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JAPÃO VAI TRIPLICAR PRODUÇÃO DE ENERGIA EÓLICA NOS PRÓXIMOS CINCO ANOS

20/02/2016 

O Japão vai triplicar a capacidade de produção de energia eólica (gerada pelos ventos) até 2020, segundo estimativa publicada hoje (19) pelo diário económico Nikkei, com base nos planos de investimentos das principais empresas do setor.

O jornal adianta que a Eurus Energy Holdings e a J-Power pretendem investir 60 bilhões de ienes (478 milhões de euros) em novas instalações nos próximos cinco anos.

A Eurus, uma joint-venture entre a corretora Toyota Tsusho e a operadora da Central Nuclear de Fukushima, a Tokyo Electric Power (Tepco), planeja instalar 200 mil kilowatts (kw) durante esse período, o que elevaria sua capacidade para até 850 mil kw.

O primeiro projeto é uma fábrica de cerca de 40 mil kw na prefeitura de Akita, no Norte do Japão, cuja construção deve começar ainda este ano.

A J-Power também quer um aumento em torno de 200 mil kw, até 600 mil, a partir de novos centros de geração de energia em Hokkaido (Norte) e Ehime (Sul).

O jornal Nikkei estima que esses projetos e outros de menor escala vão contribuir para aumentar a capacidade de produção de energia eólica do Japão dos atuais 3 milhões de kw para até 10 milhões, o que equivaleria a uma dezena de centrais nucleares.

O governo japonês propôs aumentar a proporção da eletricidade gerada por meio de energias renováveis dos atuais 3% para 15% até 2030.

Apesar das vantagens da eólica em relação a outras fontes renováveis, esse tipo de energia pouco avançou nos últimos anos devido aos procedimentos administrativos e estudos de impacto ambiental exigidos para novas instalações.

Desse modo, a energia eólica atende apenas a 0,5% das necessidades de eletricidade do Japão, valor muito abaixo de países como a Alemanha (9,6%), os Estados Unidos (4,4%) ou a China (2,8%).


Furacão Patricia ameaça México com 'consequências potencialmente catastróficas'

Mais forte furacão já registrado nas Américas pode causar um grande desastre

23/10/2015

O México se prepara para enfrentar o mais forte furacão já registrado nas Américas, que traz consigo um "potencial catastrófico".

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o Patricia já provocou na tarde da última quinta-feira ventos de 240km/h e alcançará a categoria 5 – o nível mais alto da escala Saffir-Simpson.

São esperados ventos de até 325km/h, que seriam fortes o suficiente para "fazer um avião ir pelos ares e mantê-lo voando", segundo a Organização Meteorológica Mundial, que comparou a intensidade do Patrícia à do tufão Haiyan, que matou 6,3 mil pessoas nas Filipinas em 2003.

A Secretaria de Governo do México declarou estado de "emergência extraordinária" em várias localidades dos Estados de Colima, Nayarit e Jalisco com a iminente chegada do furacão. Cerca de 400 mil pessoas vivem nas áreas consideradas vulneráveis ao furacão.

"Os prognósticos seguem indicando que a zona de impacto do olho do furacão será o Estado de Jarisco", explicou o diretor da Comissão Nacional da Água, Roberto Ramírez de la Parra. "É muito provável que esse furacão seja o mais intenso que já existiu na parte do Pacífico do nosso país."

Enchentes e deslizamentos

México declarou estado de 'emergência extraordinária' em vários Estados por causa de furacão
O México normalmente enfrenta tempestades tropicais vindas tanto do Atlântico quanto do Pacífico nesta época do ano e já começou a evacuar as áreas que serão potencialmente mais afetadas pelo Patrícia, tirando cerca de 50 mil pessoas da zona costeira.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos alerta que enchentes, deslizamentos de terra e grandes ondas poderão ocorrer. "O Patricia deverá ser extremamente perigoso quando tocar a terra", afirmou a organização americana.

As autoridades mexicanas preparam albergues para atender 295 mil pessoas, e aulas foram suspensas em escolas de vários Estados.

Além disso, o governo aconselhou que turistas não viajem para a região. O centro turístico de Puerto Vallarta, em Jalisco, pode ser diretamente afetado pelo furacão.

Prevenção

Em alguns lugares de Puerto Vallarta, população já se prepara para chegada do Patricia
Alguns estabelecimentos seguiram as recomendações de autoridades e permaneceram fechados nesta sexta-feira. "Melhor prevenir do que remediar. Os furacões são sempre imprevisíveis", disse Enrique Esparza, diretor de uma loja de móveis em Manzanillo à agência de notícias AFP.

Nesta localidade, moradores já foram a supermercados para fazer compras de emergência e se preparar para o caso de o furacão causar estragos maiores. A previsão é de que o Patricia traga cerca de 15cm a 30cm de chuva nos Estados de Jalisco, Colima, Michoacán e Guerrero.

Também há um temor de que possam haver inundações na costa, acompanhadas de "ondas gigantes e destruidoras". A Comissão de Águas alertou que os rios podem transbordar e as estradas poderão ser afetadas pelo mau tempo.

Fonte: BBC Brasil


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