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Fome aumenta na América Central e Haiti em meio a seca agravada por El Niño

Na América Latina e no Caribe, cerca de 85 milhões de crianças recebem café da manhã, almoço e lanche em suas escolas diariamente. Refeições escolares são muitas vezes a única refeição regular e nutritiva que uma criança recebe. Foto: PMA/Mike Bloem

17/04/2016

A pedido dos governos, Programa Mundial de Alimentos da ONU ampliará ajuda para tentar alcançar 1,6 milhão de pessoas na Guatemala, Honduras, El Salvador e Haiti. Agência também busca reforçar resiliência contra futuros choques climáticos.

A agência de ajuda alimentar das Nações Unidas ajudará 1,6 milhão de pessoas atingidas por secas exacerbadas pelo fenômeno ‘El Niño’ na Guatemala, Honduras, El Salvador e Haiti, apoiando a capacitação de resiliência contra futuros choques climáticos.

Após visitar El Salvador e Guatemala para ver o impacto do El Niño, um dos mais fortes na última metade do século, a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), Ertharin Cousin, disse que a agência planejava aumentar sua ajuda para os mais vulneráveis nos quatro países até agosto.

“Ao mesmo tempo, trabalhando em estreita colaboração com os governos, estamos colocando a resiliência no centro da nossa resposta mais duradoura”, disse ela na Guatemala. “Temos de trabalhar para garantir que as pessoas vulneráveis não sejam repetidamente empurradas mais profundamente para a fome e possam construir estruturas mais duradouras que sobrevivam a potenciais desastres.”

“O PMA está empenhado em ajudar as pessoas a construir um mundo com Fome Zero”, acrescentou. “A chave para este objetivo global a ser alcançado na América Central e em outros lugares é que as comunidades sejam capazes de se adaptar melhor, garantindo que estejam mais preparadas para choques climáticos e possam se recuperar mais rapidamente.”

Pessoas atingidas pela seca em El Salvador e na Guatemala se beneficiam de programas financeiros, de vouchers e de transferências por meio de telefonia móvel para obter alimentos – incluindo produtos mais diversificados e frescos –, ao mesmo tempo em que as economias locais são beneficiadas. Além disso, o PMA e os seus parceiros oferecem treinamento de nutrição, bem como suporte para reflorestamento, irrigação e comunidades de jardins.

De acordo com avaliações do PMA e dos governos locais, mais de 2 milhões de pessoas na Guatemala, Honduras e El Salvador estão em insegurança alimentar. A maioria são agricultores familiares que colhem uma vez por ano e vivem no chamado ‘Corredor Seco’.

A pedido dos governos, o PMA forneceu ajuda alimentar em 2014 e 2015 para mais de 1,2 milhão de pessoas nos três países.

Nesta semana, a chefe do PMA visita o Haiti para conhecer comunidades vulneráveis que lutam contra o impacto do El Niño. Cerca de 3,6 milhões de pessoas estão em insegurança alimentar no país após três anos de seca severa.

O PMA inicialmente respondeu com a distribuição de alimentos por um período de dois meses para 120 mil pessoas. A agência pretende agora lançar uma operação de emergência para ajudar 1 milhão de pessoas, principalmente por transferências de dinheiro. Mais intervenções nutricionais são planejadas para evitar um aumento da desnutrição aguda.

O PMA precisa de 100 milhões de dólares para ajudar as 1,6 milhão de vítimas da seca até agosto, nos quatro países – Guatemala, Honduras, El Salvador e Haiti.

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