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OS BENEFÍCIOS DA GOIABA



19/03/2017

Você gosta de goiaba? Conhece seus benefícios? Fruta muito nutritiva, a goiaba possui um sabor doce e azedinho e pode ser encontrada em 4 tipos: as mais conhecidas são a vermelha e a branca, mas existem também as rosas e amarelas.

As sementes, distribuídas pela polpa, são comestíveis. Quando ainda está verde, a fruta é bastante firme e conforme amadurece se torna mais macia.

As diferenças entre a variedade de polpa vermelha e a branca não estão só na cor: a goiaba de polpa branca possui uma quantidade bastante considerável de vitamina C. Já a variedade de polpa vermelha apresenta uma quantidade grande de licopeno, um nutriente antioxidante potente. O licopeno ajuda na prevenção de câncer e proteção contra doenças cardiovasculares por proteger a formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos.


Propriedades da Goiaba

As sementes são ricas em ácido linoleico, o Ômega-6. Em geral, apenas as variedades de polpas brancas e vermelhas são comercializadas.

A vitamina mais abundante na goiaba é a vitamina C . Possui também outras vitaminas e minerais como: Vitamina A, Eecomplexo B (exceto B12). Minerais como cálcio, ferro, magnésio, fósforo e potássio, mas as quantidades são bem pequenas.

Possui licopeno e antioxidantes que protegem contra o estresse oxidativo.

As folhas de goiaba são benéficas à saúde, pois são ricas em quercetina, além de triterpenos que contribuem para atividade antisséptica e antiespasmódica, sendo utilizada na medicina alternativa para tratamento de diarreia e cicatrização de lesões, por exemplo.



Benefícios da Goiaba

Para se obter os benefícios da goiaba é preciso incluí-la na alimentação com regularidade e comer pelo menos 2 goiabas no dia. Não adianta comer uma goiaba de vez em quando. Se for comer, o ideal é que seja orgânica, pois possui mais nutrientes e é livre de venenos.

Boa para os diabéticos: Ela possui um baixo índice glicêmico e é rica em fibras. Esses fatores auxiliam a evitar picos de glicose e insulina sanguíneas, que devem ser muito bem controlados em pacientes com diabetes.

Ajuda na saúde da pele: Várias substâncias presentes na goiaba ajudam na manutenção da saúde e prevenção do envelhecimento da pele. Vitaminas A e C, licopeno, caroteno e outros antioxidantes, protegem contra os danos de radicais livres que levam ao envelhecimento precoce, formação de rugas linhas e marcas de expressão, e auxiliam na renovação celular.

Melhora a digestão: A goiaba contém boa quantidade de fibra dietética que melhora a digestão. Tem a propriedade antibacteriana que limpa o intestino para proteger da atividade microbiana. Assim, fortalece a digestão que evita diarreia e constipação.

Possui propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas: As folhas da goiabeira possuem efeito anti-inflamatório e combatem infecções. Por isso o suco ou o chá feito com elas pode ser usado para dor de dente, infecções bucais e outros tipos de inflamações.

Boa para o intestino: A goiaba é extremamente rica em fibras alimentares. As fibras garantem um bom trânsito intestinal, pois retém água no interior do intestino, aumentam o bolo fecal e estimulam a eliminação mais rápida das fezes. Isso é excelente para quem sofre com constipação.  Para quem possui intestino muito solto e sofre com este tipo de problema, o consumo regular desta fruta vai ajudar a regular o intestino.

Boa para saúde vascular:  Um estudo realizado pelo Laboratório de Pesquisa do Coração (Índia) mostrou que as pessoas que comiam 5-9 goiabas por dia durante três meses, reduziram o colesterol em 10%, os triglicéridos em 8%, enquanto melhoram o colesterol HDL (“bom colesterol”) em 8%. Alimentos ricos em pectina (como a goiaba) ajudam a reduzir a quantidade de colesterol que circula no sangue, provavelmente através da formação de um gel no estômago que limpa a graxa e as impede de serem absorvidos pelo corpo.

