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Sonda espacial parte em direção a Marte para buscar sinais de vida

Foguete Proton-M decola carregando a sonda ExoMars 2016 para Marte 
(Foto: Shamil Zhumatov/Reuters)
15/03/2016

Orbitadora Exomars 2016 atuará em parceira com jipe que chega em 2018.
Missão tentará descobrir origem do gás metano no planeta vermelho.

Europa e Rússia lançaram nesta segunda-feira (14) uma sonda espacial para buscar sinais de vida em Marte e ampliar as perspectivas de uma missão tripulada ao planeta.

A espaçonave, parte do programa ExoMars, partiu do espaçoporto de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo de um foguete Proton, dando início a uma jornada de sete meses pelo espaço.

A nave levará uma sonda atmosférica que irá estudar traços de gases como o metano, um elemento químico que está fortemente vinculado à vida na Terra, que missões marcianas anteriores detectaram na atmosfera do planeta.

"Por que estamos tão interessados em Marte? Estamos tentando entender como a vida se originou em nosso sistema solar", disse Pascale Ehrenfreund, chefe do comitê executivo da agência espacial alemã DLR, em um evento de lançamento da ESA (Agência Espacial Europeia).

Origem do metano

Os cientistas acreditam que o metano pode ser derivado de micro-organismos conhecidos como metanogênicos. Essas criaturas podem ter se extinguido milhões de anos atrás e deixado reservas desse gás congelado abaixo da superfície do planeta. Ou, talvez, parte desses organismos ainda esteja viva.

Outra explicação para o metano na atmosfera de Marte é que ele é produzido por fenômenos geológicos, como a oxidação do ferro.

A nave também leva uma instalação terrestre que testará tecnologias necessárias para o uso de um veículo que deve ser enviado em 2018, um passo necessário para superar os desafios práticos e tecnológicos de possíveis voos tripulados a Marte no futuro.

"Tenho certeza de que, em 20 ou 30 anos, chegará o momento no qual os humanos irão ao planeta", afirmou Thomas Reiter, diretor de Voos Espaciais Tripulados e Exploração Robótica da agência espacial.

Fonte: Globo.com

Missão Marte: brasileira está entre cem pré-candidatos a colonizar planeta

18/02/2015

A brasileira Sandra Maria Feliciano Silva, 51, moradora de Porto Velho (RO), está entre os cem candidatos pré-selecionados para uma missão que pretende colonizar Marte em 2025, informou a fundação Mars One, que organiza a expedição.

De um total inicial de mais de 202 mil candidatos inscritos em 2013, apenas cem restaram na terceira seletiva da Mars One. Uma segunda fase de seleção já havia reduzido esse número para 1.058 candidatos.

"O grande corte de candidatos é um passo importante para sabermos quem tem as qualidades certas para ir a Marte", disse em comunicado Bas Lansdorp, cofundador e diretor-executivo da fundação.

No perfil divulgado pela Mars One, Sandra afirma ser formada em administração e direito. Ela também é professora -- no seu perfil no Facebook, ela afirma trabalhar na escola estadual Major Guapindaia e na Faculdade de Porto Velho -- especialista em segurança pública.

A candidata também mantém uma página no Facebook sobre aquários. Ela escreveu licros de ficção chamado "Os Ancestrais", publicado em dezembro passado. Entre os temas de interesse dela estão astronomia, física, biologia, administração de crise e ecologia de sistemas fechados

Em um vídeo divulgado pela fundação, Sandra diz que tem "a coragem e o espírito certos" para participar desta missão. 

Missão sem volta

Nos próximos processos seletivos, restarão apenas os 24 colonos que devem viajar a Marte em seis grupos de quatro pessoas. Os colonos, que jamais poderão regressar à Terra, deverão viver em pequenos habitats, encontrar água, produzir oxigênio e cultivar seus próprios alimentos.

Um estudo do prestigioso Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) estima que os colonos vão começar a morrer no 68º dia de missão.

