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COCA-COLA, L’OREAL E OUTRAS 250 EMPRESAS SE UNEM PARA REDUZIR USO DE PLÁSTICO

Segundo estudo, até 2050 poderá haver mais plastico do que peixes nos mares e oceanos

19/11/18

Mobilização da Fundação Ellen MacArthur prevê substituição de materiais até 2025

Gigantes mundiais dos mais variados segmentos estão se unindo para banir o uso de plástico dos seus produtos até 2025. Nomes como Coca-Cola, H&M, L’Oreal e Unilever estão entre as 250 organizações que se comprometeram em usar materiais reutilizados, reciclados ou compostados em suas embalagens.

A mobilização foi deflagrada pela Fundação Ellen MacArthur, com sede no Reino Unido, como forma de reverter a massiva poluição marítima por embalagens e resíduos plásticos. De acordo com a entidade, até 2050, poderá haver mais plásticos do que peixes nos mares e oceanos, publicou a BBC.

Dame Ellen MacArthur, fundadora da Fundação MacArthur, disse que o compromisso oferece uma “visão clara do que precisamos para criar uma economia circular para o plástico.”

Estima-se que 8,3 bilhões de toneladas de plástico tenham sido produzidas desde o início dos anos 1950. Segundo os estudos, 60% desses materiais acabaram em aterros sanitários ou na natureza.

Desde 2010 a instituição milita junto às empresas e governos para reduzir a produção e consumo de plástico. Entre as diretrizes propostas está a substituição por embalagens que possam ser utilizadas mais de uma vez, garantir que o plástico utilizado seja de fácil reciclagem ou compostagem e aumentar a porcentagem de material reciclado nas novas embalagens.

Fonte: IstoÉ

Modelo de negócio sustentável une marcas

Para Evelise Anicet Rüthschilling, uma das organizadoras do espaço, grifes 
unem forças e se complementam - MARCO QUINTANA/JC

19/09/2016

O Coletivo Viés - Moda Consciente, lançado na semana passada, reúne 13 marcas e oito pesquisadoras gaúchas, além da primeira loja multimarcas de moda sustentável do Rio Grande do Sul, a Shopcontextura - Marcas Sustentáveis. "Monitoramos as grifes, acompanhamos seus processos para validar a sustentabilidade. O diferencial é o crivo da universidade e a discussão teórica sobre a sustentabilidade. É muito rico", explica Evelise Anicet Rüthschilling, coordenadora do Núcleo de Moda Sustentável da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e uma das organizadoras do espaço.

A ideia foi criar um modelo emergente de negócios sustentável, um novo formato para divulgar e comercializar a moda sustentável no Rio Grande do Sul e em outros estados brasileiros. "Uma marca não compete com a outra. Elas se complementam, somando forças e criando novos paradigmas", diz.
Conforme Evelise, tudo começou durante o Fashion Revolution Day, evento mundial de moda sustentável que visa chamar a atenção para os processos de desenvolvimento que envolvem a indústria da moda. Em Porto Alegre, ele ocorreu em abril e mobilizou faculdades de moda e marcas de todo o Rio Grande do Sul, convidadas a participar de uma exposição. "Para nossa surpresa, surgiram 18 marcas de moda sustentável. O encontro foi insuficiente para discutirmos o tema. Foi então que criamos um evento informal para reunir todos os envolvidos. E destes encontros surgiu o Coletivo Viés", diz.

A diferença entre a moda sustentável e o slow fashion

Moda sustentável: "Está dentro do conceito de desenvolvimento sustentável e em todas as etapas valoriza o meio ambiente, as pessoas, a cultura, a economia. Percebemos nela o exercício da cidadania, uma mudança de caráter. Podemos trabalhar com a economia solidária e criativa."

Slow fashion: "É uma moda contrária ao fast fashion, é produzida em menor escala e propicia o controle de quem a faz. O slow fashion é uma das estratégias da moda sustentável, tem transparência do processo. Para a moda ser slow, há vários critérios e cuidados, como o compromisso de moda ética, responsável e solidária, sem exploração."

