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Com 17 equipes indígenas, Copa das Árvores começa em 7 de agosto



02/08/2014

Competição no interior do Acre terá presença de pelo menos 13 etnias. Além de futebol, haverá campeonato de arco e flecha, cipó de força e arremesso de lança

Haru Kuntanawa é um dos organizadores 

da Copa das Árvores (Foto: Vanísia Nery/G1)
Inspirados pela Copa do Mundo 2014, na qual o Brasil foi o país sede do Mundial, os indígenas da Aldeia Kuntamanã, localizada no Rio Tejo, no município de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, decidiram organizar a 1ª Copa das Árvores, com o slogan "Essa copa tem raízes", de 7 a 11 de agosto.

Segundo a secretária estadual de Turismo e Lazer, Rachel Moreira, cerca de 13 etnias acreanas estão envolvidas no evento, mas várias tribos de fora do estado já confirmaram presença na Copa. Ao todo, 22 equipes foram convidadas para participar. Dessas, 17 já confirmaram presença na competição. 

O jogo de abertura será entre o Náuas, equipe de Cruzeiro do Sul, contra o selecionado da Copa das Árvores, formada por indígenas representando seus vários povos. Além de futebol, haverá também outras atividades esportivas como campeonato de arco e flecha, cipó de força e arremesso de lança.

- O povo Kuntanawa é quem está tomando conta organização do torneio e essa Copa não envolve apenas as tribos indígenas, mas todas as etnias, com a proposta de discutir políticas para os povos tradicionais, sejam indígenas ou não - explica Rachel Moreira.

Moreira explica que a Secretaria de Turismo e Lazer (Setul) apoia o evento ajudando com a logística para proporcionar a participação de outros povos, além de fomentar e valorizar o eco turismo no estado.  

- A Copa das Árvores é mais que apenas um festival indígena. O objetivo é discutir o conhecimento indígena, abordando o Povo Kuntanawa. Propõe que hajam discussões na casa dos saberes, abordando a sustentabilidade, cultura, ambiente, espiritualidade e medicina, além da valorização e manutenção das manifestações tradicionais das comunidades extrativistas e indígenas - conclui.


Morte de índio interrompe cerimônias festivas na Rio+20


22/06/2012

A morte de um líder indígena da aldeia Karajá interrompeu as cerimônias festivas que marcariam o último dia da Kari-Oca, onde estão reunidos 420 índios que participaram da Rio+20. Ismael Karajá, de 48 anos, passou mal ontem e foi medicado no posto de saúde da Kari-Oca depois se queixar de dores no peito e na cabeça e apresentar vômito, febre e rigidez na nuca.

O líder foi encontrado morto na rede onde dormia na manhã desta sexta-feira pelo cacique karajá e o mais provável é que ele tenha tido um ataque cardíaco. Segundo Marcos Terena, um guerreiro da aldeia levará o corpo de volta para a Aldeia Santa Izabel, em São Felix do Araguaia, na divisa entre Mato Grosso e Tocantins.

"Em solidariedade ao parente que faleceu, todos as etnias resolveram ir embora mais cedo. A cerimônia do fogo, de despedida, está mantida mas não será festiva. Estão todos muito tristes", disse Terena.
Até o início da tarde, todos os indígenas que participaram da Rio+20 pela Aldeia Kari-Oca, em Jacarepaguá, deverão ter embarcado nos ônibus de volta para as suas aldeias.


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