Lei torna Chico Mendes patrono do meio ambiente no Brasil

Chico Mendes, líder seringueiro que defendeu a preservação do 
meio ambiente e a Amazônia - Divulgação/Câmara dos Deputados
17/12/2013

Sindicalista e líder seringueiro é conhecido por suas lutas ambientais, em especial a favor da floresta amazônica

O líder seringueiro, Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes, agora é patrono do meio ambiente brasileiro. A lei que institui a nomeação foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16). 

Nascido no dia 15 de dezembro de 1944, Chico Mendes foi morto a tiros no quintal de sua casa, em Xapuri, no Acre, no dia 22 de dezembro de 1988, aos 44 anos. Dois anos após sua morte, dois fazendeiros foram culpados e condenados a 19 anos de prisão cada um.

Breve histórico

Chico Mendes começou como seringueiro ainda criança, aos nove anos, acompanhando seu pai pelas matas. E em 1975, entrou para a luta sindical defendendo a preservação da Floresta Amazônica e lutando para impedir o desmatamento da riqueza verde brasileira.

Em 1981, Chico Mendes se tornou presidente do Sindicato de Xapuri, e assim seguiu até o dia da sua morte. Em 1985, liderou o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, onde foi criado o Conselho Nacional dos Seringueiros que transformou Chico Mendes em uma referência em toda a categoria.

Em 2012, o ambientalista foi eleito um dos 100 maiores brasileiros de todos os tempos.

Ideais 

Chico Mendes acreditava que a melhor forma de cuidar e conservar o meio ambiente e a Amazônia era a partir da criação de reservas extrativistas de culturas nativas como o babaçú, ervas medicinais, borracha, guaraná e castanhas. 

No entanto, suas ideias iam de encontro ao interesses dos grandes fazendeiros e pecuaristas da época que devastam a floresta da região. Mesmo com diversos inimigos, Mendes nunca se intimidou com as ameaças que sofreu.

A força do seu trabalho se vê nas incontáveis reservas, estátuas, bustos, institutos e parques espalhados por todo o Brasil que levam seu nome, além de prêmios internacionais como o Global 500, oferecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), por sua luta em defesa do meio ambiente.

Parque ecológico Chico Mendes em São Paulo

Com churrasqueiras, quadras de futebol, trilhas, nascentes, córrego e lago. O parque, aberto ao público em 1989, é definido como de uso cultural, de lazer e também voltado para pesquisa e conhecimento do meio ambiente. A área é cheia de pomar e eucaliptos. Além da produção de canela, castanha-portuguesa, ipê-rosa, jatobá e pitangas, dentre outros.Reúne 44 espécies de animais, das quais 40 são aves.

Parque Chico Mendes em Porto Alegre

O Parque Chico Mendes fica na zona norte de Porto Alegre, e oferece opção de descanso e lazer acessível à população da região. Calcula-se que o parque beneficie diretamente cerca de 200 mil pessoas.

A área conta com quadras de vôlei, basquete e futebol de salão, além de campos de futebol, praça infantil e churrasqueiras. O espaço possui o memorial Chico Mendes e o anfiteatro ao ar livre se destinam a cerimônias oficiais e programação cultural, como shows musicas e peças teatrais.

A denominação do parque é uma homenagem que a prefeitura de Porto Alegre presta ao Chico Mendes, chamado pelo órgão como um cidadão brasileiro, símbolo de dignidade e respeito ao ambiente.

Reserva Extrativista Chico Mendes no Acre

Na reserva que fica na cidade do herói ambiental ainda é feita a exploração e comercialização de borracha e de óleo de copaíba. Além dessas atividades, a comunidade faz o manejo madeireiro comunitário e familiar. 

A população da Reserva acreana stabeleceu uma parceria com a Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do Estado do Acre, visando a implantação de uma trilha ecológica na Unidade de Conservação, com foco no turismo.

Instituto Chico Mendes

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é uma autarquia em regime especial vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e foi criado no dia 28 de agosto de 2007.

Cabe ao Instituto monitorar o uso público e a exploração econômica dos recursos naturais nas Unidades de Conservação. Na área de pesquisa, a instituição contribui  para a geração e disseminação sistemática de informações e conhecimentos relativos à gestão de Unidades de Conservação, da conservação da biodiversidade e do uso dos recursos faunísticos, pesqueiros e florestais.


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