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Órgão da ONU cita Brasil em lista de eventos climáticos extremos

16/02/2014

Segundo WMO, partes do Brasil tiveram janeiro mais quente da história.
Órgão destacou ainda onda de frio nos EUA e inundações no Reino Unido.

Em relatório divulgado na sexta-feira (14), a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) citou o Brasil na lista de eventos climáticos extremos ocorridos em algumas partes do mundo desde dezembro no ano passado e nos dois primeiros meses deste ano.

O órgão destacou a onda de calor prolongada no país. No texto, a WMO diz que partes do Brasil tiveram o janeiro mais quente da história. Além do Brasil, o órgão recorda o período de calor incomum registrado na Argentina, na Austrália e na África do Sul.

A WMO (leia o relatório) ressalta ainda que grande parte dos Estados Unidos sofre com ondas de frio e nevascas durante o inverno, enquanto o estado da Califórnia enfrenta seca. Além disso, cita as fortes chuvas que provocaram inundações no Reino Unido.

Na sexta-feira, o G1 publicou uma mapa mostrando eventos climáticos fora do comum ocorridos recentemente. Veja abaixo os eventos climáticos recentes pelo mundo:


Estados Unidos tiveram o janeiro mais frio desde 1994 (Foto: Craig Ruttle/AP)
Janeiro foi considerado o mês mais frio desde 1994 em grande parte dos EUA; o país foi atingido ao menos duas vezes pelo vórtice polar, fenômeno do Círculo Polar Ártico que sofreu alteração em sua dinâmica de circulação e permitiu que massas de ar circunscritas ao Ártico atingissem latitudes mais baixas. Nova York registrou -38ºC em janeiro.

Nevascas surpreenderam cidades do sul do Texas, Louisiana, Mississippi, Alabama e Flórida. A Georgia, estado conhecido por ter um inverno ameno e temperaturas altas no verão, registrou em fevereiro a pior tempestade de neve desde janeiro de 2000, quando o estado teve prejuízo de US$ 48 milhões.

Na Califórnia, o estado declarou situação de emergência por causa da seca que pode ser a mais intensa em cem anos;  reservatórios de água atingiram 38% de sua capacidade (a média histórica é de 57%); somente em janeiro, foram registrados 150 incêndios no estado (foram 25 em janeiro de 2013).

São Paulo teve o janeiro mais quente em 70 anos (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Em 2013, alguns estados da Região Nordeste tiveram o pior período de estiagem dos últimos 50 anos; 75% dos municípios nordestinos decretaram situação de emergência, segundo o governo federal.

Desde dezembro, uma massa de ar quente e seco estacionou sobre as regiões Sul e Sudeste e impediu a chegada de frentes frias, deixando o tempo quente e seco. Fenômeno como esse já foi visto no país em 2001, segundo meteorologistas.

Em 2014, São Paulo teve o janeiro mais quente desde 1943; no começo de fevereiro, Porto Alegre marcou a maior temperatura dos últimos 71 anos (40,5°C) e a sensação térmica no Rio de Janeiro chegou a 57°C.

Onda de calor provocou mortes na Argentina (Foto: Victor R. Caivano/AP)
Em dezembro, o país registrou ao menos sete mortes causadas pela forte onda de calor que atingiu grande parte do território.

A temperatura alcançou 45°C em algumas cidades do norte. Meteorologistas afirmaram que foi a pior onda de altas temperaturas no país em 40 anos.

Roma teve uma das mais fortes nevascas desde os anos 1980 (Foto: Riccardo De Luca/AP)
No começo de 2014, Roma teve uma das mais fortes nevascas desde os anos 1980, que fechou locais turísticos como o Coliseu. O frio intenso causou interrupções nos transportes ferroviário e rodoviário, especialmente em regiões montanhosas, onde os serviços de emergência tiveram dificuldades para chegar a vilarejos isolados. Prédios do país foram evacuados por medo de que a neve acumulada sobre eles pudesse fazê-los desabar.