As marcas do Coletivo Viés

A Nume é especialista em moda feminina em tecidos de origem vegetal 
CARLOS SILLERO/DIVULGAÇÃO/JC

Apoena: Bolsas com fibras de folhas de butiá e tecidos ecológicos
Aurora: Moda feminina e acessórios de lã natural
Brick de Desapegos: Feira itinerante de brechós e moda sustentável
Capim Lab: Moda feminina e acessórios com tecidos de reuso, reciclados e algodão agroecológico
Clau Stampas: Moda sustentável com identidade afro-brasileira
Contextura: Moda feminina e masculina com reaproveitamentos de materiais em colagens têxteis
Devaneio: Papelaria e acessórios com reaproveitamento de couro, papéis e tecidos
Envido: Moda feminina com tecidos reciclados, orgânicos e biodegradáveis
Matiz: Peças genderless para bebês em algodão orgânico
Nume: Moda feminina em tecidos de origem vegetal
Preza: Óculos de madeira feitos à mão
Sueka: Camisas e camisetas em algodão e algodão orgânico
The Blue Crafters: Camisetas e vestidos em algodão orgânico

Golden Center lança editorial de verão

Looks da nova coleção servem tanto para o trabalho, quanto para um happy hour no final do dia 
WESLEI TOREZAN /DIVULGAÇÃO/JC

A essência street que move os dias ensolarados e quentes das grandes cidades foi a tendência escolhida para a campanha de verão do Golden Center Shopping Atacadista, de Farroupilha. Fotografado no Hotel Laghetto Moinhos, em Porto Alegre, o editorial revela as apostas das marcas que fazem parte do shopping para o estilo urbano.

Nos looks que vão do trabalho a um happy hour no final do dia, as produções apresentam uma ampla opção de tecidos, cores e acessórios para compor um visual moderno e confortável. O blazer aparece como peça-chave em tons claros, as t-shirts divertidas continuam em alta para dar um ar despojado aos looks mais formais, estampas étnicas e florais prometem chamar a atenção nas ruas e a renda continua clássica para aquele toque feminino.

Agenda

O Passarela de Negócios, projeto criado com o intuito de integrar e fomentar o networking entre empresárias e lideranças femininas locais, estreia em Bento Gonçalves no dia 26/9, das 18h30min às 21h30min, no Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC), localizado na Alameda Fenavinho, 481. Para participar, o investimento é de R$ 80,00. Informações e inscrições podem no site




NOVO PARCEIRO VERDE



29/07/2016

O Natureza e Paz firmou uma boa parceria com a Klima Brasil. Nova marca de vestuário, que traz ideias renováveis de levar a vida de forma mais leve com sustentabilidade e compartilhando roteiros turísticos pelo Brasil na sua página do Facebook.  

Desejamos sucesso com a nova parceria.

Clique no banner "PARCEIROS VERDES" ao lado  e confira os parceiros do Natureza e Paz.

Faça parte dessa parceria verde, mande sua ideia para o e-mail webnasc@gmail.com.


Meio ambiente é fator cada vez mais importante nas decisões de compra dos consumidores



22/07/2015

Pesquisa global realizada pela Tetra Pak com cerca de seis mil consumidores de 12 países aponta que mais de 75% do público entrevistado considera que o desempenho ambiental das embalagens tem influência sobre a marca de bebidas que compram 

O estudo revela ainda que há uma demanda crescente dos consumidores por produtos ambientalmente corretos. Quando perguntados sobre os hábitos de compra recentes, dois terços dos entrevistados disseram ter adquirido produtos ecológicos, mesmo quando eles custam mais. A mesma proporção também afirma ter evitado marcas ou itens específicos devido a preocupações ambientais.

Entre os países pesquisados, os fatores ambientais foram considerados uma forte influência na escolha das marcas de bebidas principalmente em mercados em desenvolvimento como o Brasil, a China, a Turquia e a Índia, em comparação com o Reino Unido, os Estados Unidos e o Japão. De fato, na Índia, China e Turquia, mais de 60% dos entrevistados disseram que sempre procuram informações ambientais sobre as bebidas que compram, em comparação com menos de 25% dos consumidores dos países desenvolvidos.

Acompanhando essa tendência, uma pesquisa paralela mostra que a maioria dos fabricantes de alimentos incluiu a questão “meio ambiente” em sua estratégia de negócios. Mais da metade estão agora focados na utilização de materiais de origem certificada e investindo em matérias-primas renováveis como diferenciação do produto. De acordo Mario Abreu, vice-presidente de Meio Ambiente da Tetra Pak, atualmente os consumidores esperam mais iniciativas ambientais das empresas e estão cada vez mais verificando as informações sobre dos produtos, antes de comprar.

