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Cientistas constroem Estrela da Morte para proteger a Terra

Foto: Star Wars/Facebook/Reprodução

14/03/2016

Cientistas afirmam que a nave poderia desviar um grande asteroide da Terra ao longo de um período de 30 anos

Imagine a estação espacial bélica Estrela da Morte, do filme Star Wars, sendo usada para proteger a Terra de asteroides que se aproximam.

Esse é o conceito que está sendo desenvolvido por pesquisadores norte-americanos que acreditam ter encontrado uma maneira de usar um feixe de laser de alta potência para desviar rochas espaciais que estão indo em direção a Terra. As informações são do site do jornal The Telegraph .

A ideia tem sido desenvolvida há anos, mas a equipe da Universidade da Califórnia afirmou que os testes de laboratório mostraram que o De-Star – ou Sistema de Energia Dirigida por Segmentação de Asteroides e exploração – pode realmente funcionar.

Eles projetam colocar a nave não tripulada em órbita ao primeiro sinal de um desastre iminente. O laser de alta potência teria como alvo um asteroide, fazendo parte da rocha vaporizar em um processo conhecido como sublimação.

Essa ejeção de gás criaria uma força suficiente para alterar o curso da rocha. Um dos autores do projeto, Qicheng Zhang, falou como seria o seu uso “De um modo geral, a tecnologia está disponível hoje. O principal desafio com a construção da nave é a escala necessária para ser eficaz”, disse.

Eles testaram a técnica em terra, explodindo um pedaço de basalto – uma rocha ígnea semelhante em composição a alguns asteroides. A equipe descobriu que ao brilhar, ela começou a perder massa.

Travis Brashears, um estudante que já trabalhou com o grupo, disse no ano passado que “o que acontece é um processo chamado sublimação ou vaporização, que transforma um sólido ou líquido em um gás”.

“Esse gás faz com que uma nuvem plume – ejeção de massa – o que gera um igual e outra oposta reação ou impulso – e é isso o que medimos”, disse.

Eles estimam que poderiam usar um laser de 10kW – menos poderoso do que alguns usados pelos militares dos EUA, por exemplo – para desviar um grande asteroide de 100m ao longo de um período de 30 anos.

Ao mesmo tempo, os cientistas estão trabalhando em uma versão menor que poderia voar ao lado de asteroides, atuando como uma última linha de defesa.

Fonte: Terra

Asteroide de 400 metros de diâmetro passa raspando pela Terra

09/11/2011

Por Irene Klotz 

CABO CANAVERAL, Estados Unidos (Reuters) - Um asteroide preto, do tamanho de um porta-aviões, passou perto da Terra na terça-feira, para alegria dos astrônomos interessados em descobrir sua composição e origem.

 O 2005 YU 55, com 400 metros de diâmetro, é o maior asteroide a passar perto da Terra desde 1976. Às 21h28 de terça-feira (hora de Brasília), ele chegou a cerca de 322 mil quilômetros da Terra, ou seja, dentro da órbita da Lua. Apesar da proximidade, o asteroide não representou uma ameaça ao planeta.

Milhares de astrônomos profissionais e amadores voltaram seus telescópios para esse corpo celeste, que só foi visível no Hemisfério Norte.

"Foi bastante fácil de encontrar", disse à Reuters Ronald Dantowitz, diretor do Observatório do Centro Clay, um instituto astronômico estudantil de Brookline, Massachusetts. "Ele está se movendo de forma diferente das estrelas. Parece uma rocha gigante flutuando pelo espaço."

O YU 55 passou pelos arredores da Terra a 48 mil quilômetros por hora. Os astrônomos acreditam que há milênios o asteroide visite o nosso planeta. É possível que ele tenha sido "cutucado" pela gravidade de Júpiter para fora do Cinturão de Asteroides que existe além de Marte.

Os modelos informatizados usados pela Nasa indicam que não há chance de colisão do YU 55 com a Terra ou com a Lua nos próximos cem anos. Depois disso, não há previsão exata, mas os cientistas acreditam que ele continuará não sendo uma ameaça.

Os astrônomos buscam nos asteroides pistas para a formação do Sistema Solar. O fato de um deles passar tão perto da Terra permite economizar milhões de dólares e anos de trabalho que seriam necessários para o envio de uma sonda.

Acredita-se que o YU 55 seja um asteroide do tipo mais comum, rico em carbono, só que maior que a média. Suas antiquíssimas rochas podem conter água, metais e outros materiais eventualmente úteis para exploradores espaciais do futuro.

Atualmente, a Nasa planeja uma missão tripulada a um asteroide, com a meta de realizá-la em 2025.
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