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Exército Boliviano conclui missão de paz da ONU no Haiti

Foto: Victoria Hazou UN/MINUSTAH

02/07/2015

Ximena Moretti

O Exército Boliviano finalizou sua participação na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) após nove anos. Durante a missão, mais de 3.000 militares bolivianos trabalharam sem descanso para devolver a segurança e a estabilidade política e prestar assistência humanitária aos habitantes do Haiti, em cooperação com outros 20 países.

Como parte do plano de redução do componente militar da MINUSTAH estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o último contingente de tropas da Bolívia – formado por 205 soldados – voltou a La Paz em 15 de junho, “após concluir seu compromisso internacional”, diz o Coronel Rodolfo Javier Garvizu Díaz, diretor de Operações de Paz do Exército Boliviano. Os soldados chegaram ao Quartel-General de Miraflores, na capital boliviana, após finalizar suas atividades na MINUSTAH, em 26 de maio.

O contingente – o último dos 15 enviados ao Haiti ao longo de nove anos – incluiu 185 homens e 20 mulheres. Durante a missão da ONU, um total de 3.108 militares bolivianos, entre eles 174 mulheres, participaram da iniciativa de manutenção da paz em contingentes que se revezavam a cada seis meses.

“Estamos orgulhosos porque contribuímos com nossa presença, recursos humanos e meios para cumprir a missão criada pelas Nações Unidas para estabilizar o país”, disse o General de Brigada José Luis Begazo Ampuero, Comandante Geral do Exército da Bolívia, na cerimônia de encerramento, na Base de Tiwanaku, em Porto Príncipe.

“Queridos irmãos e irmãs, com vocês conhecemos a vida do quartel. Posso garantir que o Haiti não os esquecerá, porque temos vocês em nossos corações. Enquanto vão embora, eu garanto que podem voltar como convidados ou turistas, mas sempre como nossos irmãos e irmãs”, disse o ministro da Defesa do Haiti, Lener Renaud.

Gratidão dos outros países

Representantes de outros países destacaram a participação do contingente boliviano e expressaram sua gratidão.

“Ao longo de muitos anos de luta e sacrifício, os capacetes azuis conquistaram um lugar como símbolo de esperança para milhões de pessoas que vivem em lugares atingidos pela guerra”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem pelo Dia Internacional dos Soldados da Paz da ONU.

Como parte da MINUSTAH, as tropas bolivianas ajudaram o Haiti a enfrentar uma série de desafios de segurança e humanitários. Por exemplo, a missão cumpriu um papel essencial após o terremoto de janeiro de 2010, que deixou mais de 200.000 mortos, incluindo 96 capacetes azuis.

Na ocasião, o contingente boliviano ofereceu assistência humanitária, auxiliando a população civil afetada pelo desastre natural. Também prestou ajuda aos membros da ONU no quartel-general em Porto Príncipe, “demonstrando responsabilidade, disciplina, profissionalismo e espírito de grupo”, afirma o Cel Garvizu.

Os soldados bolivianos também ajudaram a combater um surto de cólera em outubro de 2010, além de outras doenças endêmicas que afetaram grande parte da população haitiana.

“Durante a epidemia de cólera, o contingente boliviano prestou assistência de saúde à população infectada, através do estabelecimento de hospitais de campanha, da evacuação dos mortos e de ajuda com medidas preventivas nas instalações da MINUSTAH”, diz o Cel Garvizu. “Por sua disciplina e a capacidade operativa”, o contingente boliviano foi designado como a “Reserva da Força Multinacional da MINUSTAH”, responsável por reforçar, apoiar e relevar os setores de responsabilidade de outros contingentes durante sua permanência no Haiti.

Além disso, os militares bolivianos participaram de patrulhamentos de segurança e reconhecimento aéreo e terrestre, ajudaram a escoltar comboios e auxiliaram no controle de distúrbios civis; também organizaram uma força de reação imediata com capacidade operacional para fazer frente a qualquer incidente que pudesse afetar a segurança dentro de sua área de responsabilidade.

O Exército Boliviano contribuiu para a segurança e a ordem pública da população civil local como parte do esforço feito pelos 21 países que formam a MINUSTAH.

