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STF e STJ tiram de disputa eleitoral candidato condenado por crime ambiental

30/09/2016

Duas recentes decisões monocráticas impedem que o candidato do PR à Prefeitura de Palmas, Raul de Jesus Lustosa Filho, continue na disputa eleitoral. O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, derrubou nesta quarta-feira (28/9) liminar que permitia a candidatura mesmo depois de ser condenado a um ano de prisão por crime ambiental, em 2012.

Raul Filho tornou-se inelegível pelos critérios da Lei da Ficha Limpa. Segundo o acórdão, quando prefeito, ele fez mudanças em área de preservação situada às margens de um lago formado por represamento de rio interestadual, sem a devida autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A pena foi substituída por duas restritivas de direito.

No início deste ano, o político ingressou com pedido de revisão criminal, contestando a condenação por ter construído em uma área de preservação permanente. Ele conseguiu liminar favorável no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas o Ministério Público Federal recorreu, sob o argumento de que só o STJ poderia conceder esse tipo de medida.

Cordeiro concordou com os argumentos. “Realmente, tratando-se de ação originária, competente para o recurso seria este Superior Tribunal de Justiça, de modo que apenas a esta corte caberia o exame, pelo colegiado, da pretensão deferida de sustar a inelegibilidade do condenado.”

Falta de intimação

Já no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio rejeitou liminar para suspender o processo por crime ambiental. A defesa queria anular o processo, declarando não ter sido intimada para a sessão do TRF-1 que recebeu a denúncia e abriu a ação penal. Alegou ainda inexistência de dolo na conduta do então prefeito, já que a licença foi emitida pelo Instituto de Natureza Tocantins.

Para o relator, a ausência de intimação consiste na hipótese de nulidade relativa, “passível de ser suplantada com a passagem do tempo”. Sobre o dolo, o vice-decano considerou que “a licença ambiental teria sido expedida após o cometimento do delito e por órgão incompetente”.

O ministro rejeitou a concessão de liminar para suspender o processo. O pedido continua, cabendo agora à Procuradoria-Geral da República assinar parecer sobre o caso. Com informações das Assessorias de Imprensa do STJ e do STF.

Clique aqui para ler a decisão do ministro Marco Aurélio.

Fonte: Consultor Jurídico


Espírito de união toma conta da cerimônia de encerramento dos JMPI


02/11/2015

A cidade de Palmas parou para ver a cerimônia de encerramento do maior evento esportivo e cultural realizado na capital tocantinense até hoje. Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que reuniu durante nove dias etnias de todo o Brasil e de várias partes do mundo, chegou ao fim neste sábado (31.10).

O articulador dos Jogos, o indígena Marcos Terena, aproveitou a ocasião para agradecer ao Ministério do Esporte, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), ao governo de Tocantins e à prefeitura de Palmas, parceiros do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC) na realização do torneio, além dos voluntários e do público em geral.



As arquibancadas da Arena Verde estavam lotadas. A cada passagem de delegação, as pessoas vibravam. As diferentes etnias, 24 brasileiras e outras de 23 países, desfilaram com trajes típicos, apresentaram suas danças e se despediram do público. A cantora Saina, única representante russa, fez um show com sua harpa de boca e arrancou aplausos da multidão.

Com o lema dos Jogos na cabeça: “O importante não é competir e sim celebrar”, as delegações mostraram o espírito de união que tomou conta do evento. Elas foram chamadas uma a uma, alternando entre uma etnia brasileira e outra estrangeira. Na entrada, o mestre de cerimônia contava ao público um pouco da história e dos costumes de cada uma delas, além de destacar a atividade esportiva e cultural que aquele povo realizou durante os JMPI.



Dos Pataxós da Bahia aos Maoris da Nova Zelândia, todos participaram daquele momento, mostrando ao mundo a importância do povo indígena e a força da cultura representada nos trajes, pinturas, cocares, adereços, música e outras manifestações.

A importância do fogo foi destacada com o acendimento da pira e com a entrada dos indígenas da etnia Terena, de Mato Grosso. Naquele momento, o público recebe uma mensagem: o locutor pede a todos que deixem seus corações incendiarem de amor, força e paz.

Uma cascata de fogos invade o céu de Palmas e um texto aparece: “Novas sementes foram plantadas em Palmas. Nós fizemos história e uma nova jornada nos espera no Canadá: Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2017”. 



