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Catadoras de Rio Pardo pedem socorro



30/06/2015
  
Cooperativa tem convênio encerrado pela Prefeitura de Rio Pardo

A Cooperativa de catadores de materiais recicláveis de Rio pardo - Cocamarp, que conta hoje com 15 pessoas, na sua maioria mulheres está com sua fonte de sustento em risco, pois o convênio que era mantido com a Prefeitura Municipal foi finalizado no final do mês de maio.

Os recursos ajudavam no custo operacional da Coleta Seletiva Solidária, serviço prestado pela cooperativa em parceria com a comunidade em quatro bairros da cidade. Desde março de 2013, época em que foi assinado o convênio, os valores iniciais eram de R$ 16.502.00, sendo que apenas R$ 6.600,00 era repassado para a cooperativa, o restante segundo o Sr. Jorge Campos, cargo de confiança, que se apresenta como Coordenador da Coleta Seletiva por parte da Secretaria do Meio Ambiente de Rio Pardo era para manter o motorista cedido pelo município.

O convênio que já não cobria a totalidade dos custos operacionais e nem valorizava adequadamente as trabalhadoras (es) da Cocamarp, em dezembro do ano passado teve uma diminuição do repasse para a cooperativa, ficando em R$ 3.000,00 mensais. Segundo a Administração Municipal, por motivos de crise financeira da Prefeitura, e que em breve no final do convênio seria renegociado um valor mais justo para as catadoras (es).

Muitas tratativas foram realizadas neste período, entre reuniões com Secretaria do Meio Ambiente, reunião com o Prefeito na época da redução do convênio, audiência pública, reunião com Câmara de Vereadores, Promotoria Pública e até agora nenhuma solução foi alcançada.

Setores da sociedade se mobilizaram e constituíram o Fórum de Ação pela Coleta Seletiva Solidária de Rio Pardo, e tem realizado o debate e encaminhado ações, como palestras em escolas, entre outros, para refletir sobre o modelo de gestão dos resíduos praticado em Rio Pardo.

“Achamos uma injustiça o que esta acontecendo com a gente, queremos melhorar nosso trabalho, aumentar a coleta em todo o município e incluir mais catadores na cooperativa, mas pra isso precisamos ser reconhecidos”, comenta a catadora histórica Nildete Pereira dos Santos.

Atualmente a Prefeitura Municipal de Rio Pardo paga cerca de R$ 142.000,00 mensais para a empresa Conesul pelo serviço de coleta dos resíduos na cidade. Ainda não conta com o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos-PMGIRS, que deve incluir prioritariamente os catadores (as) como prestadores do serviço de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS



Lei exige fim de lixões até este sábado; 60% das cidades não se adequaram

Lixão da cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte, em foto de 21 de julho 
deste ano (Foto: Marcílio de Araújo/G1)

02/08/2014

Política de Resíduos Sólidos determina extinção de lixões até 2 de agosto.
Cidades com lixo a céu aberto podem responder por crime ambiental.

Termina neste sábado (2) o prazo de quatro anos para as cidades brasileiras adequarem sua gestão do lixo às regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Sancionada em 2 de agosto de 2010, ela determina ações como a extinção dos lixões do país, além da implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva nos municípios.

Pela lei, a partir deste domingo (3), as prefeituras com lixo a céu aberto podem responder por crime ambiental, com aplicação de multas de até R$ 50 milhões, além do risco de não receberem mais verbas do governo federal. Os prefeitos, por sua vez, correm o risco de perder o mandato.

Em tese, se a legislação for cumprida à risca, muitas cidades podem ser punidas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, somente 2.202 municípios, de um total de 5.570, estabeleceram medidas para garantir a destinação adequada do lixo que não pode ser reciclado ou usado em compostagem.

Os municípios que não terão o aterro sanitário a tempo de se enquadrar na lei estão espalhados por todas as regiões do Brasil. No Paraná, por exemplo, há cidades que até dois meses atrás sequer haviam apresentado um plano de adequação. Uma saída para os pequenos municípios paranaenses pode ser a formação de consórcios para uso conjunto dos aterros, para evitar que cada localidade tenha que arcar com os custos de ter o seu próprio.

No Rio Grande do Norte, somente Mosssoró e a Região Metropolitana de Natal têm aterros. Situação semelhante vive  Rondônia, onde só Ariquemes e Vilhena já se adequaram. A capital, Porto Velho, já escolheu o local de seu novo aterro, mas as obras ainda não começaram.

O estado do Rio de Janeiro tem 93% do lixo indo para destinação correta, mas, ainda assim, tem vinte lixões que precisam ser desativados. O estado de São Paulo também tem municípios com lixões irregulares, como  Presidente Prudente e Ourinhos. O Distrito Federal ainda está licitando a construção das células protegidas de seu novo aterro sanitário. Enquanto isso, seus resíduos vão para um lixão, sem nenhum tratamento.

Mesmo sabendo que 60% dos municípios não cumprem a lei, o governo não pedirá prorrogação de prazo para que o programa passe a vigorar. André Vilhena, diretor da associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), afirma que o Brasil já venceu a fase de, na véspera, precisar esticar prazos por não haver cumprimento de metas.

Plano Nacional de Resíduos Sólidos PNRS 
(Foto: Editoria de Arte/G1)
Segundo ele, há a possibilidade de prorrogação por meio de acordos firmados entre os municípios e o Ministério Público. “O prazo se encerra, mas quem não cumprir pode fazer a prorrogação por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC)", explica. Ele disse ainda que isto ajuda a analisar a particularidade de cada município. A maioria enfrenta problemas de falta de verba.

