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Esperanza, o navio da frota do Greenpeace

Vista aérea do Esperanza durante navegação pelo oceano Índico. (© Jiri Rezac/ Greenpeace)

10/01/2017

Construído na Polônia em 1984, o Esperanza fazia parte de um grupo de 14 navios de combate a incêndio encomendados pelo governo russo entre 1983 e 1987. Sofrendo com a falta de recursos para sua manutenção no fim dos anos 1980, ele passou por vários donos até se transformar em um navio de abastecimento na Noruega.

Com 72 metros de comprimento e uma velocidade máxima de 16 nós, o navio é ideal para missões que exijam rapidez de resposta ou uma permanência longa em campo – inclusive no gelo. Até 40 pessoas podem ficar a bordo, incluindo pesquisadores, ativistas e cientistas.

Assim que o adquiriu, o Greenpeace preocupou-se em aperfeiçoá-lo tecnologicamente. Foram meses de reforma para que ele respeitasse o ambiente o melhor possível, com mudanças como:

- eliminação do máximo possível de material feito de amianto e confinamento seguro do restante;
- adaptação do sistema de combustível para evitar derramamentos;
- instalação de propulsão eletrônica a diesel, mais eficiente;
- câmara de reciclagem de águas residuais, bombardeando apenas água limpa ao mar;
- sistema de aquecimento alimentado por resíduos produzidos no navio;
- purificadores de água de esgoto, quinze vezes mais eficazes do que exige a legislação internacional;
- pintura com tinta sem TBT, substância de elevada toxicidade;
- refrigeração e ar-condicionado à base de amônia em vez dos gases CFC, que reduzem a camada de ozônio e são tóxicos;
- sistema de propulsão mais eficiente para reduzir as emissões de CO2.

Além disso, foram instalados equipamentos operacionais padrão para o Greenpeace, como um heliporto e guindastes especiais para o lançamento de barcos infláveis.

História

A primeira atividade do Esperanza aconteceu em 2002, para a campanha global “Save or delete”, que denunciava a destruição das florestas tropicais. O navio tem uma conexão especial com a campanha de Oceanos da organização. Em 2005, ele participou de ações contra a técnica de pesca de arrasto, que destrói a biodiversidade, e pela promoção de reservas marinhas.

No fim de 2007, o Esperanza conduziu uma expedição rumo ao Santuário de Baleias da Antártida. Com uma tripulação internacional, inclusive a coordenadora da campanha de Oceanos no Brasil, a expedição tinha por objetivo o fim da caça de baleias pelo Japão, expondo a possibilidade de fazer pesquisa científica sem matá-las. O Japão se utiliza do argumento científico para justificar a caça anual de baleias na região. O Greenpeace já comprovou que o destino dessas baleias é o prato e não as lâminas de microscópio.

Informações técnicas do Esperanza

Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Nome formal: Echo Fighter
Ano de comissionamento: 2000
Número de camas: 33
Barcos infláveis: 6
Heliporto: sim
Tipo do navio: expedição e pesquisa
Identificação: PD 6464
Construção: 1984 Poland Gdansk
Tonelagem bruta: 2.076 toneladas
Comprimento: 72,3 metros
Largura: 14,3 metros
Arrasto: 4,7 metros
Velocidade máxima: 14 nós
Motor principal: 5.876 BHP, 2*2.938 BHP Sulzer V12

Fonte: Greenpeace

MSF resgata mais de 2 mil pessoas em menos de 36 horas no Mediterrâneo central

Foto: Sara Creta/MSF

28/06/2016

Os navios Bourbon Argos, Dignity I e Aquarius receberam alertas desde a madrugada do dia 23 de junho

Equipes da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) a bordo dos navios Dignity I, Aquarius e Bourbon Argos resgataram mais de 2 mil pessoas no Mediterrâneo central em menos de 36 horas. O Bourbon Argos iniciou suas operações nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (23), e, em poucas horas, resgatou 1.139 pessoas de nove botes e de um pequeno barco de madeira. Poucas horas depois, o Dignity I completou um resgate e mais dois no início desta manhã, somando 639 pessoas. Já o Aquarius completou dois resgates de 257 pessoas, e agora tem cerca de 650 pessoas a bordo depois da chegada de mais resgatados por outra embarcação.

 Foto: Sara Creta/MSF
“O Bourbon Argos recebeu um telefonema do Centro de Coordenação de Busca e Resgate Marítimo em Roma às 3h30 de quinta-feira nos dizendo que vários barcos estavam em perigo. Alguns minutos depois, nossas equipes já avistaram os primeiros barcos no radar e rapidamente enviaram os botes de resgate. Um dos barcos estava vindo na nossa direção, lotado de pessoas em um estado de pânico completo. Elas literalmente pularam para o nosso bote e tivemos de tirar algumas da água. Quando chegaram ao nosso navio, elas começaram a subir para alcançar o convés, completamente assustadas”, relatou Sebastien Stein, coordenador das operações do Bourbon Argos.