Atua na prevenção do câncer: A goiaba é uma excelente fonte de antioxidantes, fitonutrientes e flavonoides que o tornam altamente benéfico para proteger do câncer. Goiaba contém grande quantidade de vitamina C, que protege contra os radicais livres do oxigênio.



Formas de Consumo

Assim como outras frutas, a goiaba deve ser consumida, preferencialmente, in natura. Na culinária, por não ser um alimento ácido, a goiaba vem sendo utilizada na confecção de molhos salgados e agridoces. Também é utilizada em diferentes preparações, como doces (goiabada), geleias, compotas, sorvetes e sucos.

Um grande problema no consumo da goiaba está na utilização de agrotóxicos no cultivo da fruta, que está na lista das frutas mais pulverizadas com os produtos. Portanto, a melhor opção seria consumir a orgânica.

Mensagem da UNESCO para o Dia Mundial da Água



18/03/2017

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial da Água, 22 de março de 2017

A maioria das atividades humanas produz águas residuais, e mais de 80% das águas residuais do mundo são despejadas no meio ambiente sem tratamento. Essa situação não pode mais continuar, segundo a mensagem do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2017. Limitar o despejo na natureza de águas residuais não tratadas permite não somente salvar vidas e fortalecer ecossistemas saudáveis, mas também contribui para o desenvolvimento sustentável. 

O acesso à água potável e aos serviços de saneamento é essencial aos direitos humanos, assim como à dignidade e à sobrevivência de mulheres e homens em todo o mundo, sobretudo dos mais desfavorecidos. É indispensável a implementação do Programa de Desenvolvimento Sustentável até 2030, pois a água inter-relaciona os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e suas metas. 

Face a uma demanda crescente, as águas residuais podem constituir uma fonte alternativa confiável: por isso, é necessário modificar a gestão das águas residuais e passar de um modelo de “tratamento e eliminação” para um modelo de “redução, reutilização, reciclagem e recuperação dos recursos”. As águas residuais não devem mais ser consideradas como um problema, mas como uma parte da solução dos desafios que todas as sociedades enfrentam hoje. As águas residuais podem constituir outra fonte de água rentável, durável, segura e confiável para toda uma variedade de usos, tais como: irrigação, atividades industriais ou água potável, sobretudo em um contexto de escassez hídrica. Para que isso aconteça, devemos mudar nossas mentalidades, nos sensibilizar e redobrar os esforços para divulgar as vantagens da reutilização das águas residuais. 

A melhoria da gestão das águas residuais deve estar no centro de uma economia circular, de forma a realizar um equilíbrio entre o desenvolvimento, a proteção e a exploração sustentável dos recursos naturais. As vantagens são múltiplas para a segurança alimentar e energética, mas também para a atenuação dos efeitos da mudança climática.

Como a agência das Nações Unidas para as ciências da água e a educação, a UNESCO atua em todas as frentes do Programa Hidrológico Internacional e em sua rede de comitês nacionais, centros e cátedras. Nosso Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos oferece aos governos e à comunidade internacional acesso a informações úteis para a formulação de políticas sobre os recursos mundiais de água potável e utiliza técnicas de vanguarda para o monitoramento dos recursos hídricos, tendo em vista as questões de gênero. Todos esses elementos são indispensáveis para assegurar o sucesso do Programa de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

Em uma época em que a demanda aumenta e os recursos limitados estão sob crescente pressão devido à captação excessiva, à poluição e à mudança climática, não podemos simplesmente negligenciar as oportunidades que oferecem melhorias para a gestão das águas residuais. Não temos condições de desperdiçar as águas residuais. Esta é a mensagem que a UNESCO lança hoje.  


Fonte: UNESCO

Angelina Jolie lembra Vieira de Mello em apelo à internacionalização

Angelina Jolie em discurso na  Fundação Vieira de Mello. Foto: Acnur/Mark Henley

18/03/2017

Em palestra anual, atriz lembra brasileiro como exímio diplomata e negociador; enviada especial quer mais apoio para ajudar ONU a resolver crises; discurso, em Genebra, alertou para surgimento de nacionalismo e políticas que alimentam medo.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

A atriz Angelina Jolie prestou tributo ao ex-funcionário da ONU, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Jolie discursou num evento especial na Fundação Sergio Vieira de Mello, com sede em Genebra.