Principais objetivos
A PNRS tem como prioridades a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, aliada a mecanismos de coleta seletiva com inclusão social de catadores e a extinção dos lixões. Além disso, prevê a implantação de aterros sanitários que receberão apenas dejetos, aquilo que, em última instância, não pode ser aproveitado.

Esses aterros, por sua vez, deverão ser forrados com manta impermeável para evitar a contaminação do solo. O chorume, líquido liberado pela decomposição do lixo, deverá ser tratado. O gás metano que resulta da decomposição do lixo, que pode explodir, terá que ser queimado.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os instrumentos da PNRS ajudarão o país a reciclar 20% dos resíduos já em 2015. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), referentes a 2012 e que são os mais recentes, apontam que só 3,1% do lixo gerado no país naquele ano foi destinado à coleta seletiva e que 1,5% dos resíduos domiciliares e públicos foram recuperados.

Naquele ano, o Brasil gerou 62,7 milhões de toneladas de resíduos sólidos e coletou 57,9 milhões de toneladas deste total. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, a Abrelpe, 42% do montante coletado teve destinação inadequada e em 3.352 cidades os detritos foram encaminhados para lixões ou aterros controlados – que, para especialistas, são apenas lixões melhorados.

Incapacidade técnica
Geraldo Antônio Reichert, coordenador da Câmara temático de Resíduos Sólidos da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), afirma que a maioria das cidades com problemas na gestão dos resíduos sólidos não cumpriram o prazo a tempo por não terem dinheiro em caixa e não conseguirem financiamento do governo federal.

O presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, disse que os altos índices de destinação irregular poderiam ter caído se os municípios tivessem utilizado instrumentos disponíveis na Lei de Saneamento Básico, que incluem verbas do governo federal para obras. Mas, segundo ele, faltou capacidade técnica às prefeituras para montar projetos adequados às regras da União.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, nos últimos quatro anos foram disponibilizados R$ 1,2 bilhão para que estados e municípios realizassem o planejamento das ações e iniciassem medidas para se adequarem à nova legislação de resíduos sólidos. Mas apenas 50% do montante foi efetivamente aplicado.
“São situações de incapacidade técnica de municípios, incapacidade de acessar recursos. Tem situações, inclusive, que podem ser resolvidas entendendo melhor a integração dos planos municipais”, declarou a ministra Izabella Teixeira, na última quinta-feira (31).

Atualmente, somente três estados possuem plano de resíduos sólidos: Ceará, Maranhão e Rio de Janeiro. O ministério não divulgou o total de municípios que já têm o plano definido.

Fonte: G1 Natureza


Conjunto Nacional recebe atividades do DIADESOL 2011


17/11/2011
segs.com.br

Os mais de mil desenhos inscritos no 2º Concurso de Desenho Infantil DIADESOL 2011 ficarão expostos, entre os dias 12 e 19 de novembro, no Condomínio Conjunto Nacional. Os vídeos finalistas do Concurso de Vídeo Amador serão exibidos no Cine Livraria Cultura, a partir 10h do sábado, 19.

A programação ainda contará com duas oficinas de arte com material reciclado, nos dias 16 e 18 de novembro, ao meio-dia, quando o público que circula pelo espaço aprenderá a fazer bonecos e caixinhas de presente natalinos.

No dia 19 também acontece a cerimônia de encerramento, no Cine Livraria Cultura. Durante o evento serão entregues os prêmios para os três vencedores dos concursos de Desenho Infantil e de Vídeo Amador. Após a Abertura, Dr. Sérgio Gonçalves, do Ministério do Meio Ambiente, falará sobre a relação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e a sociedade civil.

Entre os dias 16 e 19, contentores especiais para coleta de resíduo eletroeletrônico estarão disponíveis no espaço da mostra e no estacionamento do Conjunto Nacional. Vale ressaltar que para essa coleta, apenas serão aceitos aparelhos celulares, baterias, CDs, câmera digital, computador, DVD player, impressora, MP3 Player, micro-ondas, notebook, televisão e videocassete.

O DIADEOL é organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental seção São Paulo – ABES-SP e Fórum Lixo e Cidadania do Estado de São Paulo desde 2006, este ano contou com as parcerias da Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental (AIDIS), Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), Associação Paulista VIVA, Rede Nossa São Paulo, SABESP, Instituto AKATU, Eccaplan, Condomínio Conjunto Nacional e Movimento Nós Podemos São Paulo.


Serviço:
Semana DIADESOL
Período: 12 a 19 de novembro
Mostra de Desenho Infantil - Condomínio Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073
Coleta de resíduos eletroeletrônicos - Condomínio Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073
Oficinas de arte com recicláveis
16 e 18 de novembro, das 12h às 15h - Saguão do Condomínio Conjunto Nacional


Programa de Encerramento do DIADESOL 2011

Data: 19 de novembro de 2011
Horário: 10h às 12h
Local: Cine Livraria Cultura, Av. Paulista, 2073

Programa:
9h30 - Abertura
10h - 10h30 - Política Nacional de Resíduos Sólidos - Contexto Atual
Ministério do Meio Ambiente
10h30 - 11h - Roda de diálogo com os apoiadores
11h - 12h - Entrega dos prêmios dos concursos de desenho infantil e vídeo amador


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