O custo do programa espacial, estimado em 6 bilhões de dólares, será totalmente financiado pela iniciativa privada, por meio de patrocinadores e sócios, contribuições voluntárias e conteúdo midiático gerado pela missão com a venda dos direitos de transmissão.

O projeto é apoiado por cientistas como o holandês Gerard 't Hooft, ganhador do Nobel de Física em 1999, embora tenha despertado muitas dúvidas sobre sua viabilidade.

Até agora, as agências espaciais ao redor do mundo só conseguiram enviar sondas robóticas a Marte, sendo a última a Curiosity, da Nasa, estimada em US$ 2,5 bilhões, e que pousou no planeta vermelho em agosto de 2012.

Se for bem sucedida, a Mars One será a primeira iniciativa, tripulada ou não tripulada, a explorar outro planeta.

Fonte: UOL


Lua sangrenta é vista pelo mundo

15/04/2014

A Lua, a Terra e o Sol ficaram em perfeito alinhamento; com a incidência da luz Sol, o satélite pode ser observado em tons avermelhados

Amantes da astronomia tiveram a chance de presenciar nesta madrugada um eclipse lunar total, fenômeno que não era visto há quase três anos.

A Lua, a Terra e o Sol ficaram em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra, de cor âmbar.

Nesse momento, com a incidência da luz Sol, o satélite pode ser observado com tons avermelhados, o que deu ao fenômeno o nome “lua de sangue” ou “lua sangrenta”.

No Brasil, o eclipse pôde ser visto a partir das 3h, por cerca de 78 minutos, tendo seu pico às 4h45. O fenômeno foi mais perceptível em localidade da região Oeste.

O satélite ficou localizada entre a estrela Espiga, a mais brilhante da Constelação de Virgem, e o planeta Marte.

Este é primeiro de uma série de quatro eclipses lunares que deve ocorrer de seis em seis meses. A tétrade, como é chamada essa série pelos astrônomos, se repetirá apenas sete vezes no século XXI. O próximo eclipse total está previsto para o dia 8 de outubro.

Confira as fotos:

Lua é vista durante eclipse em Miami, na Flórida (EUA) - Foto: Joe Raedle/Getty Images

A lua é vista perto de seu eclipse total em Burbank, na Califórnia - Foto: Kevin Winter/Getty Images

Lua ganha tons vermelhos vista de Buenos Aires, na Argentina - Foto: Reuters/Marcos Brindicc

O eclipse parcial é visto em cima de uma antena sobre o arranha-céu de Tóquio, 
no Japão - Foto: Reuters/Issei Kato

A lua sangrenta é vista em Brasília - Foto: Reuters/Ueslei Marcelino
Fonte: EXAME.com


Curiosity reproduz pela primeira vez a voz humana em Marte

Imagem feita com a câmera de 100 mm da Curiosity foi divulgada nesta segunda-feira. 
O equipamento tem resolução três vezes melhor que a câmera de 34 mm, mas tem um campo de visão menor
Foto: Nasa/Divulgação

27/08/2012

A voz de um ser humano soou nesta segunda-feira pela primeira vez em Marte e, embora não fosse uma "presença humana física", representou um marco na missão da sonda Curiosity, que já está há 20 dias no Planeta Vermelho.

"Olá. Sou Charlie Bolden, administrador da Nasa, falando com você através da capacidade de difusão da Curiosity Rover, que agora está na superfície de Marte", foram as palavras escutadas nas instalações da agência espacial americana.

"Desde o início dos tempos, a curiosidade da humanidade nos levou a buscar constantemente algo novo (...) Novas opções de vida além do horizonte. Quero felicitar os homens e mulheres de nossa família da Nasa, assim como nossos parceiros comerciais e governamentais de todo o mundo por ter dado mais um passo em Marte", continuou a gravação.

Segundo explicou o diretor da Nasa na mensagem, a agência espera obter informações importantes através da análise da cratera Gale, que será fundamental para saber se Marte foi ou será apto para abrigar vida.