O brasileiro morreu durante um ataque terrorista à sede da ONU, em Bagdá, no Iraque em 2003. O atentado matou outras 21 pessoas e deixou várias feridas.

Recorde de refugiados

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, fez um apelo de apoio às Nações Unidas no seu discurso "em defesa do internacionalismo". E elogiou o trabalho de Vieira de Mello como exímio mediador e diplomata.

Angelina Jolie colabora há 16 anos com a agência com a qual prometeu estar ligada "por toda a sua vida".


A palestra anual Sérgio Vieira de Mello convida oradores de destaque.

Liderança

Angelina Jolie, que também participou de uma sessão de perguntas e respostas com o público, ao lado do chefe do Acnur, Filippo Grandi, citou crises como o recorde de refugiados do conflito sírio e as ameaças da fome em vários países incluindo Iêmen, Somália, Sudão do Sul e o nordeste da Nigéria.

Jolie afirmou que "não podia imaginar uma figura na liderança da ONU que não quisesse ter a chance de consultar Sérgio Vieira de Mello ou enviá-lo novamente para o campo".

Ela elogiou o brasileiro pela "extraordinária graça e habilidade" e o percurso de 30 anos na ONU onde este passou "de funcionário no terreno para alto comissário para os Direitos Humanos e representante especial para o Iraque".

Ela citou a ação de Sérgio Vieira de Melo em Bangladesh, na Bósnia, no Sudão do Sul e no Timor-Leste com deslocados de guerra e a ajuda dada com sua habilidade como diplomata e negociador.

Medo e ódio

Jolie disse que hoje o mundo observa uma "maré crescente de nacionalismo, mascarada de patriotismo, e o ressurgimento de políticas que encorajam o medo e o ódio aos outros."

Ela disse que é preciso reconhecer os danos que são causados quando se mina a ONU ou esta é "usada de forma seletiva, ou não o é de todo, quando se recorre ao auxílio para fazer o trabalho da diplomacia ou são dadas tarefas impossíveis à ONU que são subfinanciadas."

Jolie declarou que não há um único apelo humanitário no mundo que recebeu pelo menos a metade do montante que é necessário.

Dos países que estão à beira da fome, a enviada especial deu exemplos onde foram colocados ao seu dispor fundos na ordem de 17%, 7% e 5% do que estes precisam.

Fonte: Rádio ONU

Vivendo no Brasil, haitiana faz vaquinha na internet para construir escola em seu país




18/03/2017

Há quase dois anos, a professora e pedagoga Geneviève Chérubin, de 34 anos, deixou o Haiti e a família e veio morar no Brasil com o objetivo de aprender o português e conseguir uma oportunidade de trabalho. Após se estabelecer no Brasil, ela quer construir uma escola em seu país e está fazendo uma vaquinha na internet para realizar seu sonho

No financiamento coletivo, a haitiana pretende arrecadar R$ 55 mil. Através do dinheiro ela quer comprar um terreno e construir uma escola na Comunidade de Bernard Gousse, no estado de Pestel, no sudoeste do Haiti, onde deu aulas para as crianças como voluntária por quatro anos, depois do terremoto que atingiu o país em 2010, matando 220 mil pessoas e do furacão Mattew em 2016. 

O Haiti é considerado o país mais pobre das Américas e um dos mais pobres do mundo. Ele ocupa a posição de 168º entre 187 países no Índice de Desenvolvimento Humano. 


