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BRASIL MOSTRA BOLSA VERDE EM EVENTO DA ONU

Famílias atendidas: conservação - Letícia Verdi/MMA
21/06/2017
 
Programa é exemplo para outros países em experiência bem-sucedida no combate à pobreza e conservação das florestas.

LETÍCIA VERDI
O programa Bolsa Verde ganhou projeção internacional ao ser escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como exemplo de conservação do meio ambiente e inclusão social. Em evento na cidade de Medellín, na Colômbia, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) participa de troca de experiências com países da América Latina e Caribe sobre mecanismos de conservação socialmente inclusivos. O encontro, que começou nesta terça-feira (20/06) e segue até quinta-feira (22/06), reúne representantes do Brasil, Colômbia, Costa Rica e México.

 A oficina é parte do projeto Enfoque Integrado para a Sustentabilidade Ambiental no Planejamento do Desenvolvimento na América Latina e Caribe, executado pela ONU Meio Ambiente, com o apoio do governo brasileiro, conforme firmado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, em 2012.

Confira a programação e os participantes

O objetivo do projeto é fomentar processos de cooperação Sul-Sul entre os países da região por meio do intercâmbio de boas práticas e apoiar esses países a enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável, incorporando de forma equilibrada as dimensões econômica, ambiental e social. O evento está associado à implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).  

EXPERIÊNCIAS

“Estamos aqui para compartilhar com os países da América Latina a experiência do Brasil com o Bolsa Verde nesses cinco anos. Apresentamos os resultados do programa no combate ao desmatamento e na melhoria da qualidade de vida das famílias atendidas”, relatou a secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Juliana Simões. “O encontro nos propicia uma troca de experiências muito rica com iniciativas semelhantes executadas por outros países”.

O gerente do Bolsa Verde no MMA, Leonardo Pacheco, lembrou a importância do programa para o alcance dos ODS. “O Bolsa Verde se destaca por integrar dois eixos fundamentais da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: a erradicação da pobreza e a conservação dos recursos naturais”. Segundo ele, isso chama a atenção dos demais países, principalmente quando é considerada a escala do programa. “Hoje, o Bolsa Verde atende 53 mil famílias e contribui para a conservação de 33 milhões de hectares”.

Juliana Simões apresenta o Bolsa Verde em Medellín (Foto: Leonardo Pacheco)

O coordenador da Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas Marinhas (Confrem) e liderança da Reserva Extrativista de Canavieiras na Bahia, Carlo Alberto Pinto dos Santos, compartilhou, na tarde desta terça-feira (20/06), as lições aprendidas na reserva e ressaltou o papel da política, que conta com 212 beneficiários em Canavieiras. “O programa contribui para o empoderamento das mulheres e para o aquecimento da economia local, mas é necessário que outras políticas estruturantes cheguem com o Bolsa Verde”, enfatizou.

Participam do encontro em Medellín profissionais envolvidos na implementação de políticas e estratégias integradas para o desenvolvimento sustentável dos setores público, privado, acadêmico e da sociedade civil. No segundo dia, quarta-feira (21/06), os participantes farão uma visita de campo ao projeto Banco2 – Reserva de Zafra, no interior da Colômbia, em que os agricultores familiares apresentarão seu método de trabalho sustentável e integrado.

FORMAÇÃO

Simultaneamente ao evento na Colômbia, começou em Belém do Pará o ciclo de oficinas de formação para inclusão socioprodutiva e conservação ambiental em unidades de conservação (UCs) na Amazônia, ministrado pelo Instituto Internacional de Formação do Brasil (IEB) com a participação do Ministério MMA e apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A formação termina em outubro, com três círculos formativos (Agroextrativismo na Amazônia; Gestão de Recursos Naturais e Políticas Públicas) para 100 beneficiários do Bolsa Verde e 25 de gestores de UCs.

BOLSA VERDE

A política é um incentivo às comunidades para que continuem usando, de forma sustentável, os territórios onde vivem. Atualmente, o programa conta com 53 mil beneficiários. Instituído pela Lei nº 12.512/2011 e regulamentado pelo Decreto nº 7.572/2011, o Bolsa Verde tem o objetivo de promover a cidadania, melhorar as condições de vida e incentivar a conservação dos ecossistemas por meio da manutenção e do uso sustentável.

