Mostrando postagens com marcador Papelão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Papelão. Mostrar todas as postagens

PAPELÃO RECICLADO É USADO PARA FABRICAR MÓVEIS E BRINQUEDOS

Foto: Moacyr Galvão

19/05/2017

Um banquinho feito de papelão reciclado pode suportar até 200 quilos. Esse é apenas um exemplo da resistência e versatilidade desse material que vem ganhando espaço, com novos usos e aplicações, inclusive na decoração de ambientes. Foi justamente para aproveitar essas características e outro diferencial de peso - a sustentabilidade - que a Cartone Design começou, em 2011, a fabricar diversos itens de papelão reciclado. Para saber mais sobre as características e vantagens da utilização desse material na indústria moveleira, o Cempre Informa Mais conversou com Bruno Pellegatti, sócio-fundador e diretor-geral da empresa:

Quando e como foi criada a Cartone Design?

Em 2011, desenvolvemos os primeiros protótipos de móveis em papelão, mas o embrião foi quando começamos a criar produtos para animais feitos de papelão como casinhas e arranhadores para gatos. Já trabalhávamos com essa matéria-prima há mais de dez anos e conhecíamos bem sua resistência e versatilidade. Conversando com minha esposa, resolvemos pensar em opções para aumentar nosso portfólio e percebemos a existência de uma demanda para móveis, principalmente no mercado de eventos. Fizemos, então, os primeiros protótipos, alguns eram bem rústicos, mas a partir deles pensamos em soluções para maximizar a força estrutural do papelão e, ao mesmo tempo, refinar o design.

Em nossos desenvolvimentos, nos guiamos pela funcionalidade e pela otimização do uso da matéria-prima. O princípio sempre foi usar o mínimo de material possível com o mínimo de desperdício.

Que tipos de móveis a Cartone fabrica?

Temos mais de 30 produtos em linha: banquinhos, cadeiras, bancos de praça, mesas, nichos, cubos, estantes, cabides, lixeiras... É um portfólio bem variado, composto tanto por opções de brinquedos, móveis e acessórios para pessoas físicas como por itens voltados para eventos.

Quem são seus consumidores?

Antes da crise, 95% da produção ia para empresas - produtoras de eventos e agências de promoção de publicidade - e fazíamos poucas vendas diretas. Com a recessão, tivemos que readequar o foco operacional para não ficarmos tão dependentes da comercialização corporativa porque realmente houve uma queda acentuada. Começamos, então, a repensar o varejo, criamos uma loja virtual para ter um canal direto e lançamos os brinquedos de papelão, para os quais notamos que existia uma demanda considerável. Havia opções similares no mercado, mas por preços que não achamos justos. Como somos fabricantes, tínhamos uma boa vantagem estratégica para entrar nesse nicho. Hoje em dia, logicamente há flutuações de mês a mês, mas de 5%, a participação do varejo passou a cerca de 30%. Felizmente, nosso reposicionamento foi rápido. Se ficássemos esperando os grandes pedidos do atacado, teríamos enfrentado sérias dificuldades.

Quais as vantagens dos móveis de papelão?

A principal vantagem é ser barato. Há também a questão da praticidade, de ser desmontável, ter baixo custo de armazenamento, ser 100% biodegradável e, no nosso caso, feito com material reciclado... A percepção das vantagens depende do tipo de comprador. Para o cliente corporativo, além do baixo custo, há a possibilidade de personalização e o valor agregado da sustentabilidade. Todos os nossos móveis são produzidos com papelão reciclado. Para o cliente pessoa física, que vai usar o móvel em sua casa, tem ainda a atratividade do inusitado. É algo diferente, quando se recebe alguém sempre causa surpresa, e pesam também os aspectos do baixo custo e a possibilidade de montar e desmontar, alterando a decoração como e quando quiser. Se cansar, você desmonta, põe atrás da porta e pronto.

Móvel de papelão é um nicho hoje no Brasil?

No momento, somos os únicos fabricantes no país a usar papelão reciclado. A maioria das outras empresas compra e revende, nós fabricamos. Oferecemos, portanto, uma série de vantagens, tanto no aspecto de personalização como na agilidade do atendimento. O mercado corporativo já é um segmento bem maduro, principalmente para eventos, por conta do baixo custo, da facilidade e rapidez para montar e desmontar e da possibilidade de inserção de marcas e mensagens. Além disso, para algumas empresas, o fato de ser sustentável agrega também um benefício importante.

De onde vem o material?

Nós compramos as chapas de papelão reciclado prontas, nas medidas que atendem nossas necessidades, e fabricamos nossos produtos. O papelão é proveniente de diversas fontes como cooperativas, catadores e sobras da própria indústria.

Depois de muita busca, encontramos um fornecedor que tem uma matéria-prima que nada deve à fibra virgem. Conseguimos manter a resistência estrutural e a qualidade dos móveis, diminuindo os custos, e utilizamos um material que é ainda mais sustentável do que o papelão virgem.

Qual é a redução em termos de custo?

Há uma economia de 10% a 15%, com a mesma resistência estrutural e durabilidade. Ou seja, é mais barato e com menor impacto ambiental, pois não envolve a extração de madeira mesmo que de reflorestamento.

Qual é a percepção do consumidor em relação à sustentabilidade dos seus produtos?

De modo geral, a percepção é que não adianta ser sustentável se for caro ou se a qualidade for inferior a produtos similares. O consumidor busca preço, praticidade e qualidade. Se conseguirmos aliar a sustentabilidade a essas características é mais um diferencial que vai influenciar a compra. 