Em entrevista exclusiva para a Sputnik Brasil,  Geneviève Chérubin, ou Gene como é conhecida, hoje dá aulas de francês em São Paulo, em um grupo de apoio a refugiados e imigrantes, o "Abraço Cultural", que a acolheu. no entanto, a professora contou que a vida não foi muito fácil ao chegar em São Paulo e ter que se virar sozinha. Na época, Gene dividia um apartamento com outros três haitianos. Com a ajuda que recebeu da "Missão da Paz", uma ONG que acolhe migrantes, imigrantes e refugiados aprendeu o português em um mês. Em seguida recebeu o apoio do Abraço Cultural, onde começou a dar aulas de francês.

"Como todas as pessoas que chegam em um país estrangeiro não foi fácil, mas eu me mantive positiva, sem desistir. Eu comecei a aprender o português na Missão da Paz e depois comecei a procurar trabalho, que não foi fácil, mas eu encontrei uma oportunidade no Abraço Cultural e comecei a dar aulas, palestras e também dando aulas de culinária haitiana."

Sempre disposta a ajudar ao próximo, Gene queria dar seguimento ao seu trabalho de voluntariado. Desta forma, teve a ideia do financiamento coletivo. A professora acredita que a criação da escola vai trazer uma nova esperança para aquelas pessoas carentes.

"Eu pensei porque não criar uma escola e continuar esse trabalho que eu fiz lá no Haiti para ajudar essas pessoas a ficarem mais independentes?"

Gene durante trabalho voluntário no Haiti - Divulgação/Abraço Cultural

Com o apoio de jovens brasileiros, Gene espera proporcionar um futuro e inspirar os haitianos que tanto desejam deixar o país após as tragédias do terremoto e do furacão a reconstruírem suas vidas em suas cidades. A ideia é desenvolver cada vez mais parcerias entre Brasil e Haiti para melhorar a situação de seu país.

"Eu quero criar essa relação entre brasileiros e haitianos. Eu acho que esses jovens lá vão fazer a coisa de um outro jeito. Foi por isso que eu comecei a fazer essa campanha. Minha vida vai ser no Brasil, mas eu quero ampliar essa relação entre o Brasil e o Haiti."

Além da escola, Gene quer junto com os voluntários brasileiros incentivar e investir na agricultura local e resgatar pelo ensino a língua materna o crioulo haitiano. 

Fonte: Sputnik Brasil

Ministério reconhece 'emergência' em 17 cidades na Bahia por conta da seca

Estiagem causa prejuízos em cidades baianas (Foto: Henrique Mendes / G1)

12/03/2017

Portaria foi publicada pelo governo federal nesta sexta-feira (10).
Municípios passam a ter socorro e assistência para serviços essenciais.

Dezessete cidades em várias regiões da Bahia foram beneficiadas por portaria publicada nesta nesta sexta-feira (10), pelo Ministério da Integração Nacional.

Foi reconhecida a situação de emergência nos municípios de Adustina, Antônio Cardoso, Banzaê, Barra, Biritinga, Caém, Conceição do Coité, Coronel João Sá, Glória, Itanhém, Ichu, João Dourado, Santápolis, Sapeaçu, Umburanas, Vitória da Conquista e Sítio do Quinto.

A portaria com a determinação foi publicada no Diário Oficial da União. Com a medida, as prefeituras passam a ter acesso às ações emergenciais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), para socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais, como o abastecimento de água potável à população.

Além de viabilizar o acesso aos programas de fornecimento de água tratada, como a Operação Carro-Pipa, o reconhecimento também permite que os municípios tenham direito a outros benefícios, como a renegociação de dívidas no setor de agricultura, a aquisição de cestas básicas e o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.

Ainda foram contempladas pela portaria as cidades de Branquinha e Murici, em Alagoas; além de Januária, Manga, Mato Verde e São Francisco, em Minas Gerais.

Emergência

Outras quatros cidades baianas que tiveram a situação de emergência reconhecida pela seca na segunda-feira (6) foram Barro Alto (região no centro norte), Boa Vista do Tupim (na Chapada Diamantina), Mairi (centro-oeste), São Miguel das Matas (no Recôncavo Baiano).

Fonte: G1 Bahia

PB abre encontros estaduais do Água Doce

12/03/2017

Representantes do governo e de comunidades atendidas debatem execução do programa que leva água de qualidade ao semiárido.