Exército Boliviano participou de outras missões internacionais

O Haiti não é o único país onde militares bolivianos participaram de missões internacionais. Antes, os soldados bolivianos já haviam integrado missões de paz em Angola, na Costa do Marfim e no Congo.

Para o Exército Boliviano, participar dessas missões representa “um sentimento de fraternidade por ter contribuído com a pacificação de um país irmão. No aspecto militar, isso contribuiu para que o pessoal mobilizado na missão adquirisse maior experiência em missões de paz”, diz o Cel Garvizu. “A solidariedade com nossos vizinhos foi sem dúvida um aspecto que teve um efeito positivo em todos os membros dos distintos contingentes.”

A participação e os valores das Forças Armadas Latino-Americanas na MINUSTAH foram essenciais ao restabelecimento da paz, assim como ao respeito pelos direitos humanos, diz o Coronel (r) do Exército do Chile Carlos Ojeda.

“Estamos certos de que, pela conduta, o êxito, o trabalho abnegado e a utilidade demonstrados, o Exército [da Bolívia] será novamente convocado a cumprir esse compromisso que mantemos com a ONU desde 1997”, disse o ministro da Defesa da Bolívia Reymi Ferreira, de acordo com o site boliviano La Patria en Línea .

Participar de missões de manutenção da paz no exterior ajuda as Forças Armadas a propiciar segurança pública em casa.

“A segurança é um tema transversal em toda atividade militar para acabar com as diversas ameaças atuais e emergentes que podem afetar o desenvolvimento normal de atividades em nosso território”, diz o Cel Garvizu. “Participar da proteção do ambiente é outro desafio que o Exército Boliviano prioriza, além de várias tarefas que realizamos para beneficiar a população da Bolívia.”

Fonte: DefesaNet


Uso sustentável de parque no Congo renderia US$ 1,1 bi ao ano, diz estudo

Hipopótamos que vivem no Parque Nacional Virunga, localizado no Congo. Relatório aponta que 
exploração sustentável da reserva poderia reverter anualmente uma receita de US$ 1,1 bilhão. 
(Foto: AP/Naturepl.com/Jabruson/WWF)
01/08/2013

Dados do WWF referem-se ao Parque Virunga, lar de 3 mil espécies.
Local está ameaçado por exploração petrolífera na região africana.

Imagens divulgadas pela organização não-governamental WWF mostram animais que vivem no Parque Nacional Virunga, no Congo, que podem sofrer consequências graves devido ao avanço de atividades petrolíferas na região.

A campanha mostra que, se o parque fosse explorado de maneira sustentável, poderia render anualmente o montante de US$ 1,1 bilhão, dinheiro que seria revertido para a preservação do local, considerado habitat de diversas espécies.

Os dados fazem parte de um relatório do WWF que aponta ainda que o parque geraria 45 mil empregos permanentes com investimentos em energia hidrelétrica, indústria da pesca e ecoturismo.

A extração de óleo na região de floresta pode impactar os ecossistemas locais e, principalmente, atingir a água potável que brota naquela região. O Parque Nacional Virunga abriga 3 mil diferentes espécies de animais, incluindo gorilas que estão criticamente ameaçados de extinção.

Imagem mostra chimpanzé que vive em parque nacional localizado no Congo.
(Foto: AP/Naturepl.com/Jabruson/WWF)

Trabalhador mostra mãos sujas de petróleo em imagem feita no Delta do Rio Niger
(Foto: AP/Naturepl.com/Jabruson/WWF)
Fonte: G1 Natureza


ATRAVESSANDO FLORESTAS COM UMA GELADEIRA A TIRA COLO

©Stefan Dold/MSF
14/05/2013

Equipe móvel de doença do sono de MSF enfrenta desafios para levar cuidados às populações mais afetadas pela doença fatal

Viajar por meio de florestas lamacentas de moto e cruzar grandes rios em pirogas carregando uma geladeira, um microscópio e um gerador não é tarefa fácil. E é isso o que o coordenador de projeto Will Turner e sua equipe farão durante as próximas quatro semanas, esquematizando uma expedição para testar 40 mil pessoas para a doença do sono (tripanossomíase humana africana – THA) em vilarejos remotos da República Democrática do Congo (RDC).

