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"Jornada ao desenvolvimento urbano sustentável acabou de começar"

Joan Clos, chefe do ONU-Habitat, no encerramento da Habitat III, nesta quinta-feira, 
20 de outubro, em Quito. Foto: Rádio ONU.

23/10/2016

Declaração é do chefe do Programa da ONU para Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, durante o encerramento da Habitat III, em Quito; para Joan Clos, conferência é "marco fundamental".

Laura Gelbert, enviada especial da Rádio ONU a Quito.

A maior conferência mundial sobre o futuro das cidades terminou nesta quinta-feira. Segundo o secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Joan Clos, "história" foi feita.

Para Clos, que também é chefe do Programa da ONU para Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, na Habitat III, "desafios enfrentados pelas cidades foram analisados e discutidos" e chegou-se a um acordo sobre um "plano comum para os próximos 20 anos".

Nova Agenda Urbana

Em seu discurso no encerramento, ele destacou que a Nova Agenda Urbana foi adotada durante a conferência em Quito. Segundo Clos, a "jornada para o desenvolvimento urbano sustentável acabou de começar".

Para o chefe do ONU-Habitat, esta é uma agenda "ambiciosa" que busca trilhar o caminho para tornar "cidades e assentamentos humanos mais inclusivos e garantir que todos possam se beneficiar da urbanização, prestando atenção particularmente a pessoas em situações vulneráveis".

Entre as principais disposições da Agenda estão: oportunidades iguais para todos; fim da discriminação; cidades mais limpas; fortalecimento de resiliência e redução de emissões de carbono; respeito aos direitos de migrantes e refugiados; melhoria de conectividade; iniciativas verdes e promoção de "espaços públicos acessíveis e verdes".

Habitat III

Para Clos, a Habitat III é um "marco fundamental". Cerca de 30 mil pessoas de 167 países participaram da conferência, realizada em Quito, capital do Equador.

Ele afirmou ainda que a Habitat III forneceu uma grande oportunidade para que se comece a construir parcerias através do Plano de Implementação de Quito.

Em entrevista à Rádio ONU, na véspera do encerramento da conferência, Clos ressaltou, no entanto, que a nova agenda será "inútil" a se países e cidades não a implementarem.

Fonte: Rádio ONU

Hallbarheten: Urbanismo sustentável na Suécia

05/11/2015


O Hallbarheten pode ser confundido com um edifício residencial normal, mas uma inspeção mais minuciosa revela uma tecnologia bastante desenvolvida, com turbinas eólicas, painéis solares no telhado e pontos de carregamento para veículos elétricos e a gás. Toda esta tecnologia foi pensada para reduzir os custos energéticos.

Peder Berne mudou-se, com a família da cidade para um apartamento inteligente, no Hallbarheten, em Malmo: “Consigo controlar os meus consumos energéticos, com este interface. Posso acompanhar para onde vai a energia no apartamento. É possível ver as diferentes métricas, de compartimentos diferentes. Podemos entrar na cozinha. Consigo ver a temperatura ambiente na cozinha e defini-la. Também é possível observar a quantidade de energia que está a ser utilizada na cozinha neste momento e também o custo associado a essa energia. Esta é uma das três horas mais caras do dia. Pessoalmente, utilizo bastante as configurações de luz, as luzes ligam e desligam automaticamente, adaptando-se à iluminação ou à luminosidade do exterior, desta forma também posso colocar as máquinas de lavar roupa e louça a funcionar no horário mais econômico.”

O objetivo deste edifício é testar soluções inteligentes para reduzir o consumo de energia com foco nas energias renováveis. Os investigadores estão a experimentar diversas tecnologias, em diferentes apartamentos, como o aquecimento urbano ou a utilização de biogás.

O edifício assenta nos pilares do desenvolvimento sustentável e encaixa-se perfeitamente na paisagem urbana. O diretor de urbanismo de Malmo, Christer Larsoon, conclui: “Os objetivos já foram alcançados. As fontes de energia são 100% renováveis, produzidas localmente, num sistema energético muito interessante com as turbinas eólicas, os painéis solares a foto voltagem e por aí fora… Mas se falarmos da urbanização como um todo, todos os 100 hectares, ainda não cumprimos o objetivo completamente. A meta é que toda a cidade seja ecológica e sustentável, até 2030. “

Uma meta que, a tornar-se realidade, será uma grande conquista para a defesa do meio ambiente.

Fonte: Euronews,com


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