PAD: água potável no semiárido
Paulo de Araújo/MMA
A cidade de Campina Grande (PB) sediará, nesta sexta-feira (10/03), o II Encontro Estadual do Programa Água Doce (PAD). A programação começa às 9 horas, no auditório da Universidade Estadual da Paraíba, localizado na Central de Aulas. 

O evento é o primeiro de uma rodada de encontros estaduais que acontece até maio em outros nove estados atendidos pelo programa. Em julho, está prevista a realização de um encontro nacional, em João Pessoa, capital paraibana. 

O objetivo do encontro é realizar uma discussão técnica para o aprimoramento do PAD, por meio da contribuição dos integrantes da coordenação nacional e estadual do programa, prefeitos eleitos, secretários municipais, representantes das comunidades atendidas com sistemas de dessalinização em funcionamento e das que estão em obras.

Aberto ao público, o encontro vai abordar temas ligados à gestão e execução do Água Doce na Paraíba e os diferentes estágios de desenvolvimento do programa por meio da atuação dos seus componentes: mobilização social, dessalinização, obras civis e sustentabilidade ambiental.

EMPENHO

O PAD é uma ação do governo federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com cerca de 200 instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil. Atende prioritariamente comunidades rurais localizadas no semiárido brasileiro. Hoje está presente em dez estados.

De acordo com analista ambiental do MMA, Samuel Coelho Rodrigues, a Paraíba vem se destacando na execução do Programa. “Fico feliz com o empenho do estado em executar bem o programa. Visitei os sistemas e percebo que as obras vêm sendo bem executadas, destacando positivamente a Paraíba por isso”, acrescentou.

Analistas ambientais e consultores do PAD estão na Paraíba desde o dia 7, em reunião técnica entre a coordenação nacional e atores locais. “Estamos fazendo o planejamento das ações para 2017 e discutindo questões relativas aos convênios com os estados”, explica o gerente da Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Henrique Veiga. 

Ele destaca a participação das comunidades beneficiárias na gestão do Água Doce. “Essas contribuições são ouvidas e acolhidas e contribuem com o aprimoramento do programa”, afirma Henrique Veiga. 

ACESSO À ÁGUA

O programa Água Doce busca estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas, incorporando cuidados ambientais e sociais na gestão de sistemas de dessalinização.

Em setembro do ano passado, o MMA concluiu o repasse dos recursos do convênio no estado, no valor de R$ 3,4 milhões. A previsão é de que sejam implantados 93 sistemas de dessalinização, envolvendo R$ 22 milhões em recursos (federais e estaduais). Desse total, 15 já foram entregues, beneficiando 1.753 famílias (aproximadamente 7 mil pessoas) no semiárido paraibano e quarenta estão em fase de obras. 

Os recursos são resultado de convênio firmado entre o MMA e a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia. 



O que é um bioma? A diversidade de biomas do Brasil



01/03/2017 

Cidade do Vaticano (RV) - No Brasil, a dimensão comunitária da Quaresma é vivenciada e assumida pela Campanha da Fraternidade. A cada ano, a Igreja destaca uma situação da realidade social que precisa ser mudada. Este ano, o objetivo é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho.

A partir do tema ‘Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida’ e o lema ‘Cultivar e guardar a criação’ (Gn 2.15), a Igreja conscientiza e pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O texto-base está dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, faz uma abordagem dos biomas existentes, suas características e contribuições eclesiais. 

Mas o que é um bioma? Quantos são os biomas brasileiros? Que riscos correm? Quem responde é o Professor e Doutor João Luiz de Moraes Hoeffel, especialista nas áreas de Educação, Gestão, Planejamento e Sociologia, com ênfase em Estudos Ambientais. A entrevista é do especial realizado pela Província Francsicana Imaculada Conceição do Brasil. 

