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MSF resgata mais de 2 mil pessoas em menos de 36 horas no Mediterrâneo central

Foto: Sara Creta/MSF

28/06/2016

Os navios Bourbon Argos, Dignity I e Aquarius receberam alertas desde a madrugada do dia 23 de junho

Equipes da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) a bordo dos navios Dignity I, Aquarius e Bourbon Argos resgataram mais de 2 mil pessoas no Mediterrâneo central em menos de 36 horas. O Bourbon Argos iniciou suas operações nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (23), e, em poucas horas, resgatou 1.139 pessoas de nove botes e de um pequeno barco de madeira. Poucas horas depois, o Dignity I completou um resgate e mais dois no início desta manhã, somando 639 pessoas. Já o Aquarius completou dois resgates de 257 pessoas, e agora tem cerca de 650 pessoas a bordo depois da chegada de mais resgatados por outra embarcação.

 Foto: Sara Creta/MSF
“O Bourbon Argos recebeu um telefonema do Centro de Coordenação de Busca e Resgate Marítimo em Roma às 3h30 de quinta-feira nos dizendo que vários barcos estavam em perigo. Alguns minutos depois, nossas equipes já avistaram os primeiros barcos no radar e rapidamente enviaram os botes de resgate. Um dos barcos estava vindo na nossa direção, lotado de pessoas em um estado de pânico completo. Elas literalmente pularam para o nosso bote e tivemos de tirar algumas da água. Quando chegaram ao nosso navio, elas começaram a subir para alcançar o convés, completamente assustadas”, relatou Sebastien Stein, coordenador das operações do Bourbon Argos.

Poucas horas depois, as equipes de MSF a bordo do Dignity I e do Aquarius resgataram mais 257 e 639 pessoas cada uma, elevando para 2.028 o número total de pessoas resgatadas no Mediterrâneo em menos de 36 horas. Entre elas, havia muitas mulheres e crianças, sendo a mais nova de não mais do que duas semanas. “Nunca vimos tanta gente espremida no Bourbon Argos”, continuou Stein. “Tivemos alguns momentos dramáticos e assustadores. Foi difícil, mas, felizmente, todos conseguiram subir no navio com segurança.”

Foto: Sara Creta/MSF
O coordenador-geral de MSF na Itália, Tommaso Fabbri, afirmou que, enquanto situações dramáticas como essa se repetem no Mediterrâneo, líderes europeus continuam buscando meios de enviar essas pessoas, e seu sofrimento, de volta aos países de onde saíram. “A decisão tomada há alguns dias de prorrogar o mandato da Operação Sophia* e de treinar guardas costeiros líbios mostra, mais uma vez, como os esforços continuam concentrados na dissuasão e na terceirização do controle fronteiriço para outros países, e não na resposta às necessidades das pessoas. Insistimos em que a única maneira de acabar com as mortes no mar e evitar essa travessia perigosa nas mãos de traficantes é prestar assistência àqueles que necessitam de segurança e de alternativas seguras e legais para chegar à Europa.”

Em 2016, até o momento, mais de 2.800 pessoas morreram ao tentar atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa. São mais mil mortes do que no mesmo período do ano passado. Desde o início das operações de busca e resgate de MSF neste ano, em 21 de abril, equipes a bordo dos navios Dignity I, Bourbon Argos e Aquarius (este em parceria com a organização SOS Mediterranée) resgataram 5.653 pessoas em 44 operações de resgate. Só nos dias 23 e 24 de junho, mais de 2 mil pessoas foram resgatadas (Bourbon Argos, 1.139, Aquarius 257, e Dignity I 639).

*A Operação Sophia, também conhecida como Força Naval da União Europeia para o Mediterrâneo, foi lançada no primeiro semestre de 2015.


Tragédia recente no mar ressalta necessidade urgente por aumento da capacidade de resgate no Mediterrâneo

Foto: Marta Soszynska/MSF

06/08/2015

Barco com 600 pessoas vira próximo da costa da Líbia pouco antes da chegada de barco de resgate de MSF

A tragédia mais recente no Mar Mediterrâneo, na qual centenas de pessoas se afogaram após um barco com 600 pessoas virar, destaca a grave falta de operações adequadas de busca e resgate na região, de acordo com a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF).

O barco de madeira virou próximo da costa da Líbia, pouco antes da chegada do Dignity I, barco de resgate de MSF, ao local.

Inicialmente, MSF recebeu um chamado do Centro de Coordenação de Resgate Marítimo de Roma sobre um barco de madeira em situação de perigo por volta das 9h00 desta manhã, mas, no caminho, foi desviado da rota para assistir outro barco. Esse resgate, de 94 pessoas, foi concluído por volta de 12h30. O Dignity I, então, recebeu outro chamado para que retornasse para prestar assistência ao chamado original. Quando o barco de resgaste se aproximava, um barco irlandês que havia chegado primeiro ao local já estava conduzindo operações de resgate, na medida em que o barco de madeira tinha virado. Estima-se que cerca de 300 pessoas tenham sobrevivido.