Poucas horas depois, as equipes de MSF a bordo do Dignity I e do Aquarius resgataram mais 257 e 639 pessoas cada uma, elevando para 2.028 o número total de pessoas resgatadas no Mediterrâneo em menos de 36 horas. Entre elas, havia muitas mulheres e crianças, sendo a mais nova de não mais do que duas semanas. “Nunca vimos tanta gente espremida no Bourbon Argos”, continuou Stein. “Tivemos alguns momentos dramáticos e assustadores. Foi difícil, mas, felizmente, todos conseguiram subir no navio com segurança.”

Foto: Sara Creta/MSF
O coordenador-geral de MSF na Itália, Tommaso Fabbri, afirmou que, enquanto situações dramáticas como essa se repetem no Mediterrâneo, líderes europeus continuam buscando meios de enviar essas pessoas, e seu sofrimento, de volta aos países de onde saíram. “A decisão tomada há alguns dias de prorrogar o mandato da Operação Sophia* e de treinar guardas costeiros líbios mostra, mais uma vez, como os esforços continuam concentrados na dissuasão e na terceirização do controle fronteiriço para outros países, e não na resposta às necessidades das pessoas. Insistimos em que a única maneira de acabar com as mortes no mar e evitar essa travessia perigosa nas mãos de traficantes é prestar assistência àqueles que necessitam de segurança e de alternativas seguras e legais para chegar à Europa.”

Em 2016, até o momento, mais de 2.800 pessoas morreram ao tentar atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa. São mais mil mortes do que no mesmo período do ano passado. Desde o início das operações de busca e resgate de MSF neste ano, em 21 de abril, equipes a bordo dos navios Dignity I, Bourbon Argos e Aquarius (este em parceria com a organização SOS Mediterranée) resgataram 5.653 pessoas em 44 operações de resgate. Só nos dias 23 e 24 de junho, mais de 2 mil pessoas foram resgatadas (Bourbon Argos, 1.139, Aquarius 257, e Dignity I 639).

*A Operação Sophia, também conhecida como Força Naval da União Europeia para o Mediterrâneo, foi lançada no primeiro semestre de 2015.


ECOBRASIL 2015 ABORDARÁ DESEMPENHO AMBIENTAL DO SETOR PORTUÁRIO


21/04/2015

Terminam nos próximos dias as inscrições para o 11º Seminário Nacional sobre Indústria Marítima e Meio Ambiente. O Ecobrasil 2015 tem na pauta deste ano temas como a regularização ambiental dos portos, os projetos de dragagem nos portos públicos e iniciativas para melhorias de gestão das administrações portuárias. O principal evento do setor portuário na área ambiental acontece nos dias 7 e 8 de maio de 2015, no Rio de Janeiro.

O primeiro dia do seminário tratará de temas atuais como os aspectos ambientais da lei 12.815/13 e a regularização ambiental dos portos, com a participação de Uirá Oliveira, ‎coordenador-geral de gestão ambiental, saúde e segurança da Secretaria de Portos (SEP). Em outro painel, a coordenadora de portos, aeroportos, hidrovias do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Mariana Graciosa Pereira falará sobre instrumentos internacionais que podem contribuir com o licenciamento e a gestão ambiental dos portos.

No mesmo dia, o diretor adjunto do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), Domenico Accetta, fará considerações sobre os aspectos ambientais em palestra sobre a concessão dos canais de acesso aos portos organizados. A importância da base de dados para o licenciamento ambiental de terminais portuários será o assunto da palestra do diretor da Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, Fernando Diehl.

O segundo dia trará casos de conceitos importantes na relação porto-cidade, como o projeto Porto Maravilha. O coordenador do Geoportos, grupo de pesquisa em geografia portuária na UFRJ, Frédéric Monié, fará apresentação sobre as cidades portuárias diante dos imperativos do desenvolvimento socioeconômico e da sustentabilidade ambiental.

Já o especialista em regulação na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Igor Moura, falará sobre a interferência de perigos costeiros na prestação de serviços portuários no Brasil. Outras questões de segurança marinha vão ser abordadas em palestra sobre o plano de área para acidentes com óleo no mar do porto de São Sebastião (SP).

O Ecobrasil 2015 é organizado pela Revista Portos e Navios e tem a coordenação técnica de Heitor Ciuffo, da Cisporto Consultoria. Mais informações pelo email: . Clique aqui para saber mais sobre a programação do evento.



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