga não é adequada nem para o fio da extensão nem para a tomada que está sendo utilizada.

Os perigos? Choque elétrico e uma sobrecarga que pode iniciar um pequeno incêndio que virará uma grande tragédia em poucos minutos.

Pense muito bem antes de instalar seus enfeites de Natal. Procure um profissional habilitado e compre produtos adequados e seguros.

Siga também estes conselhos:

> Escolha com cuidado os cordões de luz, mangueiras e pisca-pisca. Eles devem ser de boa procedência e certificados pelos institutos controladores de qualidade.

> Antes de instalar os artefatos, especialmente os já utilizados anteriormente, verifique sua condição geral e preste atenção às emendas e à película plástica isolante.

> Emendas e conexões devem estar protegidas com fita isolante de boa qualidade.

> Assegure-se de que a capacidade e a resistência dos condutores, tanto da fonte de energia quanto dos enfeites em si, sejam compatíveis com a carga elétrica requerida, observando o correto dimensionamento de cabos e fios.

> Confirme se a tensão das lâmpadas é compatível com a tensão da rede.

> Só ligue o equipamento na tomada após a conclusão da montagem, para evitar acidentes por falhas no isolamento de fios ou nas emendas.

> Nunca toque na fiação nem substitua lâmpadas queimadas com o aparelho ligado à fonte de energia.

> Na ornamentação de exteriores (como fachadas, jardins, varandas e grades), o cuidado deve ser redobrado. A umidade e a presença de água são fatores que elevam bastante a probabilidade de acidentes.

> Não instale objetos decorativos nas proximidades da rede pública de energia e jamais use os postes para ornamentação.

> Não faça nenhuma instalação se você não tem conhecimento prévio de segurança elétrica. O correto é contratar um profissional habilitado para orientá-lo na aquisição de dispositivos e para realizar a instalação.

Colaboração: Programa Casa Segura



Biodiversidade pela Boca 2014



23/11/2014

No próximo sábado, 29, vai ocorrer a Mostra Biodiversidade pela Boca 2014, promovida pelo Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O evento será um encontro para promover o uso sustentável dos recursos da Mata Atlântica, do Pampa e do Cerrado, por meio da alimentação. A Mostra ocorre no Parque Farroupilha (Redenção), entre o Parquinho e a Feira de Agricultores Ecologistas, em Porto Alegre, das 8h às 15h.

O evento contará com a participação de agricultores agroecológicos, grupos da agrobiodiversidade, e empreendimentos da economia solidária de várias regiões do RS e também do Cerrado, com degustação de alimentos e bebidas, além de frutas da safra in natura. Sucos e licores de frutas nativas como guabiroba, pitanga, cerejeira-do-mato, araçá, jabuticaba, butiá, ananás, juçara, além de geléias e picolés com essas frutas. Os visitantes poderão experimentar alimentos produzidos à base de farofa de pinhão, como croquetes e pastéis com recheios diversos. E também pães com farinha de jatobá e com plantas alimentícias não convencionais, como a urtiga nativa, com antepastos à base de bertália, ora-pro-nóbis e cará.

Entre as atividades, serão realizadas oficinas de preparo de alguns pratos, como requeijão de cará e pastas de bertália e ora-pro-nóbis. E despolpa da fruta de juçara - o açaí da Mata Atlântica. Além de exposição de mudas das plantas nativas.

O Brasil tem uma grande biodiversidade alimentar, mas no dia a dia as pessoas não a utilizam em sua alimentação. É fundamental difundir o conhecimento sobre as frutas e plantas nativas, além de mostrar suas possibilidades de uso e contribuir para a soberania alimentar regional, valorizando e fomentando um importante patrimônio natural que precisa ser preservado e conservado. Os alimentos nativos são extremamente nutritivos e não necessitam de insumos químicos no seu cultivo.

Venha descobrir essa riqueza alimentícia e seus sabores! Compareça, divulgue e trague sua caneca!

O Quê: Mostra Biodiversidade pela Boca 2014
Quando: 29 de novembro, sábado, das 8h às 15h
Onde: Parque Farroupilha (Redenção), entre o Parquinho e a Feira de Agricultores Ecologistas, Porto Alegre/RS.
O que levar: Traga sua caneca para degustação! Não teremos copos descartáveis!
Quem pode participar: Participação livre e gratuita.

Saiba mais no evento do Facebook, clicando aqui.


Senai lança Instituto de Tecnologia em Meio Ambiente


16/11/2014

Lançamento ocorre durante seminário que terá participação da vice-governadora na entrega de Carta de Compromissos com o Rio Iguaçu

Especialistas de vários países participam na próxima semana do lançamento do Instituto Senai de Tecnologia (IST) em Meio Ambiente e Química e do Seminário Internacional de Tecnologias Ambientais e Gestão da Água na Indústria.