A cidade de Bili, bem ao norte do país, está localizada em uma região densamente florestada entre o rio Uélé e a fronteira com a República Centro-Africana.  A região tem alta prevalência de doença do sono, enfermidade fatal transmitida pela mosca tsé-tsé, mas o acesso é tão difícil que o problema foi ignorado por muito tempo. Cerca de 85% de todos os casos de doença do sono do mundo ocorrem na RDC.

“Viemos ao distrito porque ele fica na região onde a doença do sono é mais ativamente endêmica no mundo”, afirma Will Turner. “Mesmo assim, essa doença fatal simplesmente não é combatida aqui, devido à insegurança e ao difícil acesso à região.”

No início de abril de 2013, a equipe móvel de doença do sono de MSF instalou um laboratório e uma ala para tratamento no hospital de Bili e começou a testar as pessoas para a doença. Uma vez que toda a população da cidade havia sido testada, a equipe concentrará esforços nos cerca de 50 vilarejos em meio à floresta dos arredores. As pessoas que forem diagnosticadas com a doença – que é fatal se não for tratada – serão transferidas para o hospital em Bili.

“A equipe vai ficar viajando por cerca de três a quatro semanas seguidas”, afirma Turner. “Por vezes, vão utilizar motocicletas para abrir caminho em rotas praticamente inacessíveis floresta adentro. Vai ser um novo vilarejo a cada dia e a equipe dormirá em tendas. Fazendo isso, esperamos identificar e curar centenas de pacientes infectados.” 

Os desafios logísticos são enormes. Pode levar um mês até que os suprimentos cheguem a Bili. Pequenos aviões, pousando em pistas improvisadas nas florestas, podem transportar uma quantidade limitada de suprimentos por vez. Caminhões carregados têm de cruzar rios em jangadas, à medida que as estradas lamacentas estão, frequentemente, bloqueadas por árvores derrubadas. Durante a estação das chuvas, muitos dos vilarejos tornam-se completamente inacessíveis.

Além disso, o teste para a doença do sono é complexo: diversos dos componentes precisam ser mantidos permanentemente resfriados e, por isso, é preciso ter em mãos, também, um gerador e uma geladeira, mesmo nas regiões mais remotas. Para realizar o diagnóstico, técnicos de laboratório experientes precisam utilizar ferramentas um tanto sensíveis, como microscópios e centrifugadoras, que também precisam ser transportados pela floresta.

Mas a equipe móvel de doença do sono está preparada para tais desafios, tendo realizado projetos semelhantes no Sudão do Sul, no Chade, na República Centro-Africana, no Congo e em outras regiões da RDC.

Mais recentemente, a equipe passou nove meses no Sudão do Sul, que é, historicamente, outra região onde a doença é prevalente e um país com um sistema de saúde frágil que batalha para superar décadas de guerra civil. A equipe estabeleceu como objetivos os vilarejos da região central e a oeste de Equatoria, onde as taxas da doença do sono estavam elevadas anteriormente. Viajando por milhares de quilômetros, de vilarejo em vilarejo, a equipe testou mais de 60 mil pessoas. Trinta e oito casos foram identificados e tratados, o que significa que houve uma redução considerável da prevalência da doença nessas regiões. Além de realizar testes ativamente, a equipe de MSF também trabalhou para melhorar as técnicas de exames, diagnóstico e tratamento utilizadas nas clínicas do Ministério da Saúde. Mais de 200 profissionais sul-sudaneses foram treinados em monitoramento, exames e tratamento, conhecimento que poderá ser colocado em prática nos próximos anos.

De volta a Bili, Turner e sua equipe esperam concluir o que foi iniciado quatro anos atrás, quando uma equipe de MSF identificou e tratou 120 pacientes com doença do sono na região em apenas três meses, antes que razões de segurança levassem à interrupção do projeto.

A pouco tempo de voo dali, outra equipe de MSF está combatendo a doença do sono nas cidades de Dingila e Ango e redondezas.

“Testando e tratando as pessoas em uma região abrangente, salvamos vidas, prioritariamente, mas também reduzimos a prevalência da doença”, diz Turner. “Cada pessoa tratada é um passo na direção certa.”

Mas o terreno complicado, o pacote complexo e a insegurança regional não são os únicos desafios. “Até que tenhamos ferramentas mais simples e adaptadas para diagnóstico e tratamento, das quais os programas nacionais possam depender, erradicar a doença vai continuar sendo uma tarefa hercúlea”, conclui Turner.