Texto: Cleide Passos/ Fotos: Roberto Castro, de Palmas


Doze partidas abrem calendário esportivo dos Jogos Mundiais Indígenas



23/10/2015

A bola já rolou na manhã desta quinta, 22, para 24 equipes que participam do torneio de futebol dos Jogos Mundiais Indígenas. As partidas foram disputadas no estádio Nilton Santos, campo da Ulbra e campo do 1º BPM. A vitória da etnia Bororo Boe (MT) sobre os Assurini por 7 a 2, coloca a equipe na história como a primeira vitoriosa dos Jogos Mundiais Indígenas.

Atleta, treinador e capitão, o indígena Almir, da Bororo Boe, disse estar muito feliz com o resultado. “Nossa equipe foi a primeira a vencer. Estamos muito felizes. Espero que seja um bom sinal do que a gente vai fazer na competição”, afirmou. A etnia Bororo Boe também entra para a história com o primeiro gol dos Jogos: Edílson Butore marcou no primeiro minuto da partida.

O Nilton Santos recebeu outras três partidas, entre delas a dos Gaviões, do povo Kyikatejê/Parakatejê, conhecidos por sua atuação no futebol profissional da segunda divisão do estado do Pará. Desta vez, o favoritismo não valeu: foram derrotados pelo time do Canela.

No campo da Ulbra foram disputados três jogos – todos com etnias brasileiras enfrentando times de fora do País. O primeiro confronto foi disputado na categoria feminina entre Tapirapé e Bolívia que terminou 4 a 3 para a equipe estrangeira.

O segundo jogo da manhã entre Guarani Kaiowá e a equipe da Argentina foi muito disputado com muitas faltas e grandes chances de gol: digno de um Brasil e Argentina. Ao final a partida acabou terminando empatada em 1 a 1. O último combate foi entre Javaé Itya enfrentando o Paraguai considerado o grande favorito ao título do futebol masculino por ter vencido a Copa América de Futebol Indígena. Em campo confirmou o favoritismo vencendo o jogo por 3 a 2 e marcando o gol mais rápido da competição até o momento com menos de 15 segundos de jogo.

O campo do 1º BPM foi dominado pelos confrontos do futebol feminino, começando com o duelo entre as etnias Bororo Boé e do Panamá, sendo que as brasileiras levaram a melhor – 6 x 0. O segundo jogo foi entre as etnias Xavante e Kayapó Mebêngôkre e Já na terceira partida, o show de bola ficou por contas das indígenas das etnias Xambioá Karajá e Pataxó, com a o placar de 4x1 para a primeira.

O time de grande destaque da manhã no futebol feminino é tocantinense. As índias Xerente, de Tocantinía, venceu as Terena, do Mato Grosso do Sul, com um resultado de 8x0, fechando com chave de ouro os primeiros jogos dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Ainda nesta quinta, 22, a partir das 15h30, mais etnias entram em campo para a disputa do futebol. A tabela completa está disponível em: http://www.palmas.to.gov.br/pagina/placar-jogos-mundiais-dos-povos-indigenas/22/

Crédito: Júnior Suzuki

Confira os resultados:

Futebol Masculino

ASSURINI 2 x 7 BORORO BOE
KAYAPÓ MEBÊNDÔKRE 6 x 0 PANAMÁ
KYIKATEJÊ/PARAKATÊJE 1 x 2 CANELA
PATAXÓ 5 x 1 RIKIBAKTSA
ARGENTINA 1 x 1 GUARANI KAIOWÁ
PARAGUAY 3 x 2 JAVAÉ ITYA MAHÃDU

Futebol Feminino

PANAMÁ 0 x 6 BORORO BOÉ
XAVANTE 0 x 3 KAYAPÓ MEBÊNGÔKRE
XAMBIOÁ KARAJÁ 4 x 1 PATAXÓ
TERENA 0 x 8 XERENTE
TAPIRAPÉ 3 x 4 BOLÍVIA
RIKIBAKTSA 3 NOVA ZELÂNDIA

Jogos de 22/10 - Quinta-feira

Masculino

BOLÍVIA x KAIGANG
NOVA ZELÂNDIA x KAMAYURÁ
CANADÁ x KARAJÁ
PERU x KUIKURO
GUIANA FRANCESA x KURA BAKAIRI

Feminino

PARESI HALITI x CANADÁ
MANOKI x PERU
GUIANA FRANCESA x MAMAINDÊ



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