O seminário tem o objetivo de compartilhar conhecimento relacionado aos recursos hídricos, oportunizando a troca de experiências e a integração entre pesquisadores e profissionais da indústria.
O evento será realizado de 17 a 19 de novembro na unidade do Senai na Cidade Industrial de Curitiba.  Em momento especial da programação, haverá o lançamento do Instituto Senai de Tecnologia em Meio Ambiente e Química, às 17 horas de segunda-feira (17).
Carta de Compromissos

No primeiro dia de palestras e debates, um dos pontos altos da programação do seminário será a leitura e a entrega da Carta de Compromissos com o Rio Iguaçu às autoridades presentes, pela vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti. Será ainda apresentado o relatório Uma Análise da Visão do Setor Industrial da Região do Alto Iguaçu e Afluentes do Alto Ribeira.

Está prevista a participação de especialistas do cenário nacional e ainda pesquisadores canadenses e alemães, que dividirão suas experiências relacionadas ao Diagnóstico e Remediação de Áreas Contaminadas na Região de Berlim e à Visão Internacional de Gestão de Recursos Hídricos, entre outros assuntos.

Lançamento do IST
O Instituto Senai de Tecnologia em Meio Ambiente e Química é uma das obras do Programa Senai de Apoio à Competitividade Industrial, criado em 2012 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Senai Nacional, em parceria com o governo federal e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico no país.

No Brasil, o investimento total será de R$ 1,9 bilhões, sendo que R$ 1,5 bilhão são provenientes do BNDES. No Paraná, os investimentos totalizam R$ 190 milhões, sendo R$ 149 milhões financiados pelo BNDES e R$ 41 milhões a contrapartida do Senai.

O programa implantará em todo o país 25 Institutos Senai de Inovação (ISI) e 63 de Tecnologia (IST), além da compra de 81 unidades móveis. No Paraná, são 10 Centros de Educação Profissional, sete Institutos Senai de Tecnologia e um Instituto de Inovação, com foco em eletroquímica. Além das obras, o investimento prevê também a compra de equipamentos de ponta para atender as indústrias nas mais diversas áreas de atuação, tanto em pesquisa aplicada, quanto em serviços técnicos e tecnológicos, e educação.

Estrutura do IST
O prédio do IST estará totalmente construído em maio de 2015, contando com mais de 6 mil metros quadrados, destinados a salas de aula para pós-graduação, mestrado e cursos in company .

A estrutura inicial do instituto é composta de nove consultores e 20 técnicos de laboratório. No entanto, para um futuro próximo, está prevista a contratação de outros 18 profissionais.



Casa segura e sustentável

14/11/2014

A cada ano, cerca de 25 milhões de toneladas de produtos de cobre são fornecidos, em todo o planeta, através de uma sofisticada cadeia de suprimentos. Nem sempre podemos vê-lo, o cobre está escondido atrás de paredes ou no interior de equipamentos, cobertos por isolamentos de proteção. Mas quase todos os momentos de nossas vidas é impactado pelos benefícios proporcionados por produtos de cobre.

O cobre é essencial à vida moderna: ele fornece eletricidade e água potável em nossas casas e cidades e oferece uma ajuda fundamental para o desenvolvimento sustentável. O cobre é um elemento essencial para todas as formas de vida. Nos cuidados com a saúde, sua propriedade antimicrobiana tem demonstrado uma redução no risco de infecções na ordem de 58%. A capacidade de condutibilidade elétrica e térmica do cobre ajudam a proteger o ambiente por meio da eficiência energética, reduzindo emissões dos nocivos gases de efeito estufa.

O cobre no desenvolvimento sustentável

Faz parte dos projetos de green building, uma tendência de construções ecologicamente corretas e eficientes.

. Material superior em instalações elétricas e de aquecimento solar de água.
. É uma grande solução para aplicações hidráulicas, por ser um material com diversos benefícios que aliam qualidade, eficiência e ótima relação custo-benefício.
. Reduz a emissão de CO2 e diminui o efeito estufa, contribuindo para o combate de graves problemas para o meio ambiente.
. É 100% reciclável, tornando-se ecológico e amigável às questões ambientais.

O cobre torna nossos lares confortáveis, adequados e seguros. Está presente nos interruptores de luz, nas tubulações hidráulicas, nos sistemas de aquecimento e ar condicionado e até mesmo em aparelhos como televisores.


Fonte: PROCOBRE


Consciência e cidadania para um Brasil mais limpo

08/11/2014

Ariovaldo Caodaglio*

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em agosto de 2010 (Lei nº 12.305), tem dois eixos principais, que são o fim dos lixões e a implantação da Logística Reversa, esta voltada a equacionar o destino final dos restos do consumo, incluindo eletrônicos, lâmpadas, pneus e baterias. Independentemente do atraso no cronograma de implementação dos projetos, que precisam ser agilizados, há algo crucial, mais importante até mesmo do que as ações do poder público: a consciência da sociedade quanto à atitude de cada indivíduo, família, condomínio e empresa para a consolidação de uma nova cultura no trato da questão dos resíduos sólidos.