ONU quer levar ao Congo experiência brasileira no Haiti

Brasileiro comandará a maior missão de paz da ONU
25/04/2013

A experiência prévia à frente de operações militares no Haiti fez o general de divisão brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz ser convidado pela ONU para comandar sua maior missão de paz: a Monusco, na República Democrática do Congo.

Embora se torne responsável por uma tropa de mais de 20 mil capacetes azuis, sua tarefa mais delicada será conduzir uma unidade militar criada há menos de um mês, de uma forma sem precedentes na história das missões da paz da ONU.

A "Brigada de Intervenção" foi estabelecida com uma "autorização especial" da cúpula da ONU para adotar "qualquer medida necessária" para derrotar o M23 (Movimento 23 de Março), o FDLR (Forças Democráticas para Libertação de Ruanda) e o LRA (Exército de Resistência do Senhor), e ao menos outros quatro grupos rebeldes locais e internacionais que operam especialmente no leste do país.

Na prática, isso significa que o Departamento de Missões da Paz da ONU criou uma estrutura para possibilitar a realização de ofensivas militares mais robustas no âmbito de uma missão de paz convencional, sem ferir a legislação e os princípios das Nações Unidas.

A brigada, sediada na cidade de Goma, é composta por dois batalhões de infantaria, um de artilharia, um de forças especiais e uma companhia de reconhecimento. Santos Cruz e um grupo de oficiais brasileiros comandarão um contingente formado principalmente por soldados africanos.

"Há uma grande variedade de grupos rebeldes no leste do país. Eu me considero pronto para enfrentar até o pior cenário. O objetivo será aliviar o sofrimento da população", disse Santos Cruz à BBC Brasil.

A escolha dele foi motivada pelo papel que exerceu como chefe militar da missão de paz no Haiti entre os anos de 2007 e 2009, segundo fontes ouvidas pela BBC Brasil.

Na época, o general autorizou seus coronéis e subordinados a planejar e executar ações de força, que finalizaram o processo de desmantelamento de grupos rebeldes e gangues que dominavam a favela de Citè Soleil – o último grande bastião rebelde do país.

Segundo militares ouvidos pela BBC Brasil, assim como seus antecessores, Santos Cruz sofreu grande pressão de diplomatas da ONU para endurecer as ações no Haiti naquela ocasião.

Porém, de acordo com diplomatas do Itamaraty, ele teve versatilidade para balancear o uso da força – fazendo com que as operações em Porto Príncipe atingissem seus objetivos sem descumprir a legislação internacional ou ferir direitos humanos.

Além disso, o general ganhou a confiança do embaixador Edmond Mulet, que à época chefiou a parte civil da Minustah e hoje é o assistente do secretário-geral da ONU para operações de paz.

Ou seja, segundo fontes no Itamaraty, não houve um esforço diplomático brasileiro específico para assumir a missão na RDC, mas um reconhecimento da ONU sobre o papel que o Brasil exerceu na pacificação do Haiti que foi recompensado.

"Trata-se de uma homenagem pelo excelente trabalho que ele desempenhou à frente da Minustah e um novo sinal de reconhecimento internacional à atuação dos militares brasileiros", disse em entrevista o ministro da Defesa Celso Amorim, que ocupava a chancelaria durante a maior parte da permanência de tropas brasileiras no Haiti.

Santos Cruz já havia sido colocado na reserva quando começou a ser sondado para a missão na RDC. Vinculado atualmente a um órgão civil do governo federal, está sendo trazido de volta à ativa no Exército para assumir o cargo internacional.

Ele disse à BBC Brasil acreditar que a percepção e a experiência com situações dinâmicas adquiridas no Haiti serão de grande ajuda na RDC. Porém, afirmou que são missões muito diferentes, principalmente em relação ao tamanho do país de 71 milhões de habitantes (o Haiti tem 8 milhões) e da diversidades das forças que disputam o poder.

Crise

Situação na República Democrática no Congo começou a se agravar em 1994
A situação na região da RDC começou a se agravar após o genocídio de Ruanda, em 1994, quando mais de 1,2 milhão de hutus (muitos deles milicianos envolvidos no massacre de tutsis em Ruanda) cruzaram a fronteira leste da RDC, o antigo Zaire – em uma área tradicionalmente habitada por tutsis e outras etnias.

