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MACACOS NÃO TRANSMITEM FEBRE AMARELA

Primatas: sentinelas da doença (Crédito: Nelson Yoneda/ Arquivo ICMBio)

28/01/2018

Eles são tão vítimas quanto os humanos e cumprem função de alerta sobre o surgimento do vírus.

Os macacos não transmitem o vírus da febre amarela. Pelo contrário. São tão vítimas quanto os humanos. E ainda cumprem uma função importante: ao contraírem o vírus, transmitido em ambientes silvestres por mosquitos do gênero Hemagogo, eles servem de alerta para o surgimento da doença no local. Desse modo, contribuem para que as autoridades sanitárias tomem logo medidas para proteger moradores ou pessoas de passagem na região.

As informações são do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Ministério do Meio Ambiente. A direção do CPB está preocupada com frequentes registros de agressão e até mortes de macacos por pessoas que temem ser contaminadas pelos animais nas localidades onde ocorre atualmente surto da doença no país.

"Há o receio de que os macacos possam transmitir diretamente a doença aos humanos, mas esse receio é infundado. Isso não ocorre. Em vez de agredidos ou mortos, os macacos devem ser protegidos para que cumpram a sua função de sentinela, de alertar para possíveis ocorrências de surtos da febre amarela", diz o chefe do CPB, Leandro Jerusalinsky.

Já o Ibama faz questão de destacar que, além de prejudicar as ações de prevenção da doença, agredir ou matar macacos é crime ambiental, previsto na Lei 9.605/98. Entre outras coisas, a lei estabelece prisão de seis meses a um ano e multa para quem matar, perseguir ou caçar espécimes da fauna silvestre, em desacordo ou sem a devida licença da autoridade competente. A pena é aumentada em 50% quando o crime é praticado contra espécies ameaçadas de extinção.

O surto de febre amarela representa uma grave ameaça para os macacos que habitam a Mata Atlântica. Parte significativa dos primatas do bioma está ameaçada de extinção, entre eles, o bugio, o macaco-prego-de-crista e o muriqui do sul e do norte.

O QUE FAZER

- Ao encontrar um macaco morto ou doente, a população deve informar ao serviço de saúde do município, do estado ou ligar para o Disque Saúde (136), serviço do Ministério da Saúde.

- Nada de manipular os animais (não por risco de contrair a febre amarela, mas outas doenças). Caberá aos técnicos da área de saúde avaliarem se há possibilidade de coletar amostras para análise em laboratório e se a morte foi isolada ou atingiu um número maior de primatas.

- Em casos de maus-tratos a macacos, as pessoas devem denunciar aos órgãos ambientais (Ibama, ICMBio, Polícia Militar Ambiental e secretarias municipais e estaduais de Meio Ambiente).

- O Ibama recebe denúncias de maus-tratos a animais silvestres pelo telefone 0800-618080 (de segunda a sexta, das 8h às 18h), pelo site E-Ouv e presencialmente em todas as suas unidades. Fotos e vídeos facilitam a investigação do crime e a identificação dos responsáveis.

- Ao encontrar macacos vivos, sadios e em vida livre, as pessoas não devem capturá-los, retirá-los de seu habitat, alimentá-los, levá-los para outras áreas, agredi-los ou muito menos matá-los.

SAIBA MAIS

Segundo o Ministério da Saúde (MS), a febre amarela não é contagiosa, portanto, macacos não transmitem diretamente a doença, assim como ela não é transmitida diretamente de um humano a outro. Os mosquitos são os vetores, transmitindo-o entre primatas humanos e não-humanos (macacos).

o vírus da febre amarela possui dois ciclos básicos: urbano e silvestre. No ciclo silvestre, a transmissão é feita pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, os mais frequentes na América Latina, e Haemagogus janthinomys, a espécie mais registrada no país.

Há mais de 70 anos, não há no Brasil registros da febre amarela em áreas urbanas. Nas cidades, o mosquito Aedes aegypti é o vetor responsável pela disseminação da doença, sendo que os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados em 1942, no Acre.

A doença mantém-se nas regiões tropicais da América do Sul e Central e da África. No Brasil, tem caráter sazonal, ocorrendo mais frequentemente entre os meses de dezembro a maio, quando fatores ambientais (como o aumento de chuvas e de temperatura) propiciam o surgimento dos vetores (mosquitos).

As principais medidas de prevenção para humanos incluem a vacinação e o controle da proliferação dos mosquitos vetores. A orientação é que as pessoas que vivem em áreas de risco ou vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, devem se imunizar (tomar a vacina).