"A Curiosity trará benefícios à Terra e inspirará uma nova geração de cientistas e exploradores, enquanto se prepara o caminho para uma missão humana em um futuro não muito distante ", disse Bolden na mensagem gravada.

A reprodução da voz de Bolden, que foi enviada da Terra ao Curiosity, soou no Planeta Vermelho e depois foi mandada outra vez à Terra. "Com a presença desta voz, se dá outro pequeno passo à presença humana além da Terra, e a experiência de explorar mundos remotos se põe um pouco mais próxima de todos nós", disse Dave Lavery, diretor do programa Curiosity.

As mais recentes imagens obtidas com as teleobjetivas do robô mostram cenas de encostas erosionadas, com camadas geológicas claramente expostas, com uma resolução e nitidez muito mais elevadas que as anteriores. O Curiosity, que aterrissou na superfície de Marte na madrugada do dia 6 de agosto, enviou centenas de fotografias em preto e branco e em cores que proporcionaram a visão mais nítida de Marte conhecida até agora.

Fonte: Terra

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Robô envia primeira imagem colorida de Marte


Primeira imagem colorida de Marte mostra o que parece ser um deserto 
(Divulgação/Nasa)
08/08/2012

Curiosity está há dois dias na mais ambiciosa missão no planeta vermelho

Piso arenoso, montanhas e uma aparente semelhança com regiões desérticas da Terra. Foi essa impressão apresentada pela primeira imagem colorida enviada pelo robô Curiosity para os cientistas da Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos). A imagem foi feita na tarde de segunda-feira (6), quando o laboratório móvel pousou no planeta Marte.

O robô está em uma grande cratera do planeta vermelho, e os cientistas que já analisaram esta e outras imagens enviadas nos primeiros dois dias de expedição dizem ser possível perceber formações rochosas de tempos muito antigos, embora seja difícil precisar a data delas.

Sinta-se em Marte! Veja aqui imagem 360º do planeta, a partir do ponto onde se encontra o robô Curiosity.

Robô busca indícios de vida extraterrestre em Marte

O pequeno veículo da Nasa pousou em Marte às 2h31 (horário de Brasília) em uma das maiores crateras do planeta. Equipado com um laboratório móvel, ele tem como missão buscar rastros que possam indicar que houve ou ainda há alguma forma de vida no planeta vermelho.

Essa missão é um grande passo para a perspectiva da Nasa de levar uma missão tripulada ao planeta até 2030.


A descida pela atmosfera do planeta, após uma viagem da Terra de 570 milhões de quilômetros, foi chamada de 'sete minutos de terror' por conta das manobras de alto risco que reduziram a velocidade da nave de 20 mil km/h para apenas 1m/s, o que permitiu que as rodas do jipe-robô tocassem a superfície da cratera suavemente.

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O veículo deve executar a primeira fase de sua missão em 98 semanas, mas a expectativa é que continue suas pesquisas por cerca de uma década. Geradores de plutônio têm capacidade de fornecer calor e eletricidade por pelo menos 14 anos para a missão. É um sistema de geração de energia diferente do de outras missões que contaram com painéis para geração de energia solar.

O robô está equipado com ferramentas que podem, entre outras coisas, perfurar rochas e coletar amostras de materiais do planeta.

Os estudos do robô começarão em uma montanha localizada no interior da cratera. Ele irá subir a montanha e estudará as pedras ali sedimentadas ao longo de bilhões de anos. O veículo buscará indícios de substâncias que possam ter sido propícias à vida em Marte. Indícios da presença de água no passado de Marte foram detectados em estudos anteriores, feitos a partir de imagens do local.

Com o sucesso da missão, Curiosity soma-se à lista de missões bem-sucedidas da Nasa a Marte, como Viking 1 e 2 (em 1976), Pathfinder (1997), Marz Exploration Rovers (2004) e Phoenix (2008). A missão que enviou o robô Curiosity a Marte custou US$ 2,5 bilhões.

Fonte: R7.com

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