Para ouvir a entrevista, abra o link abaixo:

http://media02.radiovaticana.va/audio/audio2/mp3/00571854.mp3

Pesquisa encontra microalgas que crescem em resíduos e geram biocombustíveis

Foto: Vivian Chies

27/02/2017

A Embrapa Agroenergia (DF) conseguiu identificar espécies de microalgas que podem ser cultivadas em resíduos líquidos de processos de agroindústrias, os efluentes. Esse cultivo pode gerar matéria-prima renovável para biocombustíveis, rações, cosméticos e vários outros produtos. A pesquisa, que durou três anos, também teve como resultado a descoberta de espécies até então desconhecidas, na biodiversidade brasileira.

Os efluentes utilizados nos estudos foram a vinhaça, formada na produção de açúcar e etanol de cana, e o Pome (palm oil mill effluent), que é gerado no processamento do dendê. Eles são aproveitados, hoje, para fertirrigação das plantações. Utilizá-los, contudo, como meio para produzir microalgas, pode agregar valor às cadeias produtivas da cana e do dendê, gerando mais biomassa e óleo para obter energia e bioprodutos.

As microalgas são organismos unicelulares e microscópicos que vivem em meios aquáticos e têm uma característica curiosa: embora não sejam plantas, são capazes de realizar fotossíntese e se desenvolver utilizando luz do sol e gás carbônico. Elas se reproduzem muito rapidamente, gerando grandes quantidades de óleo e biomassa em pouco tempo. A produtividade pode ser de dez a 100 vezes maior do que os cultivos agrícolas tradicionais. Isso chamou a atenção de setores que necessitam de grandes quantidades de matéria-prima, como o de biocombustíveis.

Ao mesmo tempo, os óleos produzidos por algumas espécies quase sempre contêm compostos muito valiosos como, por exemplo, Ômega 3 e carotenoides. Por isso, elas também encontram espaço em indústrias que atendem nichos de mercado e pagam mais caro por matérias-primas com propriedades raras. É o caso dos cosméticos e dos suplementos alimentares.

Já existem pelo menos quatro empresas no Brasil produzindo microalgas: duas no Nordeste, com foco em nutrição humana e animal, e outras duas no interior de São Paulo, já atendendo indústrias de cosméticos e rações, ou projetos para tratamento de efluentes. Contudo, há ainda muito que avançar no conhecimento e desenvolvimento de tecnologias para impulsionar o setor. A redução do custo de produção é uma das principais preocupações, principalmente quando se quer alcançar mercados que necessitam de grandes volumes e preços baixos, como é o caso dos biocombustíveis.

Explorando a biodiversidade

A pesquisa da Embrapa buscou soluções em uma das maiores riquezas do Brasil: a imensa biodiversidade, que pode abrigar um quarto das espécies de microalgas de água doce, segundo as estimativas. O primeiro trabalho tinha como objetivo encontrar espécies capazes de crescer na vinhaça, em ambientes industriais e biomas brasileiros (Amazônia, Pantanal e Cerrado). Os cientistas identificaram duas espécies que podem ser cultivadas nesse efluente, com bom rendimento − uma delas ainda não está sequer descrita na literatura. A análise dos componentes da biomassa dessas duas microalgas indica maior concentração de carboidratos e proteínas do que de lipídeos e carotenoides, que as tornam mais adequadas para a produção de etanol do que de biodiesel, quando o assunto é biocombustíveis. Podem ser utilizadas, ainda, em rações.

A vinhaça é rica em nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), nutrientes tão necessários às microalgas quanto às plantas. Utilizá-la como meio de cultivo, contudo, tem seus desafios, explica o pesquisador Bruno Brasil, da Embrapa Agroenergia. Se, por um lado, a concentração de nutrientes favorece o crescimento dos organismos, por outro a coloração escura dificulta a passagem de luz, sem a qual não há fotossíntese. Para minimizar esse problema, a equipe da Embrapa Agroenergia utilizou métodos de clarificação química de baixo custo ou simplesmente diluiu a vinhaça em água. Outro desafio associado à vinhaça é a elevada carga de material orgânico. Ela favorece a proliferação de bactérias e leveduras, que se tornam contaminantes no meio de cultivo e prejudicam o crescimento das microalgas.