O controle da febre amarela em área urbana também passa pelo trabalho de preservação dos habitats dos primatas não-humanos silvestres (macacos). Desflorestar ou matar macacos não impede a circulação do vírus da febre amarela, podendo ainda eliminar o papel de "sentinela" dos primatas e, portanto, essa sua valiosa e insubstituível contribuição para a saúde pública.

Os macacos são infectados ao serem picados pelos mosquitos, em período de viremia (presença do vírus no sangue), mas eles não repassam o vírus e podem até morrer, principalmente as espécies mais sensíveis à doença. Já os humanos, ao circularem em áreas silvestres, podem ser picados por mosquitos infectados, contraindo a doença.

Em humanos, a doença causa infecção aguda com febre, icterícia, albuminúria, hemorragia, insuficiência hepática e renal. Pode levar à morte em aproximadamente uma semana, em cerca de 50% dos casos mais graves.

Já em macacos, a viremia dura cerca de 3 a 4 dias, com a morte podendo ocorrer entre 3 a 7 dias.

Por: Ascom MMA - com informações do Ibama, ICMBio e MS.


Cientistas divulgam lista de '10 mais' das espécies descobertas em 2012

Espécies que foram descobertas por cientistas em 2012 (Foto: Composição/Jacob Sahertian)

24/05/2013

Macaco loiro, barata fluorescente e menor vertebrado são destaques.
Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.

Cientistas anunciaram nesta semana uma lista contendo as dez principais descobertas de espécies ocorridas em 2012. A relação, definida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

Desta vez, os cientistas consideraram importantes descobertas como a do “macaco-loiro”, encontrado no Congo, a barata que brilha no escuro (e que lembra um personagem da série “Star Wars”), achada na região do Equador, e a esponja em formato de harpa, encontrada no litoral dos Estados Unidos.
O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta. As dez principais espécies foram escolhidas de uma lista de 140. Saiba quais são:

Macaco loiro
Esta nova espécie de 'macaco loiro' é tímida, tem corpo esguio e é herbívoro, segundo cientistas. Ele foi identificado na floresta da República Democrática do Congo e ganhou o nome de Cercopithecus lomamiensis.

Nova espécie de macaco 'loiro' é descoberta na África. O 'Cercopithecus lomamiensis' é tímido, herbívoro
e tem corpo magro, anda em grupo e é encontrado em floresta do Congo. (Foto: Reprodução/PLoS One)
Barata luminosa
A espécie rara de barata que brilha no escuro foi descoberta na América do Sul por cientistas europeus. Eles estudavam a bioluminescência, capacidade dos animais de produzir luz, quando identificaram o animal.  A barata Lucihormetica luckae foi encontrada na encosta de um vulcão no Equador.

O animal bioluminescente gera luz em três áreas de sua cabeça: em dois pontos maiores, que dão a aparência de serem olhos, e um ponto bem pequeno no lado direito da cabeça. O inseto lembra os jawa, pequenas criaturas roedoras do universo fictício da série de filmes "Star Wars".

Uma espécie rara de barata que brilha no escuro foi descoberta no Equador por cientistas europeus.
Eles estudavam a bioluminescência, capacidade dos animais de produzir luz, quando identificaram a
Lucihormetica luckae na encosta de um vulcão. (Foto: Peter Vršanský/Naturwissenschaften/Divulgação)

Esponja-harpa
Uma nova espécie de esponja (Chondrocladia lyra) foi encontrada no fundo do oceano, a cerca de 3,5 mil metros de profundidade. Com hábitos carnívoros e formato incomum, ela recebeu o nome de "esponja-harpa" porque lembra o instrumento musical.

Os pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey, nos Estados Unidos, usaram dois robôs operados remotamente para encontrar a espécie, avistada na costa da Califórnia.

Estas esponjas são predadoras do fundo do mar, disseram cientistas ao site do instituto de pesquisa. Elas capturam pequenos animais, como camarões, peixes e outros crustáceos, que passam pelos "ramos" da esponja levados pelas correntezas oceânicas.

'Esponja-harpa' é avistada no fundo do mar próximo aos EUA
(Foto: Reprodução/Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey)

Menor dos vertebrados
Com apenas 7,7 milímetros, uma pequena rã da família Paedophryne procedente de Papua-Nova Guiné foi proclamada o menor vertebrado do mundo.

Pesquisadores da Universidade Estadual da Louisiana (EUA) fizeram esta descoberta durante uma expedição de três meses à ilha de Nova Guiné, um dos maiores centros de biodiversidade tropical do mundo.