O programa busca elevar a renda da população em situação de extrema pobreza que exerça atividades de conservação dos recursos naturais no meio rural, além de incentivar a participação dos beneficiários em ações de capacitação ambiental, social, técnica e profissional.

A medida concede R$ 300 reais, a cada três meses, para as famílias beneficiárias. No dia 9 de junho, resolução do MMA determinou que moradores de áreas em que ocorrem espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção terão a possibilidade de ser incluídos no programa, que já atende comunidades situadas em unidades de conservação florestais e marinhas e em assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Bolsa Verde terá sistema digital de controle e acompanhamento

Bolsa Verde assiste a 71,8 mil famílias brasileiras - Crédito: Divulgação / MMA

16/04/2015

Batizada de SisVerde, a plataforma trará uma economia de 70% nos custos do cadastro do programa socioambiental, aumentará a confiabilidade e a transparência dos dados 

Por: Letícia Verdi – Editor: Sérgio Maggio

O Programa Bolsa Verde (PBV) terá um sistema de gerenciamento digital inteligente, que integrará todos os dados. O SisVerde (sigla do novo sistema) foi tema de encontro nesta quinta-feira (16/04) entre representantes dos Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e Universidade Federal de Lavras (UFLA). O SisVerde será lançado, em setembro de 2015, e utilizado por essas instituições para melhorar a execução da política pública. Hoje, o programa beneficia 71.800 famílias.

Jânio Coutinho, gerente de projetos do Departamento de Extrativismo do MMA, aponta que o SisVerde trará uma economia de 70% nos custos do cadastro do Bolsa Verde, além de apresentar confiabilidade nos dados e transparência. “Vamos reduzir os custos de operação para incluir uma nova família, além de economizar papel e gerar relatórios com dados sociais que podem orientar outras políticas”, destaca.

Na reunião, a UFLA, responsável pela elaboração do sistema e pelo monitoramento dos resultados, apresentou as fases desenvolvidas, a metodologia de cadastro dos usuários e a forma de fazer a identificação das áreas mais relevantes para o PBV e das famílias beneficiárias. Além disso, os técnicos da universidade apresentaram as etapas de monitoramento da cobertura vegetal presente nas áreas contempladas pelo programa. A próxima etapa será o cruzamento dos dados do PVG com os demais programas do governo federal, como o Bolsa Família.

GRUPOS DE TRABALHO

O Comitê Gestor do Programa Bolsa Verde criou dois Grupos de Trabalho (GTs): um sobre conservação da fauna e outro sobre monitoramento de área ribeirinhas. O primeiro vai analisar e indicar a inclusão de áreas relevantes para a conservação da fauna no mapa de beneficiários do Bolsa Verde. Em início de maio, deve acontecer o primeiro encontro. O segundo terá como tema o monitoramento de área ribeirinhas (tarefa da Secretaria de Patrimônio da União – SPU) e o monitoramento das Reservas Extrativistas Marinhas.

DESAFIO

“O nosso maior desafio deste ano é a inclusão produtiva das famílias beneficiárias do Bolsa Verde, para superar a extrema pobreza, dentro do programa Brasil Sem Miséria”, enfatizou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral. Para realizar essa inclusão produtiva, as famílias receberão apoio para compra de equipamentos, assistência técnica e estímulo à organização de base (cooperativas) como forma de agregar valor aos produtos e acessar o mercado. “Eles precisam superar alguns gargalos nas cadeias produtivas e na comercialização dos produtos, e nós ajudaremos nisso”.



Bolsa Verde comercializa ativos ambientais no mercado futuro


12/12/12

Produtores que preservaram vegetação podem transformá-la em cotas e vendê-las a quem possui déficit de Reserva Legal

Foi lançada na segunda-feira (10) à tarde a chamada Bolsa Verde do Rio de Janeiro, com ofertas de 55 proprietários rurais de Estados como Amazonas, Pará, Roraima, Goiás, Mato Grosso e Paraná, entre outros. O objetivo da iniciativa é permitir a venda de ativos ambientais no mercado futuro.

Por meio de uma plataforma online, produtores que preservaram a vegetação nativa em suas propriedades e têm Reserva Legal (RL) excedente podem transformá-la em Cotas de Reserva Ambiental e vendê-las a quem possui déficit de RL. Leia Mais.


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