As duas espécies selecionadas pela equipe da Embrapa Agroenergia são mixotróficas. Isso quer dizer que elas realizam fotossíntese, mas também utilizam a matéria orgânica da vinhaça para crescer. Elas não chegam a reduzir significativamente essa carga orgânica e, por isso, não podem ser utilizadas isoladamente para tratamento do efluente. No entanto, isso pode ser bom porque permite que a vinhaça ainda seja usada para fertirrigação dos canaviais após a retirada das microalgas.




Cultivos em efluente do processamento do dendê

O Pome tem características poluidoras muito parecidas com as da vinhaça, mas a composição é diferente, já que se origina de um fruto rico em óleo, o dendê, e não de uma gramínea rica em açúcar como é o caso da cana. Por isso, o trabalho de busca de microalgas capazes de crescer nesse material envolveu tanto experimentos com cepas já testadas para a vinhaça quanto novas coletas de amostras, em ambientes diferentes. Neste caso, também, duas espécies mostraram-se eficientes. Uma delas tem capacidade de crescimento tão elevada que faz desaparecer a coloração quase preta do Pome e coloca no lugar um verde intenso. Além disso, foi demonstrado que a retenção do Pome em uma lagoa anaeróbica seguida de cultivo utilizando estas microalgas promove tratamento eficiente do efluente, processo conhecido como biorremediação.

A ideia de buscar espécies capazes de crescer em efluentes industriais explora justamente uma das vantagens das microalgas, a robustez. Diferentemente das plantas, elas não exigem água doce e limpa; podem ser cultivadas em água salgada, salobra ou mesmo residual. Esse é um fator bastante positivo para a sustentabilidade do cultivo. Soma-se a isso a característica de elas não precisarem ocupar terras férteis e a alta produtividade para se chegar à conclusão de que microalgas podem compor o rol de soluções sustentáveis para fornecer alimentos, energia e bens de consumo a uma população mundial crescente.

Engenharia genética

A equipe de cientistas da Embrapa e instituições parceiras está, agora, empenhando-se em construir ferramentas que permitam a modificação genética das espécies selecionadas para crescimento na vinhaça e no Pome, com o objetivo de potencializar o rendimento. O investimento na engenharia genética tem motivo: toda a produção de commodities agrícolas atual está baseada em espécies que passaram por décadas ou séculos de domesticação e melhoramento genético. Além disso, um grande estudo sobre microalgas financiado pelo governo dos Estados Unidos mostrou que o uso de linhagens modificadas geneticamente chega a reduzir em 85% o custo de produção – uma das grandes metas estabelecidas pelos cientistas.

O desafio para chegar a essas novas linhagens, contudo, é grande. Qualquer programa de engenharia genética precisa primeiramente de conhecimento sobre a espécie com a qual se pretende trabalhar. No caso das microalgas, essa base ainda está em construção. Basta comparar: o primeiro genoma completo de bactéria foi apresentado em 1995, o humano foi concluído em 2003, mas só em 2012 foi sequenciado o DNA de uma microalga com potencial para produção de biocombustíveis.

Quando se trata de espécies originárias do Brasil, a carência de dados é ainda maior. “Nós sabíamos que, trabalhando com espécies nativas, tínhamos a chance de encontrar coisas novas e mais produtivas do que materiais de outras partes do mundo, mas, ao mesmo tempo, por ser novo, sabíamos que iríamos ter que desenvolver esse pacote tecnológico”, conta o pesquisador Bruno Brasil.

Na Embrapa e na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), além das microalgas, os cientistas estão explorando a genética das cianobactérias, conhecidas como algas azuis. São organismos também unicelulares, microscópicos e capazes de realizar fotossíntese, porém mais simples. Luis Fernando Marins, professor da FURG, compara os genomas delas. Enquanto o de uma das cianobactérias com que ele está trabalhando tem 2,6 milhões de pares de bases, o de uma microalga chega a 120 milhões, ou seja, é 60 vezes maior. Além disso, os meios de cultivo para as cianobactérias são geralmente mais baratos e elas têm capacidade de secretar substâncias, o que facilita os processos de obtenção dos produtos de interesse.