Menor rã do mundo é mostrada em cima de uma moeda (Foto: Christopher Austin / AFP Photo)
Borboleta da Malásia
A nova espécie de borboleta (Semachrysa jade) foi fotografada na Malásia. No entanto, sua descrição só ocorreu porque um entomologista encontrou a imagem em uma rede social e a enviou para o Museu História Natural de Londres. Os cientistas concluíram que se tratava de uma nova espécie

A borboleta Semachrysa jade, fotografada na Malásia, mas descrita após a imagem ter sido
visualizada na internet (Foto: Divulgação/ZooKeys)
Fungo da Arte Paleolítica
Cientistas detectaram em 2001 o surgimento de manchas pretas na parede de cavernas da França. As manchas eram tão fortes, que cientistas começaram a se preocupar com uma possível deterioração de pinturas rupestres. A partir disso, conseguiram verificar a presença de um novo tipo de fungo: Ochroconis anomala

Arbusto em extinção
A nova espécie de arbusto (Eugenia petrikensis) foi descrita na região de Madagascar e já foi considerada ameaçada de extinção. Ela era predominante em uma região de faixa contínua, de 1.600 km de comprimento, localizada no litoral de Madagascar. No entanto, o desmatamento causado pelo homem reduziu seu habitat.

Inseto do período Jurássico
O fóssil de uma nova espécie de inseto que viveu na Terra há 165 milhões de anos foi encontrado na China por cientistas. Descrito como Juracimbrophlebia ginkgofolia, o fóssil estava preservado junto a folhas de árvores.

Violeta do Peru
Cientistas descreveram uma nova espécie de violeta, considerada uma das menores do mundo, encontrada na região da Cordilheira dos Andes, no Peru. Batizada de Viola lilliputana, homenagem à Ilha de Liliput, local fictício do romance "As Viagens de Gulliver", de Jonathan Swift.

Comedora de caracóis
Uma nova espécie de cobra foi encontrada no Panamá e tem como hábito alimentar a ingestão de caracóis, lesmas, ovos de anfíbios e minhocas. O animal foi encontrado em uma região onde as atividades mineradoras são intensas e degradam seu habitat. Tanto que os cientistas, ao darem o nome científico à espécie, fizeram um protesto "embutido". A cobra se chama Sibon noalamina -- no a la mina, em espanhol, quer dizer em português "não à mina".

Fonte: G1 NATUREZA

Macaco japonês relaxa em piscina de água quente


Macaco japonês relaxa em piscina quente 
Nick Ut/Associated Press
12/02/2012

Um macaco japonês, que vive em uma região bastante fria e com muita neve, foi flagrado relaxando em uma piscina natural de água quente.

Os bichos teriam aprendido com os humanos os benefícios dos banhos termais.

O macaco e seu bando frequentam a piscina no vale de Jigokudani, na região de Nagano, durante as manhãs. À tarde, eles retornam para a floresta.

Fonte: http://f5.folha.uol.com.br
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Nascem os primeiros macacos quiméricos do mundo


Para criar os animais, cientistas uniram células de embriões de macacos rhesus separados e implantaram os embriões mistos em fêmeas
OHSU/Divulgação

08/01/2012

Animais foram criados em laboratório após uma mistura de células representando seis diferentes genomas; segundo pesquisadores, não existem intenções de produzir quimeras humanas

Pesquisadores produziram os primeiros macacos quiméricos do mundo. Os corpos dos animais, que são normais e saudáveis, são compostos de uma mistura de células representando seis diferentes genomas. O avanço mostra o potencial de pesquisas futuras já que animais quiméricos estavam restritos a ratos, dizem os autores. O achado, publicado no periódico Cell, também sugere os limites para o uso de células embrionárias cultivadas.

Os macacos quiméricos nasceram após os cientistas essencialmente unirem células de embriões de macacos rhesus separados e implantarem os embriões mistos em fêmeas. Para tanto, as células foram misturadas num estágio de desenvolvimento muito precoce, quando cada célula é totipotente, isto é, capaz de originar vários tecidos. Segundo os estudiosos, essa opção contrasta com as células pluripotentes, que podem se diferenciar em qualquer tipo de tecido no corpo, mas não em organismos inteiros.

Os esforços iniciais da equipe em produzir esses animais falharam. Ratos quiméricos têm sido extremamente importantes para a pesquisa biomédica, permitindo a produção de animais que carregam alterações em genes.

O novo estudo sugere que células-tronco cultivadas de primatas ou humanas podem não ser tão potentes quanto aquelas encontradas em embriões.

"Não podemos modelar tudo nos ratos", dizem os autores. "Se queremos migrar as terapias celulares do laboratório para a clínica e dos ratos para os humanos, precisamos entender que o que essas células de primatas podem e não podem fazer. Precisamos estudá-las em humanos, incluindo embriões".

Os autores enfatizam, no entanto, que não há uso prático nem nenhuma intenção de produzir quimeras humanas.

Fonte: Estadao.com

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