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Diminua seus resíduos e colabore com o meio ambiente



07/11/2015

Por que convivência? A produção de lixo não acontece somente com as grandes indústrias e empresas: todo indivíduo é um produtor de lixo em potencial se não for conscientizado de que suas atitudes provocam grande impacto na sociedade e no planeta. Jogar lixo no chão das grandes cidades pode parecer um problema menor, mas as consequências desta pequena falta de atitude são enormes. Lixo jogado pela janela do carro se junta com o de outras pessoas e se torna causador de enchentes e poluição dos rios.

Além do impacto ambiental, as consequências chegam à área social. Pessoas que vivem em áreas afetadas por enchentes ficam expostas a doenças e agravam o problema da falta de moradia nas grandes cidades. As populações ribeirinhas, que utilizam rios para fonte de renda e alimento, são obrigadas muitas vezes a buscar alternativas para sobreviver. Isso afeta a educação e o desenvolvimento social e econômico destas pessoas.

Por isso é importante nos atentar ao consumo de produtos que diminuam o impacto no sócio-ambiental. Comprar produtos reciclados e orgânicos é um bom começo. Utilizar o máximo dos aparelhos eletrônicos e evitar desperdícios também é uma forma de colaborar. Evite comprar por impulso, não compre mais do que vai comer ou usar, utiliza o consumo para cobrar mais responsabilidade social das empresas.

Além de se preocupar com resíduos de indústrias, é preciso estar atento aos nossos próprios resíduos. Muitas vezes nossos costumes dificultam não só nossa própria vida, como também uma cadeia de acontecimentos que prejudicam o ambiente.



Como criar uma sociedade comprometida com o meio ambiente?



23/02/2015

A corrida desenvolvimentista dos países tentando conciliar ações economicamente viáveis, ambientalmente adequadas e socialmente justas continua.  Reuniões mundiais periódicas envolvendo as nações, para equilibrar estas três variáveis, são realizadas em busca de um consenso ou equilíbrio, considerando a realidade de cada um dos países, desde o mais pobre até as potências econômicas mundiais.  Mas, os interesses são muitos, desde governantes que estão realmente interessados na qualidade de vida do seu povo e na proteção do meio ambiente até aqueles que entram na discussão focados apenas nos interesses pessoais, utilizando-se do cargo de governante soberano de uma nação para enriquecer a si próprio e aos seus apoiadores, sem se importarem com o povo que governa.

Diversas reuniões foram realizadas nas últimas décadas e cartas de intenções redigidas, mas que continuam nas intenções.  As decisões que saem do papel ou que tomam alguma forma são apenas aquelas que não envolvem o comprometimento do desenvolvimento econômico e financeiro.  O valor de um país é medido pelo tamanho de sua economia, recursos naturais e recursos humanos que se resume a gente para trabalhar e gastar.  

Todos querem mudanças, mas ninguém quer mudar. As décadas e até mesmo séculos de modelos de desenvolvimento e crescimento implementado pelas nações e arraigadas na sociedade não são fáceis de mudar. Na sociedade brasileira, será que as campanhas para evitar que as pessoas joguem o lixo no chão das ruas ou pela janela dos carros funcionam? E a redução no consumo de água? E a de energia? Para que determinadas ações possam ser implementadas torna-se necessária a sua valoração, ou seja, multa pesada e aumento no valor dos serviços. O simples fato de apelar para a consciência não surte qualquer efeito. 

O mundo precisa mudar. As pessoas e as suas sociedades precisam mudar. Estamos na porta de um colapso econômico, social e ambiental.  A população mundial está aumentando, mas também vivendo mais e envelhecendo. Menos gente trabalhando para sustentar um número cada vez maior de idosos aposentados e pensionistas. A xenofobia cada vez mais intensa na Europa e em países do Oriente Médio e todos com medo de ações terroristas iminentes. A exploração desenfreada de recursos naturais não renováveis para atender o consumo exagerado das sociedades desenvolvidas além, é claro, das mudanças climáticas, consequência do grande impacto da ação humana no meio ambiente.

Um acordo mundial sobre a redução da exploração dos recursos naturais e dos impactos ambientais fica cada vez mais difícil considerando que os maiores Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, Estados Unidos e China, são também os maiores poluidores e que ninguém quer abrir mão de sua economia. Como convencer as demais nações que também querem se desenvolver a adiar suas estratégias de crescimento em prol de um bem comum?

As mudanças devem vir de baixo, da sociedade. Devemos trabalhar principalmente, a cabeça das crianças a respeito da importância da conservação do meio ambiente e a importância de ações simples como separar os resíduos em casa e não jogar lixo nas ruas. Só assim conseguiremos criar sociedades ambientalmente comprometidas sem abrir mão do desenvolvimento.



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