Brasil
De acordo com a pesquisa, 61% das empresas brasileiras priorizam as questões ambientais na estratégia de negócios, uma média superior aos outros países pesquisados (46%). Os consumidores brasileiros também se destacaram em comparação aos demais: 51% dos entrevistados afirmaram que procuram informações nas embalagens se o produto é ecologicamente correto e 46% acreditam que as opções cartonadas são as melhores.

Entre os influenciadores, 86% deles acreditam que as embalagens com menos impacto ambiental agregam valor à marca. A maioria deles (59%) reconhece que os consumidores estão atentos aos rótulos das embalagens ecologicamente corretas. Eles também pagariam mais por equipamentos com menos impacto ambiental (67%) e 88% acham importante para o futuro ter estratégias ambientais. No Brasil 39% das empresas possuem a certificação FSC, um crescimento de 26% em apenas dois anos, se comparada à pesquisa de 2013, com 23% das empresas certificadas naquele ano, por exemplo.

Para baixar a pesquisa, clique aqui.

Sobre a pesquisa
Desde 2005, a Tetra Pak, empresa líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos, realiza  a pesquisa Tetra Pak Meio Ambiente a cada dois anos. A edição de 2015 entrevistou mais de 6000 consumidores e mais de 200 partes interessadas da indústria de alimentos em um total de 12 países, incluindo o Brasil, China, França, Alemanha, Japão, Índia, Rússia, Sul África, Suécia, Turquia, Reino Unido e EUA. A pesquisa deste ano foi realizada em parceria com a Millward Brown.



4 Formas de Evitar o Greenwashing do Seu Produto Eco-Friendly



28/03/2015 

Por Michelle Braga

Em um mercado onde mais consumidores se preocupam em comprar produtos ambientalmente corretos e de empresas direcionadas por um propósito, principalmente em decorrência de maiores preocupações ambientais, ser acusado de greenwashing pode manchar permanentemente a reputação do seu negócio.

Greenwashing é a pratica de criar comunicações de marketing falsas ou enganosas, a fim de promover um produto como sendo mais eco-friendly do que ele realmente é.

 Infelizmente na hora de promover um produto sustentável e ecologicamente correto, é muito fácil acabar “escorregando” para o território do greenwashing. Não interessa o quão bem-intencionadas sejam suas alegações, a comunicação da sustentabilidade é um desafio, e dar um passo em falso pode custar a imagem da sua marca.

Aqui estão quatro maneiras de evitar o "greenwashing" e ter um impacto ambiental positivo:

Não Foque em Ser Verde

Se o principal foco de seus esforços de marketing é no quanto "verde" ou "eco friendly" seu produto é, talvez seja a hora de dar um passo atrás e reavaliar a forma como sua marca está sendo apresentada. Focar no quanto "verde" seus produtos são pode ser perigoso por duas razões principais:

Em primeiro lugar, é muito difícil provar cientificamente alegações abrangentes como “ser verde” ou “eco-friendly”.
Em segundo lugar, e o mais importante, atualmente ser ambientalmente correto é apenas o preço que se paga para seu um player no mercado. Claro, as pessoas gostam do fato da sua marca ser sustentável, mas querem mesmo é saber o que seu produto pode fazer por elas.
Tentar se posicionar como a marca mais verde é o que faz com que muitas marcas acabem sendo acusados de propaganda falsa. Continue sendo sustentável, mas foque a sua estratégia de comunicação de marketing em outro lugar.

Olhe Para a Sua Embalagem

Outro problema comum que muitas vezes leva a acusações de greenwashing é a maneira que os produtos de uma empresa são embalados e enviados. Não importa o quanto eco-friendly um produto é se ele chega na casa dos consumidores em uma caixa de transporte cheia de amendoim de isopor. Enquanto a maioria dos consumidores compreenderá a sua necessidade de enviar seus produtos por transporte aéreo ou terrestre, e, por isso, a necessidade de empacotá-los de maneira que evite danos, o exagero na embalagem ou no uso de materiais não recicláveis pode ser imperdoável. Nesse caso o público começará a questionar sua motivação ambiental.

Evite Fazer Declarações Eco-Friendly que Você Não Pode Comprovar

Outra armadilha difícil de evitar do greenwashing é fazer afirmações sobre alguma coisa que você sabe, ou pelo menos acredita saber sobre o seu produto mas não pode provar com um estudo científico. Toda vez que sua marca faz uma afirmação eco-friendly sem uma prova irrefutável, sua empresa corre o risco de ser confrontada pelos consumidores e, potencialmente, multada pelo governo.