É premente que todos entendam, como princípio fundamental, a necessidade de, por um lado, não sujar o ambiente urbano e, de outro, dispor todo o lixo produzido de modo ambientalmente correto. Esse avanço implica mudança de hábitos de todas as pessoas, em casa, na escola e no trabalho. Tais posturas cívicas e comportamentais são decisivas para que nossas cidades fiquem mais limpas.

Em primeiro lugar, é necessário rever o anacrônico conceito de que a sociedade paga impostos ao setor público para que este limpe as ruas e as cidades e se encarregue de coletar, transportar e dar destino final aos resíduos sólidos. Já passou da hora de avançarmos para um conceito mais contemporâneo de que é responsabilidade de cada um não sujar as ruas nas quais transita e a cidade na qual vive. Do mesmo modo, efetuar corretamente a deposição do lixo para a coleta é um compromisso de cada residência, condomínio, empresa, escola e instituição pública ou privada.

Cada pessoa deve ser um agente proativo do processo e não mais um usuário reativo do trabalho dos serviços de limpeza, varrição e coleta do lixo produzido pela sociedade. Todos devem comprometer-se com a meta de que o Brasil tenha cidades mais limpas e um habitat humano mais saudável e agradável. Qualidade ambiental é uma responsabilidade de todos.

O mesmo raciocínio aplica-se à questão da logística reversa, que objetiva dar solução adequada aos produtos no final de sua vida útil. Esse item da Política Nacional de Resíduos Sólidos é o que define a responsabilidade compartilhada das distintas cadeias de suprimentos e da sociedade quanto à restituição, reaproveitamento, reciclagem ou destinação final ecologicamente correta dos bens de consumo e suas embalagens. Porém, por mais eficazes que sejam as estruturas de coleta seletiva, estratégias e programas de devolução em pontos de venda e centros de recepção das indústrias e importadores, nada será viável sem a participação e engajamento da população.

Isso é fundamental para o Brasil vencer o grande desafio da salubridade ambiental e qualidade da vida. No enfrentamento desse problema urbano, é necessária sinergia entre indústrias/importadores, distribuidores, comércio e consumidores brasileiros. Todo cidadão deve sentir-se participante e responsável. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente e ao de Cidades coordenar os Grupos Técnicos Temáticos encarregados de desenvolver modelos, normas e procedimentos para a logística reversa, para que se costurem acordos setoriais e se cumpra a legislação. Nada, contudo, será factível se cada cidadão não participar, com adequado comportamento quanto à coleta seletiva, ou na devolução dos rejeitos nos postos de coleta das respectivas cadeias produtivas.

Como se observa, civismo e educação ambiental são elementos imprescindíveis para que a Política Nacional de Resíduos Sólidos tenha êxito. Ao fazer a sua parte e dar o exemplo, a sociedade também ganha mais força política para cobrar o poder público municipal, estadual e federal quanto à execução dos projetos e recuperação dos atrasos. Consciência, portanto, é o paradigma basilar da salubridade ambiental urbana!

*Ariovaldo Caodaglio, cientista social, biólogo, estatístico e pós-graduado em meio ambiente, é presidente do SELUR (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo).



Enem 2014: crise hídrica pode cair na prova

Falta de água nas cidades brasileiras é problema que pode ser abordado 
na prova do Enem (Foto: GOVBA/Creative Commons)
07/11/2014

A crise no abastecimento que atinge São Paulo, o maior centro urbano do país, e outras cidades da região Sudeste tem tudo para ser um dos temas abordados no Exame Nacional do Ensino Médio - Enem, que será realizado nos dias 8 e 9 de novembro em 1,7 mil cidades brasileiras.

Em entrevista ao quadro "Pode Cair no Enem" do programa Todas as Vozes, da Rádio MEC AM do Rio de Janeiro, o professor de Biologia Paulo Jubilut avalia que é bastante provável que o tema apareça na forma de questões ou como eixo temático da redação. "O tema da redação do Enem sempre gera uma discussão na sociedade - o Enem também tem esse objetivo - e a questão da água nunca foi tão atual quanto agora em nosso país, quando temos a maior metrópole do Brasil, e uma das maiores do mundo, sofrendo com o problema de falta de água", ele explica.

O tema, porém, pode ser abordado sob as mais diferentes perspectivas: pode-se discutir o ciclo da água, regime de chuvas, desmatamento, fenômenos climáticos, sustentabilidade e atividades econômicas, o processo de urbanização das cidades e a exploração dos recursos naturais, o direito de acesso à agua potável e ao saneamento básico, desperdício do uso da água.