Ali, os hutus se aliaram a forças do governo do então Zaire em uma campanha militar contra os tutsis congoleses. Mas uma coalizão de tropas de Ruanda e Uganda com forças rebeldes congolesas, lideradas por Laurent Désiré Kabila, invadiu o país e derrotou o Exército do então presidente Mobuto Sese Seko, tomando a capital, Kinshasa, em 1997 e colocando Kabila no poder. Um ano depois, Kabila enfrentou uma rebelião que também teve a intromissão de nações vizinhas.

Em 1999 a ONU promoveu um cessar-fogo entre a RDC e Angola, Namíbia, Ruanda, Uganda e Zimbábue. Uma força de capacetes azuis foi então enviada ao país.

Eleições livres foram realizadas, mas conflitos continuaram irrompendo em diversas províncias da RDC. Em 2010, a ONU endureceu a missão do país, mas abusos de direitos humanos e violência sexual continuaram a ocorrer.

Um vácuo de poder no leste do país possibilitou aos grupos rebeldes ameaçar o governo central. A reação das Nações Unidas foi endurecer ainda mais o mandato da missão de paz e criar as condições para a organização da Brigada de Intervenção.

Essa unidade especial funcionará durante um ano. Santos Cruz ainda não tem uma data definida para assumir o comando. Seu envio depende de uma autorização formal da presidente Dilma Rousseff - que deve ocorrer em breve, segundo analistas.

O Brasil deve então enviar uma equipe de oficiais das Forças Armadas à RDC para integrar a equipe do general.

Segundo fontes do Itamaraty não há por enquanto intenção de enviar um contingente de militares combatentes à RDC. Isso porque a característica principal das tropas que integram a Monusco é uma forte participação africana.

O Brasil participa de uma série de missões de paz da ONU. As principais delas ocorrem no Haiti, onde o país tem, além do comando, uma batalhão com cerca de 1.200 homens e no Líbano, onde o país mantém um contra-almirante que chefia a Força Tarefa Naval da ONU e uma fragata com mais de 300 tripulantes.

Fonte: BBC

Vulcão em erupção é atração de acampamento turístico no Congo


15/11/2011

 

Parque no leste da República Democrática do Congo oferece caminhada com pernoite em frente a vulcão que entrou em erupção no início do mês.


Da BBC
Barraca de acampamento é vista com vulcão ao
fundo (Foto: Virunga NP)

Um parque nacional na República Democrática do Congo criou uma trilha que termina com os turistas passando a noite de frente para um vulcão em erupção.
Os administradores do Parque Nacional de Virunga, no leste do país dizem que a vista é uma oportunidade rara para os visitantes, que podem ver de perto as lavas do vulcão Nyamulagira, que entrou em erupção no início do mês.
Com a ajuda de um especialista do Observatório Vulcanológico de Goma (GVO, na sigla em inglês), o parque organizou uma área de camping considerada segura nas proximidades do vulcão.
A caminhada dura de três a quatro horas. O primeiro grupo a atingir a base perto do vulcão, trazido por uma operadora da Tanzânia, descreveu a experiência como 'além de todas as expectativas'.
Em 1989, uma erupção semelhante do Nyamulagira durou nove meses. Em janeiro de 2010, o Nyamulagira também entrou em erupção, mas por apenas alguns dias.
De acordo com o parque, as lavas aumentaram em intensidade, e são emitidas do interior do vulcão em colunas que superam os 200 metros de altura.

Turistas observam erupção (Foto: Virunga NP)
'Esta é definitivamente a erupção mais espetacular do Nyamulagira que eu já vi', disse o especialista do GVO que ajudou a escolher o local das tendas, Dario Tedesco.

'As lavas chegam a 200 metros, 300 metros, a proximidade e a disposição do campo, e o show incrível das luzes da lava incandescente tornam tudo muito especial.'

Devastada por 12 anos de conflito civil e instabilidade política, a República Democrática do Congo tem dedicado grande parte de suas atenções a reviver o turismo no país.

A maior atração do parque Virunga são os gorilas da montanha, consideradas uma espécie em risco de extinção no mundo. Estima-se que existem cerca de 790 sobreviventes, sendo que 480 estão na área de conservação entre o Congo, Ruanda e Uganda.


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