Qual é a capacidade produtiva da Cartone?

Com a nossa estrutura atual, algo em torno de 30 toneladas/mês. Em 2016, usamos, em média, metade dessa capacidade. No final do ano, tivemos um aumento significativo dos pedidos e estamos vendo uma luz no fim do túnel em relação à crise.

Quais foram as maiores dificuldades e acertos do seu negócio?

A primeira dificuldade foi vencer a noção errada de que papelão é de graça. As pessoas compram uma TV que vem numa caixa de papelão e acham que a caixa não tem custo, mas esse custo foi diluído no preço da TV. A ideia de que papelão é vulgar ou extremamente barato é um preconceito contra o qual lutamos no dia a dia e que está em total desacordo com a realidade: o papelão é uma matéria-prima nobre, feita de fibra de celulose, 100% reciclável e 100% biodegradável.

O nosso principal acerto foi ter essa visão de que não basta ser sustentável, tem que ser barato e de qualidade. Não quisemos nos posicionar no mercado de luxo. Nosso objetivo - que tem sido atingido! - é oferecer produtos resistentes, versáteis e sustentáveis com preço competitivo.


Construída em papelão, casa sustentável é montada em 24h e promete durar até 100 anos

O 'segredo' para transformar o frágil papelão numa resistente estrutura a prova de fortes 
ventos e água é uma supercola usada para unir as diversas camadas do material 
Foto: Divulgação/ WikkelHouse

04/08/2016

Com preços a partir de R$ 91 mil, a casa é montada em blocos, que possibilita transportá-la para qualquer lugar, e ainda é considerada três vezes mais sustentável que as tradicionais construções de alvenaria

Em nome da sustentabilidade muitos arquitetos e engenheiros já projetaram imóveis dos mais variados materiais, mas desta vez inovaram ao construírem uma casa de papelão, que promete resistir até 100 anos. Se durar um século já não é fácil para as construções tradicionais, de tijolo e concreto, a WikkelHouse , nome do inovador projeto, promete também resistir as fortes chuvas, sol escaldante, além de manter a temperatura interna agradável. Para convencer os céticos, a empresa dá 50 anos de garantia na casa de papelão.

A construção, que é aproximadamente três vezes mais sustentável que as de alvenaria, também se destaca pelo baixo custo e mobilidade. Com um preço estimado em € 25 mil (R$ 91 mil), a casa futurista é montada em blocos e não demora mais de 24 horas para ser concluída. Cada módulo possui 5m² e o seu tamanho final varia conforme o desejo dos proprietários e a área do terreno. Ao final, quando os donos da "casa de papelão" quiserem se mudar não precisam de um novo imóvel, apenas um novo terreno, pois ela é desmontável. 

O ´segredo´ para transformar o frágil papelão numa resistente estrutura a prova de fortes ventos e água é uma supercola usada para unir as diversas camadas do material, que funciona como a parede de tijolos dos imóveis tradicionais. Para impermeabilizar e ´esconder´ o papelão, a empresa cobre as paredes internas e externas com finas camadas de madeira ou outro material, a escolha dos proprietários. Dentro do imóvel é possível realizar todas as atividades rotineiras de uma pessoa, como tomar banho, cozinhar e ir ao banheiro. 

O modelo sustentável, que foi criado pelo estúdio de design holandês Fiction Factory, ainda não é produzido em larga escala. Anualmente, apenas 12 unidades são fabricadas, com montagem somente na Europa.

Para convencer os céticos, a empresa dá 50 anos de garantia na casa de papelão  
Foto: Divulgação/ WikkelHouse

Com um preço estimado em R$ 91 mil, a casa futurista é montada em blocos e 
não demora mais de 24 horas para ser concluída – Foto: Divulgação/ WikkelHouse


Bike de papelão feita com US$ 9 pode ter produção em massa

Mais do que uma boa dose de criatividade, o israelense precisou de uma 
enorme determinação - Crédito: Divulgação
18/09/2013

Depois de ganhar fama ao ser apresentada ao mundo no ano passado, magrela ecológica busca apoio no site de financiamento coletivo Indiegogo para virar realidade – em larga escala

Há poucos meses, o israelense Izhar Gafni ficou famoso ao apresentar para o mundo a sua bicicleta de papelão reciclado, uma engenhoca eficiente e resistente que custou apenas US$ 9, além, claro, da grande dedicação de seu artífice. Agora com uma empresa montada, a Cardboard Technology, Gafni busca tornar sua bike ecológica realidade em larga escala, com produção em massa.

Para arrecadar recursos, ele procura apoio no site de financiamento coletivo Indiegogo. Gafni diz ter dispensando várias ofertas de investimento e optado pelo chamado crowdsourcing para não comprometer seus valores sociais nas margens de lucro.

Ele acredita que, se produzida em massa, sua bike pode melhorar a vida de comunidades pobres ao estimular a reciclagem de papelão e outros itens usados na bike, como plástico e borracha, e com isso gerar renda.

Gafni trabalhou duro e dobrou muito papelão para chegar ao protótipo ideal, que combina o design tradicional de uma bike e a resistência – ela tem capacidade de suportar o peso de uma pessoa de até 140 quilos.

Os valores de doação começam a partir de US$1. Uma das principais vantagens da campanha é que quem doa pelo menos US$ 290 irá receber uma bicicleta autografada quando as primeiras entregas ocorrerem, em março de 2015. O objetivo é arrecadar US$ 2 milhões até dia 8 de agosto.

Fonte: Exame

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...