Reino Unido foi atingido por chuvas e ondas gigantes (Foto: Luke MacGregor/Reuters)
Entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014, as chuvas que atingiram a Grã-Bretanha causaram ao menos sete mortes, inundaram 5 mil propriedades e destruíram ferrovias. Segundo a agência climática britânica, Met Office, a tempestade pode ser a pior em 250 anos.

Áreas que ficam próximas do Rio Tâmisa, em Londres, foram afetadas pela maior inundação em 67 anos. Ondas que ultrapassam os dez metros de altura atingiram a costa britânica nos últimos dias.

Calor pode fazer da olimpíada de inverno de Sochi a mais quente da história (Foto: Jae C. Hong/AP)
Enquanto Yakutsk, no leste da Rússia -- considerada a cidade que registra as menores temperaturas mínimas no mundo – registrou -47°C em 5 de fevereiro, Sochi, no sudoeste do país, pode deter o recorde de ser a cidade que sediou as Olimpíadas de inverno mais quentes de todos os tempos. Os termômetros por lá registraram 18°C em fevereiro.

Israel teve a pior tempestade de neve em 20 anos (Foto: Bernat Armangue/AP)
Em janeiro, Jerusalém registrou a pior tempestade de neve dos últimos 20 anos. A nevasca fechou o transporte público, estradas e escolas da região norte de Israel, na fronteira com o Líbano.

Em alguns lugares, o acúmulo de neve chegou a 30 centímetros de altura.

Jovens paquistaneses nadam na rua alagada pelas chuvas (Foto: Asif Hassan/AFP)
Em agosto de 2013, o país foi atingido por fortes chuvas das monções que afetaram 770 localidades e atingiram mais de 30 mil pessoas. Ao menos 108 pessoas morreram. Enchentes inundaram algumas das principais estradas na cidade portuária, varrendo casas na província de Khyber Pakhtunkhwa no noroeste.

China tem o inverno mais rigoroso dos últimos 28 anos (Foto: AP)
Segundo o serviço meteorológico do país, o inverno é o mais frio dos últimos 28 anos. Na maioria do território chinês, a temperatura média registrada foi de 3,8°C. No nordeste do país, nevascas fizeram a temperatura atingir -15,3°C, a menor em 42 anos. Em algumas regiões próximas à Mongólia, os termômetros registraram -40ºC.

Em janeiro, Tóquio sofreu a nevasca mais forte dos últimos anos (Foto: Shizuo Kambayashi/AP)
Em janeiro, Tóquio sofreu a nevasca mais forte dos últimos sete anos e aeroportos do país tiveram que cancelar voos devido a fortes rajadas de ventos. A região de Yamanachi registrou mais de 40 centímetros de neve. Mais neve caiu em fevereiro, provocando transtornos e deixando mortos e feridos.

Nas Filipinas, tufão matou mais de 6 mil pessoas em novembro (Foto: Aaron Favila/AP)
O país foi atingido em novembro pelo tufão Haiyan, considerado o mais forte já registrado na região, que deixou um rastro de destruição, matou mais de 6 mil pessoas e deixou 1.800 desaparecidos.

Os ventos chegaram a 315 km/h e os prejuízos passam de R$ 2,3 bilhões, segundo o governo filipino.

Calor extremo provocou incêndios na Austrália (Foto: Rob Griffith/AP)
Uma extensa onda de calor atingiu grande parte do país, que registrou em algumas regiões temperaturas acima de 50°C. Também contribui para o calor a irregularidade nas chuvas. Incêndios acometem parte do território australiano. Segundo cientistas, 2013 foi o ano mais quente desde 1910 no país, quando começou a ser feito o registro de temperaturas do país.