Isso pode ser particularmente frustrante para empresas que trabalham duro para criar ou manter a sua reputação como ambientalmente corretas. Estudos científicos levam tempo e muitas vezes são muito caros para serem produzidos, e para uma marca pequena ou startup, este tempo e custo podem ser inviáveis. Você pode até ter certeza que sua marca possui benefícios ambientais, mas sem um estudo científico você legalmente ou moralmente não pode compartilhar essa mensagem com os seus consumidores.

Não Esconda as Deficiências Ambientais da Sua Marca

Sua marca faz quase tudo de uma forma ambientalmente sustentável, mas obviamente que podem haver áreas onde seus esforços eco-friendly ficam aquém do ideal. Não há nenhum problema nisso, desde que você não tente esconder do público. Uma empresa ou marca só consegue esconder suas “falhas” por algum tempo, e quando a verdade vem à tona, seja na forma de um blog, notícia de jornal ou nota de imprensa da concorrência, os seus clientes vão ficar se perguntando o que mais que você pode estar tentando esconder.

Seja sempre o mais transparente e honesto possível com seus consumidores. Se você ainda está fazendo esforços para tornar partes do seu negócio sustentável, compartilhe esses esforços com todos as partes interessadas da sua empresa através das redes socias, blog posts, e contúdos educativos, tais como ebooks, infográficos e estudos de caso. Não só eles vão aceitar suas deficiências, como também vão aplaudir seus esforços e muitas vezes querer aprender cada vez mais.


E sua empresa, como tem evitado as armadilhas do greenwashing? Já usa os canais digitais para vencer os desafios da comunicação da sustentabilidade?

Fonte: Greenin

Consumidores preferem produtos de marcas reconhecidas por cuidar do meio ambiente, aponta pesquisa

"Os alimentos orgânicos parecem começar a ganhar espaço: 41% dos brasileiros 
consomem esses alimentos de vez em quando" - Crédito: Divulgação

22/04/2015

Estudo feito pelo Opinion Box mostra, ainda, que 85% dos brasileiros adotam medidas para economizar água e luz

Será que as pessoas avaliam como as decisões de compra podem influenciar diretamente no meio ambiente, a qualidade de vida das gerações futuras e do próprio indivíduo? Quantas pessoas se preocupam com a origem e a forma de produção dos produtos que consomem? Quantos deixam de comprar itens daquela marca que adoram após uma denúncia de trabalho escravo ou infantil? A reciclagem já faz parte do dia-a-dia da maioria das pessoas? E na hora de cuidar da saúde, será que as pessoas se previnem de doenças ou procuram tratá-las à medida em que elas aparecem? Esses são apenas alguns dos questionamentos que levaram o Opinion Box em parceria com a Dia Comunicação e o Portal Mundo do Marketing a realizar uma pesquisa inédita com o tema “Consumo Consciente”.

O estudo foi feito pelo Opinion Box, plataforma de pesquisa digital. Para o levantamento, 1138 pessoas foram entrevistadas em todo o país via internet. Participaram da pesquisa pessoas de ambos os sexos, de todas as classes sociais e regiões do país. Com base nos resultados obtidos, o Opinion Box desenvolveu o ICC - Índice de Consumo Consciente. “É interessante notar, com base nos dados gerais levantados pela pesquisa, que os internautas apresentaram um ICC mais alto em relação ao Modo de Vida, e mais baixo em relação a Alimentação, Saúde e Bem-Estar”, avalia Felipe Schepers, COO da empresa de pesquisa.

As mulheres atingiram um ICC mais alto do que os homens em todas as categorias, com exceção do quesito Alimentação, cuja diferença está dentro da margem de erro. Já na análise por idade, foi identificado que quanto mais velhas as pessoas, maior o ICC. Assim como quanto maior a renda, também maior o ICC.

A pesquisa detectou que 54% dos brasileiros preferem consumir produtos de marcas reconhecidas por cuidar do meio ambiente e 45% afirmam que diminuíram o consumo de supérfluos para reduzir o uso de recursos naturais e, consequentemente, o descarte.

Quando questionados sobre a troca ou compra de produtos usados como alternativa de preservação ao meio ambiente, as opiniões são divididas: 39% dizem fazê-lo sempre ou com frequência, enquanto 35% admitiram ter este comportamento às vezes e 26% não o adotam nunca ou raramente. Além disso, 56% dos internautas afirmaram procurar embalagens ou formas alternativas de transportar os produtos que sejam menos prejudiciais à natureza.