Ouça a entrevista na íntegra aqui:


Fonte: Portal EBC


Coca-Cola convida: participe da "Semana Movimento Coletivo" e faça alguém feliz


28/10/2014

De 08 a 14 de novembro, o Sistema Coca-Cola Brasil realiza a Semana Movimento Coletivo, durante a qual parte da renda oriunda da venda de cada produto do portfólio da empresa irá para o Instituto Coca-Cola Brasil, responsável pela gestão dos projetos socioambientais no país. 

Mais de 125 bebidas farão parte da ação, aí incluídos águas, chás, refrigerantes, néctares, energéticos, isotônicos e lácteos. O objetivo é estimular o consumidor a colaborar com iniciativas geradoras de desenvolvimento econômico, social e ambiental. Uma campanha nacional da marca Coca-Cola, assinada pela agência WMcCann, será veiculada em TV aberta, cinemas e internet. 

O filme da campanha para TV e cinema mostra como o engajamento dos consumidores pode impactar a vida de milhares de pessoas que fazem parte da plataforma social da Coca-Cola Brasil, o Coletivo. A campanha na internet, baseada no conceito de “storytelling”, apresenta personagens marcantes que narram suas histórias e contam como tiveram suas vidas transformadas pelo Coletivo Coca-Cola. Entre elas está a de Domingos de Araújo que, aos 50 anos, tem uma bela história de superação. Já foi garimpeiro no Mato Grosso e ainda continua no garimpo – só que, ao invés de ouro, sua busca é pelo lixo.  Começou há sete anos como faxineiro de uma cooperativa de catadores e agora preside a Cooperleste, na Zona Leste de São Paulo, apoiada pelo programa Coletivo Reciclagem da Coca-Cola Brasil.

A Semana Movimento Coletivo é derivada da Semana Otimismo que Transforma que, ao longo de sete anos, incentivou os consumidores e arrecadou mais de R$ 36 milhões para programas sociais da empresa. A expectativa para este ano é alcançar a meta de R$ 6 milhões.

“Aproveitamos a proximidade com o Natal para convidar o consumidor a participar desse movimento, buscando mobilizar a sociedade em torno de uma causa e uma concepção: a de que cada ação individual, por menor que seja, pode valer a pena e fazer a diferença”, diz Claudia Lorenzo, diretora de Negócios Sociais da Coca-Cola Brasil.

O Coletivo Coca-Cola, gerido pelo Instituto Coca-Cola Brasil, promove o empoderamento, especialmente de jovens e mulheres, a partir da valorização da autoestima, e a geração de renda. Hoje, a plataforma está presente em 550 comunidades e, até o final do ano, terá impactado mais de 100 mil pessoas em 22 estados por meio de sete diferentes projetos, como o Coletivo Reciclagem, que apoia cerca de 400 cooperativas.

Segundo Marco Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, a iniciativa é pioneira na indústria de bebidas. “A atuação nas áreas de responsabilidade social e ambiental faz parte do DNA da empresa, e só tem crescido ao longo dos anos. Como empresa líder, consideramos que cabe também à Coca-Cola Brasil colocar a sua capacidade de mobilização em prol de questões sociais, e foi por isso que, em 2007, iniciamos esse compromisso de impactar cada vez mais consumidores nessa ação anual”.

Ficha técnica:

Agência: WMcCann
Cliente: Coca-Cola         
Produto: Natal 2014
Nome da campanha: Movimento Coletivo
CCO: Washington Olivetto
Direção de criação: Marcelo Pires
Criação: Claudia Monteiro e Sabrina Villar
Planejamento: Taciana Abreu, Roberto Vianello e Igor Santos
Atendimento: Marcio Borges, Juliana Senna, Patricia Lopes e Mylena Moraes.
Mídia: Viviana Maurman, Carla Dart, Elton Baesso, Paloma Cordeiro, Ione Ribeiro e Maria Luisa Kruel e Thamires Silvestre.
RTV: Regina Knapp, Viviane de Castro e Manuela Fraga.
Produtora do filme:  BossaNovaFilms
Diretor:  Livia Gama
Diretor de Fotografia: Will Etcbehere
Pós-produção:  BossaNovaFilms
Produtora de Som:         Supersonica
Trilha:   Dudu Aram
Diretora Nacional de Operações: Vera Dreckmann
Tráfego de Criação:  Debora Nunes
Aprovação pelo cliente: Javier Meza, Marco Simões, Claudia Lorenzo, Andres Kiger, Florian Haensch, Marcelo Pascoa, Pedro Massa, Simone Murata, Adriano Ciavdar, Patrícia Pieranti, Raquel Cunha, Renata Braz, Vinicius Limoeiro, Ana Carolina Santos e André Moreira




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