Fontes desta reportagem: Paulo Artaxo (IPCC/USP); José Marengo (IPCC/Inpe); Heitor Evangelista (UERJ); Met Office; NOAA; Inpe


24 praias de Fortaleza estão adequadas para banho, diz Semace

26/01/2014

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) divulgou o boletim de balneabilidade das praias de Fortaleza. De acordo com a análise de balneabilidade, dos 31 pontos monitorados pela autarquia, 24 estão próprias para banho. 

De acordo com a Gerência de Análise e Monitoramento (Geamo), nesses locais a pesca e a prática de esportes náuticos não oferecem riscos à saúde. O monitoramento das praias segue critérios definidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Segundo a Semace, o aumento da maré, presença de animais, disposição imprópria de resíduos sólidos e adensamento urbano nas proximidades das praias podem alterar a qualidade da área e modificar os resultados obtidos. Os técnicos recomendam a evitar nadar ou praticar outros esportes náuticos em locais com manchas de coloração vermelha, marrom ou azul-esverdeada.

Pontos Próprios

Caça e Pesca

Barraca Arpão Praia Bar

Barraca Itapariká

Barraca Hawaí

Praça 31 de Março

Barraca América do Sol

Barraca Crocobeach

Clube de Engenharia

Barraca Beleza

Início da Rua Ismael Pordeus

Farol

Iate

Volta da Jurema

Edifício Arpoador

Final da Rua José Vilar

Ideal Clube

Ponte dos Ingleses (Ponte Metálica)

Inace (Indústria Naval do Ceará)

Marina Park Hotel

Início da Avenida Philomeno Gomes

Kartódromo

Início da Avenida Pasteur

Goiabeiras

Barra do Ceará


Pontos Impróprios

Edifício Vista del Mare

Início da Rua Lagoa do abaeté

Colônias

Horta

Barraca Big Jeans

Mucuripe

Estátua de Iracema

Fonte: Ceará Agora


Solstício marca a chegada do verão no Hemisfério Sul neste sábado às 14h11min

Sol incide com mais intensidade no Hemisfério Sul, marcando a chegada da estação
Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS
20/12/2013

Astrônomo explica momento em que acontece a menor sombra do ano no trópico

Ao mesmo tempo que o universo é grandioso, consegue ser detalhista. A angulação da Terra, a posição do sol, a influência da lua e a velocidade dos corpos celestes se combinam para um acontecimento de um instante. Neste momento, que ocorrerá amanhã, às 14h11min, as sombras se encolherão no menor tamanho possível e darão lugar ao verão.

O momento é chamado de solstício ("sol parado", em latim) de verão. É quando os raios solares incidem com maior intensidade no Hemisfério Sul do planeta. A radiação, neste instante, chega perpendicularmente ao Trópico de Capricórnio — uma linha imaginária ao sul do Equador. 

As cidades que passam por essa linha — como as paulistas de Sorocaba e Ubatuba — não terão sombra às 14h11min de amanhã. Isso ocorre porque o sol estará mirando seus raios exatamente sobre o Trópico de Capricórnio. Se um fio ligasse o astro-rei ao solo terrestre formaria um ângulo de 90 graus com o chão desses municípios. Ou seja, por lá não haverá lugar plano sem sol. Como Florianópolis está abaixo do trópico, a inclinação da sombra será de 4 graus em direção ao sul, a menor sombra possível em todo o ano. 

— É por esse motivo que os engenheiros de Florianópolis preferem não construir as casas posicionadas para o sul. Uma parede estaria sempre com sombra — explicou o engenheiro mecânico e astrônomo Adolfo Stotz Neto. 

A velocidade também é fator fundamental para que o solstício seja um momento ímpar para cada ano. Como a terra gira ao redor do sol com uma velocidade de 29 quilômetros por segundo, cada lugar do Brasil será banhado perpendicularmente pelos raios do astro-rei por apenas um segundo. É um capricho do universo que marca o início da estação mais quente do ano.


Assita à explicação do astrônomo Adolfo Stotz Neto para o solstício de verão:

Fonte: Zero Hora

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