Os meios de produção dos itens de consumo também foi tema da pesquisa. 45% das pessoas afirmaram buscar informações sobre emprego de trabalho infantil ou análogo ao escravo entre as marcas das quais costumam comprar. Importante registrar que 24% dos entrevistados, no entanto, nunca pensaram a esse respeito. No caso dos dermocosméticos e produtos de higiene e beleza, os dados são mais preocupantes. Apenas 26% das pessoas disseram se preocupar com informações sobre o teste desses produtos em animais, enquanto 31% nunca pensaram sobre o assunto. Vale ressaltar que as mulheres estão mais engajadas no tema: 32% das entrevistadas disseram se preocupar e buscar informações sobre o tema, enquanto apenas 19% dos homens costumam fazê-lo.

O uso de componentes cancerígenos na fabricação de itens de higiene pessoal e beleza é motivo de preocupação para 38% dos entrevistados, que disseram buscar informações a respeito. Por outro lado, 27% das pessoas nunca procuraram saber se a empresa na qual trabalham adota alguma prática consciente com o meio ambiente.

As pessoas também parecem ter entendido a importância da leitura dos rótulos dos produtos para avaliar a quantidade de sódio, glúten, lactose, conservantes, corantes e açúcares refinados: 57% mencionaram ter o costume de verificar esses dados sempre ou com frequência, enquanto 24% buscam essas informações às vezes.

Ainda falando sobre alimentação, os alimentos orgânicos parecem começar a ganhar espaço: 41% dos brasileiros consomem esses alimentos de vez em quando, enquanto 33% mencionaram adquiri-los com frequência. Quando os transgênicos entraram em pauta, 51% afirmaram que não os consomem, enquanto 10% admitiram comprá-los. Em contrapartida, apenas 16% dos entrevistados costumam consumir mais produtos naturais do que industrializados e 45% não seguem práticas alimentares como as linhas Vegana, Vegetariana, Naturalista, Onívora, Ayuveda, entre outras.

Quando a saúde e o bem-estar se tornaram foco das perguntas, 34% dos entrevistados mencionaram praticar a medicina preventiva ao invés da curativa e 42% disseram que procuram se medicar utilizando produtos naturais, homeopáticos ou alimentos funcionais e ervas. Os tratamentos alternativos, como acupuntura, cromopuntura, fitoterapia, aromaterapia, iridologia, self healing, body talk, ayuveda, medicina chinesa, massoterapias – shiatsu, entre outros, ainda são pouco procurados. Apenas 18% mencionaram buscá-los quando precisam curar alguma doença ou amenizar algum problema.

Um dado interessante surgiu quando as pessoas foram questionadas sobre o uso de transportes coletivos ou alternativos para percorrer distâncias maiores do que 2 km. 50% dos entrevistados disseram buscar essas opções. No caso das mulheres, o índice chega a 55%.

A separação do lixo para reciclagem é feita com frequência por 52% dos entrevistados. 20% das pessoas mencionaram fazer a coleta seletiva às vezes e 28% não o fazem nunca ou fazem raramente. Porém, 56% dos respondentes disseram usar artigos reciclados no dia-a-dia. “Isso é muito interessante. As pessoas se preocupam em usar produtos reciclados, mas nem todos pensam em enviá-los para um novo ciclo de recuperação”, avalia Felipe Schepers, COO da Opinion Box.

Para fechar, a pesquisa questionou as pessoas sobre a economia de água e luz. 85% das pessoas afirmaram adotar medidas para economizar com os dois itens sempre ou com frequência. “Os dados da pesquisa mostram que os brasileiros adotaram algumas práticas de consumo consciente em temas que já foram mais amplamente discutidos, seja pela mídia, por medidas socioeducativas ou na própria educação familiar. Os resultados também mostram que, além da responsabilidade social que as empresas têm, de produzir e vender produtos que não prejudiquem o ambiente, tais práticas são bem vistas pelos consumidores e colaboradores, e podem ser divulgadas em estratégias de marketing e comunicação institucional, trazendo valor para a imagem da marca. Além disso, elas podem contribuir ampliando a informação e a divulgação do consumo consciente, que sem dúvida alguma é o melhor caminho para que mais pessoas adotem tais práticas no seu dia a dia, ajudando todos a construir um mundo melhor”, finaliza Schepers.

A margem de erro do estudo é de 2,9pp e nível de confiança é de 95%.