“Foi uma visão terrível. As pessoas se agarravam desesperadas aos coletes salva-vidas, barcos e a qualquer coisa que pudessem para salvar suas vidas em meio a pessoas se afogando e àqueles que já haviam morrido”, conta Juan Matías, coordenador do projeto de MSF a bordo do Dignity I. “O fato de termos sido inicialmente contatados para assistir esse barco e pouco depois termos sido enviados a outro ressalta a grave falta de recursos disponíveis para operações de resgate.”

Outros barcos de resgate continuaram chegando à região para prestar assistência, e o Dignity I ofereceu tratamento a dez pessoas, cinco das quais em condições tão graves que foi necessário evacuá-las por helicóptero. Os barcos de resgate de MSF, Bourbon Argos e MY Phoenix, operado em parceria com a MOAS, também foram enviados ao local.

Antes da tragédia de hoje, estima-se que 1.941 pessoas já tenham perdido suas vidas na tentativa de cruzar o Mar Mediterrâneo. MSF deu início às operações de busca e resgate em maio este ano e, até o momento, resgatou mais de 10 mil pessoas.

Fonte: MSF

Mar Mediterrâneo: mais de mil pessoas resgatadas por MSF e MOAS desde início das operações

Foto: Ikram N'gadi

17/05/2015

Em um único dia, MY Phoenix resgata mais de 560 pessoas em cinco horas

As operações de busca e resgate no Mar Mediterrâneo pelo navio MY Phoenix, operado pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) em parceria com a organização Migrant Offshore Aid Station (MOAS, na sigla em inglês), continuam prestando assistência a centenas de pessoas que arriscam suas vidas tentando chegar à Europa.

Na manhã de 14 de maio, as equipes de MSF e da MOAS foram contatadas pelo Centro de Coordenação de Busca e Resgate Marítimo em Roma (MRCC, na sigla em inglês), informando que um barco de pesca tradicional estaria carregando cerca de 300 pessoas em perigo. Apenas duas horas depois do chamado, o resgate já havia começado e só terminou no começo da noite. Nessa operação, 561 pessoas foram resgatadas pelo navio de 18 metros.

Desses sobreviventes, 154 foram transferidos imediatamente para uma plataforma de abastecimento de petróleo, e 407 continuaram a bordo do MY Phoenix. Das pessoas que permaneceram no navio, 60 eram crianças, sendo 15 delas com menos de cinco anos; 136 mulheres; e 211 homens.

A assessora de comunicação de MSF, Gabriele Casini, relatou que “mesmo após cinco horas de trabalho de resgate sem parar, o barco de pesca ainda parecia muito cheio.”

Foram distribuídos cobertores, água e itens secos para atender às necessidades imediatas após o resgate. Os 407 sobreviventes também receberam refeições quentes e cuidados dos profissionais médicos de MSF. Clinicamente, a maioria deles está em boas condições, mas alguns precisarão de acompanhamento quando desembarcarem.

Desde 2 de maio, MSF e MOAS resgataram mais de mil pessoas, incluindo cerca de 200 mulheres e 100 crianças, e prestaram assistência no resgate de mais de 100 outras. A maioria dos sobreviventes são da Eritreia, Síria e Etiópia, e de outros países em menor escala.

Fonte: MSF


Seda resgata 95 animais no bairro Sarandi

A Seda resgatou, no final de semana, 95 animais vítimas da inundação no bairro Sarandi 
Foto: Guerreiro/Divulgação PMPA
03/09/2013

A equipe da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda) retornou ao bairro Sarandi para resgatar mais 43 animais vítimas do alagamento das vilas Asa Branca e Elizabeth. No total, a Área de Medicina Veterinária (AMV) da Seda está prestando atendimento a 82 cães e 13 gatos, pertencentes às famílias abrigadas em um galpão, localizado na Asa Branca, e na Escola Municipal Liberato Vieira da Cunha. O bairro foi alagado, no último sábado, 31, devido ao rompimento de um dique do Arroio Feijó. Mais de 700 famílias tiveram suas casas inundadas. 

De acordo com Márcia Gemerasca, coordenadora da Área de Medicina Veterinária, ao chegar na AMV, os animais receberam vermífugo e vacina polivalente, principalmente, em função da leptospirose. “Nossa equipe trabalhou até a madrugada para vermufigar e vacinar os animais, para evitar a contaminação de doenças. O estado de saúde deles é estável e estão recebendo atendimento e carinho, principalmente, dos veterinários e manejadores que fizeram o resgate”, diz Márcia.

O resgate só foi possível com a ajuda de jipeiros e botes, pois a água atingia a altura da cintura. Conforme a primeira-dama e secretária Regina Becker, que participou da ação no final de semana, os cães e gatos ficarão sob os cuidados da Área de Medicina Veterinária da Seda até os proprietários voltarem para suas casas. Eles serão entregues com a data de esterilização agendada, uma vez que os tutores precisam assinar a autorização.

Doações - As necessidades mais prementes de doações são de fraldas infantis e geriátricas, remédios para asma, materiais de higiene pessoal, álcool gel, toalhas, colchões e alimentos. Há necessidade ainda de voluntariado na área de saúde. As doações podem ser feitas diretamente na escola, na rua Xavier de Carvalho, nº 274, Sarandi, ou nos postos do Mercado Público e da Fasc, na avenida Ipiranga, 310.



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