Além dos estudos do genoma e da engenharia genética, o pesquisador da Embrapa Agroenergia antecipa os próximos passos do centro de pesquisa: “Do ponto de vista de processos industriais, o que falta? Escalonamento de sistemas de cultivo, métodos eficientes para colheita das microalgas e processos de conversão da biomassa em produtos. Os próximos projetos vão focar esses três pontos”.

Mercado das microalgas

Uma das empresas que se tornou referência no tema microalgas é a TerraVia, que até março de 2016 chamava-se Solazyme. Com origem na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos, a companhia estabeleceu sua unidade de produção no Brasil, numa joint venture com a Bunge. A biofábrica está associada a uma usina sucroalcooleira, em Orindiúva (SP), porque a espécie de microalga com que trabalha não realiza fotossíntese, mas alimenta-se de açúcar.

O diesel e o combustível de aviação obtidos a partir do óleo dessa microalga, o Soladiesel e o Solajet, eram destaque entre os produtos oferecidos pela tecnologia da empresa, mas isso mudou junto com o nome, justamente por causa de valor de mercado. “Esses mercados podem se tornar maiores e rentáveis no futuro e ainda são ativos valiosos para nós. Porém, com os níveis de preços atuais do barril de petróleo, biocombustíveis nesse momento não são o principal driver econômico para nós”, revela o presidente da joint venture TerraVia / Bunge, Walfredo Linhares. O executivo afirma que a empresa está voltada, agora, exclusivamente para alimentos, nutrição animal e ingredientes especiais para o mercado de cuidados pessoais. Empresas como Natura, Nestlé e Unilever já utilizam ou vão utilizar, em seus produtos, óleos e compostos originários das microalgas cultivadas em Orindiúva.

Menos vultosa, porém consistente, é a iniciativa da Fazenda Tamanduá, no sertão da Paraíba. Ali foi estabelecido um cultivo orgânico de cianobactérias do tipo spirulina, que já são bastante conhecidas pelos benefícios à saúde humana. “Eu tomo spirulina e acho um produto maravilhoso: há oito anos não sei o que é uma gripe. Não é um milagre, mas se você toma todos os dias vai sentir uma melhora na sua saúde, pele, cabelo”, testemunha o biotecnólogo José Franciraldo de Lima, responsável-técnico pela produção. A Fazenda Tamanduá foi a primeira a obter registro do produto como alimento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele é comercializado em cápsulas ou em pó.

Um pouco mais ao norte do País, no Ceará, a professora Francisca Pinheiro aplicou o conhecimento adquirido durante anos na Universidade Federal do estado para estabelecer em uma chácara, no Município de Cascavel, um cultivo de spirulina. Nesse caso, o foco é o mercado de rações para aquicultura, especialmente camarões, tilápias e peixes ornamentais, graças ao elevado teor de proteína do produto. Ela acredita no futuro do cultivo de microalgas e cianobactérias. “É um mercado consumidor crescente, autossustentável, com potencial no mercado interno e externo”, analisa. A empresária pretende consolidar seus métodos de cultivo e, a partir daí, iniciar um projeto de transferência de tecnologia para comunidades do Nordeste.

Em Piracicaba (SP), o parque tecnológico local abriga a Algae Biotecnologia, uma start up voltada para o desenvolvimento de projetos baseados em microalgas, com o foco em biorremedição e captura de carbono. O que está mais avançado é a iniciativa com a fabricante de cimentos Intercement, que consiste em utilizar as microalgas para biofixar o grande volume de CO2 gerado nesse segmento industrial. Já foram selecionadas espécies eficientes nesse trabalho e o projeto está entrando em fase pré-comercial.

Vivian Chies (MTb 42.643/SP) 
Embrapa Agroenergia 
agroenergia.imprensa@embrapa.br 
Telefone:  (61) 3448-2264

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa
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