Expocatadores reúne interessados na gestão de resíduos sólidos da América Latina

17/12/2013

A quarta edição da “Expocatadores” será realizada nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, no Parque Anhembi em São Paulo.

A quarta edição da “Expocatadores” será realizada nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, no Parque Anhembi em São Paulo. O evento contará com o público de mais de 3 mil catadores de 26 estados brasileiros e mais de 14 países da América Latina e Caribe, Ásia, África e Europa, além de quatro mil visitantes diários. Também estão confirmadas presenças de autoridades, tais como a presidente Dilma Rousseff e a ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira.

O evento reunirá especialistas em gestão de resíduos sólidos do Brasil e da América Latina com a tarefa de valorização profissional dos catadores de materiais recicláveis e de fortalecimento de sua ação na cadeia produtiva de recicláveis de forma sustentável e inclusiva. Outro objetivo do evento é despertar novos negócios para cooperativas e redes de catadores.

Os três dias do evento serão marcados por debates e seminários gratuitos. Durante a conferência, que acontecerá após a solenidade de abertura no primeiro dia, às 10:30hs, o tema em destaque será a “Governança da PNRS – Avanços e Desafios para mudanças de paradigmas da gestão dos resíduos no Brasil”.

Diversos painéis abordarão temas como “O papel estratégico do MNCR (Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis) e diretrizes para organização e fortalecimento da categoria”, “ Seminário Nacional Cataforte Logística Solidária”; “Incidências Políticas para contratação de prestação de serviços da coleta seletiva”; “ Mercado da Reciclagem no Brasil e Desafios para promoção de negócios sustentáveis”, “As parcerias pública privado x coleta seletiva solidária”, dentre outros.Confira a programação completa: http://expocatadores.com.br/programacao/ . Para participar dos Seminários, as inscrições devem ser realizadas por meio do link: http://expocatadores.com.br/servicos/inscricoes/

No último dia do evento, haverá a celebração de natal dos catadores e população em situação de rua com a presidência da República. Também estão previstos para o dia 20: solenidade de assinaturas de convênios;entregado Prêmio Cidade Pró-Catador – voltado para o reconhecimento de boas práticas de inclusão dos catadores de materiais recicláveis; e lançamento do livro “Do Lixo à Cidadania: Guia para a Formação de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis” – escrito em parceria com a Editora Peirópolis, com o apoio do MNCR e patrocinado pela Natura e Ambev.

Feira de Boas Práticas

A feira de boas práticas, organizada pela EPS Eventos, vai reunir uma gama de soluções, tecnologias e serviços disponíveis para reciclagem e tratamento de resíduos sólidos, além de empresas que pretendem abraçar a causa. “A feira de negócios cria oportunidade para empresas, catadores, cooperativas e associações formar parcerias e fechar projetos, além de gerar networking. No ano passado, as alianças firmadas geraram receita em torno de R$ 30 milhões. Este ano a expectativa é de que este valor duplique mais de 100%, em função do incentivo do governo e da proximidade do prazo para implementação da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, comenta Carlos Militelli, CO da EPS Eventos.

Segundo Roberto Laureano, coordenador geral da Expocatadores 2013 e representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, a ideia é trazer os catadores para o mundo dos negócios. “Embora seja um negócio solidário, é importante estar dentro do mercado, inserido em uma cadeia produtiva, com uso de tecnologia etc. Antes aconteciam muitas feiras de reciclagem, mas os catadores não chegavam até elas: chegavam principalmente técnicos de prefeitura e iniciativa privada, que levavam a tecnologia para os catadores. Aqui, não, a tecnologia está disponível aos catadores, para avaliarem se é boa, se não é, se ajuda ou não seu trabalho. Com a Expocatadores, os trabalhadores estão tendo a oportunidade de vivenciar um espaço de negócios”, afirma.

Na edição de 2012, a parte comercial da feira cresceu mais de 100% e se consolidou, tornando a ExpoCatadores um evento sustentável. Foram reunidos no local, 66 marcas em 60 estandes. Já estão confirmadas para este ano a presença de marcas como Tetra Pak, Coca-Cola, Nestlé, Petrobras, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e Secretaria Nacional de Economia Solidária, Cempre, BNDES, Funasa, Fundação Avina/ Projeto Cata Ação, Caixa Econômica Federal, Itaipú Binacional, entre outros.

Serviço
Data: 18 a 20 de dezembro de 2013
Horário: 9h – 18h30
Local: Pavilhão Oeste do Parque Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1200, Santana, São Paulo /SP

Fonte: AVINA

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